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Kuvâ-yı Milliye’nin Aldığı Tedbirler ve İkinci İsyanın Başlaması

Para Kövecses (2002), a metáfora conceptual consiste na interação entre dois domínios, em que um é entendido em termos de outro. O autor define domínios como quaisquer organizações coerentes de experiência (KÖVECSES, 2002, p.4). Tecnicamente falando, o processo metafórico está ligado ao mapeamento entre um domínio fonte (o domínio que apoia o sentido literal da expressão) e um domínio alvo8 (o domínio do qual a expressão realmente se refere). Por exemplo, uma metáfora recorrente na área do ensino e aprendizagem de inglês é APRENDER INGLÊS É PERCORRER UM CAMINHO (GOMES JUNIOR, 2011). Nela, há a projeção entre o domínio fonte (percorrer um caminho) no domínio alvo (aprender inglês). Dessa forma, o que constitui o significado da metáfora, não é a expressão em si, mas o mapeamento entre os dois domínios em questão. Representando essa metáfora graficamente, teríamos o seguinte mapeamento.

Figura 1 - Mapeamento de APRENDER INGLÊS É PERCORRER UM CAMINHO

! Fonte: Elaborado pelo autor

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De acordo com Kövecses (2002, p.4), o domínio alvo é o domínio que tentamos entender através do uso do domínio fonte.

Nessa metáfora conceptual, é possível perceber vários mapeamentos entre os domínios conceptuais APRENDIZAGEM e VIAGEM. Alguns exemplos de mapeamentos entre esses domínios são: o “aprendiz” e o “viajante”, o “sucesso da aprendizagem” e o “fim do caminho”, a “ausência de dificuldades” e o “percurso tranquilo”, o “professor” e o “guia”, e “rever o processo de aprendizagem” e “voltar o caminho”.

Dessa forma, muitos aprendizes enxergam a aprendizagem como um percurso em um caminho, pois, durante o processo abstrato de aprendizagem, deparam-se com situações que os fazem lembrar de suas experiências concretas de caminhada. Dessa maneira, as experiências que temos são utilizadas para conceptualizar outros eventos e/ou experiências. É por nossas experiências em percorrer um caminho, por exemplo, que podemos compreender enunciados como: "Não aprendo nada, estou parado!" ou "Tive um longo caminho até conseguir me comunicar em inglês".

Lakoff e Johnson (1980) foram responsáveis por divulgar a tese de que as metáforas estruturam nossos conceitos diários, processo materializado na linguagem. Para sustentar o argumento, os autores elaboraram uma lista de metáforas conceituais com suas respectivas metáforas linguísticas para exemplificar os domínios que são mais utilizados para conceptualizar experiências. Dois exemplos dessa lista são IDEIAS SÃO ALIMENTO e IDEIAS SÃO PLANTAS. Em relação à primeira metáfora conceptual podemos perceber manifestações linguísticas como “Eu simplesmente não engoli aquela reivindicação” ou “Há muitos fatos nesse artigo para eu digerir”. Já sobre a segunda, algumas metáforas linguísticas são “Suas ideias floresceram” ou “Ela tem uma imaginação fértil”. Esses exemplos ilustram como, em inúmeros momentos, utilizamos conceitos pra entender outros. Nossa língua é repleta de expressões em que um domínio é entendido em termos de outro.

Nos exemplos apresentados por Lakoff e Johnson (1980), podemos ver as maneiras comuns em que concebemos as teorias, o amor e também as idéias. A partir da análise desses exemplos, podemos comprovar que as metáforas são um fenômeno cotidiano e que nosso pensamento e sistema conceptual são, de fato, predominantemente metafóricos.

Sobre os mapeamentos metafóricos, podemos generalizar que o domínio alvo é entendido em termos do domínio fonte. Assim, podemos utilizar a fórmula A (alvo) é B (fonte) para caracterizar as metáforas conceituais. No entanto, essa formula não possui a precisão e objetividade matemática, pois A não é B de maneira absoluta e sim parcial. É a chamada natureza parcial dos mapeamentos metafóricos (LAKOFF E JOHNSON, 1980), em que "somente uma parte de B é mapeada e A e somente uma parte de A está envolvida nos mapeamentos de B" (KÖVECSES, 2002, p.91).

Nessa perspectiva, há a noção de highlighting. Os conceitos envolvidos em um mapeamento possuem muitos aspectos e, quando um domínio fonte é aplicado ao alvo, somente alguns desses aspectos são utilizados, destacados. Por exemplo, na metáfora APRENDER INGLÊS À DISTÂNCIA É COMO VOAR (GOMES JUNIOR, 2011), somente alguns aspectos de um vôo são destacados, como por exemplo a rapidez, a praticidade, a possibilidade de rápido deslocamento. No entanto, alguns outros aspectos ficam de fora do mapeamento, como por exemplo o serviço de bordo e os procedimentos de segurança.

Assim, como argumenta Kövecses (2002), o destacar (highlighting) sempre é acompanhado do esconder (hiding), o que quer dizer que quando um domínio possui vários aspectos e a metáfora utiliza somente alguns deles, os outros permanecem escondidos, desfocados. "Destacar e esconder pressupõem um ao outro" (KÖVECSES, 2002, p.92).

Podemos nos perguntar então o que faz um aspecto ser destacado e não outro. Kövecses (2002) traz o exemplo da metáfora TEORIAS SÃO CONSTRUÇÕES. O autor nos diz que nem todos os aspectos das construções são focalizados, como por exemplo os

inquilinos, as janelas, os corredores. Uma explicação seria que TEORIAS SÃO CONSTRUÇÕES é uma metáfora complexa, que é formada por duas outras metáforas primárias: ESTRUTURA LÓGICA É ESTRUTURA FÍSICA e PERSISTIR É PERMANECER ERETO. A base experiencial da primeira é a correlação entre estruturas físicas com os princípios abstratos de construir, reformar ou manipular, por exemplo. Já no caso da segunda, a base experiencial é a nossa percepção de que coisas que são funcionais, viáveis e em bom funcionamento geralmente estão eretas, de pé. De acordo com o autor, essa é uma ótima explicação para os elementos que estão sempre em destaque ou escondidas na metáfora TEORIAS SÃO CONSTRUÇÕES. São sempre destacados os aspectos de uma construção referentes à estrutura e ao estado ereto e não outros como janelas, telhados, inquilinos, etc.

Há que se destacar também que a teoria em si já sugere que nem todos os mapeamentos são possíveis. Há certas limitações, como prevê o Princípio da Invariância (LAKOFF, 1995). De acordo com esse princípio, em um mapeamento, a estrutura topológica do domínio alvo (o esquema imagético, por exemplo) deve ser preservada e ser compatível com a estrutura topológica do domínio fonte. Ibáñez e Usón (2007) citam o exemplo da metáfora HOMEM É ARVORE, em que o topo da árvore seria mapeado na cabeça, os galhos nos braços, o tronco no corpo etc. Assim, pelo princípio da invariância, a coerência com mundo real deve ser respeitada.