2.4.4.KAROTİS ARTER STENOZUNDA TEDAVİ
2.4.4.1. Yaşam Tarzı Değişikliği a) Sigaranın bırakılması
2.4.4.3.2. Karotis Stentleme İşleminin Komplikasyonları
Historicamente, segundo Mueller (1989), os bibliotecários são reconhecidos por realizar algumas funções, tais como: seleção, descrição, interpretação, disseminação, preservação dos documentos e das informações, educacional e suporte ao estudo e à pesquisa. Todavia, a autora evidencia uma preocupação constante que não pode ser neglicenciada pelos profissionais: o atendimento às necessidades de informação das pessoas, que segundo ela permeia todas essas funções. Pode-se atribuir à dimensão de domínio da ação do profissional, dois aspectos: a) a prática bibliotecária enquanto função social e b) a prática bibliotecária enquanto função educativa. Complementando a visão acima indicada,
encontramos em Targino (1977) e em Wormell (1999) os argumentos abaixo, correspondentes a função social e educacional.
No que se refere à prática bibliotecária, tendo como fundamento as análises de Targino (1997), resgata-se em termos conceituais que a Práxis Bibliotecária são “ações engendradas pelos profissionais de informação direcionadas ao crescimento e desenvolvimento humano, haja vista que o valor da práxis reside na sua função social” (TARGINO, 1997, p.39).
Portanto, em decorrência da argumentação acima, Targino (1997) identifica que a possibilidade real da Biblioteconomia é efetivar a práxis bibliotecária enquanto prática social, isto é, enquanto profissão que objetiva a transformação da realidade em prol da sociedade, e a discussão da autora perpassa pelos seguintes pontos: a função social da profissão, o caráter técnico-humanista da profissão, o perfil do bibliotecário atual e o mercado de trabalho.
Em relação à função social da profissão, a autora aponta que o processo de organização da Biblioteconomia é produzir e reproduzir conhecimento ao difundir o saber acumulado da humanidade, visando favorecer o seu acesso imediato a todos. Para a autora,
tudo isto exige do profissional de informação busca incessante para resgatar o caráter social da informação, pois sua interligação com a sociedade é definitiva e irreversível, com base no princípio elementar de que a sociedade é definitiva no processo de geração e utilização da informação [...]. Em tal perspectiva, a informação é direito de todos – interessa a todos e serve para todos. É um bem comum que pode e deve atuar como fator de integração, democratização, cidadania, liberdade, dignidade pessoal e transformação dos valores instituídos, quando estes já não correspondem aos anseios da população (TARGINO, 1997, p.42, grifo do autor).
Portanto, mediante o exposto acima, é possível inferir que este trabalho é específico e, consequentemente, requer um profissional com formação própria, isto é, um bibliotecário enquanto agente social que assuma um compromisso com a sociedade.
Em termos do campo da Biblioteconomia, vamos encontrar em Targino (1997) inspirado em Freire (1981, p.1), a seguinte formulação:
É preciso ser capaz de, estando no mundo, saber-se nele. A possibilidade de reflexão sobre si mesmo, sobre seu estar no mundo, associada indissoluvelmente à sua ação sobre o mundo é condição sine qua non para que assuma tal compromisso social [...] (TARGINO, 1997, p. 43, grifo do autor).
Quanto ao caráter técnico-humanista da profissão, historicamente, a Biblioteconomia tem como função original a preservação do conhecimento registrado. Contudo, atualmente, pelas discussões teóricas na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação, percebe-se que o seu eixo central deixou de ser o documento e
passou a ser a informação. Entretanto, Targino (1997) ressalva:
a Biblioteconomia continua marcada por um tecnicismo exacerbado. A técnica é mitificada e mistificada em prol de um pseudo progresso da área. Detém-se mais na forma do que no conteúdo, mais na aparência do que na essência. Privilegia o processamento técnico ao lado do gerenciamento dos serviços informacionais e do uso de novas tecnologias em detrimento do seu relacionamento com a realidade social, política e econômica, pautado pela consciência de que a informação, como bem social, pode concorrer para a melhoria de povos e nações (TARGINO, 1997, p. 44).
Todavia, diante dessas contradições, a autora pondera:
ora, se o compromisso é com a humanização, ao mesmo tempo em que não se pode prescindir da ciência e da tecnologia, devem ser elas utilizadas como meio para a consecução deste objetivo mais amplo, sem reduzir o homem a mero espectador. Ciência e tecnologia são produtos do homem. Logo, devem ser ‘seus servos’ e não ‘seus senhores’. É insensato deixar se encantar e escravizar pelo avanço científico e tecnológico, desvirtuando a relação teoria versus prática, em que a prática atua como critério de verdade para a teoria à medida que o desenvolvimento da teoria ocorre em função da prática, como apregoa o método marxista (TARGINO, 1997, p. 44).
Em decorrência desses argumentos, é possível inferir que cabe à Biblioteconomia desprender-se de suas tendências fortemente tecnicistas, sem notavelmente negar a contribuição dos sistemas de informação resultante das novas Tecnologias de Informação e de Comunicação (TICs), e revelar a função social da biblioteca. Em termos desse ideário, Targino (1997) destaca:
para tanto, é urgente sobrepor a idéia da biblioteca como instituição estática para assimilar que, na modernidade, é ela um centro organizado de informações a serviço de todos. É preciso que o bibliotecário se conscientize de que é ou pode ser catalisador e difusor do conhecimento dentro da comunidade em que está integrado (TARGINO, 1997, p.44, grifo do autor). No caso da função educacional, Wormell (1999) destaca:
O papel clássico do bibliotecário tem sido sempre o de guiar e aconselhar usuários nas suas buscas por informação. Qualquer que seja o nível das tecnologias disponíveis na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação, o trabalho do bibliotecário tem sido mediar provedores, sistemas e usuários da informação. Tradicionalmente, esta tem sido uma função didático- educativa, caracterizada pelo trabalho de um indivíduo com um profundo e criterioso conhecimento da natureza do ambiente informativo (WORMELL, 1999, p. 7).
Acrescentando-se as visões antecedentes há a análise de Campello (2003), na qual apresenta o argumento de que o bibliotecário no contexto escolar, ao se limitar ao atendimento às questões de referência e ao ensino de fontes de informação, perdeu espaço no âmbito do processo pedagógico.
Em continuidade a autora assinala que a partir da década de 1960, as diretrizes para as bibliotecas escolares da American Association of School Librarians (AASL) passaram a recomendar aos profissionais que o ensino do uso dos materiais da biblioteca fosse feito não isoladamente, mas ligado às disciplinas do currículo. Diante dessa nova postura, a biblioteca passou a receber as influências das teorias educacionais privilegiando, de certa forma, os métodos de aprendizagem dinâmicos e
centrados no aluno.
Enfatizando a perspectiva acima, Campello (2003) explicita:
No campo da biblioteconomia, a década de 1980 viu o aparecimento de novas diretrizes (e não mais padrões) da AASL, [...] que procuraram definir com mais clareza a função pedagógica do bibliotecário, advogando a parceria entre professores, dirigentes escolares e bibliotecários no planejamento do programa da biblioteca, de acordo com as necessidades específicas da escola. Uma das funções do bibliotecário seria a de professor, encarregado de ensinar não apenas as habilidades que vinha tradicionalmente ensinando (localizar e recuperar informação), mas também envolvido no desenvolvimento de habilidades de pensar criticamente, ler, ouvir e ver, enfim ensinando a aprender a aprender. Outra função prevista para o bibliotecário era a de consultor didático, encarregado de integrar o programa da biblioteca ao currículo escolar, colaborando no processo de ensino/aprendizagem e assessorando no planejamento e na implantação de atividades curriculares (CAMPELLO, 2003, p. 30).
Em função destes argumentos, cabe ressaltar a preocupação e a manifestação de Litton (1975) ao alertar, desde a década de 1970, aos diretores de bibliotecas que se desejassem ver tempos de glória e grandeza para a biblioteca, deveriam buscar, dentro dela, sem esperar a ajuda externa, as ferramentas que permitiriam alcançar a transformação desejada.