2. KURAMSAL BİLGİLER VE LİTERATÜR TARAMASI
2.3 Öğrencilerin Kavramsal Anlayışlarının Araştırılması
2.3.2 Kavramsal Değişim Süreci
Os r esult ados do t est e de saciedade est ão r epr esent ados na Figur a 7.
Figura 7 - Gráfico de per fis m édios de saciedade por am ost ra. Tem po zero (T0) = ant es de com er ;
Tem po um (T1) = im ediat am ent e após com er ; Tem po dois (T2) = 30 m inut os depois de com er ; Tem po t r ês (T3) = 1 hora depois de com er ; Tem po quat r o (T4) = 1 ½ horas depois de com er ; Tem po cinco (T5) = 2 horas depois de com er .
Par a as análises est at íst icas dos r esult ados do t est e de saciedade, os dados for am separ ados em et apas, em função das especificidades dest as et apas. Quer dizer, pr im eir am ent e for am com par adas isoladam ent e as
1,5 2,5 3,5 4,5 5,5 6,5 T0 T1 T2 T3 T4 T5 Fome Tempo controle 1,5 % fibra 3% fibra
m édias da sensação de fom e que os pr ovador es est avam ant es do consum o ( T0) e logo após o consum o das salsichas ( T1) . O com por t am ent o da sensação de fom e após 30 m inut os ( T2) at é o final dos 120 m inut os ( T5) foi analisado conj unt am ent e par a as var iáveis: t r at am ent o, t em po e int er ação t em po X t r at am ent o.
As m édias at r ibuídas pelos consum idor es par a a sensação de fom e no T0 par a t odas as for m ulações ficar am em t or no de 6,4 e não apr esent ar am difer ença ( p> 0,05) ent r e as t r ês am ost r as. Esse r esult ado er a esper ado j á que foi suger ido aos consum idor es, que fizessem o t est e no m eio do int er valo ent r e duas pr incipais r efeições, e foi posit ivo, pois se as sensações de fom e inicial t ivessem difer ido, poder ia int er fer ir nos r esult ados dos t em pos seguint es.
Alguns aut or es pr efer em det er m inar um t em po de j ej um igual par a t odos os consum idor es ant es das analises de saciedade par a que um a pr ovável difer ença na fom e ant es do t est e não venha int er fer ir nas sensações de fom e seguint es, com o fez Menezes et al ( 2011) que t est ar am a saciedade da far inha de banana ver de em volunt ár ios que per m anecer am em j ej um dur ant e 4 hor as ant es do t est e.
No T1 ( logo após o consum o) os valor es at r ibuídos par a a sensação de fom e caír am br uscam ent e par a t odas as am ost r as que ficar am em t or no de 1,96 e t am bém não houve difer ença ( p> 0,05) . I sso dem onst r a que t odas as salsichas saciar am igualm ent e a fom e im ediat am ent e após ser em consum idas. A fibr a solúvel t em a pr opr iedade de se ligar à água, em det er m inadas condições de pH, form ando um a r ede de gel, auxiliando no “preenchimento gástrico”, dim inuindo a sensação de fom e, por ém isso t am bém se ver ifica com as pr ot eínas que por ser em diger idas no âm bit o est om acal pelas pepsinas pr esent es no suco gást r ico, per m anecem ali por m ais t em po dando essa sensação de pr eenchim ent o, causando o efeit o de saciedade por m eio desse m ecanism o.
Os r esult ados ent r e o T2 e T5 não apr esent ar am difer enças ent r e os t r at am ent os ( p> 0,05) nem na int er ação t em po X t r at am ent o ( P> 0,05) , por ém houve um aum ent o significat ivo ( p< 0,05) da sensação de fom e ao
longo do t em po, ou sej a, o com por t am ent o de aum ent o da sensação de fom e foi sem elhant e par a t odas as am ost r as, sendo que a r espost a m édia aum ent ou com o t em po e esse com por t am ent o pode ser bem explicado por um a única r et a par a as t r ês am ost r as ( Figur a 8) .
Figura 8 – Ret a das m édias da sensação de fom e ao longo do t em po.
Esse fat o vem cont r ibuir par a dem onst r ar a eficácia do t est e de saciedade aplicado nesse pr esent e est udo, que nat ur alm ent e após um a alim ent ação a fom e vá r et or nando com o passar do t em po e foi o que se ver ificou, m as apesar disso, o consum o das salsichas com adição de 1,5% e 3% da fibr a Nut r iose® não cont r ibuiu par a aum ent ar significat ivam ent e ( p> 0,05) a sensação de saciedade nem par a o r et ar do da v olt a da fom e.
Um pont o im por t ant e a ser considerado é a quant idade da fibr a adicionada par a causar saciedade, sem , por ém , int er fer ir nos aspect os t ecnológicos da salsicha.
Cani et al, ( 2006) , det er m inou aos 1 0 pr ovador es selecionados, a ingest ão diár ia de 16g ( 8g no café da m anhã e 8g no j ant ar ) da fibr a oligofr ut ose dur ant e 2 sem anas e concluiu que essa fibr a e nessa
0 1 2 3 4 5 6 7 0 1 2 3 4 5 6 S ac ie d ad e Tempo Amostra 1 Amostra 2 Amostra 3 Média
pr opor ção causou saciedade, quant ificando a ingest ão de alim ent os/ calor ias inger idas por eles.
Guér in- Der em aux et al ( 2011) , concluiu em sua pesquisa, que 8 a 24 gr am as de Nut r iose® adicionadas ao suco de lar anj a, aum ent a a saciedade e r et ar da a volt a da fom e nos pr ovador es. No caso dest e pr esent e est udo, a quant idade de 1,5% e 3% de fibr as não alt er ou significat ivam ent e a sensação de fom e dos consum idor es.
O t em po de t est e t am bém deve ser analisado, os result ados m ost r am que no últ im o t em po ( T5) , as salsichas t iver am not as de quase 1 pont o de dist ância ent r e a cont r ole e as com fibr a. Apar ent em ent e, num pr óxim o pont o, t alv ez t ivessem difer ido significat ivam ent e, ou sej a, se o t est e fosse de 2 hor as e m eia, ou 3 hor as, poder iam t er ocor r ido difer enças significat ivas em que as salsichas com fibr as ser iam capazes de m ant er por m ais t em po a saciedade do que as salsichas sem a fibr a.
Essa hipót ese t em fundam ent o, consider ando out r o m ecanism o de saciedade que não o do esvaziam ent o gást r ico dem or ado, m as o fat o, segundo o Bolet im I nfor m at ivo do fabr icant e ( ROQUETTE FRERES) da fer m ent ação da Nut r iose®, ao chegar ao int est ino, ser car act er ist icam ent e lent a, o que r esult a em um a lent a absor ção dos ácidos gr axos de cadeia cur t a ( AGCC) e um a vez que esses são ut ilizados com o font e de ener gia pelo or ganism o, a Nut r iose® pode im pact ar posit ivam ent e quest ões de saciedade, o que poder ia t er sido obser vado com m aior t em po de análise.
Out r a quest ão é em r elação ao núm er o de pr ovador es. Com o não exist e um a m et odologia oficial par a o t est e de saciedade, exist em m uit as var iações no m eio cient ífico. Há quem t enha t est ado saciedade com 10 pr ovador es, sendo que par a 5 deles foi m inist r ado placebo e a out r os 5, a quant ia de 8g de fibr a em duas pr incipais r efeições por dia dur ant e 2 sem anas ( CANI et al, 2006) . Di Lor enzo et al ( 1988) , com par ar am o efeit o da saciedade de dois t ipos de fibr as ( 15g de pect ina e 15g de m et ilcelulose) em 9 pacient es obesos adult os e concluiu que aqueles que consum ir am a pect ina ficar am m ais saciados. Já Monsiv ais et al ( 2011) , r ealizou o t est e com 36 volunt ár ios par a com par ar o efeit o causado pela
ingest ão de 4 t ipos de fibr as ( 12g de dext r ina, polidext r ose, fibr a de m ilho e am ido r esist ent e) .