1.5 Kişilik Kavramı
1.5.3 Kişiliğin Turist Davranışları ve Destinasyon Kalitesi ile İlişkisi
Os valores de perda diária de energia nas fezes em kcal/UTM não apresentaram diferenças entre os tratamentos (P>0,05), sendo o valor médio de 112,44 kcal/UTM (Tabela 4). No entanto, quando as perdas energéticas fecais são observadas em porcentagem da energia bruta consumida, os tratamentos ensilados aos 56 e 84 dias de rebrote apresentaram juntos, valores menores (P<0,05) de perdas nas fezes com 47,98 e 52,34%, respectivamente, se comparado ao tratamento ensilado aos 112 dias, com 58,67%. No entanto, não houve diferença (P>0,05) entre os materiais de 56 e 84 dias quanto as perdas energéticas fecais em porcentagem da energia bruta consumida. Ramirez (2011) estudando o feno de Brachiaria decumbens cortado com 56, 84 e 112 dias de crescimento observou que as perdas energéticas fecais, expressas em percentagem da energia bruta consumida, para o tratamento contendo o feno obtido aos 112 dias apresentou maior valor (P<0,05), 54,1%, diferentemente dos fenos obtidos com as plantas aos 56 e 84 dias, os quais foram semelhantes, 44,1 e 46,0%, respectivamente (P>0,05).
Ribeiro Junior et al. (2011) relataram valores de perdas energéticas nas fezes médios de 50,6% em relação à energia bruta ingerida de ovinos alimentados com silagens de
Andropogon gayanus, valor inferior ao deste estudo que foi de 53,00%. Velasco (2011)
estudando o capim Brachiaria decumbens verde cortado com 56, 84 e 112 dias de idade, encontrou menores (P<0,05) perdas diárias de energia nas fezes na forrageira mais jovem (56 dias) em relação às demais, sendo o valor de 34,00% da energia bruta consumida. Este valor foi inferior ao obtido neste experimento, o qual foi de 47,98% da energia bruta consumida. A resposta a esta diferença provavelmente estará no fato de um material ter sido utilizado verde e o outro ensilado, sendo o último de valor nutritivo inferior ao primeiro. A maior perda de nutrientes pelas fezes com o avançar da maturação da forrageira se dá pela menor degradabilidade ruminal dos constituintes fibrosos, principalmente celulose e hemiceluloses associadas à lignina.
De acordo com Van Soest (1994), perdas fecais menores estão associadas com altas concentrações de carboidratos não fibrosos, como açúcares e amido, e maiores perdas fecais estão associadas com a presença de grandes quantidades de carboidratos fibrosos, como celulose e hemiceluloses, e fenóis como as ligninas. Foram observadas correlações entre as perdas de energia nas fezes, como kcal/UTM, e os consumos de FDN (r FEZES x CFDN/UTM =
devido a grande variação da perda de energia nas fezes, mínimo de 10% até o máximo de 70% da energia bruta do alimento ingerido, este fator deve ser considerado como o mais importante para a determinação do valor nutritivo dos diferentes alimentos como fontes de energia.
Tabela 4 – Valores médios de perda diária de energia nas fezes, na urina, no metano e na forma de incremento calórico em kcal por kg de unidade de tamanho metabólico (kcal/UTM) e como porcentagem da energia bruta ingerida (%EB) das silagens do capim Brachiaria decumbens colhido aos 56, 84 e 112 dias de crescimento
Parâmetros Idade de Corte
56 dias 84 dias 112 dias CV
Fezes (kcal/UTM) 111,30 105,74 120,27 15,40 Fezes (% EB) 47,98B 52,34B 58,67A 7,27 Urina (kcal/UTM) 4,04 3,47 2,30 40,39 Urina (% EB) 1,75 1,72 1,13 36,57 Metano (kcal/UTM) 15,65 13,67 11,77 23,33 Metano (% EB) 6,70 6,65 5,79 15,12
Incremento calórico (kcal/UTM) 49,74 39,22 39,88 20,50
Incremento calórico (% EB) 21,38 19,43 19,63 16,43
CV - coeficiente de variação em porcentagem.
Médias seguidas por letras maiúsculas distintas na mesma linha diferem estatisticamente entre si pelo teste SNK (P<0,05).
Avaliando as perdas diárias de energia pela urina e pelo incremento calórico em kcal/UTM e como porcentagem da energia bruta ingerida, observou-se que não houve diferença (P>0,05) entre os tratamentos estudados. Os valores médios das perdas diárias de energia foram de 3,27 kcal/UTM e 1,53% da EB através da urina, e de 42,95 kcal/UTM e 20,15% da EB através do incremento calórico, demonstrando que não houve influência do avanço do estádio de maturação sobre esses parâmetros. As perdas de energia pela urina nunca devem superar 5% do valor energético da dieta consumida pelos animais (Blaxter & Wainman, 1964). Observou- se que neste trabalho não houve a superação deste valor de 5%.
Avaliando o capim Brachiaria decumbens verde cortado em três diferentes idades, (Velasco, 2011), não encontrou diferença (P>0,05) nas perdas diárias de energia através do incremento calórico entre os tratamentos. Ribeiro Junior et al. (2011) avaliando a forragem fresca de capim Andropogon gayanus observaram valores médios da perda de energia na forma de incremento calórico de 19,41 kcal/UTM, o que corresponde a 8,06% da energia bruta ingerida, porém os resultados foram inferiores aos encontrados neste estudo.
Os aumentos do consumo e da digestibilidade do alimento podem elevar os valores de perdas de energia através do incremento calórico. O incremento calórico também depende da composição da dieta, onde para alimentos concentrados, o incremento calórico varia de 15 a 25% da energia metabolizável, enquanto que para forragens, a variação situa-se entre 35 a 60% da energia metabolizável (Johnson et al., 2003). A maior capacidade de degradação da
parede celular em plantas mais novas podem resultar no aumento da perda de energia na forma de incremento calórico em relação à energia bruta ingerida se comparada a plantas mais velhas, porém este resultado não foi encontrado neste trabalho.
Quanto às perdas energéticas na forma de metano, não houve diferença (P>0,05) entre os tratamentos quando foi comparada a perda de energia na forma de metano em Kcal/UTM e como porcentagem da energia bruta ingerida, sendo as médias de 13,70 Kcal/UTM e 6,38%, respectivamente. Numericamente os valores de perda de energia na forma de metano variaram de 15,65 a 11,77 Kcal/UTM e de 6,70 a 5,79% da energia bruta ingerida. Quanto maior a perda de energia na forma de metano menor a eficiência de aproveitamento da dieta. A produção de metano representa uma significativa perda de energia pelos ruminantes, sendo tipicamente encontrados valores de 5,5 a 6,5% da energia bruta ingerida (Johnson & Ward, 1996). Entretanto, mensurações realizadas em câmaras respirométricas mostraram grande variação na emissão de metano, de 2 a 12% da energia bruta ingerida (Johnson & Johnson, 1995).
As frações fibrosas são substratos para as bactérias fibrolíticas, as quais produzem grande quantidade de acetato que acaba por gerar um excedente de íons de hidrogênio no ambiente ruminal. Estes íons são incorporados a um átomo de carbono pelas Archaea metanogênicas, gerando assim o gás metano através do gasto de energia. Por isso quanto maior a produção de metano por unidade de produto animal, menor será a eficiência de utilização da energia proveniente da dieta. Ribeiro Junior et al. (2011) relataram valores de perda energética na forma de metano de 3,1 a 3,6% da energia bruta ingerida, em ovinos alimentados com silagem de capim Andropogon gayanus. Já Velasco (2011), estudando o capim Brachiaria decumbens verde cortado em três diferentes idades, encontrou valores de perda energética na forma de metano variando de 4,06 a 6,20% da energia bruta ingerida, valores que são inferiores aos encontrados neste experimento.
Bruinenberg et al. (2002) comparando o resultado de 96 estudos de 3 diferentes laboratórios que determinaram a partição de energia pelo método de calorimetria indireta, encontraram valores médios para as perdas de energia na forma de fezes, de urina, de metano e de calor (incremento calórico) em porcentagem da energia bruta ingerida de 25, 6, 6 e 38%, respectivamente, para vacas em lactação alimentadas com forrageiras verdes e com menos de 10% de concentrado na matéria seca da dieta total. Observou-se que todos os resultados, exceto as perdas na forma de metano, foram diferentes dos encontrados neste experimento, o que é justificando pela diferença da espécie animal utilizada, pelo tipo de forragem e pela presença de alimento concentrado.
Utilizando ovinos, Anderson (1984) avaliou a silagem de azevém pelo método de calorimetria indireta em circuito aberto onde encontrou valores médios para a porcentagem de energia presente nas fezes, na urina, no metano e no incremento calórico de 23,3; 4,33; 6,53 e 50,7% da energia bruta consumida, respectivamente. Percebe-se que o valor médio para a produção de metano foi semelhante ao encontrado neste experimento de 6,38%. Já para os outros parâmetros, houve grande diferença sendo que neste experimento foi elevada a perda de
energia nas fezes (53,00%) em relação ao relatado por Anderson (1984) de 23,30%. Isto mostra a grande diferença de digestibilidade entre as duas dietas (silagem de Brachiaria
decumbens contra silagem de azevém), onde o azevém destaca-se pela alta digestibilidade.
Tomkins et al. (2011) utilizando o sistema de câmara respirométrica de circuito aberto, encontraram produção de metano em porcentagem da energia bruta consumida de 9,2% para novilhos alimentados com capim de rhodes (Chloris gayana) na forma verde. Este resultado está acima do encontrado neste estudo para os três tratamentos avaliados.
No atual estudo, valiando-se as perdas energéticas a partir da energia bruta consumida, pode- se dizer que, a produção fecal representou a principal perda de energia (47,98 a 58,67%), seguida pelo incremento calórico (19,43 a 21,38%), pela emissão de metano entérico (5,79 a 6,70%) e pela urina (1,13 a 1,75%). Isto evidencia a importância em fornecer dietas mais digestivas e com menor incremento calórico para que se possa ter melhor aproveitamento energético do alimento pelo animal.