DURUM ANALİZİ
1.1. KURUM ANALİZİ
Devido à relevância do contexto sóciocultural numa pesquisa interpretativista crítica, a seguir, apresento o contexto onde essa pesquisa se desenvolveu.
2.2.1 Macro contexto: a escola
A escola onde essa pesquisa foi desenvolvida localiza-se em um bairro da periferia da zona sul de São Paulo. O bairro é considerado residencial; no entanto, na avenida principal do bairro no qual se localiza a escola, há o predomínio de estabelecimentos comercias, tais como mercados, farmácias, posto de gasolina, lojas de auto-peças, pizzaria, entre outros.
Apesar de ter se desenvolvido muito nos últimos anos, o bairro ainda não apresenta opções de lazer e cultura à comunidade e, assim, os alunos consideram a escola o único espaço para encontrar os amigos.
A escola oferece o Ensino Fundamental Ciclo II e o Ensino Médio, sendo o último no período da manhã e da noite e o ensino Fundamental II apenas no da tarde. As turmas são numerosas com uma média de quarenta e oito alunos por sala, chegando a um número total de aproximadamente dois mil alunos. No entanto, a maioria desses alunos não é da comunidade local. Devido a sua localização, tornou-se uma escola de passagem, ou seja, os alunos, principalmente, do noturno, a escolhem, por ser de fácil acesso e estar entre a escola e o trabalho. Como consequência de sua localização, há uma diversidade muito grande de alunos, seja em relação ao nível sócio-econômico ou cultural, já que vêm de regiões e realidades diversas. No entanto, o perfil socioeconômico da escola não é muito diferente da maioria das outras instituições de ensino da região.
A maioria dos alunos é de classe médio-baixa e baixa, os pais são trabalhadores que têm uma jornada de trabalho excessiva, dificultando a participação na vida escolar dos filhos. Muitas vezes, alegam não poderem se ausentar do trabalho para participar das reuniões bimestrais, porque o patrão não permite. A desestrutura familiar e as mudanças sociais e econômicas também têm trazido problemas, pois as mães tornaram- se cada vez mais ausentes de suas casa delegando aos filhos, mesmo ainda muito jovens, funções como cuidar dos irmãos mais novos, fazer as tarefas de casa, buscar e levar irmãos na escola. Há, ainda, aqueles alunos que trabalham para ajudar na renda familiar e, que, muitas vezes, privilegiam o trabalho em vez da escola.
O corpo administrativo e pedagógico é formado por uma diretora, duas vice- diretoras (uma para o período diurno e outra para o noturno) e, a partir deste ano, passou a contar, também, com três coordenadoras pedagógicas: duas para o ensino médio e uma para o fundamental.
O corpo docente é constituído por sessenta professores, sendo, em sua maioria, efetivos. Todos são formados nas disciplinas que lecionam e dentre esses professores três têm curso de mestrado e um está concluindo o doutorado. A escola conta também com o suporte dos professores eventuais, num total de oito, que substituem os professores que faltam. É importante destacar que muitos desses professores residem próximo à escola. O grupo de professores é crítico, e demonstra preocupação com desenvolvimento dos alunos. Alguns professores envolvidos com a escola criaram alguns projetos, entre eles: Prevenção também se ensina que se preocupa em abordar questões referentes a temas como AIDS, DST, Projeto Terceiro Milênio, relacionado às questões de preservação ambiental e o Projeto Aniversário, que trabalha com a
valorização da vida. O grande problema é que esses projetos não são desenvolvidos de forma colaborativa e, consequentemente, a responsabilidade recai sempre sobre um mesmo grupo de professores, enquanto outros mantêm certa distância. Tal situação influencia a qualidade dos resultados. Soma-se a essa situação o fato que, no ano letivo de 2008, os projetos foram desenvolvidos com dificuldades, pois a implementação da nova proposta curricular tem restringido o âmbito do desenvolvimento das suas ações. Os professores têm se mostrado desanimados diante da situação da educação de maneira geral, mas percebe-se que tal insatisfação não resulta em ações que levem à transformação. As discussões sobre o assunto têm funcionado, na verdade, como um desabafo sobre as condições adversas de trabalhar numa escola pública.
A escola funciona aos finais de semana com o apoio do Programa Escola da Família, mas não é muito frequentada pela comunidade. São oferecidos alguns cursos, mas a quadra esportiva é o espaço de lazer que mais tem procura.
Quanto ao espaço físico, possui apenas quinze salas, uma pequena saleta que foi adaptada para funcionar como biblioteca, apesar de não ter capacidade física para atender os alunos, e uma sala de informática que possui apenas seis computadorees para atender professores com turmas de 48 alunos. Possui ainda quadra, secretária, sala dos professores, diretoria, sala da coordenação, quatro banheiros para alunos e dois para professores e administração, pátio coberto, cozinha e cantina. A escola não possui sala de vídeo, ou laboratório, antiga reivindicação da comunidade escolar, pois a escola possui uma grande área livre que permitiria instalar os recursos necessários.
Apesar de todos os problemas enfrentados pela escola, ela ainda é considerada uma das melhores da região, pois comparada às outras não apresenta índices de violência e indisciplina. O relacionamento entre professores e alunos é tranquilo.
2.2.2 Micro-contexto: a sala de aula
Dentre as dez turmas para qual lecionava inglês, escolhi o 1ª série J do Ensino Médio noturno, que era uma sala numerosa, com 45 alunos matriculados, indisciplinada e descompromissada, com exceção de poucos. A idade variava entre os 15 e 18 anos, sendo que um terço deles eram repetentes do ano anterior. Eu ministrava duas aulas por semana, uma na terça-feira e outra na sexta, sendo que, nesta última, muitos alunos se ausentavam, porque a sexta-feira era reservada para um programa com os amigos.
Mas porque escolher uma turma tão difícil para desenvolver a minha pesquisa?
A escolha se deu justamente por causa dessa postura e da demonstração do desinteresse dos alunos sobre aprendizagem de inglês no início do ano letivo de 2007, justamente, quando buscava uma turma para desenvolver este estudo. Ao escolher essa turma, vi ali a possibilidade de, por meio dos próprios alunos, encontrar respostas para entender o porquê de tanto falta interesse e de motivação em relação ao aprendizado e a escola e, principalmente, em relação ao inglês.