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SOSYAL HİZMETLER AKADEMİSİ VE TOPLUMSAL KALKINMA: ÖRNEK BİR ŞAHSİYET HAVVA OYMAK The Academy of Social Work and Social Development: Havva Oymak as A Role Model

2. SOSYAL HİZMETLER AKADEMİSİ’NİN KURULUŞ VE MİSYON AÇISINDAN TOPLUM KALKINMASINDAKİ YERİ

2.2. Toplum Kalkınmasında Örnek Bir Şahsiyet: Havva Oymak (15.04.1937-09.08.1962)

2.1.1. Kişilik Özellikleri

Dados sobre a localização e navegação tornam-se deveras importantes para sociedades que estimulam a circulação de coisas e pessoas e que não podem prescindir do movimento e dos fluxos, uma vez que o capitalismo tornou-se planetário.

No século XVIII, o capitalismo comercial com suas navegações e colonialismos demandou da recém criada ciência moderna uma solução para a localização longitudinal dos navios nos oceanos. Mapas que predizem a posição da Lua e a invenção de relógios marítimos responderam às necessidades das sociedades disciplinares que esquadrinharam o planeta traçando meridianos para todos os lados.

Agora são as sociedades de controle que também recorrem às suas tecnologias e aos céus para localizar e navegar. No século XXI, são os satélites que informam a posição de qualquer objeto a partir de dispositivos receptores dos sinais emitidos pelos próprios satélites que, além de identificar a localização precisa de objetos móveis, permitem navegar por toda a superfície do planeta. Estes dispositivos receptores de sinais proliferam por todos os lados e estão, por exemplo, em celulares ou smartphones, carros, aviões, coleiras eletrônicas para prisioneiros e bebês, chips em animais selvagens e domésticos, uniformes de estudantes, 40 A francesa Spot Image, empresa criada em 1982 pelo Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES), pelo

Instituto Nacional Geográfico da França (IGN) e pela indústria espacial daquele país, é uma filial da EADS Astrium (empresa do European Aeronautic Defence and Space Company). Ela é a operadora comercial dos satélites de observação da Terra SPOT, fruto de uma parceria técnico-financeira franco-belgo-sueca. Cf. Spot Image. About us. Disponível em: http://www.spotimage.fr. Consultado em 5/06/2013.

tornozeleiras eletrônicas para presos, etc. Uma lista que só tende a aumentar.

Mais uma vez são os mísseis que se encontram no início de mais esta aplicação dos satélites que se tornou hoje um recurso indispensável das sociedades de controle. Um ano após os primeiros satélites experimentais de reconhecimento terem sido lançados ao espaço, em 1959, os Estados Unidos colocaram em órbita satélites especificamente destinados a fornecer dados sobre a localização precisa de alvos para os mísseis balísticos submarinos da Marinha. Enquanto os satélites de reconhecimento serviam para localizar os silos de mísseis no território soviético, os de navegação foram empregados para dotar os mísseis de miras mais precisas.

Denominado Navy Navigation Satellite System ou, simplesmente, Transit, este primeiro sistema de localização e navegação foi desenvolvido para a Marinha dos Estados Unidos pela Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA), em parceria com o

Johns Hopkins Applied Physics Laboratory. Além de ser um sistema para melhorar a precisão dos mísseis para acertar os seus alvos, ele também acabou sendo aplicado como sistema de navegação para embarcações.

Declarado operacional em 1964, o sistema Transit era composto por seis satélites, sendo aberto aos utilizadores civis em 1967. O Transit possuía algumas limitações, como a necessidade de saber a priori a velocidade do móvel (navio, míssil, barco). Suas atividades foram encerradas em 1996, sendo substituído pelo GPS, já em operação desde o início daquela década.

O Global Positioning System (GPS) foi desenvolvido a partir de 1973, novamente pela

Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA), a fim de corrigir as limitações do Transit, o antigo sistema de navegação. A DARPA é uma agência especial do United States

Department of Defense (DoD, na sigla em inglês), cuja história está indiretamente relacionada à ocupação do espaço sideral. Ela foi criada em 1958 pelo presidente Eisenhower com o nome de Advanced Research Projects Agency (ARPA) após o duro golpe que os Estados Unidos haviam sofrido com o lançamento do Sputnik 1 pelos soviéticos. Seu objetivo era garantir, no

contexto da Guerra Fria, que a pesquisa e o desenvolvimento da tecnologia à serviço das forças armadas estadunidenses permanecesse superior a dos países inimigos.

Para atender o objeto da supremacia tecnológica dos Estados Unidos, a ARPA especializou-se no desenvolvimento de tecnologias de defesa contra ataques de mísseis balísticos, de detecção de testes nucleares e de processamento de dados, sendo que foi no âmbito desta agência que houve o desenvolvimento, no final dos anos 1960, da Advanced

Research Projects Agency Network (ARPANet), a precursora da Internet, elaborada para ser um sistema de comunicação descentralizado entre computadores que pudesse resistir caso o país viesse a ser bombardeado (Araújo, 2013).

O sistema estadunidense GPS foi originalmente pensado para ser composto por 24 satélites, com um período de 12 horas, a uma altitude orbital de em média 20 mil km. Em 2015, são 32 satélites que formam a constelação Navstar (NAVigation System with Time And

Ranging). Esta disposição na órbita terrestre garante uma visibilidade permanente de no mínimo cinco satélites em cada ponto do globo, podendo chegar a até 11. Os satélites Navstar portam relógios atômicos com precisão de bilionésimo de segundos que transmitem continuamente para os receptores na superfície da Terra sinais digitais de rádio com informações sobre localização e hora exata. A partir dos sinais emitidos por ao menos quatro satélites, cada receptor de GPS pode calcular sua latitude, longitude, altitude e o tempo.

O primeiro satélite, chamado NAVSTAR-1, foi lançado à órbita em 1978. Declarado operacional em 1990, com sete satélites em funcionamento, o sistema GPS fornecia então uma cobertura em duas dimensões. Havia dois tipos diferentes de sinais emitidos pelos satélites. Um com uma precisão de 10 metros, exclusivo para uso militar, e outro para uso civil, com uma margem de erro de 100 metros.

Durante a Guerra do Golfo, 15 satélites GPS permitiram às forças de coalizão navegar, manobrar e disparar com uma precisão sem precedentes na história. O conflito demandou uma

grande quantidade de receptores GPS para equipar as forças militares. Para suprir a necessidade dos militares, muitos receptores GPS para uso civil foram utilizados, o que exigiu que os Estados Unidos liberassem o sinal de maior precisão para os receptores GPS de uso civil. Porém, após a vitória dos Estados Unidos no conflito do Golfo, o sinal de melhor qualidade voltou a ser restrito para uso militar. A restrição do sinal manteve-se até 2000. Desde então, os civis puderam voltar a se beneficiar do sinal de precisão de 10 metros, pois os militares passaram a dispor de uma nova frequência de sinal, com uma precisão de 3 metros. Desde 1993, os Estados Unidos oferecem o serviço padrão de posicionamento ao conjunto da comunidade internacional, sem cobrar taxas dos utilizadores (Verger, 2002).

Além dos Estados Unidos, União Soviética (atualmente Rússia), Europa, China e Índia possuem seus próprios sistemas de localização e navegação. O interesse destes países em investir na independência do sistema estadunidense denota a importância que as tecnologias de localização e navegação possuem e que deverão adquirir ainda mais em um futuro próximo.

Oficialmente, a ex-União Soviética decidiu-se pela construção do seu sistema de localização e navegação via satélite em 1976. O denominado sistema Glonass, acrônimo em russo para Sistema de Navegação Global por Satélite, veio substituir os antigos sistemas de navegação via satélite que o país possuía desde 1967 (Tsyklon/ Parus/Tsikada), também desenvolvido com fins militares, assim como seus antecessores.

O Glonass teve seu primeiro satélite colocado em órbita em 1982. Em 1993, havia ao redor da Terra uma constelação de 12 satélites que permitiu o sistema começar a funcionar, mas sem uma cobertura global. O fim da União Soviética e a crise orçamentária da Rússia durante os anos 1990 impediram que o sistema fosse finalizado. Foi apenas a partir da década de 2000, sob a presidência de Vladmir Putin, que o sistema Glonass voltou a ser uma prioridade do governo russo e a receber financiamento adequado para a sua finalização.

2011, possibilitando desde então uma cobertura planetária. A conclusão do sistema de navegação russo contou com o apoio da Índia, em 2004. Os países assinaram um acordo que permitiu o acesso indiano ao componente militar do sistema. A Índia participou do desenvolvimento dos satélites de terceira geração, Glonass-K, lançados a partir de 2011, e tendo colocado em órbita com seus foguetes alguns destes satélites russos.

A Rússia parece pretender estender para a área tecnológica a aproximação que possui no campo econômico com os outros países do BRICS – grupo de países em desenvolvimento formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Depois da Índia, chegou a vez do Brasil. A primeira estação de monitoramento do Glonass fora da Rússia foi instalada em Brasília, em 2013, após acordo estabelecido entre a Agência Espacial Brasileira e a Agência Espacial Russa (Roscosmos)41.

Até 2020, a União Europeia concluirá o seu próprio sistema de localização e navegação via satélite, denominado Galileo. O estabelecimento deste sistema europeu tem como objetivo garantir a independência europeia em questão de navegação via satélite e “responder aos desafios estratégicos, mas também sociais, econômicos e industriais ligados ao desenvolvimento considerável dos mercados destas tecnologias espaciais” (CNES, 2014).42

O sistema Galileo será formado por uma constelação de 30 satélites colocados em órbita média que emitirá sinais compatíveis e interoperáveis com os outros dois sistemas mundiais (GPS e Glonass). Quatro satélites já se encontravam em órbita no início de 2014, sendo que, até 2015, deverão ser 18, o que permitirá o fornecimento de alguns serviços e de um serviço melhorado de localização quando combinado ao GPS. Além de europeus, participam do projeto Galileo: China, Índia, Israel, Marrocos, Arábia Saudita, Ucrânia e Coreia do Sul.

41 Agência Espacial Brasileira. Primeira estação do Glonass fora da Rússia é instalada na UNB. 19/02/2013.

Disponível em: http://www.aeb.gov.br/primeira-estacao-do-glonass-fora-da-russia-e-instalada-na-unb/. Consultado em 12/07/2013.

42 Cf. Centre National D’études Spatiales. Galileo Mission. Disponível em: http://www.cnes.fr/web/CNES-

Tanto o GPS estadunidense quanto o Glonass russo são constelações de satélites de navegação e localização desenvolvidas para uso militar. Estes sistemas são imprescindíveis para a condução remota de mísseis inteligentes e são cada vez mais requisitados para a coordenação de tropas em conflitos bélicos. Apesar de serem prioritariamente empregados para usos militares, ao longo do tempo eles também passaram a atender a crescente demanda de necessidades civis por localização e navegação. O que difere nos dois serviços é que o oferecido para os militares possui uma melhor precisão de localização, que pode chegar a alguns metros, do que o oferecido para os civis. Atualmente, boa parte dos carros já saem da fábrica equipados com receptores GPS e os smartphones também oferecem sistemas para navegação e localização. Pode ocorrer, no caso de conflitos bélicos ou desentendimentos políticos, que os países proprietários destes sistemas podem “seletivamente” desligá-los, impedindo que inimigos ou desafetos venham a utilizá-los. Entretanto, o Galileo europeu é o único sistema de localização e navegação concebido para atender apenas interesses civis, sem nenhuma aplicação militar.

Um quarto sistema de navegação por satélite que hoje possui uma abrangência regional, mas almeja torna-se global, é o BeiDou Navigation Satellite System, desenvolvido pela China. Seu projeto começou nos anos 1980 com testes para verificar a possibilidade de um sistema de navegação com um número reduzido de satélites. Desde 2000, está em operação o sistema BeiDou 1, de caráter experimental, composto por três satélites. Devido a seu alcance regional, seus serviços de navegação são voltados para usos militares e também para empresas na China e em regiões vizinhas. A China prepara-se para, até 2020, completar o seu sistema de navegação por satélite de abrangência global, conhecido como Beidou 2 ou COMPASS. Este sistema será composto por 35 satélites. Em dezembro de 2011, com 10 satélites, o sistema entrou em operação.

Índia. Mesmo possuindo acordos para a utilização do sistema russo Glonass e do sistema europeu Galileo, ela não se abstém de possuir o seu próprio seu sistema.

O Indian Regional Navigational Satellite System, desenvolvido pela agência espacial indiana, será composto por sete satélites. O primeiro deles foi lançado em 2013. Espera-se que o sistema esteja operacional a partir de 2015. O sistema fornecerá dois serviços, um para civis e outro para “usuários autorizados”, que podem ser, por exemplo, as forças armadas do país. Mais uma vez, a diferença entre os dois serviços está na precisão da localização que o serviço pode oferecer. Apesar de ter um alcance regional, o sistema promete uma precisão em torno de 20 metros.43