4. SONUÇLAR
4.2 Arazi Denemelerine Ait Sonuçlar
4.2.2 Koruk dönemine ait deneme sonuçlar ı
O Programa Escola Nossa nasceu no ano de 2005, em consequência de São Carlos ter assumido o compromisso com a Rede Brasileira de Cidades Educadoras, devendo, por isso, implementar ações coerentes com os princípios estabelecidos por tal associação.
Conhecida como AICE, a Associação Internacional de Cidades Educadoras é uma rede de cidades que promove a educação tomando como base todas as possibilidades do território urbano. Estes princípios foram inicialmente discutidos em 1990, a partir do 1º Congresso Internacional das Cidades Educadoras, sediado em Barcelona (Espanha), por um grupo de representantes locais de cidades que compactuaram com o objetivo comum de desenvolver, juntos, projetos que visassem melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes, tomando a escola como espaço comunitário e a cidade como um grande espaço educador; o lema era aprender na cidade e com a cidade, valorizando-se o aprendizado vivencial e priorizando-se a formação de valores.
A AICE, responsável pelo suporte e monitoramento da proposta, promove a adesão de novas cidades interessadas e divulga experiências, com o objetivo de aprofundar o conceito de Cidades Educadoras, especialmente por meio da promoção de ações concretas. O vigésimo princípio da AICE, registrado na Carta das Cidades Educadoras5, aponta para
5Versão da carta em Português disponível em <http://w10.bcn.es/APPS/eduportal/pubFitxerAc.do?iddoc=84472> acesso em: set. 2012.
conceitos importantes, dignos de destaque: “a Cidade Educadora deverá oferecer a todos os seus habitantes, [...] uma formação sobre os valores e as práticas da cidadania democrática: o respeito, a tolerância, a participação, a responsabilidade, e o interesse pela coisa pública, seus programas, seus bens e serviços” (AICE, 2004, p. 9).
Ao aderir a esta proposta, os municípios devem exercer com eficácia as competências que lhes cabem, em matéria de educação. Qualquer que seja o alcance destas competências, elas deverão prever uma política educativa ampla, com caráter transversal e inovador, compreendendo todas as modalidades de educação formal, não formal e informal, assim como as diferentes manifestações culturais, fontes de informação e vias de descoberta da realidade que se produzam na cidade. O papel da administração municipal é o de definir as políticas locais que se revelarão possíveis e o de avaliar a sua eficácia, assim como de obter as normas legislativas oportunas de outras administrações, centrais ou regionais (AICE, 2004).
A fim de garantir ações municipais concretas, a Lei 13.889/2006 – Estatuto da Educação – em seu capítulo 1, artigo 3º, propõe que a educação do município de São Carlos esteja apoiada nos princípios da “gestão democrática da educação, abrangendo a participação dos educandos, da família e de todos os envolvidos nas atividades de ensino, e na busca da integração da comunidade com as atividades educacionais”. A mesma lei, em seu artigo 4º, determina que o “Poder Executivo desenvolva o Programa Escola Nossa, visando integrar os agentes sociais e a comunidade num amplo espaço educativo” (SÃO CARLOS, 2006b).
Entretanto, após a aprovação desta lei, não havia nenhuma indicação de como deveriam ser conduzidas as ações deste Programa vinculando então tais ações a uma assessoria de atendimento às crianças em situação de vulnerabilidade social, coordenada por uma psicóloga. Em meados de 2007 o Programa se apresentava com uma característica assistencialista; promovendo a abertura das escolas nos finais de semana e a realização de projetos, que aconteciam no período de férias escolares, como o Projeto Férias, sobretudo em bairros periféricos. Tais ações eram coordenadas por professores investidos na função de Gestores Comunitários em Educação no qual eu também atuei neste cargo.
Por não ter uma diretriz consolidada, cada Gestor Comunitário que fazia parte da equipe entendia e agia de forma descoordenada. Só aos poucos o Programa foi ganhando forma.
Há um poema de Machado (1980, p. 64) que retrata bem este momento do Programa. Diz o poeta:
Caminhante, são teus rastos/ o caminho, e nada mais;/ caminhante, não há caminho,/ faz-se caminho ao andar./ Ao andar faz-se o caminho,/ e ao olhar-se para trás/ vê-se a senda que jamais/ se há de voltar a pisar./ Caminhante, não há caminho,/ somente sulcos no mar.
Reiterando os versos de Machado, embora o caminho se faça ao andar, torna-se relevante que as experiências adquiridas venham subsidiar as novas ações de maneira a garantir que o processo de aprendizagem torna-se antes de qualquer coisa, um momento para reflexão, inspiração e, sobretudo, continuar a caminhada considerando as aprendizagens outrora adquiridas.
Em janeiro de 2009, quando aceitei o convite para chefiar a Divisão do Programa Escola Nossa, iniciei a gestão em meio ao Projeto Férias que ocorria no período de férias escolares, e pouco tempo tive para me adaptar à nova função, mas já conhecia o projeto por ter participado como gestora comunitária em edições anteriores.
Outra ação imediata ao assumir a chefia da divisão do Programa Escola Nossa foi a elaboração do Plano Plurianual. Deparei-me com a primeira grande dificuldade: como realizar um plano a ser desenvolvido em quatro anos se não sabia nem ao certo o que deveria fazer no dia seguinte? Lendo algumas publicações e artigos, e pesquisando sobre o objetivo geral do Programa Escola Nossa conclui que o fortalecimento da gestão democrática escolar por meio dos Conselhos Escolares deveria ser uma das grandes metas a serem atingidas durante minha gestão.
Ao longo da gestão (2009-2012), o Programa Escola Nossa ampliou sua atuação para três grandes macro-campos: Educação Integral, Fortalecimento da relação Comunidade e Escola e Fortalecimento dos Conselhos Escolares. Para a execução das atividades há uma equipe interna atuando na Secretaria Municipal de Educação, e também uma equipe externa, composta por vinte e quatro Gestores Comunitários em Educação.