Campos eletromagnéti os gerados por fontes oerentes, omo por exemplo
lasers, podem ser representados de maneira apropriada no formalismo de
estados oerentes [1℄. Considerando apenas um modo do ampo eletromag-
néti o, temos para ooperador destruição de fótons
(ˆa)
:ˆa | αi = α | αi,
(2.24) onde| αi
orresponde aoautoestado dooperadordestruição eé hamado de estado oerente.α
podeser umnúmero omplexo,jáqueˆa
nãoéhermitiano.Semelhantemente, temos:
onde
aˆ
orresponde aooperador riaçãode fótons.Podemos representaro estado oerentena basedos estadosde Fo k
| ni
, omn
representando o número de o upação [1℄.| αi =
∞
X
n=0
c
n
| ni,
(2.26)c
n
orrespondem aos oe ientes da expansão.Substituindoaexpansão anterior narelação2.24 e utilizandoasrelações
ˆ
a | ni =
√n | n − 1i
eˆa | 0i = 0
para o operador destruição de fótons, obtemos:∞
X
n=1
c
n
√n | n − 1i = α
∞
X
n=0
c
n
| ni
(2.27)Como o onjunto dos estados de Fo k representa um onjunto ortogonal, a
equação é satisfeitaapenas se os oe ientes de estados orrespondentes são
iguais. A partir dessa equação obtemos uma relação re ursiva que permite
obtermos
c
n
apartirdec
0
. Oestado oerente| αi
pode serrepresentado, em termos dos estados de Fo k, omo sendo [1℄:| αi = c
0
∞
X
n=0
α
n
√
n!
| ni
(2.28) ondec
0
= e
−|α|2
/2
, e pode ser obtido pelanormalização
hα | αi
.A probabilidadep(n) que
n
fótons se en ontrem no estado oerente| αi
é dada por:p(n) =| hn | αi |
2
=
| α |
2n
n!
e
−|α|2
,
(2.29)que orresponde a uma distribuiçãode Poisson.
2.5.2 Tomograa de Dete tores
A tomograadedete toresébastantepare ida omatomograadeestados.
A prin ipal diferença é que agora, não mais se quer determinar a matriz
densidade,massimo onjuntodeoperadoresqueformamoPOVMasso iado
ne essário utilizarmos um onjunto onhe ido de estados de prova
{ρ}
que formem um onjunto de geradores para o espaçode operadores.Asemelhançaentre atomograadeestadosededete toresestáligadaao
fato que a equação para a probabilidade (
p
i
= T r(ρΠ
i
)
), pode ser invertida paraobtermosρ
,ouparaobtermosΠ
i
. Dessamaneira,o onjunto{Π
i
}
pode ser ara terizado apartir de mediçõesde um onjuntode estadosρ
onhe i- dos. O onjuntoρ
es olhidodeve ser ompleto, eosoperadoresΠ
i
devemser positivossemi-denidos(seus autovalores são não-negativos)e devemsomarpara identidade.
Nesse trabalho [17℄ foi realizado uma tomograa de um dete tor APD
(Avalan he Photodiode)e de um dete tor TMD (Time multiplexed dete tor)
onstruído peloprópriogrupo.
O onjunto de estados de prova
{ρ}
pode ser gerado a partir do estado oerente de um laser(| αi)
transformado por atenuações e atrasos. Dessa maneira foi onstruído um onjunto de estados oerentes dotipo{| αihα |}
. Para esses estados temos:Q
n
(α) =
1
πhα | Π
n
| αi =
1
πp
n,α
(2.30)Adeniçãoa ima orrespondeaumadeniçãodarepresentaçãodafunção
Q
paraPOVM. A representaçãoQ
, orrespondea umarepresentação de um operador,geralmenteamatrizdensidade,emumabase deestados oerentes,no aso, o onjunto
{| αi}
. DeterminarQ
n
(α)
orresponde a se realizar a tomograa do dete tor, já queQ
n
(α)
e o operador do POVMΠ
n
possuem basi amentea mesma informação.O dete tor APD orresponde a um módulo de dete ção no qual tem-se
dois resultados possíveis(0 li kou1 li k). O asode 0 li ko orrequando
nenhum fótonatingiuo dete tor, logo,nenhum pulso eletrni o égerado. O
aso de 1 li k o orre quando um ou mais fótons atingem o dete tor e um
sinal é gerado e registrado. O fun ionamentodo dete tor APD não permite
distinguirentre diferentes estadosde números de fótons.
Odete torTMD onstruídoseparaopulsoin identeemNmodostempo-
raisseparados porum intervalode tempode
∆t
, divididos entre dois modos espa iais. A prin ipal vantagem de separar os modos temporalmente e nãoAPD independente donúmero de modos emque édividido o pulso [19℄.
Essedete toré ompostoporvários omprimentosdebrasópti asmono-
modoeváriosa opladoresde brasquedividemaluzde entrada igualmente
emdoismodosespa iais. Otamanho
L
foies olhidodeformaqueoatrasono pulsoserbemmaiorqueotempodemortedodete torAPD.São onstruídosm
estágios, omo mostrado na gura 2.6e ada um dos modos espa iais da saída possui2
m
modos temporais.
Figura 2.6: Esquema deumdete tor TMD[19 ℄
O objetivo do trabalho foi re onstruir o POVM que representa esses
dois dete tores, ou seja, realizar a tomograa. A maneira de se realizar as
mediçõesé, omo já foi dito, utilizar um onjuntode estados oerentes on-
he idos. Para o onjunto em que se permitiu a fase de air, não se observou
nenhuma mudança.
Como não foi observada nenhuma dependên ia da fase, é ne essário so-
mente ontrolar amagnitude de
α
. Podemos es rever um operador que não dependa dafase omo sendo:Π
n
=
∞
X
k=0
θ
k(n)
| kihk |
(2.31)o onjunto des rito pelos
Π
n
a ima são ompostos apenas por matrizes diagonais.Podemos es rever uma equação que rela iona o onjunto de medições
(
P
D×N
), todos os estados de provaα
(F
D×M
) e o onjunto de operadores des onhe idos (Π
M ×N
)Para os estados oerentes temos:
F
i,k
=
| α
i
|
2k
k!
e
−|αi|2
(2.33)Nagura2.7estámostrado um esquemadamontagem experimentaluti-
lizadaparaa ara terizaçãodosdete tores. Nessamontagemestãomostrados
os elementos que foram utilizados para uma mudança na fase e atenuação.
A dependên ia da distribuição de probabilidadevs. a magnitude do estado
oerente (
| α |
2
) foi realizadapara odete tor APD e para até oito li ks do
dete tor TMD.
Pela onstrução do dete tor TMD,
n
li ks garante a presença de pelo menosn
fótons nopulso.Figura 2.7: Esquema damontagem experimentalutilizada nareferên ia [17℄
para ara terizaçãodedoisdete tores. Apla a
λ/2
eopolarizadorsãousados paravariar aamplitudedo estado oerente e osltrosneutros e abra ópti asãousados omo atenuadores.
Apartirdosresultadosobtidos(vergura2.8)eresolvendoumproblema
de otimização, foramen ontradososelementosdiagonais
θ
(n)
k
quedes revem o onjunto{Π
n
}. Oresultado obtidoestá mostrado nagura2.9Figura 2.8: Resultado apresentado na referên ia [17 ℄ para a tomograa de
dete tores. O grá o prin ipal orresponde a medida de tomograa para o
dete tor TMDe o menor paraodete tor APD. Osgrá os rela ionam apro-
Figura 2.9: DiagonaisparaosPOVM re onstruídosparaa)odete torTMD
Capítulo 3
Modulador Espa ial de luz e
Fibras Ópti as
Neste apítulo será feita uma introdução ao Modulador Espa ial de Luz
(SLM), primeiramente, dando uma des rição dos tipos de ristais líquidos
e suas prin ipais ara terísti as. Depois, irá se des rever o Modulador e as
bras ópti as usados noexperimento de tomograa.
3.1 Cristais Líquidos
Os ristais líquidos orrespondem a um material que se en ontra em uma
faseintermediáriaentre líquidoesólido. Elesexibem ara terísti asdos dois
estados,sãouídos omooslíquidosepossuemalgumasoutras ara terísti as
de longoal an e omoporexemplo, ertaordemorienta ional. Asmolé ulas
que ompõem esses ristais são molé ulas orgâni as alongadas em um eixo
[15℄.
Podemos itar três tiposde ristaislíquidos [11℄. Nos ristais onhe idos
omo ristaislíquidosnemáti osasmolé ulastendemaseorganizardeforma
paralela umas as outras, mesmo assim, as molé ulas ainda podem se movi-
mentar no uido. Também é possível onseguirmos uma ordem na posição
dessas molé ulas. Os ristais que possuem ordenação em orientação e em
posição são hamados de ristais líquidos esméti os. Ainda pode-se ter um
que ompõem o ristal sofrem uma rotação heli oidal emtorno de seu eixo.
Na gura 3.1podemosver um esquema dos ristais des ritos a ima.
Figura 3.1: Organização mole ular de alguns tipos de ristais líquidos a)
nemáti os b) esméti os ) olestéri os
Os ristais líquidos são uidos anisotrópi os, ou seja, suas propriedades
variam om a direção. Por exemplo, a sus eptibilidade elétri a paralela (ao
longo do eixo alongado) é diferente da perpendi ular. A diferença de sus-
eptibilidade
χ
a
≡ χ
k
− χ
⊥
leva o ristal líquidoa se orientar om o ampo elétri o, om importantes onseqüên ias, omo será dis utido. Paraχ
a
> 0
, a orientação preferen ial será paralela ao ampo, asoχ
a
< 0
, será perpen- di ular.•
Cristal Líquido Nemáti o GiradoCorrespondem a um tipo espe ial de ristal líquido nemáti o. Possui
grande apli açãoem ópti a, omo por exemplo o modulador espa ial e dis-
plays. Nesse ristal, a partir de forças externas é possível provo ar uma
rotação heli oidalemtorno doseu eixo.
A diferença entre esses ristais e os olestéri os é que essa ara terísti a
pode ser imposta no primeiro e no segundo é permanente. Alguns fatores,
omo por exemplo a apli ação de um ampo elétri o, podem mudar a ori-
entação das molé ulas. Só isso já é apaz de ausar mudanças drásti as em
suas propriedadesópti as.
Esses ristais girados possuem simetria lo almente uniaxial, om o eixo
no material, as molé ulas podem ser rearranjadas de forma a girar a pola-
rização da luz in idente ou a res entar um atraso entre as omponentes do
ampo.
Figura 3.2: Propagação daluz por um ristal líquido nemáti o girado,para
umaangulo de girode 90
◦
[11 ℄.