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Kur’ân ve Hadislerde Doğum Kontrol Yöntemleri

A universidade onde realizei minha pesquisa apresenta uma estrutura física bastante boa. Em termos de sala de aula não haveria nada a ressaltar a não ser o fato de estar sempre "em ordem" para a realização da aula: a sala estava sempre limpa e arrumada para receber os alunos, giz branco e colorido à disposição. O retroprojetor, quando solicitado, já estava na sala de aula quando chegávamos. Era possível xerografar material para as aulas, de tal forma que em todas as aulas o professor levava, para os alunos, os enunciados dos problemas em folhas impressas.

Um laboratório de Informática, entre vários de que a universidade dispõe, ficou reservado para a disciplina Matemática II, todas as segundas-feiras, durante todo aquele semestre. Embora utilizássemos o laboratório, habitualmente, apenas nas duas últimas aulas, ele estava reservado a manhã inteira, para as quatro aulas desta disciplina. Assim, uma única vez, em que o professor decidiu realizar todas as aulas daquela manhã utilizando o computador, o laboratório estava disponível. Era equipado com 30 computadores, todos muito novos, com recursos de softwares atualizados, ligados em rede e com acesso livre à Internet.

O software que utilizamos, o Winplot, é gratuito e não nos trouxe problemas no que diz respeito à instalação. O professor informou, logo no início do semestre, quando reservou o laboratório para as aulas, que este seria o software utilizado e, assim, um técnico se encarregou de instalar em todas as máquinas.

Capítulo 4 Contexto do estudo

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4.7 ...O PROFESSOR

O professor da turma é professor de Matemática por opção. Iniciou sua trajetória profissional fazendo, após o então curso ginasial (equivalente hoje, à segunda metade do ensino fundamental), o curso de formação de professor primário, e iniciou no magistério lecionando para o quarto ano primário. Fez curso superior de Matemática e passou, então, a lecionar em cursos preparatórios para vestibular. Na ocasião, ocupou também o cargo de diretor pedagógico.

Logo após sua formatura passou a trabalhar no ensino superior, lecionando várias disciplinas para vários cursos, numa instituição pública. Tem um vasto conhecimento de Matemática e grande experiência (mais de 30 anos) como professor. Sua caminhada se fez, quase totalmente, pela trilha do ensino tradicional o que não impede que seja marcada por momentos que atestam o trabalho realizado por alguém que é considerado um bom professor.

Apesar de uma prática visivelmente já cristalizada em muitos aspectos, é aberto à introdução dos computadores como auxiliares no ensino de Matemática. Não fez estudos específicos a este respeito, de tal modo que suas idéias acerca da utilização desta TI nas aulas de Matemática eram resultantes, unicamente, de algumas aulas que ministrou para alunos do curso de licenciatura em Matemática, nas quais já havia utilizado um pouco o

software Cabri-géomètre e, mais intensamente, em aulas de Cálculo, o Winplot. Não

realizou, portanto, estudos sistemáticos, teóricos ou práticos, sobre a utilização de tecnologias no ensino. Suas compreensões e opiniões quanto a isto são bastante intuitivas e resultantes das percepções que experimentou na prática.

Apesar de sua vasta experiência docente e visível segurança no que faz, é receptivo e aberto a novas alternativas, metodologias e recursos de ensino. Está sempre em busca de aperfeiçoamento através de cursos e leituras sobre o ensino de Matemática. Não faltarão exemplos, entretanto, em que sua abertura à introdução do computador nas aulas se embate com sua prática já consolidada pela longa experiência em ensino nos moldes tradicionais e sem a utilização dessa TI. Poderemos ver isso mais claramente na apresentação dos dados.

Não obstante sua dedicação e gosto pela profissão, experimentou uma considerável frustração com o ensino de Matemática quando começou a dar aulas para alunos de Administração de Empresas. Ele conta que havia um grande desinteresse e considera que o rendimento escolar destes alunos era desastroso. Adotou então, cerca de 3 anos antes desta pesquisa, esta nova metodologia de ensino, referida por ele "ensino-aprendizagem de

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Matemática via resolução de problemas". Fez muitas leituras sobre resolução de problemas e apresenta um bom embasamento teórico sobre este tema.

Uma outra causa das dificuldades que o professor sentiu para dar aulas a estes alunos foi a grande diferença que eles apresentavam em relação aos alunos da faculdade pública em que lecionara por muitos anos, onde o vestibular era mais seletivo e os alunos chegavam ao curso superior bem mais preparados, em termos de conteúdos matemáticos. Por isso, uma de suas preocupações, ao trabalhar com o ensino de Matemática via resolução de problemas, é que o nível exigido seja compatível com o conhecimento matemático da turma, ou seja, com os conhecimentos matemáticos trazidos pelos alunos.

4.8 ...OS ALUNOS

Ao descrever os alunos, farei uma apresentação mais detalhada pois, embora sem ignorar outros elementos que possam condicionar ou interferir nos dados que coletei, foi fundamentalmente para eles que procurei voltar meu olhar, ou seja, os alunos foram os principais sujeitos de minha pesquisa.

A turma onde fiz a coleta de dados era constituída de 55 alunos, e as informações que apresentarei a seguir refletem suas características gerais, ou seja, representam elementos marcantes ou típicos da maioria dos alunos. São informações obtidas através de um questionário que foi aplicado aos alunos a fim de delinear seu perfil. Era constituído de questões estruturadas, relacionadas à sua vida escolar, sua relação com a Matemática, sua experiência com a utilização de computadores no ensino e sua opção profissional. (Anexo l)

A maior parte dos alunos, embora ainda bastante jovens, com idade compreendida entre 17 e 24 anos, estuda e trabalha. Freqüenta as aulas do curso de Administração de Empresas pela manhã e trabalha à tarde. A maioria tem uma jornada de pelo menos 6 horas diárias de trabalho, o que corresponde a 30 horas semanais. Embora solteiros, são alunos que precisam se sustentar; a atividade que exercem é, de fato, remunerada – apenas 2 alunos declararam exercer atividade do tipo estágio ou voluntária não remunerada.

Sua trajetória escolar se fez, basicamente, em escolas da rede pública de ensino, tanto no nível fundamental quanto no médio. Isso sugere uma categoria de alunos financeiramente carentes, uma vez que em nosso país, como sabemos, atualmente os filhos de famílias de classe média e alta têm freqüentado a rede particular de ensino nesses níveis. Estes alunos que participaram de minha pesquisa, tampouco fizeram curso preparatório pré - vestibular.

Considero importante frisar que a maior parte dos alunos não fez vestibular em outras universidades, além desta a que pertencem. E, ademais, os que tentaram entrar em

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outras instituições optaram por outra da rede particular, à exceção de uns poucos que tentaram ingressar em faculdades ou universidades públicas e não conseguiram. É salutar observar as razões que apresentaram para justificar a escolha desta universidade que freqüentam. Afirmações como: "porque sou funcionário aqui", "porque ganhei bolsa de estudos", "porque é perto de casa", "porque não passei em outro vestibular" foram as mais freqüentes. Elas atestam uma realidade em que o jovem que quer fazer um curso superior releva seus sonhos e trilha o caminho que é possível. Os alunos estudam onde podem e não onde querem.

Estes alunos ficaram alguns anos (em geral, mais de 3) sem estudar entre o final do ensino médio e o início da faculdade, período em que apenas trabalharam. Disseram que optaram pelo curso de Administração de Empresas porque gostam do curso ou porque é um curso profissionalmente promissor. Numa cidade como São Paulo, em que a produção industrial e a prestação de serviços movem o mercado, o curso de Administração de Empresas, embora não se destaque pela especificidade, oferece uma formação generalista que atrai estes jovens que precisam e buscam um "leque" maior de oportunidades.

Eles afirmaram que sabiam que o curso teria Matemática em sua grade curricular, e a consideram relevante para sua formação profissional. Curiosamente, para mim, disseram que gostam dessa disciplina e que apresentaram um bom desempenho nas disciplinas de Matemática no ensino médio. Alguns poucos, que a acham difícil, fizeram algumas colocações curiosas que acho procedente comentar. Foram frases como: "até o ensino médio a Matemática era fácil, mas na faculdade é difícil", "agora acho difícil porque o professor usa métodos diferentes e isso me confunde". Talvez estes alunos estejam estranhando a metodologia de ensino via resolução de problemas, adotada pelo professor. Penso que seja relevante ao educador matemático refletir a este respeito: acostumados a uma abordagem "padronizada" durante muitos anos, alguns alunos podem estranhar novas metodologias de ensino e, apesar de querermos ajudar e melhorar os níveis de aprendizagem, pode ocorrer que, na realidade, estejamos dificultando o trabalho dos alunos... Ou, no mínimo, que precisamos estar atentos a estes momentos de transição... É para se pensar.

Não creio que as dificuldades que manifestaram estivessem ligadas à introdução do computador nas aulas de Matemática II, por duas razões. Primeiro porque, quando responderam ao questionário para delinear seu perfil, ainda era início do semestre e eles apenas tinham sido apresentados ao Winplot. Também porque, neste questionário, declararam não ter ainda aprendido ou estudado Matemática utilizando o computador.

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Gostaria ainda de destacar o fato de que a grande maioria dos alunos tinha computador em casa; dos que não tinham, apenas um único aluno declarou não ter acesso fácil a um. Ressalto que este aluno pode não ter considerado os computadores da universidade, onde sempre havia laboratório disponível aberto aos alunos. Ou esse aluno, de fato, não tinha tempo nenhum para utilizar o laboratório.

Para encerrar esta seção acho apropriado destacar algumas de minhas impressões sobre os alunos, por reforçarem o que obtive através dos questionários. A turma era formada por alunos que, realmente, não tinham tempo para se dedicar aos estudos. Apresentavam muitas deficiências de conteúdo matemático, muitas vezes, relativas a conteúdos básicos de ensino fundamental e médio. Isso será constatado na apresentação dos dados, no próximo capítulo. Gostaria de reafirmar, inclusive, que o professor da turma tinha preocupação e cuidado explícitos de adequar os conteúdos e problemas propostos na disciplina Matemática II ao nível dos alunos. Repito que os problemas eram simples, no sentido de que envolviam conteúdos básicos sobre funções, eram problemas fechados, sem novidades em termos de enunciado e, ainda assim, os alunos apresentavam dificuldades.

Apesar disso, tais alunos mostraram muito interesse nas aulas de laboratório, aulas estas que foram implementadas especialmente para que eu pudesse realizar minha pesquisa, e em que tive participação ativa junto aos alunos, auxiliando-os na resolução dos problemas.