BÖLÜM 1: ÇEVRE, ÇEVRECİLİĞİN GELİŞİMİ VE İŞLETMELERE ETKİSİ
1.4. Kurumsal Sosyal Sorumluluk Kavramı
Esta seção dedica-se a analisar as políticas de comércio exterior como direcionador da competitividade. Para isto, foram avaliadas as barreiras tarifárias e não tarifárias existentes para a carne de frango do Brasil, bem como a política de comércio exterior que afeta as exportações.
Restrições tarifárias ou não tarifárias dificultam o acesso do produto em determinado país como forma de proteger a produção local. Diversos países têm imputado à carne de frango brasileira restrições que, quando não impedem, dificultam a entrada desse produto. O Quadro 12 mostra as restrições tarifárias impostas à entrada da carne de frango produzida no Brasil.
País Restrição
África do Sul Tarifas sobre importação: 27% para frango inteiro congelado. Arábia Saudita Tarifas sobre importação: 20% (tarifa mista).
Canadá
Quotas de importação:
39.843,7 toneladas de frangos e galinhas vivos, carne de frango e galinha e suas preparações.. Abaixo da quota a importação estaria isenta ou sujeita a tributação menor.
Acima da quota as alíquotas variam entre 8 e 238%.
Distribuição da quota de acordo com critérios diferentes, entre eles o histórico do importador. China Tarifas sobre importação: 20% para frango inteiro e pedaços resfriados, 17% para frango inteiro congelado. Croácia Tarifas sobre importação: US$1,67 + US$6,97 por 100kg para frango congelado.
Emirados Árabes Tarifas sobre importação: 5% para frango inteiro congelado.
Japão Tarifas sobre importação: 11,9% para frango inteiro resfriado e congelado, 8,5% para pedaços de frango resfriado, 3 a 8,5% para pedaços de frango congelados.
México
Quotas de importação.
Tarifas sobre importação extra-quota: 138% para frango inteiro resfriado, 234% para frango inteiro congelado, 187,2% a 234% para pedaços de frango refrigerados, 8% a 234% para pedaços de frango congelados.
Rússia Quotas de importação. Tarifa sobre importação de 25%, mas não menos que US$25,83 / 100kg de carne de frango.
União Européia
Quotas de importação. Para o Brasil:
170.807 toneladas para frango salgado com tarifa de 15,4% ad valorem.
7.100 toneladas para carnes de galos e galinhas de espécies domésticas não cortadas em pedaços, congeladas com tarifa de 8% ad valorem.
78.000 toneladas para frango cozido com tarifa de 8% ad valorem. Taxas:
US$479,63/tonelada de frango inteiro congelado,
US$479,63/tonelada+salvaguarda de US$177,99 a US$210,77 para pedaços de frango congelados.
Fonte: Silva e Onoyama (2008).
Além de restrições tarifárias, existem ainda, subsídios e restrições técnicas ou sanitárias que dificultam o acesso aos mercados de alguns países (Quadro 13). As restrições não tarifárias podem ser justificadas por dois argumentos. O primeiro argumento é a proteção do consumidor local de possíveis contaminações das carnes vindas de outros países. O mercado de carnes é muito sensível às questões sanitárias. O segundo é o protecionismo disfarçado dos produtores locais, praticado por meio dos subsídios ou das restrições por meio de cotas ou tarifas de importação. Este acontece quando o preço praticado pelos produtores locais é mais alto que os dos estrangeiros, devido ao custo de produção ser maior no local.
São inúmeras as restrições tarifárias impostas à carne de frango, mas apesar disso, ainda assim suprimos esses mercados. No caso da Rússia, por exemplo, existe um sistema de cotas tarifárias (tariff rate quotas - TRQ) por país e o Brasil não possui uma cota específica, tendo que exportar sua carne de frango através da cota ‘Outros’. A tarifa intracota hoje está em 65% e a extracota 95%, o que fez com que os volumes exportados pelo Brasil caíssem em mais de 50% em 2009.
A União Européia também possui restrições tarifárias. Atualmente, a tarifa extracota do peito in natura é de 1.024 euros/tonelada e do peito salgado chega a 1300 euros/tonelada. Tais tarifas tornam o produto brasileiro praticamente inviável quando vendido no extracota, limitando ainda mais os volumes exportados.
Outro caso de alta tarifa é a Índia. As tarifas aplicadas no país chegam a 100% para os cortes de frango e frango industrializado.
O Uruguai não reconhece o status sanitário do Brasil como país livre da Doença de Newcastle e mantém essa posição por proteção da indústria local. Há alguns mercados que ainda não foram acessados, pois não há acordo sanitário em vigor e, principalmente, por pressão de produtores locais nos países importadores. Países como a Malásia, por exemplo, tem requisitos halal extremamente rígidos e que dificultam o acesso àquele mercado, mas não se pode considerar que a exigência seja uma barreira.
A ABEF considera o mercado internacional como extremamente favorável. A carne de frango é considerada a proteína animal de entrada, ou seja, quando há um incremento na renda da população menos favorecida, eles passam a consumir a carne de frango, principalmente por ser uma proteína relativamente barata. Além disso, o consumo de carne de frango não é proibido por nenhuma religião, o que aumenta ainda mais sua aceitação (DADOS DA PESQUISA, 2010).
Apesar da existência do Mercosul, cujo objetivo é a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países membros (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai),
não existem acordos comerciais específicos entre Brasil e outros países para facilitar a comercialização da carne de frango. A existência de acordos comercias poderia aumentar a competitividade do produto brasileiro no exterior e, conjuntamente, de Mato Grosso.
Fonte: Silva; Onoyama; Souza Filho (2009).
Quadro 13 Restrições sanitárias e técnicas impostas à carne de frango do Brasil.
País BNT´s Descrição
África do Sul
Barreira Técnica
Exame bacteriológico para Salmonela ,CMS (1 Análise cada 1000 kg produto), Número do SIF nas embalagens 1 ªe 2 ª.
Exigências: certificados de sanidade, de abate “Halal”, de origem; e de carne livre de alimentação contendo proteínas animais e hormônios de crescimento; rótulos escritos em árabe ou incluam uma tradução para o idioma árabe, contendo o nome do produto, o nome do embalador, o país de origem, a lista de ingredientes, instruções para o consumidor e prazos de validade.
Embalagens plásticas são regidas pela SASO 1301/1997. Argentina
Barreira
Técnica SIFNET (Opoterápicos)
China
Barreira
Técnica APPCC
Subsídio Produção de aves: US$ 546 milhões (2004) Barreira
Técnica Proibição de importação de carne in natura e derivados não cozidos (doença denewcastle ). Restrições às empresas que não adotam um sistema de inspeção baseado no
APPCC.
Subsídio Produção de aves: US$ 1.490 milhões (2004). Barreira
Técnica
Restrições às importações (resíduos de nicarbazina). APPCC, rótulo deve conter o nome do produto; o país de origem; o nome do importador; os ingredientes, incluindo aditivos e conservantes; o peso líquido em unidades métricas; a validade; instruções para uso e estocagem; menção se há ingredientes geneticamente modificados; e, menção da possibilidade de alergia.
Rússia Barreira
Técnica Aguardar Laudo de salmonela, utilizar lacre redondo.
Subsídio Produção de aves: US$ 8.667 milhões (2004).
Exportação: 90,5 milhões de euros (2002- 2003)
Inspeção dos animais antes, durante e depois do abate, considerando os padrões exigidos de higiene, sanidade, processo, entre outras exigências, incluindo a amostragem de animais abatidos para testes de resíduos.
Substâncias reguladas encontram-se: nitratos, micotoxinas, metais pesados,
monocloropropanos, diois, hidrocarbonetos policiclicos aromaticos, aflatoxinas, patulin e ochratoxin.
Substâncias proibidas: arsênico, antimônio e estrogênio (componentes da ração); nitrofuranos e metabólitos; anti-microbianos (tratamento de descontaminação das aves). Em relação aos hormônios, a UE proíbe sua utilização, especificamente, aqueles hormônios de ação tirostático, estrogenico, androgenico ou gestagenico e de beta- agonista.
Regulamentação sobre a quantidade de água e ar contida na carne de frango refrigerada importada (ECDirective 71/118).
Bem estar animal. A regulamentação sobre o assunto é apresentada pelo "European Convention for the Protection of Animals kept for Farming”.Este tratado estabelece as posições fundamentais para a criação de animais aceitas pela UE, entre as quais: não privação de alimentação e água; proíbe ambientes desconfortáveis; animais devem ser privados de dor e doenças; liberdade para expressar comportamento normal; e, os animais devem estar livres de medo ou stress.
Os rótulos de carne de frango e seus derivados devem constar que o produto esta de acordo com suas proposições.
Necessidade de indicar no rótulo dos frangos orgânicos, a presença de ingredientes alergênico, período de validade, serviços de atendimento ao consumidor, indicações relacionadas à pureza do produto, quantidade de gordura, quantidade de gordura poli- insaturada e mono-insaturada, adição de açúcar, nível de lactose, entre outras.
EUA Barreira Técnica Arábia Saudita Barreira Técnica Japão EU
5.1.5.1 Avaliação das políticas de comércio exterior
Os indicadores de competitividade avaliados no subfator políticas de comércio exterior foram: barreiras tarifárias, barreiras não tarifárias e acordos comerciais (Tabela 26).
Tabela 26 Avaliação do subfator: políticas de comércio exterior.
Direcionador Controlabilidade Avaliação Peso Subfator CF CG QC I Prod. Abate Prod. Abate
1.6. Políticas de comércio exterior
Barreiras tarifárias X X N (0,06) D (0,20) 0,32 0,20 Barreiras não tarifárias X X N (0,06) D (0,60) 0,33 0,60 Acordos comeciais X X N (0,05) D (0,20) 0,35 0,20
Para o elo de produção pecuária todos os indicadores foram considerados neutros. Os avicultores percebem que as exigências impostas afetam principalmente o frigorífico, que está envolvido diretamente com a comercialização. As barreiras tarifárias e acordos comerciais receberam peso menor que as não tarifárias, pois, as barreiras não tarifárias são entendidas como necessárias para melhoria da qualidade dos produtos (Figura 19).
Os três indicadores foram considerados desfavoráveis para a competitividade do elo de abate/processamento, todavia, em maior grau a existência de barreiras não tarifárias e quotas de importação, principalmente na União Européia, considerado o mercado de maior valor agregado (Figura 19). A inexistência de acordos comerciais e a existência de restrições tarifárias e não tarifárias, dentro do período de análise, afetam sobremaneira a competitividade da cadeia.