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1.5 Kişilik Kavramı

1.5.2 Kişilik Teorileri

Para a determinação da eficiência dos coeficientes de digestibilidade aparente da energia bruta (DAEB) foram utilizados os dados de consumo e produção fecal, conforme metodologia utilizando a por Maynard et al. (1984), segundo a equação:

DAEB = (OF – SO – FZ) * 100 OF – SO

Em que:

OF = (quantidade de alimento oferecido, em kg de MS) * (teor de EB na dieta oferecida, em % da MS);

SO = (quantidade de sobras retiradas, em kg de MS) * (teor de EB das sobras, em % da MS); FZ = (quantidade de fezes retiradas, em kg de MS) * (teor de EB das fezes, em % da MS). O valor de metabolizabilidade da energia bruta (qm) foi obtido a partir da seguinte fórmula, de

acordo com AFRC (1993):

qm = CEM * 100

CEB Em que:

CEM = Consumo de energia metabolizável (kcal/dia); CEB = Consumo de energia bruta (kcal/dia).

O valor de eficiência de utilização de energia metabolizável (km) foi obtido a partir da

seguinte fórmula, de acordo com AFRC (1993): Km = EL * 100

EM Em que:

EL = Teor de energia líquida (kcal/kg de MS);

4.3.10 Procedimento estatístico

O delineamento experimental utilizado para a avaliação estatística das variáveis citadas acima foi inteiramente casualizado, sendo três tratamentos e seis repetições. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância utilizando-se o pacote estatístico SAEG (Euclydes, 2005) e as médias comparadas pelo teste Studant-Newman-Keuls (SNK) ao nível de 5% de probabilidade (P<0,05). A decomposição da análise de variância seguiu o esquema apresentado na Tabela 1.

Tabela 1 – Análise de variância para o delineamento inteiramente casualizado

Fontes de Variação Graus de Liberdade

Total 17

Idades de Corte (tratamentos) 2

Erro 15

As médias geradas pelo experimento foram analisadas segundo o modelo estatístico abaixo:

ij = + Hi + eij

Em que:

ij = variável dependente;

= média geral;

Hi = efeito do tratamento i (i = 1, 2, 3);

eij = erro padrão da média.

4.4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.4.1 Consumo de energia

Os dados obtidos no ensaio de respirometria (trocas gasosas, produção de calor e incremento calórico) foram ajustados para o consumo observado no ensaio de digestibilidade aparente, já que, nos cálculos de partição de energia, os valores de energia bruta foram determinados nas amostras de sobras, fezes e urina coletadas no ensaio de digestibilidade aparente.

Tabela 2 – Composição química e energia bruta das silagens do capim Brachiaria decumbens colhido aos 56, 84 e 112 dias de crescimento

Parâmetros Idade de Corte

56 dias 84 dias 112 dias

Matéria seca, % 21,89 29,20 26,68 Matéria orgânica1 91,60 92,71 93,27 Proteína bruta1 5,58 4,56 4,49 N-NH3/NT, % 7,80 5,92 6,00 FDN1 70,35 73,70 73,68 FDA1 38,56 40,08 40,75 Hemiceluloses1 31,79 33,62 32,03 Celulose1 33,61 35,00 34,53 Lignina1 4,95 5,08 6,22 Extrato etéreo1 2,65 2,64 2,70

Energia bruta, Mcal/kg 4,308 4,136 4,128

N-NH3/NT - nitrogênio amoniacal em relação ao nitrogênio total; FDN - fibra em detergente

neutro; FDA - fibra em detergente ácido.

1 - % na matéria seca.

Os valores dos consumos de energia bruta (CEB) em kcal por kg de unidade de tamanho metabólico (kcal/UTM) não apresentaram diferença (P>0,05) entre os tratamentos, e os valores oscilaram de 279,08 a 294,59 kcal/UTM/dia (Tabela 3). Castro (2008) relatou valores de consumo de energia bruta por unidade de tamanho metabólico variando de 315,86 a 261,81 kcal//UTM/dia para silagem de capim Tanzânia em idades de corte entre 42 e 107 dias. Jayme (2008) observou CEB para silagens de girassol variando de 252 a 402 kcal/UTM/dia. Ramirez (2010) trabalhou com feno de Brachiaria decumbens cortado com 56, 84 e 112 dias de idade, não encontrou diferenças (P>0,05) entre os tratamentos quanto ao CEB, onde o valor médio foi de 266,50 kcal/UTM/dia, valor este superior ao encontrado neste trabalho (288,62 kcal/UTM/dia). Estudando o capim Brachiaria decumbens verde cortado com 56, 84 e 112 dias de idade, Velasco (2011), não encontrou diferença (P>0,05) nos consumos de energia bruta para os três tratamentos, sendo a média de 291,81 kcal/UTM/dia. O consumo de energia bruta é resultado do consumo de matéria seca e do teor de energia bruta presente no material, onde existe uma correlação positiva entre estes fatores.

As silagens cujo material foi cortado aos 56 e 84 dias, resultaram em maior (P<0,05) consumo de energia digestível (CED) em relação ao material com 112 dias de rebrote. Entre as silagens com 56 e 84 dias, não houve diferença (P>0,05) para os resultados de CED, sendo os valores de 151,53 e 140,18 kcal/UTM/dia, respectivamente. O valor médio de consumo de energia digestível observado para a silagem de capim Tanzânia foi 147,5 kcal/UTM/dia (Castro, 2008). Valor este superior à média de CED encontrada neste trabalho de 135,6 kcal/UTM/dia. Ao comparar dos resultados de consumo de energia metabolizável encontrados no presente trabalho com os relatados na literatura, deve ser enfatizado que a maioria dos estudos utilizam a fórmula de Blaxter & Clapperton (1965) para o cálculo das perdas energéticas na forma de

metano, a partir dos valores de digestibilidade aparente da EB. Já neste experimento, a emissão de metano foi mensurada em câmara respirométrica de circuito aberto, como mencionado no item Material e Métodos.

Tabela 3 – Valores médios diários de consumo voluntário de energia bruta (CEB), de energia digestível (CED), de energia metabolizável (CEM) e de energia líquida (CEL) em kcal por kg de unidade de tamanho metabólico (kcal/UTM), expressos na base da matéria seca das silagens do capim Brachiaria decumbens colhido aos 56, 84 e 112 dias de crescimento

Parâmetros Idade de Corte

56 dias 84 dias 112 dias CV

CEB 292,19 294,59 279,08 12,76

CED 151,53A 140,18A 114,97B 13,50

CEM 126,86A 115,72A 95,68B 14,12

CEL 64,20A 58,68AB 41,37B 27,36

CV - coeficiente de variação em porcentagem.

Médias seguidas por letras maiúsculas distintas na mesma linha diferem estatisticamente entre si pelo teste SNK (P<0,05).

Avaliando os consumos de energia metabolizável (CEM) observou-se que o consumo foi maior (P<0,05) para os tratamentos ensilados aos 56 e 84 dias, que obtiveram média de 126,86 e 115,72 kcal/UTM/dia, respectivamente, quando comparados ao material mais velho de 112 dias com média de 95,68 kcal/UTM/dia. O consumo de energia líquida (CEL) foi superior (P<0,05) no tratamento em que os animais receberam a dieta contendo material ensilado aos 56 dias (64,20 kcal/UTM/dia). Da mesma forma, a silagem de 84 dias apresentou superioridade (P<0,05) para a variável CEL frente à silagem confeccionada aos 112 dias de idade de 58,68 e 41,37 kcal/UTM/dia, respectivamente.

Teixeira et al. (2008) apresentaram valores para CEM para ovinos alimentados com capim

Panicum maximum variando 119,4 a 121,77 kcal/UTM/dia. Gonçalves et al. (2011)

encontraram valores para CEM variando de 91,45 a 108,33 kcal/UTM/dia, para ovinos alimentados com silagens de capim Andropogon gayanus. Castro (2008), avaliando as silagens de capim Tanzânia em diferentes idades de corte observou CEM entre 106,0 e 132,0 kcal/UTM/dia e CEL variando de 77,92 a 95,40 kcal/UTM/dia, valores estes superiores ao observados neste trabalho.

Segundo o NRC (2007) a exigência líquida de energia para mantença de ovinos é de 62 kcal/UTM/dia, valor este de consumo de energia alcançado apenas pelos animais que receberam a dieta contendo silagem com capim colhido aos 56 dias (64,20 kcal/UTM/dia). Isso mostra que os animais que receberam a dieta com a silagem de 84 e 112 dias, não consumiram o valor de energia suficiente para atender sua mantença. Porém, deve-se fazer uma ressalva quanto a raça utilizada neste trabalho (mestiços com a raça Santa Inês) já que existe uma diferença entre os ovinos utilizados pelo NRC (2007), os quais são caracterizados por serem animais de alto potencial de produção, indicando que podem apresentar maior

exigência de mantença, assim como ocorre entre os bovinos (Taurino vs. Zebuíno). Sendo assim, talvez a exigência líquida de energia de mantença dos ovinos mestiços com a raça Santa Inês, seja inferior. Mesmo assim, os consumos de EL apresentados pelos animais do tratamento de 84 e 112 dias foram baixos, 58,68 e 41,37 kcal/UTM/dia, respectivamente, mostrando que podem não ter consumido o valor de energia suficiente para atender sua exigência mínima, o que resultou em perda de peso. Isso mostra que as silagens confeccionadas com o capim Brachiaria decumbens colhido aos 84 e 112 dias de crescimento, são de muito baixa qualidade nutricional.