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Konya’da Düzenlenen Bilim, Kültür ve Sanat Etkinlikleri

Para que lográssemos uma amostragem a mais significativa possível do estrato organizacional composto pelos diretores, procuramos localizar as singularidades mais marcantes em termos de circunscrever a diversidade que marca a Fundação F no referente ao foco de nosso estudo: entre os pesquisados, tivemos desde aqueles que protagonizaram as frentes avançadas da modernização até outros que, ainda hoje, só lêem sua correspondência eletrônica, vez por outra, para cumprir estritamente seu expediente diário, fatos que se estabeleceram com clareza, quer pelo tempo demandado para as respostas às nossas questões, quer pelo domínio do tema e das reflexões sobre ele; outro fato relevante do processo analisado é que, dentre todos os solicitados, apenas um deixou de responder às questões o que, por informações buscadas fora da rede, ocorreu pelo não hábito de uso da mesma uma vez que, cientificado da pesquisa após o fechamento da coleta dos dados, manifestou interesse em opinar e conhecê-la.

O primeiro ponto que salta aos olhos na análise das respostas deste nível mais alto da hierarquia organizacional é, talvez como uma discreta reação ao processo verticalizado, a desconfiança quanto ao real barateamento de custos com a adoção do portal: há que se considerar que, a maioria dos diretores consultados em nosso estudo, são gestores pedagógicos que não tem acesso total a certos custos operacionais, ou seja, afora o indiscutível aspecto “pedagógico-ecológico”, a "despapelização" seria uma realidade de

custos concretos desconhecidos ou, ao menos, não seguros mas informalmente tidos e divulgados como tal.

Se o caráter ferramental-positivo do portal foi unanimemente aceito enquanto agilidade, uniformização de padrão de informação, o que era de se esperar em virtude do cuidado do desenho inicial, as questões envolvendo a comunicação receberam respostas controvertidas e bastante interessantes numa leitura atenta e crítica já que, como voltaremos a ver, provavelmente pelo uso mecânico da ferramenta, os consultados pouco se detiveram sobre a questão: pelo grau de conhecimento, tanto da mídia analisada quanto da cultura da organização, as respostas ficaram mais para o evasivo e genérico do que para o conclusivo em quaisquer dos possíveis sentidos.

Ficou claro que o uso do portal corporativo não chegou ao grau que os diretores acreditam que fosse o ideal e cujas causas atribuiram a vários fatores:

- falta de divulgação do portal para que tivesse um uso mais intenso e adequado. - falta de hábito do uso do portal provavelmente pela manutenção de outros canais

de comunicação.

- falta de planejamento por causa de “alguns detalhes técnicos” que deveriam ser mais adaptados, e que, por sua vez, não foram explicitados.

Mas, quando encontramos respostas que afiançam a simplificação do padrão de comunicação, a facilitação em se vislumbrar o quadro funcional geral, a necessidade de

se ampliar a cultura do uso da ferramenta, a descomplicação da comunicação entre níveis hierárquicos diversos, percebemos que as questões lançadas, obrigando à reflexão, provocaram a certeza de que "coisas novas" ocorreram, muitas vezes, apesar dos entrevistados e que estariam exigindo mais uso, mais cuidado; enfim, parece que se deram conta das “possibilidades inexploradas” do portal corporativo.

Ao se perguntar se a nova forma de comunicação teria trazido algum efeito democratizante às comunicações, foi interessante constatar que, se alguns entrevistados, mencionando a concorrência da rede externa, estariam falando de um meio mais rico e seguramente mais livre, outro, que buscou muito cuidado em suas respostas, pede mais regras, insinua mais formalismo numa não manifesta alusão a certa liberdade da rede, ou seja, não se tem a dimensão plena do controle ou não sobre o veículo. Ainda no sentido do diálogo mais democrático, retomamos a resposta que afirma que a "comunicação ascendente" também ficou mais rápida e acessível: certamente em alusão às limitações para se conseguir respostas rápidas para questões pontuais - aqui chamadas de técnicas - antes feitas através de memorandos escritos ou de telefones congestionados e com horários delimitados. É interessante como a declarada acessibilidade maior não é percebida e pensada pela maioria como uma possibilidade de flexibilização das estruturas hierárquicas já que, os mais atentos à questão, a perceberam e que a maioria desconhece os níveis técnicos de fiscalização e controle da rede permanecendo uma espécie de censura imponderável.

No contraponto, encontramos, desde respostas que minimizam a capacidade do portal, como outras que lhe atribuem um valor que justificaria mudanças na cultura organizacional para o melhor aproveitamento da ferramenta, ou seja, menosprezando o valor da cultura em detrimento dos serviços do novo meio.

Assim, se lembrarmos o nível dos atores consultados nesse segmento da pesquisa, e seu significativo índice de contradições e de “silêncios”, mesmo que se considere um certo descaso por ferramenta tão elementar, fica evidente um certo grau de mal disfarçada surpresa pela constatação, na maior parte dos entrevistados, da ausência de reflexão sobre tão importante reforma implementada em seus ambientes de trabalho, sobretudo para quem ocupa tão elevada e estratégica posição, o que confirma a importância do tema escolhido. Na seqüência de nossa pesquisa, surgiu um dado que poderia relativizar muito essa aparente desatenção dos diretores para com o uso e as conseqüências da comunicação informacional corporativa: quando constatamos que nos níveis operacionais o uso do portal é mais intenso e consciente, aflorou a possibilidade de que o corpo diretivo, contando certamente com uma equipe de apoio eficiente e integrada às novas mídias, só as usaria de forma pontual para a "correspondência superior", deixando aos secretários e assistentes a operação do "atacado" da comunicação funcional; da mesma forma, se havia alguma dificuldade na comunicação com o estrato mais elevado, esta dificuldade estaria restrita, tal como foi mencionado, a problemas pontuais, “técnicos”, mesmo porque, uma das marcas da cultura analisada, é a fluidez e facilidade comparativas de contato nos níveis hierárquicos mais elevados daí

a menor sensibilidade da maioria dos diretores para tais avanços que não os atingiria: uma das marcas da atual Diretoria Executiva da Fundação F, desde sua chegada, foi a facilidade, agilidade e objetividade da comunicação entre os diretores pedagógicos e os Mantenedores que se destacam, ainda mais, se comparadas às de outras similares.

Benzer Belgeler