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Karbon Kaynağı Olarak Polimer Yerine Grafit Kullanılmasının Isıl Đşlem Sonrası Etkileri (ROTA-3)

6. DENEYSEL ÇALIŞMALARDA KULLANILAN CĐHAZLAR

7.4 Karbon Kaynağı Olarak Polimer Yerine Grafit Kullanılmasının Isıl Đşlem Sonrası Etkileri (ROTA-3)

No pensamento de Gil (2009), o estudo de caso requer a utilização de mais de uma técnica de coletas de dados e justifica, dada a importância de garantir a profundidade necessária ao estudo e a inserção do caso em seu contexto, bem como conferir maior credibilidade aos resultados.

De acordo com Flick (2009), a entrevista é um dos métodos predominantes na pesquisa qualitativa. E, de acordo com Bauer e Gaskell (2010), a pesquisa com entrevista permite uma interação ou um empreendimento cooperativo, em que as palavras são o meio principal de troca de ideias e significados, quando várias percepções são exploradas e desenvolvidas. Com respeito a isso, tanto o entrevistador quanto o entrevistado estão envolvidos, de maneiras diferentes na produção do conhecimento. O autor menciona também que a entrevista qualitativa pode desempenhar um papel vital na combinação com outros métodos.

Quanto à entrevista, Gil (2009) defende que é uma técnica eficiente para obtenção de dados em profundidade, acerca dos mais diversos aspectos da vida social. Para este trabalho, uma das técnicas escolhidas foi a entrevista por pautas, pois permite a condução de acordo com pontos de interesse que o entrevistador vai explorando ao longo do seu curso. O entrevistador faz poucas perguntas diretas, e deixa o entrevistado falar livremente, à medida que se refere às pautas assinaladas. Porém, direciona ou intervém no discurso, quando necessário.

Os roteiros das entrevistas por pautas foram utilizados para guiar a coleta de dados relacionados às avaliações dos programas de treinamentos, no que se refere aos níveis de reação, aprendizado, comportamento e resultados, conforme modelo dos quatro níveis de Donald Kirkpatrick (2010). Esses roteiros são apresentados nos apêndices desta pesquisa e direcionados para cada categoria que respalda este estudo.

• Apêndice A– Roteiro de entrevistas para técnicos de enfermagem;

• Apêndice B– Roteiro de entrevistas para enfermeiros da Educação Continuada; • Apêndice C– Roteiro de entrevistas para enfermeiros assistenciais;

• Apêndice D– Roteiro de entrevistas para coordenadores e supervisores; • Apêndice E– Roteiro de entrevistas para gerentes.

No que se refere às pessoas pesquisadas, foi considerado o critério de saturação das entrevistas, pois, de acordo Flick (2009), a decisão de interromper o processo de coleta de dados pode ser praticada quando o pesquisador identificar a repetição excessiva dos elementos pesquisados, ou seja, a partir do momento em que não mais encontrar dados adicionais.

Foi aproveitado o período em que os profissionais estavam de plantão na instituição, para se realizarem as 39 entrevistas, que foram finalizadas por saturação. Entre elas, 27 técnicos de enfermagem, 5 enfermeiros assistenciais, 2 enfermeiras de Educação Continuada, 3 coordenadoras/supervisoras de enfermagem e 2 gerentes de enfermagem. Esses depoimentos foram gravados, com exceção de 7 entrevistas manuscritas, cujos profissionais não permitiram a gravação.

Houve algumas dificuldades para a realização das entrevistas, quanto à possibilidade de os profissionais se ausentarem do setor, então, mediante essa realidade, a entrevistadora foi até o local de trabalho (postos de enfermagem) e realizou algumas entrevistas in loco, o que possibilitou o acesso a esses técnicos de enfermagem, e a observação da prática inerente à administração de medicamentos.

A decisão de interromper as entrevistas com os técnicos de enfermagem deu-se efetivamente no vigésimo entrevistado, após as respostas se tornarem repetitivas, porém, em busca de maiores índices de fidedignidade, ainda foram realizadas mais 7 entrevistas, além destas.

Quanto aos enfermeiros assistenciais, foram entrevistados apenas aqueles que se mostraram disponíveis e acessíveis, devido ao fato de estarem em horário de trabalho e em condição de extrema responsabilidade perante os pacientes internados, de forma que alguns não conseguiram contribuir, devido à própria atividade e/ou por possuir outro vínculo, o que impossibilitou entrevistas fora do horário de expediente na instituição.

Já em relação às enfermeiras de Educação Continuada, ambas foram entrevistadas sem dificuldades, como também as coordenadoras/supervisoras de enfermagem destes setores foram abordadas com entrevistas in loco.

No que tange às gerentes de enfermagem, uma esteve de férias, o que retardou o processo e, após seu retorno, a disponibilidade foi um pouco difícil, devido à rotina de trabalho, enquanto a outra mostrou-se disponível, embora com restrição de tempo devido às atividades.

Segundo Gil (2009), a consulta a fontes documentais é imprescindível em qualquer estudo de caso. Defende que o pesquisador, quando analisa documentos elaborados no âmbito

de uma organização, passa a ter informações que auxiliam na coleta de dados mediante observação ou entrevista.

Ainda de acordo com Gil (2009), é possível, com base em documentos, obter informações sobre a empresa, referentes a sua estrutura e organização, descrição de cargos e funções, formas de avaliação de desempenho e os programas de treinamento e aperfeiçoamento de funcionários, o que reforça a escolha pela consulta a fontes documentais, como forma de combinação com o método da entrevista.

Na pesquisa, foram analisados documentos relacionados aos programas de treinamentos de administração de medicamentos, tais como: registros de treinamento, plano de aula, slides de apresentação do treinamento, protocolo de administração de medicamentos, check list observacional, indicadores e planos de ação. Estes dados contribuíram para consolidar as informações obtidas por meio das entrevistas com os profissionais.

Além disso, ao considerar que a pesquisadora é vinculada à organização onde o estudo foi realizado, por trabalhar nela, então, até certo ponto, assume o papel de membro do grupo, por possuir conhecimento dos aspectos que o grupo vivencia a partir do seu próprio interior. Contudo, de acordo com Gil (2009), a observação participante é vista como método complementar de coleta de dados neste estudo.

Por trabalhar na instituição, possibilitou-se um acesso mais fácil às áreas de UTI, UCE e Clínica Médica, ou seja, foi possível permear os setores onde os sujeitos da pesquisa atuam, bem como perceber a interação entre a equipe, a dinâmica de cada setor, a dedicação para cumprir os protocolos assistenciais, além de visualizar as sete etapas da lavagem das mãos e a forma como conseguem, em poucos segundos, realizar todas as etapas.

Gil (2009) destaca algumas vantagens da observação participante para coleta de dados, quanto à possibilidade de acesso a dados que a organização ou grupo consideram de domínio privado, como, por exemplo, conseguir participar do treinamento de administração de medicamentos, que possui um foco exclusivamente interno e institucional, além do acesso rápido a dados relativos a situações habituais em que as pessoas estão envolvidas e, ainda, a vantagem de permitir a percepção da realidade do ponto de vista das pessoas pesquisadas, e não do ponto de vista externo.

Foi propiciada a oportunidade de observar os locais onde os treinamentos in loco foram realizados, além de poder assistir a um dos treinamentos, cujo tema não se refere a administração de medicamentos. Entretanto, houve a oportunidade de participar, como observadora, do treinamento de administração de medicamentos, realizado para novos colaboradores, não no local de trabalho, mas em auditório, o que possibilitou observação e

maior entendimento do programa.

Anotações foram realizadas em um diário de pesquisa para poder registrar cada aspecto vivenciado, analisado e descoberto, pois, conforme Flick (2009), os pesquisadores anotam continuamente suas impressões e o que acontece durante os contatos em campo.

Ainda quanto aos métodos de coleta de dados, cabe destacar que as entrevistas foram gravadas, conforme autorização dos colaboradores. Para aqueles que não permitiram, as respostas foram registradas de forma manuscrita. Também foram registradas, no diário, as impressões e percepções acerca do comportamento observado dos entrevistados.

As nomenclaturas apresentadas a seguir foram utilizadas para garantir a confidencialidade quanto à identidade dos entrevistados.

• GER – Para Gerentes – será considerada sequência GER 1;

• SUP – Para Supervisores e Coordenadores de Enfermagem – será considerada sequência SUP 1;

• SEC – Para Enfermeiros do Serviço de Educação Continuada – será considerada sequência SEC 1;

• ENF – Para Enfermeiros Assistenciais – será considerada sequência ENF 1; • TEC – Para Técnicos de Enfermagem – será considerada sequência TEC 1.

Finalizada a descrição da etapa da metodologia sobre instrumentos de coleta de dados, segue, na próxima seção, a apresentação da análise e interpretação dos dados.