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2 7 TRANSFORMASYONEL LİDERLİK YAKLAŞIM

3. Liderin rolü astlarını kendileriyle tanımlamaları yönünde cesaretlendiren ve bu

A Política Social de Saúde, implementada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) no RN se dá pela execução de ações/ serviços e atividades de promoção, recuperação e tratamento da Saúde nas diversas unidades hospitalares dos municípios do Estado (Anexo A), como legitimada nos referenciais legais a fim de análise dos interesses políticos e econômicos que estão demandando tais ações, serviços e atividades nos municípios do RN conforme regionalização no mapa a seguir.

Figura 1- Mapa das Regiões de Saúde no RN

Fonte: RN (2011a).

Limitaremos geograficamente o estudo na Região Metropolitana de Natal (RMN) - também conhecida como a Grande Natal, formada pelos seguintes municípios: Ceará- Mirim; Nísia Floresta; São José de Mipibú; Monte Alegre; Vera Cruz; Extremoz; São Gonçalo do Amarante; Macaíba; Parnamirim e Natal, conforme

quadro 1 a seguir. Tem uma população estimada em 1.350.840 habitantes no ano de 2010, segundo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatatística (IBGE).

Quadro 1 - Dados dos municípios da Região Metropolitana de Natal (RMN) Município Área (Km2) População (2010) PIB em R$ (2008)

Natal 170,298 803 811 8 656 932,020 Ceará-Mirim 739,686 67 844 290 640,459 Extremoz 125,665 24 550 369 463,932 Macaíba 512,487 69 538 608 621,296 Monte Alegre 200,000 20 670 80 288,409 Nísia Floresta 306,051 23 818 106 919,018 Parnamirim 120,202 202 413 1 654 984,717

São Gonçalo do Amarante 251,308 87 700 660 111,278 São José de Mipibu 293,877 39 771 196 777,049

Vera Cruz 92,117 10 725 40 347,557

TOTAL 2 811,691 1 350 840 11 597 431

Fonte: IBGE (2010)

Essa região do RN tem muitas peculiaridades em relação à dinâmica política de crescimento sócio-econômico no Brasil, onde são vistos aspectos modernos correlacionados com questões clientelistas/coronelistas, burocratizadas perpetuando a ideologia do favor, da dependência em contraposição aos direitos preconizados legalmente.Tratam-se de apectos políticos ‘ultrapassados’, conservadores, ainda presentes no contexto sócio-econômico e político da RMN.

A referência empírica, para realização do presente estudo, foram as unidades hospitalares da Rede Estadual na 7ª Região de Saúde no Estado do Rio Grande do Norte, considerada de acordo com o Plano de Regionalização (PDR) da saúde - Mapa anterior, com apenas com 5 (cinco) municípios em divergência ao registrado no IBGE (2010) que considerava a população de 10 (dez) municípios integrantes à Região Metropolitana de Natal (RMN).

A RMN é a 7ª Região26 de Saúde no RN (anexo B), que de acordo com sua estratégia de intervenção na média e na alta complexidade, contém 25 (vinte e cinco) hospitais gerais, sendo 14 (quatorze) hospitais públicos e 11 (onze) hospitais

26 De acordo com o Decreto nº. 7.508/2011 Regiões de Saúde trata-se do espaço geográfico contínuo

constituído por aglomerado de municípios com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de ações e serviços de saúde que serão referência para a transferência de recursos entre os entes federativos (BRASIL, 2011b).

privados, segundo dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) do Ministério da Saúde (MS).

São unidades de saúde que desenvolvem ações de tratamento, recuperação e promoção na saúde da população norte rio-grandense, através da intervenção dos diversos profissionais que desempenham suas atribuições no intuito de cumprir com o compromisso para com os usuários do SUS nos níveis de média e alta complexidade.

Dentre as unidades hospitalares da Rede Estadual de Saúde na RMN contam-se com: Hospital Dr. José Pedro Bezerra – Santa Catarina (Pronto-Socorro e maternidade); Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (Geral e para demandas de urgência e emergência); Hospital Dra. Giselda Trigueiro (Referência para doenças infectocontagiosas); Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena (referência em tratamento de traumato-ortopedia); Hospital Dr. João Machado (referência psiquiatria e leitos de retaguarda em clínica médica); Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes (referência em cuidados pediátricos); Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho27- Macaíba/RN (Hospital geral e obstetrícia); Hospital Estadual Dr. Ruy Pereira dos Santos (Programa de Atenção aos Diabéticos (PRAD) - alta complexidade, leitos de retaguarda em Clínica médica) e o Hospital Central Coronel Pedro Germano28 – da

Polícia Militar (maternidade e pediátrico).

Nessas unidades são oferecidos serviços de saúde de urgência29 e de

emergência30, com exceção do Hospital Estadual Dr. Ruy Pereira dos Santos e

Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes que oferecem serviços de referência através de ‘Portas Fechadas’, onde as transferências/internamentos são realizadas através de regulação referenciada para admissão de pacientes assim como são as admissões de pacientes clínicos no HRPS e a partir de janeiro de 2013 no HJM.

Segue quadro 2, com a produção das internações em 2011 nas unidades hospitalares da RMN, lócus da pesquisa. Estes registros foram informados no sistema de informação do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES/MS) para título de faturamento para recebimento dos repasses financeiros

27 Interditado no início de 2012, devido às más condições de trabalho, problemas na estrutura física,

deterioração dos equipamentos dentre outros problemas.

28 Destaca-se que apesar de não ser uma unidade hospitalar da Rede SESAP, sua estrutura de

funcionamento (gêneros, insumos e recursos humanos) é mantida pela SESAP.

29 Ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou sem risco potencial de vida, cujo usuário

necessita de assistência rápida.

aos serviços de saúde executados. Ressalta-se que as demandas dos usuários internados são assistidos pela (o) assistente social, profissional que presta orientações diversas conforme atribuições e competências vistas na seção três dessa pesquisa retratando a sobrecarga de serviço no trabalho em saúde, não sendo exclusivamente a esta categoria profissional.

Quadro 2 - Quantitativo de Internações nas Unidades Hospitalares da RMN/2011

Nome da unidade Total de

internações

Média mensal Hospital R. Deoclécio Marques de Lucena (HRDML) –

Parnamirim

4432 369

Hospital Alfredo Mesquita Filho (HAMF) – Macaíba 575 48 Hospital Dr. José Pedro Bezerra (HJPB) – Natal 8755 730 Hospital Maria Alice Fernandes (HMAF) – Natal 2841 237 Hospital Dra. Gizelda Trigueiro (HGT) – Natal 2576 215 Hospital Dr. João Machado (HJM) – Natal 2093 174 Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel/Pronto Socorro Clóvis

Sarinho (HMWG/PSCS) – Natal

10159 847

Hospital Estadual Dr. Ruy Pereira dos Santos (HRPS) – Natal 1415 118 Hospital Coronel Pedro Germano – Natal 2177 181 Fonte: RN (2012b)

Os serviços de saúde nas unidades hospitalares são determinados de acordo com os níveis de complexidade/ especialidade de referência e perfil para atendimentos implementados conforme diretrizes do SUS através de um conjunto de ações articuladas entre as diferentes formas de atenção à saúde (básica ambulatorial e hospitalar). Ressaltamos que em torno de 90% destes atendimentos requerem o trabalho da (o) assistente social no seu exercício profissional, praticamente todos os pacientes atendidos no ambulatório do Pronto Socorro e/ou internado são direcionados ao Serviço Social para demandar muitas atribuições que na maioria das vezes não são de competência desta categoria profissional, de acordo com as legislações regulamentadoras da profissão, embora historicamente tais ações fossem demandadas aos assistentes sociais nos serviços de saúde. lesões irreparáveis cujo portador necessita de atendimento imediato.

Uma das principais dificuldades, no âmbito estadual na saúde pública do SUS, trata-se da não efetividade da programação pactuada de interiorização (PPI), que devido à ausência de disponibilização dos serviços no âmbito municipal ocasiona superlotação nas unidades hospitalares que oferecem o mínimo de estrutura e assistência à saúde dos sujeitos demandantes dos serviços de saúde. Estes, à medida em que não conseguem acesso aos serviços de saúde no seu município de origem se deslocam aos grandes centros e para outros municípios, principalmente para a capital, que possui oferecimento de serviços de saúde adequados às principais necessidades imediatas da população brasileira.

No âmbito estadual, os serviços de alta complexidade de alta tecnologia e custo elevado deveriam viabilizar o acesso à rede credenciada em cada área de assistência especializada (cardiovascular; traumato-ortopedia; saúde auditiva e nefrologia, dentre outras) qualificada de modo a integrar os outros níveis de atenção à saúde (básica e de média complexidade) para se propiciar à população a efetivação da política pública de saúde garantida constitucionalmente.

Assim, os serviços de saúde do SUS contam com uma estrutura organizacional das instituições que requer um aparato de profissionais formados por diversas categorias: médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos, psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais, dentre outros que cotidianamente executam atividades de diferentes demandas da saúde pública, que mesmo tendo caráter universal, na operacionalização/implementação apresenta-se seletiva, excludente e focalizada.

Outrossim, reconhecemos que

a natureza coletiva do processo de trabalho em saúde é perpassada por determinantes históricos, econômicos, culturais e políticos, como elementos constitutivos da totalidade. Na sociabilidade capitalista, o processo de trabalho em saúde tem como principais características: a fragmentação das ações profissionais; a imobilidade dos profissionais; a desarticulação entre as linhas de intervenção e dos sistemas de informação; e a burocratização. Há o predomínio do modelo assistencial centrado no ato médico, que decide sobre o diagnóstico; exames complementares; terapêutica; uso ou não dos vários equipamentos de ponta; bem como delega partes do trabalho assistencial a outros profissionais de saúde. (MENESES, 2010, p. 63).

Essa delegação, muitas vezes pode gerar implicações no processo saúde- doença, em que a responsabilização personalizada considerada como uma sobressolicitação mental e as condições de trabalho refletem condições que

emergem no contexto do trabalho e da saúde como um todo, a qual envolve diversos determinantes e condicionantes correlacionados aos interesses do capital/demandante dos serviços.