3. LİTERATÜR ÖZETİ
3.1. Lignin İzolasyonu ve Karakterizasyonu Üzerine Yapılmış Çalışmalar
Nos levantamentos, o universo, geralmente, é tão grande que se torna impossível considerar todos os elementos em termos de investigação. Por este motivo, o
mais comum é trabalhar com uma amostra, ou seja, uma pequena parte dos elementos que constituem o universo (GIL, 2010). Normalmente, os surveys são realizados com amostras rigorosamente selecionadas, obedecendo-se a critérios rígidos baseados na estatística. Este tipo de amostragem, conhecido como "probabilística", é o elemento chave em pesquisas de levantamento e segue, basicamente, o critério de seleção aleatória. No entanto, em determinadas situações este tipo de amostragem, que envolve o processo de obtenção de amostras, torna-se demasiadamente difícil, demorado e caro (BABBIE, 1999). Para remediar essas condições, a amostragem não probabilística é convocada quando os possíveis erros de amostra não apresentam gravidade maior ou quando é praticamente impossível a amostragem probabilística (MARCONI; LAKATOS, 2007).
Para construir a amostra, esta pesquisa utilizou dois bancos de dados da UFMG, a saber:
• MinhaUFMG – portal que centraliza a maioria das ferramentas eletrônicas da Universidade, dando suporte acadêmico e administrativo aos alunos, salvaguardando os dados destes, mesmo depois de formados.
• Sistema de informações do Sempre UFMG – banco de dados do programa de ex-alunos, composto por dados dos egressos que atualizaram seus dados voluntariamente.
Ambos os bancos de dados contemplavam 40.812 contatos de e-mail de ex- alunos em outubro de 2013. No entanto, como a desatualização é uma questão recorrente em bancos de dados, não foi possível precisar quantos desses contatos eletrônicos estavam de fato ativos. Também, em situações de contato virtual não se pode deixar de considerar aqueles casos em que os indivíduos não abrem os e-mails ou, simplesmente, optam por não respondê-los. Considerando este contexto, mesmo com as tentativas de se refinar a população, com a realização de relatórios de falha de entrega, por exemplo, tornou-se muito difícil mensurar essa população, podendo ocorrer, inclusive, a inflação dela, por conta de endereços duplicados, pois os ex-alunos podiam estar, ao mesmo tempo, em ambos os bancos. Por este motivo, optou-se por realizar esta pesquisa pelo método da amostragem
não probabilística.
Para justificar a tomada dessa decisão, a explicação dada por Marconi e Lakatos (2007, p. 53) – “em determinados casos, considerações de diversas ordens impedem a escolha de uma amostra probabilística, ficando a cargo do pesquisador a tentativa de buscar, por outras vias, uma amostra representativa” – foi a mais adequada para justificar o contexto da pesquisa. Assim, a busca por um subgrupo que seja típico em relação à população como um todo – isto é, uma amostra por tipicidade (MARCONI; LAKATOS, 2007) – é uma forma de lidar com tal situação. Neste caso, este subgrupo, ou comunidade, deve apresentar características comuns ao objeto da pesquisa.
Como não se possuía o contato eletrônico de todos os egressos da UFMG, considerou-se que os contatos presentes nos referidos bancos de dados continham representantes de praticamente todos os cursos atuais da Universidade, com exceção de alguns dos recém-criados em decorrência do advento do REUNI.69 Além dos cursos atuais, o banco de dados do Sempre UFMG, em especial, também abrangia egressos de cursos antigos da Instituição. Logo, partiu-se do pressuposto de que os bancos de dados do minhaUFMG e do Sempre UFMG contemplavam elementos típicos da população investigada. Entretanto, devido aos problemas de desatualização já citados, estabelecer uma amostra probabilística inviabilizaria este estudo, devido a fatores, principalmente, ligados ao prazo. Todavia, pode-se afirmar que os problemas relatados não comprometeram a pesquisa em termos de resultados alcançados, em se tratando do teor científico inerente a todo trabalho acadêmico.
Segundo Babbie (1999), em amostras não probabilísticas há também a questão da amostragem intencional, ou por julgamento, que se baseia no conhecimento da própria população e seus elementos e das metas da pesquisa. Ainda de acordo com este autor, a confiança em sujeitos disponíveis também é uma justificativa para a utilização da amostra não probabilística, trabalhando com os sujeitos acessíveis no momento da aplicação do survey.
69
Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, instituído pelo Decreto 6.096, de 24 de abril de 2007.
Não se deve esquecer, também, de que esta pesquisa apresenta um teor exploratório. Portanto, obter informações e opiniões de forma mais ampla, para se formar uma base de conhecimento para um futuro aprofundamento na agenda de pesquisa, como um doutoramento, forneceu credenciais para a realização desta pesquisa com a amostra não probabilística, pois nesta situação, em especial, o estudo não necessitou da representatividade exata (BABBIE, 1999).
Em face ao exposto e levando-se em conta a seleção da amostragem não probabilística como estratégia de contato com os ex-alunos para a realização da pesquisa, foram enviados convites a 40.812 e-mails de egressos, sendo 31.375 advindos do minhaUFMG e 9.437 oriundos do banco de dados do Sempre UFMG. Salienta-se que o primeiro consta basicamente ex-alunos que concluíram o curso após 2007 e o segundo é composto por egressos tanto mais antigos quanto recém-formados. Desse modo, é fato que a maior parte dos convites foi enviada a ex-alunos mais recentes da Instituição. O endereço de e-mail utilizado para o envio do instrumento de coleta de dados foi o do próprio programa ([email protected]), a fim de minimizar a possibilidade de a mensagem ser marcada como spam. Com o intuito de aprimorar mais ainda a amostragem, um teste de retorno de e-mail foi realizado em julho de 2013 envolvendo 40.713 contatos existentes de ex-alunos à época. A falha na entrega ocorreu em 4.969 endereços eletrônicos, sendo que "cota excedida" foi a falha mais comum, seguindo-se "domínio e endereçamento errado", "caixa indisponível" e "endereço rejeitado". Portanto, retirando estes 4.969 endereços em que, de fato, ocorreu a falha na entrega da mensagem, a população ficou em torno de 35.800 contatos.
Após o término do período destinado à coleta de dados, que será relatado mais à frente, foram contabilizados 1.445 respondentes. A amostra ficou, então, em torno de 4% da população. Levando-se em conta a experiência de uma pesquisa de acompanhamento profissional realizada pela própria UFMG no segundo semestre de 2011 com egressos da última década, cuja taxa de retorno girou por volta de 5% em um período de três meses de coleta de dados, acredita-se que o retorno de 4% foi bastante satisfatório, pois se fosse considerada a amostra probabilística aleatória simples, com os valores de coeficiente de confiança em 95% e a margem de erro em 5% para uma população finita, conforme cita Gil
(2010) em tabela que determina a amplitude de amostras tiradas em populações finitas, a amostra seria em torno de 400 egressos respondentes. Portanto, acredita-se que esta amostra da pesquisa teve uma amplitude muito maior do que se fosse determinada por critérios probabilísticos.