7. KESİCİ TAKIMLARDA AŞINMA
7.2. Kesici Takımlarda Aşınma Mekanizmaları
O Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal – IFDM é um índice de desenvolvimento municipal socioeconômico criado pelo sistema FIRJAN em 2008. Ele baseia-se em três esferas: Educação, Saúde e Emprego e Renda. Estas têm peso igual no cálculo para determinar o IFDM. Segundo a FIRJAN (2012c, p. 26), o índice varia entre 0, a nota mais baixa, e 1, a nota mais alta. Os critérios de análise estabelecem quatro categorias: baixo (de 0 a 0,4), regular (0,4001 a 0,6), moderado (de 0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a 1) desenvolvimento. O IFDM tem como características: periodicidade anual, recorte municipal e abrangência nacional. Facilitando as análises temporais de desenvolvimento dos municípios, além de averiguar a efetiva aplicação de políticas específicas. Os anos já publicados foram: 2000 e de 2005 a 2010. Utilizaram-se os dados oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego,
do Mistério da Educação e do Ministério da Saúde para a composição dos indicadores e formação dos índices referentes às três esferas que compõem o IFDM.
O primeiro indicador componente do IFDM é o Emprego e Renda. Segundo a FIRJAN (2012c, p. 27), este componente se justifica pela capacidade de impactar diretamente na economia municipal, pois gera aumento de movimentação de renda, melhora o acesso a serviços, mercadorias e créditos e acarreta no recolhimento de tributos municipais. Conforme mais empregados especializados e com alta formação a população do município tiver, mais rendas e tributos circulam. O BNDES (2007, apud FIRJAN, 2012c, p. 27) destaca que existe uma vinculação evidente entre a qualidade de vida dos cidadãos municipais e sua taxa de emprego formal.
O indicador divide-se em duas áreas de peso igual, 50%, o Emprego Formal e o Salário Médio. Para o primeiro, a FIRJAN (2012c, p. 27) determinou que este fosse composto por três componentes: (a) a Taxa de Geração de Emprego Formal sobre o Estoque de Empregados, com peso de 10%; (b) a Média Trienal de Criação de Emprego, verificando a sustentabilidade da variação de emprego, também com peso de 10%; e (c) o Saldo Anual Absoluto de Geração de Empregos, com peso de 30%.
O segundo indicador do IFDM Emprego e Renda também se constitui em três componentes: (a) a Taxa de Crescimento do Salário Médio, com peso de 7,5%; (b) a tendência de Crescimento Trienal Médio do Salário, também com peso de 7,5%; e (c) o Valor Corrente Trienal do Salário, com peso de 35% e com o objetivo de observar o poder de compra.
A Educação é outra componente do IFDM. Para a FIRJAN (2012c, p. 28), um dos modos de desenvolvimento de um país é o investimento em educação, pois acarreta na formação de uma população especializada, com mão de obra qualificada ou apta a se qualificar. Com isso, o país é capaz de receber investimentos em novas tecnologias e tornar-se competitivo dentro da globalização. Além de auxiliar no crescimento moral e ético que uma sociedade desenvolvida precisa ter.
O IFDM-Educação foi idealizado para captar tanto a oferta como a qualidade da educação do ensino fundamental e pré-escola, oferecida nos municípios brasileiros, em escolas públicas e privadas, segundo as competências constitucionais de todo município. Desse modo. Não se espera que haja uma universidade – ou até mesmo ensino médio, esse de competência estadual – pode-se ao menos exigir que todo município apresente ensino fundamental de qualidade. (FIRJAN, 2012c, p. 28) Este componente do IFDM é subdividido em duas áreas, o Ensino Infantil (com peso de 20%) e o Ensino Fundamental (com peso de 80%). Utiliza-se o número de matrículas
em creches e pré-escolas como indicador para a composição do Ensino Infantil. No Ensino Fundamental, a FIRJAN (2012c, p. 29) utilizou os seguintes indicadores: (a) Taxa de Distorção Idade-série (com peso de 10%); (b) Percentual de Docentes com Curso Superior (peso de 15%); (c) Número Médio Diário de Horas-Aula (peso de 15%); (d) Taxa de Abandono Escolar (peso de 15%); e (e) Resultado Médio no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) (peso de 25%).
O terceiro indicador componente do IFDM é relacionado a Saúde. Segundo a FIRJAN (2012c, p. 29) definiu-se apenas a utilização dos dados referentes a Atenção Básica, pois não há tantos dados confiáveis referente a todos os serviços de saúde prestados nos municípios. Optou-se pela Atenção Básica por causa da possibilidade de se coletar dados referente a maioria dos municípios brasileiros e levou-se em conta a opinião dos especialistas em Saúde.
O IFDM-Saúde é composto pelas seguintes variáveis, sendo que elas exercem o mesmo peso de influência no indicador (33,3%): Quantidade de Consultas Pré-Natal, Taxa de Óbitos Mal Definidos, e Taxa de Óbitos Infantis por Causas Evitáveis. A FIRJAN (2012c, p. 30) explica cada uma destas variáveis:
A primeira vertente mede a qualidade do atendimento à gestante, considerado um dos procedimentos mais básicos que um município deve oferecer à sua população. O indicador de Óbitos por Causas Mal Definidas está relacionado ao acesso aos serviços de saúde, uma vez que o indicador permite inferir a qualidade da atenção médica, que, em geral, varia na mesma direção das variações da qualidade no preenchimento das declarações de óbito. Finalmente, dados sobre morte evitável podem constituir indicadores sensíveis à qualidade da atenção básica à Saúde, dos quais podem derivar medidas de resultado ou de impacto sobre a ação pública. (FIRJAN, 2012c, p. 30).
Sobre os resultados encontrados referentes ao ano de 2010, a FIRJAN (2012c, p. 1) destaca que: o IFDM do Brasil atingiu a pontuação de 0,7899, demonstrando que o país está com um nível de desenvolvimento de moderado para alto; os Estados do Sul e Sudeste aparecem como os melhores no ranking do IFDM; na primeira década do século XXI, os níveis de desenvolvimento baixo e regular tiveram significativa queda, acarretando no aumento do número de municípios com desenvolvimento moderado e alto, porém são poucos os que têm o IFDM acima dos 0,80 pontos.
Os resultados sobre as regiões demonstram que houve desenvolvimento municipal, porém há muito que melhorar. Dentre os 500 maiores IFDMs, 91,2% dos municípios são das regiões Sul e Sudeste. Já os 500 menores são, em sua gritante maioria (96,4%), municípios das regiões Norte e Nordeste. Segundo a FIRJAN (2012, p. 2-3), o Sul aparece como a região mais desenvolvida, apresentando um percentual de 97,2% de seus
municípios com desenvolvimento moderado e alto. O Sudeste, a segunda melhor região, tem 93,9% de municípios com o mesmo nível do desenvolvimento do Sul. O Centro-Oeste apresenta um percentual de 88,5% de municípios com IFDMs acima de 0,60 pontos. Já o Nordeste foi a região brasileira que mais cresceu na última década, porém apresenta um percentual de 67,6% dos municípios nordestinos com situação de desenvolvimento abaixo dos 0,60 pontos. Por último, o Norte não conseguiu se desenvolver com a mesma velocidade das demais regiões, apresentando o percentual de 77% de seus municípios com desenvolvimento regular ou baixo.
Percebe-se que o IFDM é uma poderosa ferramenta de controle social, pois apresenta o desenvolvimento dos Municípios em anos, áreas e regiões. Esta comparação é importante para avaliar se houve crescimento ou decrescimento, se este resultado foi um fato isolado ou uma tendência da economia ou de aplicação de políticas públicas. Para os gestores públicos, o IFDM pode ser utilizado para encontrar possíveis falhas em seus municípios, auxiliando o planejamento e a criação de políticas públicas que estimulem o crescimento e o desenvolvimento dos municípios, estados e regiões.