BÖLÜM 2: ÇEVRECİ YÖNETİM VE SATIN ALMA SÜRECİNE ETKİSİ
2.3. Çevre Yönetiminde Geleneksel Yaklaşımdan Çevreye Duyarlı Yaklaşıma Geçiş . 34
Após avaliar cada um dos direcionadores com seus subfatores, procedeu-se a análise conjunta daqueles. Os sete direcionadores avaliados foram: ambiente institucional, tecnologia, estruturas de mercado, estruturas de governança e coordenação da cadeia, gestão da firma, insumos, armazenamento e transporte (Figura 37).
Figura 37. Avaliação dos direcionadores de competitividade.
O ambiente institucional foi considerado desfavorável para ambos os elos, sendo para o elo de abate/processamento muito desfavorável. Isso aconteceu porque houve avaliação negativa para as condições macroeconômicas (principalmente o câmbio), das políticas de comércio exterior e dos programas e políticas setoriais (principalmente acesso ao crédito). No elo de produção pecuária, há percepção de que questões sanitárias têm auxiliado,
por esse motivo foram avaliadas como favoráveis. O clima sem inverno rigoroso e a rígida legislação sanitária imposta pelo INDEA contribuíram para a pontuação do direcionador. Por esse motivo o direcionador é menos desfavorável para este elo. Portanto, para o elo de produção pecuária, o ambiente institucional foi considerado o principal determinante desfavorável à competitividade.
A tecnologia foi considerada favorável à competitividade ao elo de produção pecuária. A difusão das tecnologias-chave foi o principal subfator que contribuiu para a avaliação positiva deste direcionador. As pesquisas são majoritariamente realizadas na região Sul, onde as grandes plantas instaladas em MT possuem suas sedes. No elo de abate/processamento a tecnologia foi considerada desfavorável, pois as tecnologias utilizadas são equivalentes às utilizadas nos demais estados do Brasil e, ainda, existem poucos centros de pesquisa e doutores em Mato Grosso.
As estruturas de mercado foram consideradas favoráveis à competitividade em ambos os elos, pois os agentes-chaves entendem que a capacidade de ampliação da escala em MT é de grande importância para a cadeia. O foco, contudo, é voltado para a produção de carne de frango, inteiro ou em pedaços, não havendo diferenciação de produtos. Para o elo de produção pecuária foi considerada um dos determinantes, pois, a capacidade de ampliação da produção foi considerada muito importante pelos entrevistados.
As estruturas de governança e coordenação da cadeia foram consideradas favoráveis ao elo de abate/processamento. A cadeia da carne de frango é muito eficiente graças ao sistema de contratos de integração, que favorece ao frigorífico, garantindo regularidade de entrega. Para o elo de produção pecuária foi percebido que os contratos são menos favoráveis. A falta de organizações setoriais que representem os interesses da classe torna este direcionador desfavorável ao elo de produção pecuária. O fato de não haver mais plantas de abate instaladas perto dos avicultores obriga-os a seguirem as regras impostas em contrato. Contudo, pelas observações de campo, não se pode afirmar que este seja determinante da competitividade, pois, a forma de organização em Mato Grosso não difere da encontrada no Sul do Brasil.
A gestão da firma foi considerada favorável aos dois elos pesquisados, com maior relevância no elo de abate/processamento. O ciclo produtivo curto também auxilia no controle da produção por parte do frigorífico. Graças à gestão eficiente, o frigorífico pode aumentar ou reduzir a oferta de seu produto em curto espaço de tempo, no máximo 60 dias. Os frigoríficos possuem sistemas de informação consolidados, realizam planejamento estratégico, utilizam sistemas de custeio que atendem suas necessidades, o controle de
qualidade e o marketing são eficientes. No elo de produção pecuária, por outro lado, não há controles, exceto pelos fornecidos pelo próprio frigorífico. O controle de qualidade é feito conforme as orientações dos técnicos do frigorífico.
Os insumos foram considerados favoráveis à competitividade em ambos os elos. Para a produção pecuária, a grande produção interna de milho e soja garante ração disponível para as aves, sem interrupções, garantindo o bom desempenho em conversão alimentar. Para o elo de abate/processamento essa grande disponibilidade garante a disponibilidade regular de matéria-prima, frango. O preço dos insumos foi o principal subfator que contribuiu para a avaliação positiva deste direcionador em ambos os elos. Este direcionador foi considerado um dos determinantes da competitividade em ambos os elos, mas, principalmente, no abate/processamento.
Armazenamento e transporte foram considerados desfavoráveis em ambos os elos, sendo determinante da competitividade para o elo de abate/processamento. A falta de duplicação das rodovias e as más condições de conservação, aliadas à falta de armazéns para grãos em Mato Grosso, foram apontados como os motivos principais da redução de competitividade do estado. A falta de capacidade das rodovias 163 e 364 para o alto fluxo de caminhões pesados, que geram altos índices de acidentes, foram os principais motivos dessa avaliação negativa. Outros fatores negativos apontados foram: falta de outros modais de transportes, como o ferroviário, e grande distância até os principais portos exportadores.
Os resultados apontaram que a gestão eficiente das firmas torna Mato Grosso competitivo no elo de abate/processamento de carne de frango. Entretanto, cabe aqui uma ressalva. Apesar dos subfatores daqueles indicadores terem sido apontados pelos entrevistados como favoráveis à competitividade, as observações de campo não corroboram plenamente essa percepção. A gestão das firmas, em Mato Grosso, é igual à dos demais estados produtores. Isto indica que, na verdade, o direcionador “gestão das firmas” é neutro para a competitividade do elo abate/processamento da produção de carne de frango em Mato Grosso. Os direcionadores que mais afetam a competitividade do elo de abate/processamento são: ambiente institucional, insumos e armazenamento e transporte. O primeiro e o terceiro afetam desfavoravelmente e o segundo favoravelmente. Armazenamento e transporte são pontos críticos para incremento da competitividade da produção de carne de frango em MT.