4. ELEKTRO EROZYON ve ELEKTROKİMYASAL TAŞLAMA YÖNTEMLERİ
4.1. Elektro Erozyon Yöntemi
4.1.2. Elektro Erozyon Tezgahının İşleme Parametreleri
A fim de garantir maior credibilidade aos resultados deste estudo, nesta seção será descrito o contexto dos casos de estudo, além do modelo de coleta de dados adotado (DUBÉ; PARÉ, 2003; YIN, 2009).
O modelo de coleta de dados desta pesquisa buscou englobar uma diversidade de técnicas e fontes de evidências qualitativas (YIN, 1994). Com o objetivo de aumentar a credibilidade e validade da pesquisa qualitativa o pesquisar adotou a triangulação de dados, que consiste na verificação dos fatos através de múltiplas fontes de dados (CHO; TRENT, 2006), por meio da realização de entrevistas com diferentes pessoas e de diferentes locais, além da análise de documentos e de dados secundários. Conforme sugerem Dubé e Paré (2003), os resultados de um estudo de caso tendem a ser mais precisos quando se utilizam de diferentes fontes de informação, por meio de linhas convergentes de investigação.
Para fins de confiabilidade da pesquisa e minimização de erros ou viés (DUBÉ; PARÉ, 2003), o pesquisador criou e validou um protocolo de estudo de caso, que é essencial em estudos de casos múltiplos (YIN, 2009), e desenvolveu uma base de dados dos estudos de caso. O protocolo de estudo de caso foi utilizado para acompanhamento das entrevistas, garantindo que, independente do pesquisador, os procedimentos documentados levam aos mesmos resultados em termos de coleta de dados (DUBÉ; PARÉ, 2003). Conforme sugerem Dubé e Paré (2003) a base de dados dos estudos de caso foram criadas e mantidas em segurança, contendo as transcrições das entrevistas, as notas de campo do pesquisador, os documentos coletados durante a coleta de dados, além de toda a documentação oriunda da análise de dados como os dados codificados e memorandos.
Os dados primários foram coletados por meio de entrevistas individuais semiestruturadas com 31 agentes de governo e entrevistas em grupo com 3 duplas de respondentes, também vinculados aos centros analisados, totalizando em todos os casos 37 entrevistados. Cada entrevista foi gravada digitalmente para facilitar o processo de transcrição e análise dos dados, preservando-se o anonimato dos participantes que autorizaram o registro das gravações. Além disso, durante a execução das entrevistas, foram realizadas anotações, a fim de complementar os dados e auxiliar na compreensão do contexto que as respostam foram realizadas.
A coleta de dados ocorreu presencialmente nos centros de operações municipais, sendo acompanhada por um ou mais pesquisadores, conforme descrição detalhada a seguir. De maneira geral, o corte da coleta de dados foi transversal, pois aspectos temporais não são
relevantes para a questão de pesquisa analisada. Outro aspecto a ressaltar é que a diferença em termos de tempo de existência dos centros não é relevante, pois a natureza dos dados é definida como “em andamento” e não “retrospectiva”, como seria se a unidade de análise fosse a implementação das iniciativas e não os seus resultados. Nesse sentido, tais diferenças apenas complementam e enriquecem os dados, não sendo prejudiciais. Considerando que uma descrição clara do processo de coleta de dados é um aspecto importante para validação dos resultados em estudos de casos (BENBASAT, GOLDSTEIN; MEAD, 1987), a descrição da coleta de dados em cada caso analisado é apresentada a seguir.
A coleta de dados foi iniciada pelo caso da cidade de Porto Alegre por dois motivos. O primeiro consiste da proximidade física do pesquisador com o local e da facilidade de contato. O segundo motivo foi por interesses mútuos no objeto de estudo (CEIC) por integrantes do grupo de pesquisa em Cidades Inteligentes da PUCRS, no qual o pesquisador faz parte. Com o objetivo de garantir a qualidade dos dados em ambas as pesquisas, e buscando não saturar os respondentes com perguntas que poderiam ser retóricas, considerou-se válido o trabalho de campo em equipe, considerado vantajoso e promissor (DUBÉ; PARÉ, 2003; EISENHAEDT, 1989). Assim, foram definidas equipes de trabalho constituídas de um ou mais pesquisadores para realização das entrevistas. A transcrição das entrevistadas foi compartilhada pelos pesquisadores, sendo a análise dos dados adaptada à unidade de análise de cada estudo. Considerando que Porto Alegre foi o primeiro caso, ocorreram duas rodadas de entrevistas. A primeira ocorreu no período entre junho de 2014 e janeiro de 2015 (dois anos de existência do centro) e a segunda rodada ocorreu no mês de junho de 2015. Na primeira fase da coleta de dados, o pesquisador estava em viagem de interesse acadêmico no exterior (período sanduíche) e, portanto, as entrevistas foram conduzidas pelos demais pesquisadores do grupo de pesquisa, porém com instruções e acompanhamento direto do pesquisador. Além de não haver diferenças significativas em termos de análise, a segunda rodada permitiu incluir aspectos que surgiram durante a coleta de dados nos outros casos, enriquecendo o conteúdo a ser analisado. Considerando a facilidade de acesso ao CEIC, o tempo de permanência do pesquisador no centro englobou diversas visitas e ainda reuniões externas com representantes do mesmo devido a interesses mútuos de colaboração em projetos de cidades inteligentes, nas quais o pesquisador realizou notas de campo. As entrevistas totalizaram aproximadamente 14 horas, sendo a média para as 11 entrevistas realizadas de 1 hora e 20 minutos.
A partir do segundo caso, o entrevistador realizou a coleta de dados individual e pessoalmente. O segundo caso em que se realizou a coleta de dados foi o caso do Rio de Janeiro e ocorreu nas dependências do COR. O pesquisador permaneceu no local durante três
dias entre os meses de abril e maio de 2015 (cinco anos de existência do centro), com uma imersão no local de aproximadamente 24 horas. O total de entrevistas gravadas foi de aproximadamente 7 horas, sendo a média das 7 entrevistas realizadas de 1 hora cada. Além das entrevistas oficialmente gravadas, foram realizadas diversas conversas informais em que o pesquisador fez anotações de pontos relevantes para a pesquisa.
Por fim, realizou-se a coleta de dados no caso de Belo Horizonte, nas instalações do COP-BH. A coleta foi realizada no mês de junho de 2015 (um ano de existência do centro) e contou com uma imersão de três dias pelo pesquisador, com diversas reuniões, entrevistas e conversas informais. Foram realizadas 3 entrevistas em grupo e 14 entrevistas individuais, totalizando 12 horas de entrevistas gravadas.