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3. MATERYAL ve YÖNTEM

4.2. Mülakattan Elde Edilen Bulgular

4.2.1. Kimyasal reaksiyonların hızları ile ilgili bulgular

Através do Agrupamento de Escolas A e do Agrupamento de Escolas B, tivemos conhecimento de que alguns jovens exercem atividades nos jardins-de-infância, ao abrigo de um Programa promovido pela Câmara Municipal de Elvas, denominado “Programa de Ocupação Municipal Temporária de Jovens” (OMTJ).

Resolvemos por isso, entrevistar a Vereadora da Câmara Municipal de Elvas diretamente ligada ao Programa. Quando questionada acerca do papel da Autarquia de Elvas na colocação de trabalhadores nos Agrupamentos de Escolas, a senhora Vereadora respondeu que “ (…) A

responsabilidade que nós temos perante o Ministério da Educação na legislação em vigor, é

somente nos Jardins de Infância (…)”.A Câmara Municipal de Elvas apenas intervém, deste modo, na colocação de pessoal não docente nos Jardins de Infância dos Agrupamentos de Escolas da cidade e respetivo concelho. É também responsável pela colocação de auxiliares que pertencem ao quadro da Câmara Municipal, onde “ (…) Todos os Jardins de Infância a cargo da Autarquia têm pessoal auxiliar em contrato em termo definitivo (…)”, e pela colocação de pessoal ao abrigo do Programa Ocupação Municipal Temporária de Jovens (OMTJ), mais ligado ao “ (…) prolongamento de horário (…)” e “(…) à componente no

apoio à família (…)”.

No que diz respeito às competências exigidas pelos Agrupamentos de Escolas aos candidatos, a entrevistada respondeu que os Agrupamentos de Escolas não exigem competências aos candidatos selecionados pela Autarquia. Há um entendimento recíproco entre a Câmara Municipal de Elvas e os Agrupamentos de Escolas, pois “ (...) os jovens têm

sido bem aceites (…)” e as Escolas “ (…) confiam na nossa seleção (…)”. Por outro lado, o

próprio Programa OMTJ define o perfil de competências dos candidatos. Destina-se apenas a jovens até aos 27 anos e na seleção dos mesmos é tido em conta a “(…) maior graduação ou

qualificação (…)”, “(…) algum curso na área ou que tenha feito o 12.º ano com boas notas

(…)”, a formação adequada, “ (…) Quem tenha mais formação, há cursos da EPRAL que é de auxiliares de educadoras de infância (…)”, os “(…) cursos vocacionados para esta área

(...)”, a experiência como “ (…) animadores de campos de férias (…)” e “ (…) alguma experiência ou de voluntariado ou de escola (…)”.

A Câmara Municipal de Elvas parece, apostar na formação académica ou formação experiencial dos jovens selecionados para frequentarem o Programa OMTJ, sendo um fator preponderante na escolha dos candidatos.

Relativamente aos Assistentes operacionais colocadas pela Câmara Municipal de Elvas e que já pertencem ao quadro da Autarquia, os mesmos já possuem experiência na área. “ (…) É pessoal novo, que de alguma forma já tinha tido experiência nos Jardins de Infância (…)”,

“ (…) todas com (…) o 12.º ano ou mais”. “ (…) Houve um concurso. Era específico para isso. E os critérios foram definidos pela equipa de avaliadores na altura (…)”, e “ (…) São

concursos definitivos (…)”.

Quando questionada acerca da duração do Programa Ocupação Municipal Temporária de Jovens, a senhora Vereadora respondeu que este Programa tem a duração de 11 meses, embora exista a possibilidade do indivíduo voltar a frequentar o Programa no mesmo Agrupamento de Escolas. “ (…) Eles ficam um mês em casa e quando nos Jardins de Infância

(…) gostam de um jovem (…) prescindem desse mês em que eles estão fora do programa (…) e quando o jovem puder voltar até ao fim do mês, terem novamente o mesmo (…)”.

A Vereadora informou que o Programa OMTJ é «uma bolsa». E como tal, “ (…) isto não

é um emprego (…)”, “(…) não é um contrato (…)”, e “ (…) não podem lá estar eternamente (…)”. Sendo que “(…) a única coisa que a Autarquia faz, é o seguro e o pagamento de uma

bolsa mensal de 250 Euros (…)”, não havendo “ (…) nenhum vínculo nem ao serviço, nem à

Câmara (…)”.

Cremos que apesar de este Programa ter muitos jovens inscritos, e isso deve-se certamente à grande taxa de desemprego existente no Concelho, é um Programa onde a bolsa paga aos jovens é de um valor muito baixo, tendo em conta as seis horas diárias em que eles exercem as suas atividades. Consideramos que se trata de uma solução muito precária para a situação dos jovens inscritos, para além de que não lhes é proporcionada nenhuma formação no decorrer do exercício das suas atividades nos Agrupamentos e, para os Agrupamentos, também representa alguma instabilidade sobre o pessoal que nele exerce funções.

Na questão que diz respeito à responsabilidade da Autarquia de Elvas com a tutela dos Assistentes operacionais das Escolas do 1.º ciclo, a entrevistada respondeu que a Câmara Municipal de Elvas ainda não assumiu a responsabilidade da tutela sobre os Assistentes operacionais do 1.º ciclo. Segundo a Vereadora, trata-se em primeiro lugar de uma decisão política e espera “ (…) que não venha a ser feita tão depressa (…)”, embora “ (…) se o

Governo transferir as verbas respeitantes (…) a Câmara assume (…)”.

Quando questionada sobre a formação profissional dos Assistentes Operacionais colocados pela Câmara Municipal de Elvas nos Agrupamentos de Escolas, a entrevistada respondeu que a Autarquia responsabiliza-se pela formação profissional das pessoas que coloca nos Agrupamentos mas, proporciona formação somente às Assistentes operacionais do Quadro da Autarquia. “ (…) A Câmara dá formação às Auxiliares do quadro. Não dá

formação aos jovens do OMTJ (…)”, embora as ações/cursos de formação que a Autarquia proporciona, não sejam realizadas com muita frequência. Tal como afirma a entrevistada,

(…) Desde que eu cá estou, em 20 anos, talvez duas ou três. Não mais que isso (…)”.

Em relação à duração dos contratos celebrados pelos Agrupamentos de Escolas com as pessoas colocadas pela Câmara Municipal de Elvas, a entrevistada afirmou que os Agrupamentos de Escolas não celebram contratos com as pessoas aí colocadas pela Autarquia, pois as Escolas nem são responsáveis pelo pagamento dos vencimentos dos bolseiros: “ (…) Mas a escola aí … não há nenhum contrato (…)”, “ (…) Nada! (…)”.

Quando questionada acerca do número de pessoas inscritas no Programa OMTJ da Câmara Municipal de Elvas, a Vereadora respondeu que existem muitas pessoas inscritas no Programa. Referindo-se ao número de jovens colocados atualmente ao abrigo desse Programa afirmou que “ (…) Temos uma bolsa de inscritos grande (…)”, “ (…) cerca de 80, 90 (…)”.

O Regulamento do Programa Ocupação Municipal Temporária de Jovens (OMTJ) da Câmara Municipal de Elvas estabelece a idade dos candidatos a este programa social para o intervalo dos 18 aos 26 anos. Os jovens exercem as suas atividades durante 6 horas diárias, ou seja, 30 horas semanais.

Pensamos que a precariedade em que estes jovens são colocados, bem como a falta de formação específica, não é condigna com a responsabilidade que lhes é exigida, pois assumir relações diretas com crianças e famílias nos jardins de infância não é tarefa fácil e requer investimento pessoal e também das entidades responsáveis pelos exercícios onde estes profissionais exercem. É, por isso, uma situação que deveria ter um caracter circunscrito temporalmente.

“O ambiente educativo será o suporte do trabalho curricular do educador e deverá atender a diversas interacções onde se incluem as relações entre crianças, entre estas e os educadores e auxiliares e toda a comunidade educativa. Neste sentido, o Jardim de Infância apresenta-se como um contexto de socialização, onde através das diversas vivências se proporcionam aprendizagens significativas para a vida das crianças (Santos, 2010: 10).

4.4.Entrevista realizada ao representante da Direção do Agrupamento de Escolas A da cidade de