Na pesquisa, conseguiu-se vislumbrar e propor 6 (seis) diretrizes; decisões ou recomendações estratégicas :Estabelecer prioridade de ação para a implementação da gestão de resíduos sólidos por município, regional de gestão de resíduos sólidos ou bacia hidrográfica; Estruturar a Gestão Integrada de Resíduos Sólidos nos Municípios e Regionais; Fortalecimento institucional municipal para a gestão de resíduos sólidos; Elaborar/Revisar os Planos Municipais de Gestão Integrada de
Resíduos Sólidos (PMGIRS) e de Planos Intermunicipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PIGIRS) que incluam soluções tecnológicas para o seu tratamento e utilização; Apoio à organização da cadeia de reciclagem e reuso e de logísticas reversas integradas, bem como a coleta seletiva com inclusão social de catadores, com estímulo à comercialização de materiais recicláveis e à compostagem; e Implementar e acompanhar os consórcios e implantação dos respectivos aterros.
4. CONCLUSÕES
A Avaliação Ambiental Estratégica tem como um dos principais objetivos contribuir para a tomada de decisão dos órgãos públicos e instituições intervenientes, propondo decisões estratégicas que levam em consideração os aspectos trabalhados em cada Fator Crítico de Decisão.
A solução desenvolvida pelo Estado do Ceará foi a constituição de consórcios, bem como a elaboração de Plano Estadual de Resíduos Sólidos, visando a erradicação de lixões e a implantação de aterros sanitários e de coleta seletiva; reciclagem, reuso e reaproveitamento de resíduos, dentro de uma visão de gestão integrada dos resíduos sólidos, sustentabilidade e de inclusão social, por meio de uma série de ações previstas em 14 regionais delimitadas para a gestão dos resíduos.
Diante disso, é importante que o poder público esteja atento para as regionais Litoral Oeste, Litoral Leste, Maciço do Baturité, RMF A e RMF B e BH do Salgado, priorizando nestas regionais a implementação das ações do Plano Estadual de Resíduos Sólidos. Há um esforço grande para solucionar os problemas de disposição de resíduos sólidos no Estado do Ceará, sendo o Plano Estadual de Resíduos Sólidos, elaborado pelo governo estadual, bastante objetivo e pragmático, embora sua implementação esteja ainda em sua fase inicial.
Na situação atual, tem-se ainda perto de 300 lixões distribuídos por todo o território do Estado e os poucos aterros sanitários em operação encontram-se no final de sua vida útil.
O estudo de regionalização para a gestão dos resíduos sólidos do Ceará já apresenta as ações necessárias, por regional, no que se refere à implantação de uma gestão integrada, considerando não apenas a construção de aterros, mas também estruturas como LEV - Locais de Entrega Voluntária para Resíduos Recicláveis e dispositivos de recebimento de recicláveis, e PEV – Pontos de Entrega Voluntária para Resíduos de Construção Civil (RCC) e Resíduos Volumosos, para acumulação temporária de resíduos da coleta seletiva e resíduos com logística reversa, conforme previsto na NBR 15.112/2004. Considera ainda galpões de triagem de recicláveis secos, pátios de compostagem de orgânicos e ATTs - Áreas de Triagem, Reciclagem e Transbordo de RCC, Volumosos e resíduos com logística reversa, de acordo com as necessidades e características de cada regional, considerando a população estimada para 2032 e a estimativa da geração de resíduos de RSD (resíduos domésticos) , RCC (construção civil) e RSS (serviço de saúde) (t/dia) para o mesmo período, calculados conforme orientação do Modelo do Ministério do Meio Ambiente.
Não há, contudo, cronograma de implantação, ainda que a meta prevista para a desativação de lixões esteja expressa para 2014, o que não ocorreu. Note-se que, para viabilizar essa desativação é necessário que os investimentos nos aterros sanitários se concretizem, bem como investimentos em outros equipamentos para manejo de resíduos, de forma a viabilizar, ainda que regionalmente, a redução,
reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada (art. 9 da Lei nº 12.305/2010)
De maneira similar, o Plano Estadual de Resíduos Sólidos (Ceará, 2016), que tem por base o estudo de regionalização, adota a estrutura de consórcios para as 14 Regiões, como forma de organizar os municípios para gestão compartilhada dos resíduos sólidos. Prevê implantação de aterros, coleta seletiva, reciclagem e educação ambiental em um horizonte de até 20 anos, considerando uma projeção populacional até 2034.
Com a regionalização e a formação de consórcios em que um único aterro é utilizado por diversos municípios, é possível compartilhar serviços, infraestruturas e utilizar melhor os recursos financeiros pelo aproveitamento da economia de escala, com encargos financeiros menores em relação à solução individualizada.
O potencial de aproveitamento econômico também foi considerado, planejando-se sistemas de coleta seletiva uma vez que estes resultam, entre outros aspectos, em inclusão de catadores que passam a trabalhar em cooperativas ou associações em condições salubres. Resultam também, em aumento da vida útil dos aterros sanitários, além de ganhos econômicos advindos da reciclagem e reuso.
Neste sentido, o Plano Estadual de Resíduos Sólidos prevê o desenvolvimento de ações, considerando como estrutura programática: Projeto de Sustentabilidade da Gestão de Resíduos Sólidos, contendo 28 metas e Projeto de Capacitação e Educação Ambiental para a Gestão de Resíduos Sólidos, contendo 8 metas, que estão previstas para serem implementadas em curto, médio e longo prazo, respectivamente, até 4 anos, até 12 anos e até 20 anos, e envolvem tanto a sustentabilidade da gestão de resíduos sólidos de modo geral, quanto aos resíduos sólidos urbanos (RSU), resíduos sólidos de serviços de saúde (RSS), de construção civil (RCC) e industriais, além de agrossilvopastoris dentre outros.
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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