Yasanın 99. maddesi uyarınca her bir cezanın diğerinden bağımsız olarak varlığını koruduğu gözetilmeden, hükmolunan cezaların toplanmasına karar verilmesi yasaya
VIII. KURALA AYKIRILIĞIN SONUÇLAR
Assim como seu antecessor, o Exame Nacional de Curso ou Provão, o ENADE também é visto criticamente. Enquanto alguns ponderam que ele contribui para a melhoria do
sistema educacional, outros consideram que o processo se resume à criação de rankings que não expressam a qualidade no ensino superior.
Ristoff e Limana [200-?] declaram que o ENADE não toma por base o perfil do concluinte, mas o do curso, visto que avalia a trajetória do estudante e não apenas o momento da conclusão. Afirma que o ENADE se difere fortemente do antigo Exame Nacional de Cursos: no destinatário do exame; na periodicidade; na forma de aplicação; no tipo de resultados produzidos; no uso dos resultados; no questionário a ser aplicado aos alunos; no questionário a ser aplicado aos coordenadores, entre outros.
A proposta do SINAES declara que:
A avaliação educativa distingue-se do mero controle, pois seus processos de questionamento, conhecimento e julgamento se propõem principalmente a melhorar o cumprimento dos compromissos institucionais, por meio da elevação da consciência pedagógica e da capacidade profissional dos docentes, da produção de conhecimentos e da análise crítica do conjunto de práticas e dinâmicas institucionais (MEC-SINAES, 2009, p. 96).
Vários estudos foram realizados para investigar a percepção acerca do uso positivo dos resultados do ENADE nos processos de gestão dos cursos e da IES, por extensão.
O Manual do ENADE (2013) prevê um questionário do coordenador de curso, estabelecido pela Portaria Normativa nº. 40/2007 (§ 2º do artigo 33-J), e tem como objetivo reunir informações que contribuam para a definição do perfil do curso de graduação. Com base nesta instância, Ristoff e Limana [200-?] ressaltam que ficam possibilitados estudos comparativos entre a compreensão que os alunos têm do curso e a de seu coordenador, e também a compreensão do coordenador sobre os alunos e sobre o curso, o que permite estudos de auto-orientação acadêmica.
Tumolo (2010), em consonância ao que é declarado pelo SINAES, em um estudo realizado em uma IES privada, declara que há a possibilidade de que sejam utilizados os resultados do ENADE para a qualificação dos processos de ensino e aprendizagem dos estudantes e, por extensão, das condições de oferecimento de ensino de um curso e/ou da instituição. A autora declara que decorrente destes processos avaliados, houve modificações didático-pedagógicas, com incremento nas atividades de ensino, pesquisa e extensão, de modificações na estrutura física e na alocação docente, e que estas ações são provocadoras de resultados positivos para os cursos de graduação, especificamente, e para a Instituição
estudada, de maneira global, e que a continuidade, a quantidade e a qualidade das atividades desenvolvidas seriam decorrentes do alinhamento com o ENADE.
Em outro estudo na mesma IES, Tumolo e Silveira (2010) relacionaram a avaliação do ENADE à promoção da diversificação de metodologias de aprendizagem. As autoras relatam que pautadas pela forma como as avaliações do ENADE são produzidas, aquela IES passou a adotar metodologia semelhante na avaliação, o que culminou na adoção de novas estratégias de aprendizagem que resultam no desenvolvimento de competências. Segundo as autoras, o ENADE tem provocado sérias e profundas discussões de diferentes ordens naquela instituição, que perpassam por questões pedagógicas, evidenciando uma forma de avaliar que tem provocado uma revisão metodológica, na maioria dos cursos.
Zoghbi, Rocha e Mattos (2013) declaram que embora os indicadores qualitativos em longo prazo, como a ocupação e remuneração, poderiam descrever melhor a contribuição da educação para o capital humano, um resultado intermediário, como a pontuação obtida em um teste padronizado como o ENADE, pode sim ser considerada como um dos elementos básicos na acumulação de capital humano.
Para Jucá, Oliveira e Souza (2011), em decorrência da concorrência entre as IES em um mercado cada vez mais competitivo, a publicação dos índices dos ciclos avaliativos provoca uma corrida para melhorias em todo o sistema educacional da instituição, desde a infraestrutura, até a qualificação dos professores. A partir desta premissa, os autores defendem que o intuito maior do sistema de avaliação das instituições de ensino superior seria o de implementar a qualidade do ensino, oferecendo condições às IES de realizar uma auto avaliação e com isso promover uma gestão mais profissionalizada.
Esta análise, no que tange às IES privadas, é avaliada por Scaglione e Costa (2011) como mais complexa, visto que estas IES também são tratadas como negócios, e para obterem vantagem competitiva devem valer-se de técnicas de gestão profissionais, e se estas não se sustentarem financeiramente, tenderão também a não equacionar adequadamente a questão da qualidade.
Rosa et al. (2010) que estudaram os impactos do ENADE e as práticas pedagógicas nos cursos da saúde, declaram que os resultados da pesquisa realizada mostram que a implantação de algumas ações intensificou o debate sobre a política de avaliação externa, o
aperfeiçoamento de práticas educacionais e a reformulação dos projetos pedagógicos dos cursos.
As autoras entendem que o ENADE não é importante apenas para verificar o desempenho dos estudantes, mas também para desafiar as Instituições de Ensino Superior (IES) a:
[...] ampliar sua qualidade no processo de ensino e aprendizagem, a reavaliar seus projetos pedagógicos, a intensificar a prática interdisciplinar, a revitalizar os programas de formação continuada docente; a fortalecer a relação teoria e prática; a refletir sobre o estudante que recebemos nas IES e o perfil profissional que é almejado; a atualizar estratégias de aprendizagem e processos avaliativos por competências e habilidades (ROSA et al., 2010, p. 16).
As autoras ditam que o uso dos resultados da avaliação do ENADE tem muito a oferecer, mas que o seu uso para tomadas de decisões ainda é um processo que as IES ainda precisam aprender.
Silva (2010) ao considerar em seu estudo o ENADE como base para a reflexão sobre a prática pedagógica nos cursos da área das ciências sociais em uma universidade avalia que os indicadores alcançados por meio de exames como o ENADE podem ser considerados indicadores de desempenho dentro de uma IES. A autora defende que por eles pode ser possível quantificar e comparar o desempenho dos estudantes e chegar a conceitos de desempenho além do esperado, ou desempenho aquém do esperado, por exemplo. Para a autora, como as questões do ENADE abordam os conteúdos por meio da apresentação de situações complexas a serem analisadas, é necessário haver um rompimento com a perspectiva tradicional de ensino e de avaliação, onde “o conhecimento é abordado de forma segmentada e desarticulada, como unidades de informação a serem transmitidas aos alunos e posteriormente verificadas” (SILVA, 2010, p. 9).
Moreira (2010) relacionou algumas características institucionais ao sucesso no exame do ENADE e, pautado nestes resultados, considera sua associação à eficácia institucional e à gestão acadêmica. Em seu estudo sustenta a hipótese de que, quando as variáveis individuais e socioeconômicas são controladas, as características institucionais relevantes, como instalações físicas, equipamentos, laboratórios, biblioteca, espaço pedagógico e titulação docente das instituições de ensino superior, podem influenciar o desempenho apresentado pelos estudantes no ENADE. O estudo da autora considerou que estes fatores institucionais são objeto de intervenção da gestão acadêmica e, portanto, associados à eficácia institucional e à gestão
acadêmica, e conclui que o retorno social da educação deve ser considerado na definição das políticas educacionais e nas estratégias de gestão das instituições de ensino superior.
Colaborando nesta análise, Capanema (2004, p.126) ainda quando era vigente o ENC (Exame Nacional de Cursos, conhecido popularmente como “Provão”), antecessor do ENADE, colheu a seguinte declaração de um de seus entrevistados, coordenadores de IES privadas, quando comparou o desempenho entre as IES públicas e as IES privadas:
Se houvesse uma troca de professores entre os dois tipos de IES, não haveria alteração nos resultados do Provão. O bom desempenho não está ligado necessariamente à qualidade do ensino e sim à qualidade do estudante.
Ao pesquisar como os coordenadores de cursos avaliam o ENADE como ferramenta auxiliar de gestão, Oliveira (2011) ao estudar o impacto dos resultados do ENADE na gestão acadêmica dos cursos de Física, Geografia, História e Química de IES privadas, reconheceu que todos os coordenadores avaliados consideram a avaliação de extrema importância e que utilizam os resultados do ENADE para planejar as ações nos seus cursos de graduação, que entendem que esta avaliação permite que as IES aumentem a qualidade dos serviços prestados à sociedade, por intermédio da melhoria dos cursos de graduação ofertados.
Rocha, Ferreira e Loguercio (2012) refletem sobre o fato de o ENADE buscar atender uma demanda social/educacional datada e sazonal, com efeitos diretos nas reorganizações e rearranjos dos sistemas de ensino. As autoras salientam que os discursos pedagógico e político, proporcionado pelo ENADE, se dão em meio a uma urgência na reestruturação de currículos, na reorganização da estrutura de cursos de graduação, em viabilizar a maior quantidade de ingressantes nas universidades e em reorganizar planejamentos e metodologias de ensino.
Outro estudo que identificou pontos positivos para o uso dos resultados do ENADE foi o proposto por Tedesco (2011), que analisou o relacionamento dos conteúdos pertinentes aos elementos da contabilidade gerencial abordados pelas IES e o resultado do ENADE. Para tanto, considerou as matrizes curriculares e identificou as disciplinas que abordavam estes conteúdos. A autora conclui que o resultado da avaliação do ENADE pode ser considerado importante elemento para auxiliar diretores, coordenadores e professores a reconhecerem os pontos positivos, identificar as carências setoriais e gerais, e a definirem as prioridades institucionais.
Davok e Brotti (2004) também ampliam a importância do ENADE quando declaram que esta avaliação pode ser um instrumento educativo, global e formativo, e pode avaliar a efetividade científica e social dos cursos. Ponderam que o ENADE faz um acompanhamento longitudinal das ações pedagógicas, e articula os aspectos gerais e comuns de cada área e curso, permitindo avaliar o conhecimento agregado pelos alunos no decorrer do curso.
Schroeder, Andrade e Moraes (2013), na análise do ENADE para o curso de enfermagem de uma universidade, salientam que a avaliação como processo não pode ter um fim em si, mas que deve ser um dos instrumentos que se dispõe para dimensionar a qualidade do ensino. Declaram que os seus resultados permitem análises e leituras sobre os cursos, sendo usados para tomada de decisão nos processos de ensino-aprendizagem. Os autores defendem que estas avaliações além de orientar grande parte da política educacional, passaram também a nortear a parte significativa da prática educacional do curso estudado.
Ao buscar estudar em que extensão os relatórios do ENADE são utilizados pelos coordenadores de cursos de graduação em ciências contábeis e qual seria o impacto do uso desse relatório sobre o desempenho dos cursos, Freitas (2012) pode reconhecer que:
[...] quanto maior o número de anos do coordenador no cargo, a sua titulação, o seu envolvimento no processo de avaliação, e quanto mais positiva a sua percepção sobre a efetividade da comunicação entre o INEP e os cursos, maior a probabilidade de uso do relatório do ENADE;
o uso conceitual foi o mais frequente entre os coordenadores pesquisados;
a falta de conhecimento sobre a disponibilidade online dos relatórios de avaliação foi a principal causa de não uso verificada entre os pesquisados;
e por fim, foi identificada uma correlação positiva entre o uso do relatório do ENADE e o desempenho dos cursos de graduação em ciências contábeis na avaliação subsequente (FREITAS, 2012, p. 7).
Pederneiras et al. (2011) em seus estudos, avaliaram líderes formais de IES e sua visão sobre o ENADE e os fatores que incidiam no resultado satisfatório deste exame em uma IES. Em seus achados, os autores reforçam que os principais fatores seriam a sensibilização, a motivação e o compromisso dos alunos com o ENADE. Embora tenham reconhecido que a maioria dos estudantes da IES estudada não tenha interesse neste exame, em decorrência da inexistência ainda de uma cultura de avaliação, os autores defendem que foi possível perceber que a avaliação do ENADE implicou em mudança, visto avaliar o processo e não o produto, e permitiu correções e superação de dificuldades.
Em contrapartida, pesquisadores temem pelo uso dos resultados do ENADE, que assim como todos os demais processos de avaliação, resulta inevitavelmente em rankings, que são criticados por diversos educadores e pesquisadores em educação.
Ristoff e Limana [200-?] alertam que:
[...] tomar os resultados do ENADE de forma isolada e estanque significa produzir rankings baseados em juízos apressados, sem confiabilidade, injustos com os cursos avaliados e que pouco ou nada contribuem para a melhoria da qualidade das atividades acadêmicas.
Andrade (2011) alerta para o fato de que nenhum ranking é perfeito, e qualquer tipo de ranking em educação apresenta problemas e são passíveis de críticas, e que o mais importante é o entendimento de que tipo de informação cada um fornece. O autor concluiu em seu estudo que não existem evidências de que o resultado da prova do ENADE possa ser capaz de sinalizar a competência do estudante, portanto esses resultados não conseguem mensurar adequadamente o produto educacional.
Em outro estudo Rosa (2010) relaciona os resultados do ENADE com a qualidade do corpo social docente do curso. Neste estudo a autora pondera que os instrumentos utilizados pelo governo para avaliar as instituições são úteis para promover mudanças nestas IES, mas isoladamente eles não se bastam, já que transformação real ocorre no dia a dia da sala de aula, no empenho e na qualificação dos docentes, que devem ser valorizados e estimulados ao constante aprendizado e aperfeiçoamento. A autora alerta que o ENADE é apenas um instrumento de avaliação dos cursos e instituições, e o que ocorre na sala de aula precisa estar para além dessa avaliação, que as experiências só fazem sentido e dão certo, porque existem profissionais que acreditam na educação e que se comprometem com ela.
Scaglione e Costa (2011) criticam a pretensão do MEC de controlar todo o sistema de educação brasileiro pela Lei do SINAES, que reduziu a avaliação a uma representação numérica e determinação de índices, como ENADE, IDD, CPC e IGC. Ponderam que este processo aplicado a um sistema em rápido crescimento gera grandes distorções, visto que a qualidade passa a ser vista como uma representação numérica, onde a qualidade de uma IES seria o seu IGC e a qualidade de um curso o seu CPC.
Em relação ao ENADE, estes autores também criticam que os conceitos são normalizados para uma escala discreta de um a cinco, onde as melhores médias recebem conceito cinco e as piores um. Sentenciam, portanto, que o ENADE não avalia em uma escala
absoluta, mas sim relativa, que avalia o desempenho de um curso com relação aos demais cursos. Segundo os autores, as IES seguem adaptando seus programas e desenvolvendo estratégias de preparação dos alunos para a realização do ENADE, e direcionam seus esforços para que estes alcancem melhores resultados nesta avaliação, e que estas ações estariam vinculadas à preocupação decorrente do efeito negativo de uma posição desfavorável neste ranking.
Dias Sobrinho (2008) corrobora com o pensamento de Scaglione e Costa (2011) quando avalia que os exames nacionais que passam a ter excessivo peso na elaboração de rankings, acabam modelando de cima para baixo currículos e métodos de ensino, sem envolvimento dos docentes, atores principais do processo de construção da qualidade.
Em outro estudo, Dias Sobrinho (2010) complementa que os exames nacionais, quando constituídos para resultar em classificações, rankings e gerar um controle legal e burocrático, colaboram para a desprofissionalização do docente, visto que induzem a uma modelação dos currículos e métodos, e transformam a relação didático-pedagógica em mero treinamento de estudantes para os exames.
Dias Sobrinho (2010) também estudou as principais e recentes políticas de avaliação, dentre as quais o ENADE e as transformações da educação superior brasileira, destacando alguns efeitos sobre o ensino de graduação. Ao destacar os avanços do domínio técnico dos processos avaliativos, como a estatística e os recursos computacionais, visto conferir efetividade, confiabilidade e justiça aos processos de avaliação, o autor preocupa-se que estes não se sobreponham às questões de fundo filosófico e ético-político da educação superior e de sua avaliação em consequência, e que envolvem o conceito de qualidade. Embora considere que em um sistema de avaliação sempre haverá contradições e imperfeições, visto tratar-se de um fenômeno social e de construção histórica, e que por mais técnico e objetivo que seja, carrega dificuldades insolúveis, incompletudes e interpretações diferentes, o autor alerta que a atual avaliação do ensino superior esboça uma imagem simplificada e redutora do sistema, quando deveria trazer informações significativas para a compreensão da sua complexidade. Dias Sobrinho (2010) sentencia que o atual modelo, pelo rigor técnico e facilidades operacionais, apresenta soluções simplistas que reduz o sistema de avaliação a uma ferramenta de medição do rendimento acadêmico que seria utilizada para propósitos de regulação do ensino superior pelos órgãos governamentais, que, segundo a ótica destes, sinalizam as boas práticas ao mercado.
Não se pode concluir, com base nos estudos realizados pelos autores pesquisados deste tópico, que o ENADE seja um processo que isoladamente poderia prever a qualidade do curso ou do estudante que nele se forma. Contudo, este fator se mostra atualmente como um importante elemento de norte para apontar quais IES e cursos podem se mostrar mais eficientes neste intento. Com base nisto, esta pesquisa se pauta na identificação dos cursos cujo ENADE tenha alcançado conceito máximo no ano de 2011, para que por meio deste indicador se identifique os gestores destes cursos e se possa avaliá-los.