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LİSANS PROGRAMI DERS TANITIM FORMU Dersin Adı : Diferansiyel Denklemlerin Nümerik

Dersin Amacı Diferensiyellenebilir manifoldlar, tensörler,, Riemann metrikleri ve koneksiyonların genel özelliklerini öğretmek

LİSANS PROGRAMI DERS TANITIM FORMU Dersin Adı : Diferansiyel Denklemlerin Nümerik

É direito essencial de qualquer acionista a preferência para a subscrição de ações, de partes beneficiárias conversíveis em ações, de debêntures conversíveis em ações e de bônus de subscrição, observado o disposto nos artigos 171 e 172 da Lei 6.404/76 (artigo 109, inciso IV da Lei 6.404/76). Trata-se de um direito essencial, na medida em que tem por finalidade assegurar a manutenção da relação de poder estabelecida entre os acionistas nos aumentos de capital social, beneficiando tanto o acionista controlador, como o acionista minoritário.

Para Modesto Carvalhosa (2003, v. 2, p. 353), a conservação do percentual do capital que os acionistas inicialmente subscreveram na companhia não tem apenas sentido patrimonial, pois também repercute nos direitos de natureza pessoal do acionista, notadamente porque a lei exige porcentagem mínima de ações para o exercício de determinados direitos. O acionista minoritário que possui ações representativas de, pelo menos, 10% (dez por cento) do capital votante tem, por exemplo, o direito de requerer a adoção do processo de voto múltiplo na eleição dos membros do conselho de administração (artigo 141, “caput” da Lei 6.404/76), bem como solicitar a instalação do conselho fiscal (artigo 161, §2º da Lei 6.404/76) (item 1.1.1.2 supra). Logo, se fosse aprovado o aumento de capital social da companhia e não fosse assegurado ao acionista o direito de preferência de subscrição de novas ações, na mesma proporção daquelas por ele detidas, esse acionista poderia perder o seu direito de requerer a adoção do processo de voto múltiplo e de solicitar a instalação do conselho fiscal.

É importante ressaltar, conforme ensina Fábio Ulhoa Coelho (2002, v. 2, p. 297), que a definição da preferência como direito essencial atende à condição

jurídica de preservação das posições acionárias, mas, para que realmente não ocorra nenhuma variação nas relações de poder, o minoritário deve dispor do dinheiro necessário à integralização do montante por ele subscrito. Assim, para evitar a indevida utilização do aumento de capital, como forma de isolar minorias, a lei considera ato abusivo de poder a emissão de valores mobiliários que não tenham por fim o interesse da companhia e visem a causar prejuízo a acionistas minoritários (artigo 117, §1º, alínea “c”).

Conforme Modesto Carvalhosa (2003, v. 3, p. 559), o exercício do direito de preferência é oneroso, facultativo, renunciável e cedível. A renúncia, entretanto, somente pode ser eficaz, quando exercida em cada caso, ou seja, após a deliberação do aumento. Isso porque, conforme já analisado no item 1.1.1.2 supra, a renúncia universal, ou a priori, de um direito essencial é nula. A renúncia deverá ser específica para cada aumento deliberado, podendo ser dada tacitamente, evidenciada pelo não exercício da prerrogativa, ou de maneira expressa.

Em regra, assegura-se ao acionista, na proporção das ações de que é titular, em cada classe, direito de preferência na subscrição de ações da mesma classe, ou de partes beneficiárias conversíveis em ações, de debêntures conversíveis em ações, ou ainda de bônus de subscrição (BATALHA, 1977, v. 2, p. 544).

No entanto, pode ocorrer de existirem ações de diversas espécies e classes em uma mesma companhia. Nessa hipótese, observa-se as seguintes regras: a) no caso de aumento de capital, na mesma proporção, do número de ações de todas as espécies e classes existentes, cada acionista exercerá o direito de preferência sobre ações idênticas às de que for possuidor (artigo 171, § 1º, alínea “a” da Lei 6.404/76); b) se as ações emitidas forem de espécie e classes existentes,

mas importarem alteração das respectivas proporções no capital social, a preferência será exercida sobre ações de espécies e classes idênticas às de que os acionistas forem possuidores, somente se estendendo às demais se aquelas forem insuficientes para lhes assegurar, no capital aumentado, a mesma proporção que tinham no capital antes do aumento (artigo 171, § 1º, alínea “b” da Lei 6.404/76); ou c) se houver emissão de ações de espécie ou classe diversa das existentes, cada acionista exercerá a preferência, na proporção do número de ações que possuir, sobre ações de todas as espécies e classes do aumento (artigo 171, § 1º, alínea “c” da Lei 6.404/76).

O prazo de decadência para o exercício do direito de preferência deverá ser fixado no estatuto social ou, sendo esse omisso, pela assembléia geral ou pelo conselho de administração, quando a este competir deliberar sobre o aumento, e não poderá ser inferior a 30 (trinta) dias (artigo 171, §4º da Lei 6.404/76). Ressalta- se que, nos casos de usufruto ou de fideicomisso, o direito de preferência poderá ser exercido pelo usufrutuário ou fideicomissário, quando não o for pelo acionista até 10 (dez) dias antes da decadência (artigo 171, §5º da Lei 6.404/76).

Conforme José Edwaldo Tavares Borba (2001, p. 427), “durante o prazo para o exercício do direito de preferência, poderão os acionistas subscrever diretamente as ações ou ceder os seus direitos a terceiro28”. Uma vez exaurido o prazo para o exercício do direito de preferência sem que o mesmo tenha sido exercido pelo acionista ou, conforme o caso, pelo usufrutuário, fideicomissário ou cessionário, a companhia deverá ratear as ações não subscritas entre os acionistas

28

Em relação à cessão do direito de preferência, ensina Modesto Carvalhosa (2003, v. 2, p. 357) tratar-se de direito individual do acionista, que não pode ser impedido pelo estatuto ou pela assembléia geral. Entretanto, pondera o citado jurista, se, na companhia fechada, o estatuto adotar pacto parassocial limitando a circulação as ações nominativas (artigo 36 da Lei 6.404/76), há necessidade de conciliar o direito de cessão da preferência com as restrições estatutárias, não afetando as ações cujos titulares não tenha expressamente concordado com esse pacto parassocial estatutário ex vi do parágrafo único do artigo 36 da Lei 6.404/76.

que haviam solicitado, oportunamente, reserva de sobras (artigo 171, § 7º, alínea “b” e § 8º da Lei 6.404/76). Note-se que, sendo a companhia aberta, terá ela ainda como alternativa mandar vender em bolsa as sobras (artigo 171, § 7º, alínea “b” da Lei 6.404/76); no entanto, sendo ela fechada, restando ainda saldo de ações não subscritas mesmo após o atendimento aos pedidos de reserva de sobras, a companhia estará liberada para oferecer as ações à subscrição de terceiros (COELHO, 2002, v. 2, p.298).

Embora seja um direito essencial, a preferência na subscrição de ações, bônus de subscrição e outros valores mobiliários conversíveis em ações poderá ser excluída pelo estatuto social de companhia aberta, com capital autorizado, quando esses valores mobiliários forem emitidos para venda em Bolsa de Valores ou subscrição pública, ou ainda para permuta em oferta pública de aquisição de poder de controle (artigo 172 da Lei.404/76). Note-se que somente as companhias abertas que adotarem o regime de capital autorizado poderão excluir estatutariamente o direito de preferência. Para tanto, é imprescindível que a colocação dos valores mobiliários seja feita em bolsa ou por subscrição pública, ou então sejam tais valores objeto de permuta por ações, em oferta pública de aquisição de controle (CARVALHOSA, 2003, v. 2, p.355).

Em relação à exclusão do direito de preferência para a subscrição de ações, a Lei das Sociedades Anônimas estabelece ainda que, tanto o estatuto social da companhia de capital aberto, como o da companhia de capital fechado, poderá prevê-la, nos termos de lei especial sobre incentivos fiscais.

Em regra, esclarece Modesto Carvalhosa (2003, v. 3, p. 582),

tais ações são emitidas sem direito de voto, e a exclusão do direito de preferência, na espécie, é coerente com o sistema de captação e distribuição de tais ações, que atende mais ao desenvolvimento econômico regional do que propriamente aos objetivos específicos de cada empresa.

Outra hipótese de exclusão do direito de preferência para a subscrição de ações, verifica-se quando esses valores mobiliários forem emitidos para o atendimento de opção de compra de ações, outorgada geralmente em benefício de administradores da companhia, no limite do capital autorizado e atendido o Plano de Concessão aprovado por Assembléia Geral (artigo 168, § 3º e artigo 171 § 3º da Lei 6.404/76).

Cumpre-se ressaltar que as mencionadas hipóteses de exclusão do direito de preferência não constituem ofensa ao disposto no “caput” do artigo 109 da Lei 6.404/76. Isso porque não se trata de exclusão estabelecida pelo estatuto ou pela assembléia geral per se, mas de exceção admitida pela própria legislação vigente, ou seja, a direito de preferência não fica ao arbítrio decisório das maiorias, que não podem ignorá-lo, limitá-lo ou elidi-lo sob nenhum pretexto, a não ser quando os próprios textos legais o permitam (TEIXEIRA; GUERREIRO, 1979, v. 1, p. 285).

Benzer Belgeler