4. BULGULAR
4.1 Birinci Alt Probleme Ait Bulgular
4.1.8 Kavramsal Anlama Testi Sekizinci Soru
Todas as t ecnologias criam novos rebeldes. Os "luddit es" ingleses, que no começo da revolução indust rial do século XVIII dest ruíram as máquinas com medo de serem subst it uídos por elas, f oram os primeiros "t ecno-rebeldes". Desde ent ão muit a coisa mudou. O cinema popularizou os "rebeldes sem causa" da geração "baby-boom". Hoj e, novos rebeldes ut ilizam as t ecnologias micro-elet rônicas. Se a revolução indust rial viu a emergência dos luddit es, a Cibercult ura vai ver a dos rebeldes do "f ront e" cibernét ico: os "ciber-rebeldes". As f iguras mais import ant es são os "phreakers", os "hackers", os "crackers", os "cypherpunks", os "ravers" e os "zippies". São esses os novos cowboys da f ront eira elet rônica (LEMOS, 2001).
3. 4 OS PHREAKERS
Os phreakers são conhecidos como os pirat as do t elef one. A palavra "phreak" é um neologismo ent re "f reak, phone, f ree". A ação dos phreakers começa nos anos 60, a part ir da apropriação do sist ema de t elecomunicação mundial t endo como obj et ivo viaj ar grat uit ament e pelas redes. Eles organizavam as f amosas "part y lines", f est as em linha com várias pessoas dos locais mais diversos. Jon
Engressia é considerado o pai dos phreakers. Cego de nascença, ele queria encont rar out ros cegos pelas linhas mundiais de t elef one. Um out ro phreaker, John Draper, descobriu por acaso numa caixa de cereais, um apit o que produzia a f reqüência de 2600 hz, t onalidade essa que permit ia realizar chamadas int ernacionais grat uit as. A part ir disso Draper f icou conhecido como Capt ain Crunch (o nome do cereal). A descobert a de Draper incit ou out ros phreakers a produzirem equipament os clandest inos (as "blue boxes") que reproduziam os 2600 ciclos e assim permit iam a viagem grat uit a pelas redes de t elef one mundiais.
Hoj e o "phreaking" é at ualizado com a pirat aria de t elef ones celulares, esses, pelo t ipo de f uncionament o, mais próximos de um comput ador que de um t elef one. A f ront eira ent re os phreakers e os hackers desaparece (LEMOS, 2001).
3. 5 OS HACKERS
Se os t elef ones criaram os phreakers, os comput adores vão criar os hackers. O arquét ipo do hacker é um j ovem, singelo, t ímido e ingênuo que penet ra em sist emas de inf ormação, sem mexer nos dados alheios. Isso dá-nos a imagem do romant ismo dos primeiros hackers. Os hackers f ormam a elit e da inf ormát ica. Num primeiro moment o, eles pret endem liberar as inf ormações e os comput adores do poder milit ar, indust rial e universit ário e vão ser os verdadeiros responsáveis pelo nasciment o da micro-inf ormát ica, nos anos 70, na Calif órnia. A micro-inf ormát ica f oi, por si só, uma espécie de rebelião cont ra o peso da primeira inf ormát ica (grandes comput adores ligados á balíst ica milit ar). Os hackers at ualizam, com as redes de comput adores, a ação dos phreakers, a saber, viagens por novos t errit órios simbólicos, o Ciberespaço. Para eles t odas as inf ormações devem ser livres, as redes devem ser livres e democrát icas e os comput adores acessíveis a t odos e ut ilizados como uma f errament a de sobrevivência na sociedade pós- indust rial. Os primeiros hackers visavam demonst rar a f alibilidade das redes, daí vem a invasão aos sist emas de comput adores. A mensagem é simples: "se t e dizem que t udo é seguro, que não há possibilidades de f alhas, desconf iem, pois é provavelment e um engodo". Os hackers alemães do Chaos Comput er Club de Hamburgo por exemplo, penet raram no sist ema da caixa econômica local, ret iraram em poucas horas milhares de marcos e, no dia seguint e, f oram à agência
devolver e most rar as f alhas do sist ema. Por isso os hackers t ornaram-se conhecidos como os "Robin Wood" da Cibercult ura. O que import a aqui é vermos que, pela t ecnologia, os hackers denunciam a própria racionalidade t ecnológica e o poder const it uído por grandes empresas e inst it uições governament ais. Ent ret ant o, nem t udo são boas int enções (most rar as f alhas, democrat izar a inf ormação): surgem os crackers (LEMOS, 2001).
3. 6 OS CRACKERS
Os crackers são os verdadeiros "cyberpunks", ou punks da cibernét ica. Eles são a versão obscura dos hackers. Aqui a at it ude punk penet ra no reino assépt ico da t ecnologia. Os crackers pirat eiam programas, penet ram em sist emas com o int uit o de dest ruir t udo (dai o nome "cracker"), int roduzem poderosos e dest rut ivos vírus de comput ador. A idéia é acabar com a sociedade assépt ica da inf ormát ica e dest ruir ao máximo os grandes sist emas de comput adores. Nesse sent ido, os crackers são o pesadelo da modernidade t ecnológica. O f enômeno é planet ário. Com hackers e crackers as redes parecem vulneráveis. Pela prot eção individual no Ciberespaço, aparecem assim os punks da cript ograf ia ou cypherpunks (LEMOS, 2001).
3. 7 OS CYPHERPUNKS
Os cypherpunks (de cyber punks e cript ograf ia - "cypher") são t ecno- anarquist as que lut am pela manut enção da privacidade no Ciberespaço at ravés da dif usão de programas de cript ograf ia de massa (proibidos, ent ret ant o, em vários países). Eles procuram garant ir a liberdade individual e a prot eção da privacidade dent ro das redes de comput adores. Assim, esses ciber-rebeldes se organizam cont ra t odas as t ent at ivas governament ais ou empresariais de ret raçar as nossas vidas a part ir das pist as que deixamos quando ut ilizamos qualquer sist ema elet rônico, como cart ões de crédit o, banco elet rônico ou redes de comput adores. O programa PGP ("pret t y good privacy") criado por P. Zimmermann, os "remailers" e out ros sist emas anônimos, são as armas f undament ais dos cypherpunks. Toda a
míst ica da cabala e do pensament o hermét ico encont ra ressonância com a cript ograf ia de dados elet rônicos. Dent ro desse mesmo espírit o esot érico organizam-se os t ecno-pagãos: os ravers e os zippies (LEMOS, 2001).