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Komünist Rejimlerde Kitle İletişim Özgürlüğü ve Marksist Yaklaşım

3. Siyasi Rejimler ve Yaklaşımlar Açısından Kitle İletişim Özgürlüğü

3.3. Komünist Rejimlerde Kitle İletişim Özgürlüğü ve Marksist Yaklaşım

A concepção de uma estética materialista deve ser empregada com ressalvas para a compressão da arquitetura modernista enquanto contraposição aos estilos predecessores, cabendo muito mais ao reforço que esta arquitetura imputa – assim como os estilos arquitetônicos que a antecedem – à divisão social do trabalho, do que encampar a ideia de uma arquitetura como esfera da arte. Esta apropriação da relação que Lukács estabelece entre estética materialista e arquitetura se mostra necessária, uma vez que o trabalho do arquiteto se

85 restringe cada vez mais ao projeto, distante do canteiro de obra, de forma que o mesmo não tenha contato com toda a produção da obra que poderia ser tomada como arte.

Lukács (1967b) destaca que, historicamente, os objetos arquitetônicos são tomados como criações artísticas derivativas da escultura. Seu curso permitiria identificar vários exemplos que atribuem esta conotação, como é o caso das construções gregas e egípcias, passando pelo renascimento, o barroco, o gótico etc. Segundo Lukács (1967b), este caráter artístico não permitiu em Hegel a incorporação do que é problema central na estética da arquitetura: a criação de espaço.

A ideia de criação do espaço em Hegel se manifesta num sentido abstrato-intelectual, vazio de uma peculiaridade orientada para a vivência neste espaço. Lukács (1967b, p. 88) atribui esta lacuna na concepção hegeliana sobre o caráter estético da arquitetura a um processo dialético idealista que trata de “una cierta vida inconsciente” que habita este tipo de produção, cuja reflexão filosófica sobre a conformação arquitetônica do espaço deve apreender a gênese deste tipo de produção, que para Lukács (1967b, p. 88), passa por

entender que a realidade e a vivencialidade de um espaço arquitetônico (estético) não pode ser produzida senão muito lentamente; que sua existência e eficácia – e também a necessidade delas – não estão de modo algum dadas com a mera natureza fisiológica e antropológica do homem15

A assertiva de Lukács a respeito do caráter estético da arquitetura funda que antes de tudo seu desenvolvimento se dá a partir do desenvolvimento das forças produtivas do homem, cujo produto deve indubitavelmente servir ao próprio homem. Expressa por caráter indissolúvel da estética marxista, as próprias relações do homem e dos estágios de desenvolvimento de toda sua força produtiva, abarcando também os elementos do caráter espiritual constituinte da superestrutura, como o próprio aspecto artístico, a política, a religião e o dorso ideológico que daí deriva. A compreensão da estética na arquitetura deve então se valer de um processo antropomorfizador que esteja inclinado a encarar a produção arquitetônica como possibilidade de autoconhecimento do homem, cuja vida privada e social no seio familiar se dará neste espaço pensado e refletido. Para Lukács (1967b), da arquitetura nasce uma missão social que se produz a partir de uma realização estética.

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entender que la realidad y la vivencialidad de un espacio arquitectónico (estético) no han podido producirse sino muy lentamente; que su existencia e su eficacia – y hasta la necesidad de ellas – no están dadas en modo alguno con la mera naturaleza fisiológica y antropológica del hombre

86 Este posicionamento em prol de uma produção arquitetura antromorfizadora em seu aspecto estético é evidentemente uma tomada de posição frente ao caráter contemplativo desantromorfizador pelo qual a arquitetura – bem como outras produções artísticas – tem assumido. Revoga-se aqui o caráter estritamente universal que se imprime à arquitetura, sublimando por completo toda e qualquer singularidade no ponto em que o homem que habita o espaço é subsumido pela aparência, vazia de relação social. Neste caráter desantropomorfizador, o processo dialético que parte da vida material e nela se encerra, intermediado pela capacidade reflexiva, pelas ideias, se mantém restrito nesta última. Seria a realidade objetiva uma determinação idealizada pelo arquiteto, sem ressonância no habitar o espaço.

Lukács (1967b) destaca ser necessário estabelecer uma distinção entre o caráter contemplativo das obras produzidas fortemente relacionadas com a natureza, como é o caso das formações rochosas. Este tipo de obra é atravessado pelas forças da natureza de conhecimento do homem, e assim, se submete às finalidades humanas na medida em que se configura como espaço a ser visualizado. Por outro lado, a contemplação pode ser verificada também nas obras monumentais produzidas pela arquitetura, através da força de trabalho, no que Lukács (1967b) denomina ser o efeito desencadeador de emoções das obras arquitetônicas.

A arquitetura que apresenta formações importantes nascidas de finalidades coletivas incorpora tendências universais, uma vez que cada sociedade, a partir de um certo nível evolutivo, deve possuir sua própria arquitetura a ser contemplada e universalizada como representativa de um todo nacional. Assentada num aparente interesse de uma coletividade social, a obra arquitetônica passa a conter em si forte carga universalizante de necessidades sociais determinantes moldadas por desejos, afeições, antipatias etc., inerentes ao ser social, às posições de classe e às tradições nacionais. Fruto deste processo, a obra arquitetônica se manifesta em sua objetividade totalizadora – e desantromorfizadora – cujo caráter objetivo se consolida a partir das posições de classe de grupos dominantes.

Aqui também se expressa um efeito encantador que se consolida com o passar do tempo, ao qual se estabelecem ritos e mitificações que podem se estabelecer como missões sociais da arquitetura circunscrita num espaço externo. Estabelece-se um ponto crítico na medida em que a obra arquitetônica se fixa numa objetividade espacial. O torno artístico da arquitetura requer a sua conformação certa consciência que transforme seu em si espacial em espacial

87 para nós mesmos (LUKÁCS, 1967b). A obra não deve ter finalidade em si e no espaço que ocupa, mas sim ser direcionada aos que ocupam tanto a obra quanto o espaço que a recebe.

Ao contrário das outras formas artísticas, a produção arquitetônica só faz sentido o apreço for concomitante ao uso. “O particular do espaço arquitetônico é sua realidade16” (LUKÁCS, 1967b, p. 111). Ao contrário de outras artes, como a pintura e a literatura, cujo caráter estético está empregado na possibilidade de refletir a realidade, e com isso, tomar posição frente às questões da vida, o próprio uso do espaço pela arquitetura é em si a realidade e a tomada de posição frente aos conflitos, posição de classe. A obra arquitetônica apresenta a capacidade de tomar o homem em seu cotidiano e poder transformá-lo por completo, uma vez que se converte em espaço real literalmente vivido pelo homem.

De certa forma, a arquitetura representa uma primazia do singular frente à particularidade, dado que o homem age sobre a arte e a transforma de acordo com as suas necessidades sociais. Lukács (1967b) já havia afirmado ser tarefa complexa determinar a particularidade na produção arquitetônica. Para o filósofo húngaro, a categoria da particularidade tem aqui a função exata de conferir força a cada indivíduo, que por consequência de uma relação de convivência inata à obra arquitetônica, atinge seu caráter geral, o coletivo. Neste sentido, o particular não supera necessariamente o singular, mas garante a ele possibilidade de existência na relação entre homem e objeto. Em coexistência à singularidade, possibilita manifestar o lastro coletivo entre os homens, e com isso, a caracterização de uma força de classe e um sentido de unidade frente às contradições reais.

Entretanto, a separação do trabalho intelectual e do trabalho produtivo no campo da arquitetura torna obscura a possibilidade de manifestação deste particular, como também opera a impossibilidade da arquitetura ser compreendida enquanto arte. A relação entre o homem e o objeto é sublimada, uma vez que há clara separação entre concepção mental da obra arquitetônica e as possibilidades de uso.

Em complemento, esta mesma separação distancia também o próprio arquiteto da materialização da obra, uma vez que este se encontra cada vez mais distante do canteiro, caracterizando o projeto arquitetônico como singularidade do arquiteto – nas exceções que

88 fogem à massificação dos projetos – e universalização da obra, ao ignorar o caráter específico do uso. É nesta linha que busco aproximar o campo da arquitetura da concepção materialista da estética e as categorias singularidade, particularidade e universalidade.

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CAPÍTULO 4