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5. FİLİSTİN’DEKİ YERLEŞİM YERLERİ (SANCAKLAR)

5.1. Kudüs

colaboração de outros profissionais. Ao promovermos a Saúde Mental de qualquer grupo de pessoas, confere-lhe uma importância acrescida, porque

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promove ações que pretendem levar à diminuição de uma situação que tendencialmente irá aumentar no futuro: a Doença Mental.

Esta competência foi desenvolvida em ambos os campos de estágio. As reuniões multidisciplinares que se realizavam no SSMP contavam com Enfermeiros, Médicos, Psicólogos, Assistente social e Terapeutas Familiares. Estas reuniões ocorrem semanalmente e têm como propósito o acompanhamento de casos em que é discutido em equipa algumas estratégias de melhoria do processo terapêutico do doente. Para além de uma importante estratégia de trabalho em equipa funcionam como momento de convívio e formativo para todos os intervenientes. São marcadas várias formações para nas reuniões. Devemos acrescentar que conhecer os diversos elementos da equipa de saúde, a sua postura, discurso e conhecimentos foi uma mais-valia no processo de aprendizagem. Os tipos de encaminhamento para a alta, com entidades que na comunidade fazem de Elo de ligação para promover a reinserção sócia, permitiu- nos conhecer a dimensão das respostas comunitárias às necessidades da pessoa com doença mental. Algumas vezes saímos das reuniões com sensação de impotência na resolução dos problemas perante situações tão complexas.

A nível da consulta externa do SSMP a aprendizagem foi muito positiva porque fizemos a ponte de um serviço de ambulatório para o projeto a desenvolver em Hospital de Dia da UFU. As várias atividades proporcionaram-nos momentos de reflexão e sistematização de conhecimentos. Devemos destacar a atividade Lúdico terapêutica, intitulada “A passagem da Pedra”. Esta atividade foi efetuada enquanto o cliente faz a perfusão de soroterapia, e ocupou o tempo de cerce de 40 minutos e teve como objetivo principal: promover o autoconhecimento e conhecimento do Outro. Foi desenvolvida pela Sra. Enfª Especialista em Saúde Mental e Psiquiatria da consulta de psiquiatria e consistiu na passagem de uma pedra que serviu como “quebra-gelo” para a apresentação de cada um. Posteriormente, cada um referiu o seu projeto de vida. Assistimos a uma participação ativa de todos e criou-se um espaço de reflexão. Tal como refere Silva, Loureiro e Sousa (2004, p. 36) “o ato de se estar em grupo é um facilitador de mudança, uma vez que as pessoas se sentem seguras, sentem uma coesão tão grande que lhes permite relatar todo o seu sofrimento, dúvidas, medos…”. Este momento de partilha foi muito importante para os membros que iniciaram o

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tratamento há menos tempo porque lhes permitiu observarem algumas melhorias nos clientes que estavam numa fase de terminoda terapêutica. Alguns clientes referiram sentir mais força interior para ultrapassar a sua situação de saúde ao ouvirem o relato de uma senhora, sobre a forma como está a ultrapassar a sua depressão após a morte do filho num acidente de viação e a sua própria incapacidade física resultante do mesmo.

Participámos também numa sessão Psicoeducativa com os clientes (que já terminaram o tratamento) e família/ou pessoa significativa. Essa sessão teve como esclarecimento “o que é a Depressão, suas implicações na vida diária das pessoas afeta de, e no seio da família”. No final da sessão privilegiou-se o diálogo, a partilha de experiências pessoais bem como o esclarecimento de dúvidas. Como normalmente é neste espaço que temos “o casal”, foi explicado a ambos a importância do apoio mútuo, da tolerância/partilha, para ultrapassarem esta fase. Foi reforçado o ensino, de que pode ocorrer disfunção sexual (que é comum com esta medicação nos doentes do sexo masculino). Foi passada a ideia de que a pessoa afetada de depressão “deve fazer mudanças na sua vida”, é a pessoa que deve mudar e não quem está à sua volta. Foi ainda esclarecido que existe sempre uma porta aberta (mesmo depois do términos do tratamento), para quem tenha necessidade de conversar com a Enfermeira ou tenha necessidade de “partilhar algo”.

Keitner (1990), diz que apesar de ainda não existirem estudos controlados sobre a eficácia de psicoeducação familiar em Depressão, os membros das famílias e doentes têm fornecido retorno intensamente positivo quando este tipo de abordagem é fornecido. Beardslee et al. (1997), desenvolveram um estudo com o objetivo preventivo de doença afetiva em filhos de pais com o diagnóstico de depressão, demonstraram benefícios da psicoeducação para famílias onde, o pai e/ou a mãe apresentavam um episódio depressivo recente ao início da intervenção, neste estudo os resultados foram examinados após um ano e um ano e meio de intervenção psicoeducacional, mostrando uma manutenção dos benefícios da psicoeducação a longo prazo (Yacubian e Neto, 2001).

Também participámos ativamente num grupo psicoeducativo de Mulheres com cancro da mama dirigido por uma psicóloga. Foi um momento muito emotivo

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porque estavam mulheres que já tínhamos acompanhado durante o seu internamento para a realização de mastectomia e ver a resiliência sobre a doença que segundo as mesmas era devido àquele grupo onde sentiam-se integradas e compreendidas.

Outra situação de grande utilidade de aprendizagem foi a participação na sessão de relaxamento segundo Jacobson, realizado por uma colega da especialidade em pudemos usufruir de um momento de tranquilidade e obter aporte prático para instruir os doentes que necessitassem deste tipo de intervenção.

Jacobson (1938) desenvolveu uma técnica chamada “Relaxamento Progressivo”, a qual tinha o objetivo de levar o cliente a um estado profundo de relaxamento muscular. O autor acreditava que esse estado poderia reduzir a grande ativação da parte central do sistema nervoso e da divisão autônoma do sistema nervoso, com isso restaurando ou promovendo bem-estar psicológico e físico, diante de uma relação do estado emocional com o corporal. O relaxamento dos músculos deveria reduzir as estimulações emocionais, reduzindo assim a Tensão arterial e a Frequência Cardíaca. A técnica consiste em aprender a contrair e, logo em seguida, a relaxar os diferentes grupos musculares do corpo, de forma que se consiga diferenciar quando o músculo está tenso e quando está relaxado. Dessa forma, uma vez que se tenha aprendido, esse comportamento tornará um hábito, e será identificado rapidamente nas situações de cada dia, quando a musculatura for contraída mais do que o necessário (Rissardi e Godoy, 2007).

Tivemos oportunidade de assistir a um a formação realizada no auditório do hospital sendo referente à “Psiquiatria de Ligação” onde foi abordado a prestação de cuidados no âmbito da psiquiatria a doentes internados noutros serviços utilizando um modelo de intervenção de ligação.

Partindo da compreensão que os fenómenos em saúde mental são complexos e do reconhecimento de que as necessidades das pessoas com doença mental de evolução prolongada são diversas, procurámos participar nas atividades que nos foram oferecidas e proagir com propostas baseadas na nossa recente aprendizagem das aulas administradas.

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4. Age no desenvolvimento da tomada de decisão e raciocínio conducentes