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3.5. Titanyum Alaşımlarının Talaşlı İşlenebilirliği

3.5.1. Kesici Takım Seçimi

Seguindo a mesma linha do modelo de cadeia de valor de ICT4D, percebe-se nas diferentes abordagens de desenvolvimento humano o padrão entrada – processo – saída, criando uma sequência de resultados. A saída na cadeia de valor de iniciativas de cidades inteligentes se torna um insumo para o processo de desenvolvimento humano. Assim, tanto a entrega de informações e serviços de governo, como a melhoria das operações de governo geram recursos tangíveis ou deliverables como resultado das iniciativas. Tais recursos podem ser utilizados como entrada na análise de desenvolvimento humano, sendo considerados bens ou serviços como meios para alcançar uma efetivação. O processo se dá no aumento das dimensões de capacidades, que são a liberdade para alcançar uma efetivação a partir da escolha do indivíduo.

Dimensões do Desenvolvimento

Humano

Melhoria direta nas capacidades humanas

Vida longa e saudável Conhecimento Padrão de vida decente

Criação de condições para o desenvolvimento humano Participação política e na comunidade Sustentabilidade ambiental Segurança e direitos humanos Equidade de gênero

Essas capacidades são, portanto, requisitos para o desenvolvimento humano. Como saída do modelo de desenvolvimento humano têm-se as efetivações alcançadas. Assim, o resultado do desenvolvimento humano busca mapear as efetivações resultantes de escolhas do indivíduo como uma representação das suas capacidades (KLEINE, 2010).

O Quadro 8 apresenta as Dimensões de Capacidades definidas por Stewart (2013) e Alkire (2002), com base em estudos que abordam as capacidades como: bens primários (RAWLS, 1971), valores humanos básicos (FINNIS, BOYLE; GRISEZ, 1988), necessidades básicas e intermediárias (DOYAL; GOUGH, 1991), capacidades humanas centrais (NUSSBAUM, 2001, 2007), dimensões de bem-estar (NARAYAN, 2000) e qualidade de vida (CAMFIELD, 2005).

Quadro 8. Dimensões de Capacidades

Dimensão Capacidades

Bem-estar físico

Saúde do corpo - saúde, vigor e segurança Saúde física: Nutrição – água e comida Assistência médica

Controle de natalidade e gravidez Ambiente físico seguro

Vida Saúde física Integridade física Bem-estar físico

Acesso aos serviços de saúde Bom ambiente físico

Bem-estar material

Renda e riqueza Abrigo

Segurança econômica Bem estar material Alimento Ativos Alimento Abrigo Desenvolvimento mental Conhecimento Razoabilidade prática

Educação básica Sentidos, Imaginação Pensamentos Emoções Razão prática Brincar Educação Trabalho Liberdade de ocupação Desempenho hábil no trabalho Trabalho

Falta de discriminação Boas relações no trabalho

Relações sociais

Bases sociais para o auto-respeito Amizade

Relações primárias significativas Bem-estar social

Família

Relações com a comunidade Auto-respeito e dignidade

Dimensão Capacidades Bem-estar espiritual Auto-integração Fonte de realidade

Religião

Segurança

Segurança física Paz civil

Ambiente fisicamente seguro Legalidade (acesso a justiça) Segurança física individual Segurança na terceira idade

Empowerment e liberdade política

Direitos, liberdades, oportunidades

Poderes e prerrogativas de cargos e posições de responsabilidade Liberdade de movimento

Autonomia da agência Direitos civis e políticos Participação política Controle sobre o ambiente Liberdade de escolha e ação Respeito por outras espécies e meio ambi-

ente Outras espécies

Fonte: Adaptado de Stewart (2013) e Alkire (2002).

O quadro a seguir (Quadro 9) apresenta os principais conceitos identificados na revisão de literatura sobre desenvolvimento humano.

Quadro 9: Conceitos e indicadores sobre Desenvolvimento Humano

Construtos Principais conceitos Indicadores Autores Abordagem das capacidades

Desenvolvimento como liberdade

Desenvolvimento como um processo de expansão das liberdades reais que as pessoas desfrutam

 Melhoria da vida que as pessoas levam

 Melhoria das liberdades que as pessoas desfrutam.

Sen (1999)

O desenvolvimento está condicionado à remoção das principais fontes de privação de liberdade

 Pobreza  Tirania

 Carência de oportunidades econô- micas

 Destituição social sistemática  Negligência dos serviços públicos  Intolerância ou interferência exces- siva de estados repressivos

Sen (1999) Liberdades instrumentais  Oportunidades econômicas  Liberdades políticas  Facilidades sociais  Garantias de transparência  Segurança protetora Sen (1999)

Abordagem das capacidades por Martha Nussbaum Definição Conjunto de recursos ou oportunidades reais que uma

pessoa tem

 Justiça social

 Capacidades humanas centrais Nussbaum (2011) Capacidades

humanas centrais

Requisitos fundamentais de uma vida com dignidade

 Vida

 Saúde do corpo  Integridade física

Nussbaum (2011)

Construtos Principais conceitos Indicadores Autores  Sentidos, imaginação e pensamento

 Emoções  Razão prática

 Ser capaz de viver com e para com os outros e ter as bases sociais do auto- respeito e não humilhação

 Outras espécies  Brincar

 Controle sobre seu ambiente políti- co e material

Representação do conjunto de capacidades de uma pessoa e seu contexto social e pessoal.

Definição

A abordagem das capacidades leva em conta a pluralidade de funções e capacidades, assim como fatores de conversão pesso- al e socioambientais, incluindo o contexto social e institucional que afeta os fatores de conversão de um bem em uma efetivação

 Pluralidade de funções e capacida- des  Bens e serviços  Fatores de conversão  Contexto social  Contexto institucional Robeyns (2005) Fatores de conversão

Influenciam a forma como uma pessoa pode alcançar uma efeti- vação

 Pessoais: metabolismo, condição física, sexo, habilidades de leitura e inteligência

 Sociais: políticas públicas, normas sociais, práticas discriminatórias, pa- péis de gênero, hierarquias sociais e relações de poder

 Ambientais: clima e localização geográfica Robeyns (2005) Empowerment Operacionalização da abordagem das capacidades

Framework para medir e monitorar os processos e resultados de capacitação  Pobreza  Monitoramento da governança Alsop e Heinsohn (2005) Kleine (2010) Definição de empowerment

Capacidade de uma pessoa de fazer escolhas efetivas, ou seja, a capacidade de transformar as escolhas em ações e resultados desejados

 Grau de capacitação

 Agência individual: capacidade de fazer escolhas

 Estrutura de oportunidades: contex- to institucional

 Resultados de desenvolvimento

Alsop e Heinsohn (2005) Modelo de subsistências sustentáveis

O Modelo

Apresenta de forma esquemática o desenvolvimento como um processo no qual os diferentes elementos que influenciam a vida das pessoas, principalmente dos pobres, interagem em um sistema

 Ativos das pessoas  Resultados de subsistência  Estratégias de subsistência  Ativos de subsistência  Contexto de vulnerabilidade  Transformação das estruturas e processos DFID (1999) Kleine (2010) Subsistência

Forma de pensar sobre os objetivos, escopo e prioridades para o desenvolvimento de maneira mais eficaz, pois insere as pessoas no centro do

desenvolvimento

 Pessoas

 Suas capacidades

 Seu sustento (alimentação, renda e ativos)

DFID (1999) Kleine (2010)

Construtos Principais conceitos Indicadores Autores O modelo da escolha

O modelo

A análise do modelo deve começar nos resultados desejados, deve medir o grau com que os mesmos foram alcançados e, então, analisar a estrutura, a agência e a escolha para entender como os resultados surgiram.

 Agência  Estrutura  Dimensões de escolha  Resultados do desenvolvimento Kleine (2010) Elementos do modelo  Agência

 Recursos materiais, financeiros, naturais, geográficos, psicológicos, culturais, sociais, educacionais; de saúde e de informação Kleine (2010)  Estrutura  Regras  Leis  Normas  Políticas Kleine (2010)  Dimensões de escolha  Existência da escolha  Utilização da escolha  Realização da escolha  Senso de escolha Kleine (2010)  Resultados do desenvolvimen- to  Primário: escolha

 Secundário: depende das escolhas que o indivíduo faz

Kleine (2010) Fonte: o autor (2016).

A revisão de literatura serviu como base para criação do modelo conceitual da pesquisa, apresentado no capítulo a seguir.

Benzer Belgeler