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2. KURUMSAL İLETİŞİM SÜRECİ VE OLUŞTURUCULAR

2.6. Kurumsal İletişim ve Sürdürülebilirlik Kavramı

Para o eficiente manejo da pastagem deve-se buscar preservar pontos de crescimento na planta forrageira, por onde se dará o acúmulo de forragem. Isto irá promover melhoria na qualidade nutricional do pasto produzido, mantendo-o ao alcance

37 dos animais e em densidade que favoreça seu aproveitamento, conciliando um manejo que permita melhor produtividade por área sem comprometer a persistência da espécie forrageira na pastagem.

A forma com que a planta está disposta em função do crescimento de suas partes no espaço é chamada de estrutura da pastagem (Carvalho et al., 2001). Estudos com pastagens tropicais nesta linha de pesquisa foram inicialmente realizados durante as décadas de 70 e 80 na Austrália (Stobbs, 1973a; Chacon e Stobbs, 1978). Stobbs (1973a, 1973b) relatou que em comparação com espécies forrageiras de clima temperado, nos pastos tropicais a densidade volumétrica e a relação folha/colmo desempenham papel mais relevante na modulação do comportamento ingestivo. Segundo o autor, isto ocorre, pois gramíneas tropicais apresentam elevada massa de forragem devido à maior produção de colmos.

A estrutura da pastagem é determinante da dinâmica de crescimento e competição nas comunidades vegetais, sendo dependente do comportamento ingestivo dos animais em pastejo, os quais atuam na diferenciação dessa dinâmica (Carvalho et al., 2001). Esse comportamento pode ser influenciado pela estrutura do dossel, caracterizada pela altura, relação folha/colmo, densidade de forragem e massa de lâmina foliar, e pela composição química e digestibilidade da forragem. Além dessas variáveis, combinam-se fatores climáticos como temperatura ambiente (Burns e Sollenberger, 2002) e precipitação de chuvas, que determinam sazonalidade na produção, desencadeando flutuações na qualidade e produtividade da forragem disponível (Hardy et al., 1997).

Para promover o manejo eficiente das plantas forrageiras tropicais são utilizadas características como índice de área foliar (IAF), número de folhas vivas por perfilho e interceptação da radiação fotossinteticamente ativa (IRFA) pelo dossel de plantas (Silva e Nascimento Júnior, 2007).

O IAF foi primeiramente denominado por Watson (1947) como sendo a razão entre a área foliar do dossel e a unidade de superfície projetada no solo. Segundo Chapman e Lemaire (1993), é o principal fator que influencia a interceptação de luz e as dinâmicas de rebrota da planta. Possui alta correlação com as respostas de plantas e animais (Sbrissia e Silva, 2001), sendo, por esse motivo, essencial para a compreensão do processo de acúmulo de forragem e planejamento de práticas de manejo do pastejo (Silva e Nascimento Júnior, 2007).

O IRFA apresenta grande relação com a produção, morfologia e valor nutricional do dossel, sendo importante na definição do período de descanso, apresentando estreita

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correlação com a altura da planta (Anjos, 2012). Assim, estudos realizados com gramíneas tropicais (Difante et al., 2009; Silveira et al., 2010) indicaram que 95% de IRFA corresponde ao tempo apropriado para interromper o processo de rebrota da planta, a fim de maximizar o acúmulo de matéria seca de folhas e garantir maior eficiência de pastejo.

Quando o dossel atinge 95% de IRFA as folhas inferiores passam a ser totalmente sombreadas, e acima desse valor, a ausência de luz induz a diminuição da atividade fotossintética. Isto faz com que a planta entre no ponto de compensação, deixando de estar na condição de fonte de fotoassimilado para a de dreno, resultando na elevação da quantidade de material senescente. Portanto, esse valor é considerado o IAF ótimo, em que a taxa de acúmulo de massa seca do pasto atinge o valor máximo (Silva e Nascimento Júnior, 2007).

Resultados de pesquisas avaliando a frequência de pastejo variável, determinada pela IRFA 95%, em comparação com o manejo da pastagem por período de pastejo fixo, têm demonstrado que ocorrem mudanças positivas neste primeiro quando relacionadas à estrutura, composição morfológica, valor nutritivo e eficiência de utilização das pastagens, favorecendo também o controle da altura de resíduo pós-pastejo (Carareto, 2007).

Dessa forma, o estabelecimento do ciclo de pastejo em intervalos com número de dias fixos, pode promover menor produção de MS quando em colheitas precoces da forragem, sendo prejudicial ao crescimento da planta ou do dossel forrageiro, ou promovendo o incremento na senescência do pasto, em consequência de desfolhações tardias em relação ao que indica a fisiologia da planta forrageira (Carnevalli et al., 2006). Essas alterações podem provocar prejuízos à produção, qualidade e à eficiência de colheita da forragem (Marcelino et al., 2006).

Zeferino (2006) estudou a combinação de duas frequências de pastejo, a primeira iniciada quando o dossel interceptava 95%, e a outra com 100%, além de duas intensidades de pastejo, 10 e 15 cm de altura pós-pastejo, em pastagens de B. brizantha cv. Marandu. Este autor relatou que períodos de descanso longos com 100% de IRFA resultaram em maior alongamento e acúmulo de colmos e senescência que períodos de descanso mais curtos, representados pelos tratamentos com 95% de IRFA.

Barbosa et al. (2007) observaram que a elevação da frequência (90% e 95% de IRFA) e a maior intensidade de pastejo (25 cm de altura pós-pastejo) em pastagens de P.

maximum cv. Tanzânia permitiram obter maior percentual de lâminas foliares na massa de

39 IRFA) e menor intensidade de pastejo (50 cm de altura pós- pastejo) apresentaram maiores proporções de colmo e de material morto. E dessa forma, o prolongamento do período de descanso resultou em alterações indesejáveis da estrutura da forragem, caracterizadas pela elevação da participação de colmos e de material morto no perfil do dossel.

Assim, intervalos de pastejos variáveis ou mais curtos, avaliados por meio da IRFA 95%, principalmente na estação chuvosa, são estratégias eficientes para definir a frequência de pastejo. Essa proposta baseia-se na informação de que as plantas forrageiras são afetadas pelas variáveis ambientais, que promovem alterações tanto na produção quanto na qualidade da forragem, e esses fatores determinarão a dinâmica de crescimento da planta e o melhor momento para iniciar o pastejo (Gomide et al., 2007).

Observa-se a importância da associação entre intensidade de pastejo e de período de descanso para o controle da estrutura do pasto e de sua alta eficiência de utilização. Nesse sentido, estruturas de pasto que promovam elevada ingestão de forragem durante o período de ocupação do piquete, e que permitam à planta forrageira se restabelecer rapidamente, devem ser consideradas como metas de manejo da pastagem, podendo, consequentemente, promover melhores respostas no perfil de AG dessas forrageiras pela melhor qualidade do pasto.