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Filistin’de Tesis Edilen Askeri Teşkilat

4. FİLİSTİN’İN OSMANLI İDARİ TEŞKİLATINDAKİ YERİ, BÖLGENİN

4.3. Filistin’de Tesis Edilen Askeri Teşkilat

“A Enfermagem é a profissão que na área de saúde, tem como objetivo prestar cuidados de enfermagem ao ser humano, são ou doente, ao longo do ciclo vital, e aos grupos sociais em que ele está integrado, de forma que mantenham, melhorem e recuperem a saúde, ajudando-os a atingir a sua máxima capacidade funcional, tão rapidamente quanto possível” (REPE, 1996).

Iomogene King define a pessoa como: um ser espiritual; com capacidade para pensar, conhecer, fazer escolhas e selecionar vias de ação alternativas; com capacidade de através da sua linguagem e de outros símbolos registar a sua história e preservar a sua cultura; é um sistema aberto em transação com o ambiente; é único e holístico, de valor intrínseco e capaz de pensamento racional e de tomada de decisão na maior parte das situações; e difere nas suas necessidades, desejos e objetivos das demais pessoas (Tomey e Alligood, 2004). Tomando como referência esta definição de pessoa, pode dizer-se que apesar dos clientes abrangidos pelo projeto terem a mesma patologia, cada umvivência a experiência à sua maneira. Cada pessoa atribui à sua doença e à sua recuperação significados diferentes. Assim, em certos casos, é difícil levar o cliente a expressar as suas vivências e sentimentos, atividade que pode ser facilitada se o enfermeiro recorrer às competências da Relação de Ajuda. Quando o cliente sente que é realmente aceite pelo enfermeiro, numa aceitação ausente

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de atitude punitiva, de julgamento e crítica, sente confiança e rapidamente abandona as suas defesas. Sentindo-se compreendido e aceite tal como é… No decorrer do estágio tivemos como objetivo o diagnóstico das necessidades dos clientes que frequentam o HD da UFU. Para chegarmos a esse diagnóstico recorremos à observação e á entrevista. Seguidamente, os dados recolhidos foram analisados de modo a obtermos diagnósticos de enfermagem que nos serviram de base para planear a intervenção com vista ao empoderamento e bem-estar dos clientes do Hospital de Dia que iniciavam tratamento hormonal. Devemos acrescentar que foi relevante a interação com a equipa multidisciplinar do DSMP, e as várias entrevistas não formais realizadas aos enfermeiros. A observação do dia a dia dos clientes e das suas rotinas, permitiu uma avaliação abrangente das necessidades, conhecer os diversos elementos da equipa de saúde, a sua postura, discurso e bem como formas de encaminhamento para a alta, com entidades que na comunidade que fazem de elo de ligação para promover a reinserção social foi uma mais-valia no processo de aprendizagem. Segundo Peplau, a observação em enfermagem é um processo, que se obtêm na relação com o cliente a partir da experiência do enfermeiro. Essas impressões tornam-se hipóteses a estudar, que permitem recolher dados para compilar e analisar posteriormente. Assim, acompanhar os clientes no seu dia-a-dia, desenvolvendo uma relação terapêutica com base na comunicação com os mesmos, permitiu-nosperceber quais as suas maiores necessidades.

Para além do enfermeiro usar a observação com o Outro é igualmente importante observar-se a si mesmo, tomando consciência do seu comportamento. O autoconhecimento passa pelo desenvolvimento das capacidades intelectuais, afetivas, físicas, sociais e espirituais. É estar consciente dos recursos pessoais, reconhecer as capacidades, dificuldades e defesas no decorrer da relação com o Outro. O enfermeiro deve conhecer o seu eu interno como as suas potencialidades e limitações. Se o enfermeiro não conhece e não aceita as suas limitações, terá dificuldade em aceitar as do cliente, tendendo a ignorá-las.

A capacidade de olhar para nós próprios, estar consciente da postura perante os Outros, é também uma forma de conseguir-se detetar os erros, mas também os sucessos. Ou seja, é no refletir e avaliar o dia-a-dia, estar presente no momento

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com a outra pessoa que reconhecemos o significado das nossas intervenções e crescemos enquanto enfermeiro e pessoa. O contato com o nosso eu, valorizando a perceção dos referenciais internos, sentimentos, sensações, pensamentos e emoções foi fundamental para a construção como profissional.Tal como diz Rocha et al. (2003) é a partir do contato consigo mesmo, das descobertas de si, de sua subjetividade que vai se tornando apto para a escuta e o acolhimento do outro, tratando-se de ampliar a competência emocional.

Os vários estágios proporcionaram diferentes perspetivas de situações, emoções e sentimentos. Tivemos oportunidade de ter acesso às vivências masculinas da pessoa com cancro da próstata, que realiza tratamento hormonal. As várias intervenções realizadas foram fundamentais para compreender a dor psicológica destes homens reportando por vezes para sentimentos de alguma impotência na ajuda que poder-lhes-íamos dar. A comunicação foi melhorando ao longo do tempo pelo que a confiança também. As dúvidas e medos dos clientes e familiares são perfeitamente entendidas por nós devido a uma situação oncológica de um familiar próximo, tal como Rocha et al. (2003, p.379) refere citando Kestenberg (2000) “as dores das próprias feridas nos sensibilizam para a vulnerabilidade do outro”.

O estágio em Psiquiatria, contribuiu com algum desconforto no início. O facto da doença mental ser uma situação tão frequente: atinge um em cada quatro cidadãos fez-nos refletir sobre os condicionantes que podem levar à doença mental.

A atividade lúdico-terapêutica com outros colegas da especialidade no dia 15 de Março de 2012 aos doentes internados no DPSM, sentimos como um momento muito agradável e de viragem no desconforto sentido. Algumas pessoas com mais facilidade no discurso referiram sentirem-se compreendidos e em paz e harmonia, sendo um momento em que a mente “deixou de pensar”, segundo uma expressão de uma das clientes. Foi uma circunstância bastante positiva em que sentimos uma compreensão empática pelo menos de uma parte do sofrimento emocional daqueles clientes. Para Salomé (1995, p. 169) a compreensão empática é quando “aquele que ajuda ou assiste, compreende a outra pessoa a partir do ponto de vista dela. Reconhece ou sente o que, em determinado momento, é real ou

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significativo para ela.” A empatia tal como salienta Salomé (1995) pressupõe o desenvolvimento ou crescimento de outra pessoa, ajudando-a a “amadurecer”, adaptar-se, integrar-se, ou aproveitar a sua própria experiência.

Algumaspessoas ficaram muito surpreendidos com as observações dos enfermeiros e com concordância dos outros clientes, como o caso de um cliente em que foi manifestado no grupo que tinha uma voz muito apropriada para rádio, o mesmo ficou muito satisfeito, uma vez que está ligado à área do cinema e no momento está desempregado, apontou como projeto futuro o investimento em formação nessa área. Outra cliente que verbalizava regularmente que tinha dificuldade em falar, ficou igualmente surpreendida quando foi devolvido que a sua vez era muito agradável e com um discurso muito fluente em que percebia-se bem a expressão dos seus sentimentos. A compreensão de alguns aspetos da forma dos clientes se relacionarem connosco ajudaram-nos a perceber algumas dificuldades e necessidades dessas pessoas. Pudemos encontrar clientes esquivos ao relacionamento com discurso circunstancial ou respostas curtas, evitando dar-se a conhecer, demonstrando dificuldades em criar ligações com os outros; clientes com dificuldade em desligarem-se da equipa na altura da alta demonstrando ansiedade pelo futuro.

A pesquisa sobre desenvolvimento pessoal permitiu adquirir conteúdos teóricos as quais promoveram um autoconhecimento, desenvolvendo competências pessoais e sociais no contexto das relações interpessoais e da comunicação. Possibilitaram refletir sobre o impacto emocional que a linguagem verbal e não- verbal exerce sobre o Eu, assim como os estilos relacionais; proporcionando a compreensão de estratégias de negociação interpessoal como instrumento de resolução de conflitos. Pesquisa sobre técnicas de intervenção, nomeadamente, sobre a utilização do mediador, permitiram aceder à representação simbólica da emoção, a significantes da vida interior que normalmente pouco saem para fora.

3. Integra equipas de desenvolvimento multidisciplinar de forma proactiva