3. LİDERLİK VE CİNSİYET 53
3.2 Çalışma Yaşamında Kadın
3.3.1 Liderlik potansiyeli açısından kadın-erkek farklılıkları 68
Nosso estudo mostrou que os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica apresentaram melhores índices de qualidade de vida, avaliada por instrumento genérico – o SF-36 (validado para população brasileira) – que aqueles obesos graves que aguardavam a cirurgia em uma fila de espera. Todos os domínios do SF-36 assim como as medidas-resumo física e mental no grupo operado atingiram níveis similares àqueles encontrados numa população com IMC normal.
Considerando avaliação da qualidade de vida por instrumento mais específico, os valores de cada domínio do M-A-QoLQII reforçaram que os resultados nos pacientes operados eram invariavelmente melhores que os do grupo pré-operatório. Considerando o escore total, 17% dos pacientes pré-cirurgia tinham qualidade de vida ruim ou muito ruim. Nenhum paciente do grupo operado teve este escore. Por outro lado, 82,5% dos pacientes do grupo operado apresentaram qualidade de vida classificada como boa e muito boa em contraste com 40% no grupo pré-operatório.
M-A-QoLQII correlacionou-se bem com SF-36 (7 dos 8 domínios), sugerindo fidedignidade de ambos instrumentos na avaliação de parâmetros de qualidade de vida.
Os escores relacionados ao domínio ‘aspectos sociais’ no SF-36 foram os mais baixos para ambos os grupos, pré e pós-cirurgia. A baixa disponibilidade em nosso sistema de saúde pública de oferecer cirurgia plástica pode limitar a vida social destes pacientes.
Após, em média, três anos da gastroplastia em Y de Roux, os pacientes operados, quando avaliados pelo BAROS, apresentaram 93% de resultados excelentes, bons ou muito bons. Assim, consideramos que, nossa equipe vem obtendo sucesso com esta terapia, para
Idade, IMC e percentual de excesso de peso perdido foram significantes preditores independentes de ‘capacidade funcional’ ao SF-36. Nossos achados estão em concordância com os de outros autores, revelando associação de mais alto IMC pré-cirúrgico com melhores escores de capacidade funcional, sem diferença com relação ao sexo. O fato do SF-36 ter sido aplicado pessoalmente e por um único entrevistador foi um ponto forte deste estudo, considerando que contribuiu para redução da variabilidade na aquisição dos dados.
5.2. ACHADOS DO ARTIGO 2
Avaliou-se a força da preferência do paciente pelo tratamento cirúrgico para a obesidade grave por meio da ferramenta DPP. Verificamos que 98,5% dos pacientes em lista de espera para cirurgia bariátrica concordavam em pagar algum valor para se submeter ao procedimento no menor tempo possível.
Nossos dados indicaram que a apneia do sono é a comorbidade que mais influencia esta escolha pela cirurgia. Houve associação entre a presença de apneia e a aceitação na oferta inicial pelo método dicotômico. É provável que a má qualidade do sono repercuta desfavoravelmente nas atividades rotineiras destes pacientes durante o dia, levando-os a decidir por uma solução mais rápida do seu problema. Porém, a reversão ou a acentuada melhora nos quadros de diabetes, dislipidemia, hipertensão e disfunções articulares, não pareceu influenciar a aceitação da oferta inicial.
Seria esperada uma correlação inversa da qualidade de vida com aceite da oferta no modelo dicotômico, assim como com a máxima DPP. O pequeno tamanho da amostra pode ter dificultado estabelecer tal relação, mas é possível que o fato dos pacientes estarem em intensivo tratamento clínico pode tê-los garantido razoáveis condições físicas e psicológicas.
A análise de sensibilidade mostrou que no grupo dos pacientes que aceitaram a primeira oferta e que tinham mais de 50 anos, havia uma maior proporção de diabéticos, portadores de apneia do sono e com IMC mais elevado quando comparados com os pacientes deste grupo com menos de 50 anos. O efeito da idade nesta decisão necessita ser mais investigado.
Maior aceitação no modelo dicotômico pela classe sócio-econômica mais alta está de acordo com nossas expectativas, devido às melhores condições de dispor de valores para melhorar sua saúde. Na mesma linha, a maior renda familiar associou-se com maior DPP. De fato, em estudos de avaliação por contingência, renda familiar é a influência mais importante, o que dá consistência aos nossos achados.
Não nos parece que o presente estudo apresentou vieses que podem ocorrer com o uso da DPP, exceto um viés estratégico. Isto porque, a resposta de um paciente foi de um valor muito superior ao real valor do procedimento e a de outro paciente foi zero. É possível que estas duas respostas sejam uma declaração de protesto à situação de fila de espera.
6. CONCLUSÕES
Nosso estudo reforça os benefícios da perda de peso decorrente da cirurgia bariátrica tanto para redução das comorbidades, quanto para a qualidade de vida em pacientes obesos graves, usuários da rede pública de saúde.
Ambos questionários SF-36 e M-A-QoLQII são úteis para avaliação de qualidade de vida neste estrato da população brasileira.
Os achados deste estudo permitem afirmar que a equipe multiprofissional da Clínica de Obesidade da UNIFESP tem sido bem sucedida no sentido de melhorar a qualidade de vida dos pacientes obesos graves submetidos à cirurgia bariátrica.
A DPP é uma ferramenta disponível para obesos graves expressarem a força da preferência pelo tratamento cirúrgico.
Considerando os achados quanto à renda e classe sócio-econômica, especulamos que as longas filas de espera para tratamento cirúrgico da obesidade grave pelo Sistema Único de Saúde pudessem ser menores se os pacientes apresentassem melhores condições financeiras para arcar com estes custos.
Apneia do sono é uma complicação da obesidade que impulsiona o paciente na busca de uma resolução mais rápida e efetiva de sua doença.
Há necessidade de mais estudos com esta ferramenta DPP como forma de avaliação econômica e da preferência por determinado estado de saúde, envolvendo amostras maiores de pacientes obesos graves.
ANEXO 1:SF-36–Versão II adaptada para a língua portuguesa – Brasil
INSTRUÇÕES: Este questionário faz perguntas sobre como você vê sua saúde. Estas informações nos ajudarão a acompanhar como você se sente e quão bem você é capaz de realizar suas atividades habituais. Obrigado por completar o questionário.
Para cada uma das questões seguintes, por favor, marque com um X no quadrinho que melhor descreve a sua resposta.
1. Em geral você diria que sua saúde é:
Excelente Muito boa Boa Ruim Muito Ruim
▼ ▼ ▼ ▼ ▼
□1 □2 □3 □4 □5
2. Comparada a um ano atrás, como você classificaria sua saúde em geral, agora? Muito melhor Um pouco
melhor
Quase a mesma Um pouco pior Muito Pior
▼ ▼ ▼ ▼ ▼
□1 □2 □3 □4 □5
3. Os seguintes itens são sobre atividades que você poderia fazer atualmente durante um dia comum. Devido a sua saúde, você teria dificuldade para fazer essas atividades? Neste caso, quanto? Sim Dificulta muito Sim Dificulta um pouco Não Não dificulta de modo algum a. Atividades vigorosas que exigem muito esforço, tais
como correr, levantar objetos pesados, participar em
esportes árduos □1 □2 □3
b. Atividades moderadas, tais como mover uma mesa,
passar aspirador de pó, jogar bola, varrer a casa □1 □2 □3
c. Levantar ou carregar mantimentos □1 □2 □3
d. Subir vários lances de escada □1 □2 □3
e. Subir um lance de escada □1 □2 □3
f. Curvar-se, ajoelhar-se ou dobrar-se □1 □2 □3
g. Andar mais de um quilômetro □1 □2 □3
h. Andar vários quarteirões □1 □2 □3
4. Durante as últimas quatro semanas, quanto do seu tempo você teve algum dos seguintes