D. Yaşam Hakkı ve Etkin Soruşturma Yükümlülüğü
II. ETKİN SORUŞTURMANIN UNSURLARI
A partir da Revisão Sistemática elaborada para analisar a produção do conhecimento sobre as intervenções educativas para hábitos alimentares saudáveis na gravidez, foi possível identificar uma produção científica que utilizou a Entrevista Motivacional (EM) na intervenção educativa (JACKSON et al., 2011).
Segundo, Jurgerman e Laranjeiras (1999) o conceito de motivação tem recebido uma grande atenção, principalmente nas áreas das dependências químicas. Com isso, se inspirou uma intervenção terapêutica chamada Entrevista Motivacional, amplamente difundida nos Estados Unidos da América, na Europa e, recentemente, no Brasil. Os autores explicam que a motivação é vista como um grau de compromisso ou a aderência ao tratamento. Assim, pode ser encarada como uma probabilidade de certos comportamentos acontecerem.
DiClemente e Prochaska (1986) definem modelo teórico para os estágios motivacionais: Pré-contemplação -> estágio em que a pessoa não considera a necessidade de
ajuda, não demonstra consciência suficiente que tem problemas. Contemplação: Quando a pessoa visualiza o problema com possibilidades de mudanças. Preparação: a pessoa começa a pensar em tentativas para mudar o comportamento. Manutenção: a pessoa modifica seu estilo de vida.
A EM originalmente foi descrita por Miller (1996). A teoria e prática da EM é um estilo de aconselhamento diretivo, centrado no cliente, ajudando os mesmos a explorar e resolver sua ambivalência. Para tal, combina elementos de ambos os estilos: entusiasmo, empatia e técnica (questões chaves e escuta reflexiva). O ponto forte da EM é a mudança de comportamento (ROLLNICK; MILLER, 1995).
A EM empresta vários modelos teóricos (técnicas diretivas e não diretivas, abordagens breves, etc) que balizam o papel do profissional da saúde a estimular a motivação do cliente, buscando aumentar a possibilidade de mudança sem, ao mesmo tempo, impor a pessoa um curso da ação (JURGERMAN; LARANJEIRAS, 1999).
São cinco os princípios básicos na técnica EM: expressar empatia, desenvolver discrepância, evitar argumentação, acompanhar a resistência e promover a autoeficácia. E oito estratégias que aumentem a probabilidade de mudança: aconselhar, remover barreiras, oferecer opções de escolha, diminuir a vontade, praticar empatia, dar feedback, clarificar objetivos e ajuda ativa (ROLLNICK; MILLER, 1995).
Na primeira fase do processo de mudança, assume-se que o cliente está ambivalente e possivelmente no estágio de contemplação inicial ou mesmo pré-contemplação. Nessa fase recomendam-se cinco técnicas, elas visam o cliente explorar sua ambivalência e expressar suas razões para mudar: fazer pergunta aberta, escutar criticamente, reassegurar, resumir, estimular afirmações de automotivação. Na ocasião, estimular afirmações de automotivação visa exatamente ajudar o cliente a resolver a ambivalência. É função do profissional da saúde facilitar a elaboração destas afirmações de automotivação (JURGERMAN; LARANJEIRAS, 1999).
A segunda fase, diz respeito ao estímulo para o compromisso com a mudança. Para isso o cliente chega ao estágio de preparação. A pessoa expressa: diminuição da resistência diminuem as questões sobre os problemas, faz afirmações de automotivação, aumentam as perguntas: Como seria? Como fazer? Começa a falar de como seria se ele mudasse (JURGERMAN; LARANJEIRAS, 1999).
Estratégias da EM tem sido aplicada em programas de saúde visando uma ampla variedade de problemas, que incluem: tabagismo, dependência de heroína e cocaína, abuso de
drogas, comportamento de risco para HIV, violência sexual, diabetes, manutenção da dor e reabilitação cardiovascular (MILLER, 1996).
Reniscow et al. (2002) considerando os estudos sobre EM, indicam que tal técnica pode ser incorporada para um amplo alcance da promoção da saúde e intervenções de prevenção de doenças e com potencial de aplicação no cenário do cuidado a saúde com diversos profissionais. Brobeck et al. (2011) revelam que as enfermeiras que usam a EM tem os resultados dos seus benefícios melhor compreendidos no cuidado primário de saúde com melhores diretrizes e respostas no cuidado, além de ajudar no relacionamento enfermeiro- paciente para a prática da promoção da saúde.
Reniscow et al. (2002) reforçam que o efeito da EM pode ser atribuído a elementos comuns, como o aconselhamento e a empatia. Com impacto em diferentes etnias, idade e nível socioeconômico.
Estudo de revisão da literatura sobre publicações que utilizaram a EM sob a temática da modificação da dieta concluem que o uso dessa abordagem em combinação com educação nutricional é moderadamente eficaz para modificar a dieta, oferecendo vantagem quando combinada com outro método (VANWORMER; BOUCHER, 2004). Resnicow et al. (2002) apontam em seu estudo que o grupo que recebeu aconselhamento a partir da entrevista motivacional por contato telefônico, reportaram aumento no consumo de frutas e vegetais, sendo significante em relação ao grupo que recebeu apenas o Kit de auto ajuda ou material de educação em saúde.
Estratégias de EM vem sendo desenhadas para reduzir o tempo e a duração das intervenções no cenário da saúde pública. Métodos breves podem ser usados como ponto de partida para o processo motivacional. As Abordagens podem ser reforçadas através de materiais coadjuvantes que forneçam suporte e promovem um relacionamento inicial com a pessoa (EMMONS; ROLLNICK, 2001).
Experiências e estudos conduzidos com a EM, no cenário da saúde pública, têm dado origem a novos desafios para aqueles que desejam avaliar tais métodos. Modelos têm sido desenvolvidos para intervenções breves baseado em estratégias claras para a prática dos profissionais da saúde (EMMONS; ROLLNICK, 2001).
Nesta perspectiva, a abordagem da motivação foi introduzida na estrutura da Intervenção Breve. Foi desenhada para ser uma intervenção breve em intensidade e duração. Ela é mais vantajosa quando aplicada em ambientes com grande demanda de atendimento e pouca disponibilidade de tempo dos profissionais. A Entrevista Motivacional Breve (EMB) é
eficaz tanto para aqueles que procuram tratamento quanto para aqueles que não procuram (SALES; FIGLIE, 2009).
Relatórios de revisão sobre a efetividade do aconselhamento breve na EM, noticiam a presença de seis elementos, sumarizado pelo acrônimo FRAMES, originalmente concebido por Miller e Sanchez (1994), a saber: Feedback; Responsabilidades para mudança situado com o individuo; Aconselhamento; Prover opção (Menu) para mudança; Empatia no aconselhamento e Aprimoramento (Enchancement) para autoeficácia (MILLER, 1996; ROLLNICK; MILLER, 1995).
Segatto et al. (2011) buscaram avaliar a efetividade da EMB e de uma brochura educativa aplicadas em pronto socorros para reduzir o abuso e problemas relacionados ao álcool entre jovens e apontam que não houve diferença estatística entre os dois grupos, porém, houve uma redução significativa (p<0.001) em problemas relacionados com o abuso do álcool em ambos os grupos.
Sales e Figlie (2009) concluem em seu estudo que aplicação da EMB pode ser oferecida com sucesso, sozinha ou acoplada a outras técnicas, quando comparadas com grupo controle. Acrescentam, ainda, que EMB oferecida juntamente com outra técnica, tem uma eficácia maior do que quando oferecida isoladamente. É uma intervenção de baixo custo e facilmente aplicável em qualquer ambiente de saúde ou na comunidade.