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Kariyer Planlama Uygulama ve Araştırma Merkezi

Belgede GAZİ ÜNİVERSİTESİ (sayfa 154-160)

TOPLAM ÖDENEK

3.2.1.5. Uygulama ve Araştırma Merkezlerinin Faaliyetleri

3.2.1.5.8. Kariyer Planlama Uygulama ve Araştırma Merkezi

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Conclusão

O presente estudo iniciou-se com a revisão bibliográfica que nos permitiu integrar uma série de conhecimentos que nos orientaram na concretização desta dissertação que nos propusemos realizar, que aborda a problemática dos alunos com Dificuldades de Aprendizagem da leitura e da escrita, englobando os alunos disléxicos, a necessidade de uma pedagogia diferenciada em contexto de sala de aula e, ainda, a utilização de recursos TIC.

Depois de um período de reflexão e de um olhar retrospetivo, estamos hoje em condições de considerar que, apesar de todas as condicionantes e limitações que sempre e naturalmente se colocam à realização de um estudo desta natureza, foram atingidos, na sua maior parte, os objetivos que nos propusemos alcançar aquando do início deste trabalho de investigação e fomos capazes de obter respostas satisfatórias para as questões que nos guiaram ao longo de todo este processo.

Da referida reflexão, surgiram hipóteses para a mesma, tendo sido validadas as seguintes:

Hipótese 1 (Geral) – O sucesso da aprendizagem da leitura e da escrita das crianças depende de fatores pedagógicos;

Hipótese específica:

1.1. Um ambiente estimulante na sala de aula promove a apropriação da leitura e escrita.

É difícil encontrar um aluno que não fique fascinado e entusiasmado ao entrar em contato com as novas tecnologias da informação e comunicação. Os alunos que hoje se sentam nas carteiras das nossas salas de aula são verdadeiros nativos digitais. Assim, conscientes da importância que as novas Tecnologias da Informação e Comunicação desempenham no nosso quotidiano, são vários os autores a sugerir que cada vez se revela mais necessário possibilitar o contato dos alunos, ao longo de todo o processo de ensino/aprendizagem, com o mundo das novas tecnologias em geral, e com o computador, em particular.

O presente estudo mostra-nos que ainda haverá muito a fazer nas nossas escolas ao nível da utilização de recursos TIC, no desenvolvimento das competências básicas de leitura e escrita, de alunos com DA/Dislexia. Embora a grande maioria dos docentes

135 inquiridos (86%) considere importante a formação e atualização de conhecimentos na área das TIC, sabemos que nem todos procuram este género de formação específica, pois aquela que existe atualmente ou não existe ou é paga pelos docentes, afastando-os. Salientamos, ainda, a opinião dos inquiridos quanto à utilização de recursos TIC para o desenvolvimento da leitura e escrita de crianças com DA/Dislexia, na medida em que 61% considera vantajosa essa utilização e 47% dos docentes defendem que as TIC transformam positivamente a autonomia dos discentes no processo de ensino/aprendizagem.

Tal como defende Merrelho (Merrelho, 2010:8) “com o uso das novas tecnologias, as aulas poderão centrar-se mais nos alunos como construtores da sua própria aprendizagem e cabe ao professor o papel de organizar e coordenar as diversas atividades desenvolvidas no âmbito das TIC”. Neste sentido, torna-se urgente que o docente aprenda a agir, a inovar e a ativar de acordo com as mudanças a que vamos assistindo, no âmbito das novas tecnologias.

Mesmo que a maioria dos docentes se assuma como não possuindo formação suficiente para trabalhar com alunos com dificuldades no desenvolvimento dos processos básicos de leitura e escrita (88%), 42% utilizam às vezes os recursos TIC no desenvolvimento da leitura e escrita de alunos com DA, sendo que 27% deles o fazem com frequência, pois consideram que tais recursos aumentam os níveis motivacionais dos alunos para a aprendizagem, contribuindo para que desenvolvam hábitos de trabalho e autonomia e melhorem a sua autoestima e, igualmente, o seu sucesso educativo. É notório o esforço dos docentes para colmatar as dificuldades sentidas pelos alunos com dificuldades de aprendizagem, ainda que não se sintam suficientemente capacitados para isso.

O uso de recursos TIC numa qualquer situação de ensino-aprendizagem com alunos com DA/Dislexia pode ter diferentes objetivos pedagógicos: motivar esses alunos para a aprendizagem, promover a sua autoestima, transmitir-lhes conhecimentos específicos, colocá-los numa situação de trabalho autónomo, de pesquisa, de reflexão, de desenvolvimento de hábitos e métodos de trabalho e estudo… E, tais considerações, levam-nos a afirmar que os recursos TIC utilizados com alunos com DA/Dislexia no desenvolvimento dos processos básicos de leitura e escrita permitem que o professor trabalhe numa lógica de escola inclusiva, praticando a diferenciação pedagógica, atendendo às necessidades específicas de cada aluno. Neste sentido, os recursos TIC são potenciadores de sucesso educativo.

136 No entanto, é essencial que todo o professor tenha a consciencialização de que o recurso a diferentes materiais ou diferentes práticas não constitui, por si só, sinónimo de qualidade. Revela-se fundamental uma boa organização do processo, onde o mais importante não são os materiais a utilizar, mas antes a forma como serão utilizados. Conclui-se, assim, que, qualquer que se seja a tecnologia a utilizar na sala de aula, é essencial uma análise e preparação prévia, por parte do professor, a fim de verificar se esses recursos tecnológicos conduzirão a práticas diferenciadas e inovadoras, que atendam às reais dificuldades dos alunos e promovam o desenvolvimento de competências e aprendizagens efetivas e significativas.

Concluindo, é evidente com este estudo que muito ainda há a fazer ao nível da formação dos professores para o trabalho com alunos com dificuldades de aprendizagem da leitura e escrita/Dislexia, tanto na identificação e avaliação de alunos com este perfil de funcionalidade como, igualmente, no uso de algumas ferramentas web 2.0 no processo de ensino/aprendizagem destes alunos, de forma a ultrapassar dificuldades e atingir o sucesso educativo.

3.1. Linhas futuras de investigação

Após a conclusão desta dissertação, ficamos com a clara noção que diversas linhas de investigação ficam em aberto:

 Poderíamos aumentar a amostra;

 Relativamente à utilização de recursos TIC com crianças com dificuldades de aprendizagem na leitura e escrita/Dislexia, poderíamos comparar as conceções dos professores ensino básico que lecionam em zonas do litoral do país, com as conceções dos professores que lecionam em zonas do interior do país;

 Seria também pertinente estruturar um portal digital, destinado a esta problemática específica, sendo este composto por documentação e pareceres específicos ao processo de aquisição da leitura e da escrita, englobando a Dislexia e, ainda, por um leque de ferramentas web 2.0 que poderiam ser utilizadas em contexto de sala de aula, efetuando-se, igualmente, a sua avaliação em termos de vantagens e desvantagens para o processo de ensino/aprendizagem dos alunos.

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As Dificuldades de Aprendizagem da Leitura e Escrita/Dislexia – que

caminhos a seguir pelos professores do Ensino Básico?

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Bibliografia

Ainscow, M. (2000). Necessidades Especiais na Sala de Aula. Edições

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