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Karşılaştırmalı Hukukta Evliliğin Şekli Geçerliliği Bakımından LLC’nin Zorunlu ve

Tipo de atividade comercial N.º de estabel. Part. (%)

Mercearia e armazém 50 12,92

Varejista de artigos de armarinho 47 12,14

Varejista de tecidos 46 11,89

Varejista de calçados 35 09,04

Varejista de vestuário e complementos 26 06,72 Varejista de perfumaria, cosméticos e higiene pessoal 19 04,91 Artigos farmacêuticos alopáticos 15 03,88

Materiais de construção 13 03,36

Bebidas 12 03,10

Alimentícios 11 02,84

Todas as outras atividades 113 29,20

TOTAL 387 100,00

FONTE: JUCEMS

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Entrevista com Jamil Felix Naglis, realizada em 28/03/2001. 54

A movimentação e estacionamento de carretas-de-bois, pelo centro da cidade, ocasionados pelo desenvolvimento daquele tipo de comércio, provocou novas medidas, por parte da intendência que, em 1921, proibiu a permanência de cocheiras na área mais central da cidade, chegando até mesmo a estabelecer um curto prazo, de 10 dias, para a retirada daquelas existentes55. Com isso, houve uma concentração das carretas, nas mediações das Ruas 26 de Agosto e Barão do Melgaço. Ainda, segundo o Sr. Jamil Naglis:

Tinha a Pensão... bom, tinha o Hotel Colombo, Hotel Central, Americano (que aliás ainda existe até hoje), o Hotel Central (que é lá na 15, perto da praça), e na rua 26 de Agosto que era o hotel dos fazendeiros, eles vinham das fazendas e se hospedavam ali com as carretas, com os cavalos e tudo. E largavam as carretas lá, na 26 de agosto, (Pensão Bentinho – lembrei) e vinham a cavalo até aqui na 14 de julho que era a única rua comercial que existia, para fazer as suas compras, para depois levar para as fazendas. E eles amarravam os cavalos, na frente das lojas e existiam umas correntes, chumbadas na calçadas, que era para amarrar os cavalos. Para não deixar os cavalos soltos existiam umas correntes chumbadas nas calçadas e eles aí amarravam os cavalos. Como que até hoje, ainda existe uma corrente dessa, aqui, cravada, ali na Brasimac, logo ali na primeira esquina à esquerda, pode olhar lá na calçada que tem uma argola chumbada, onde eles amarravam os cavalos, enquanto estavam fazendo compras, para depois ir lá pegar o cavalo. Eles iam numa loja, depois iam em outra e o cavalo ficava lá amarrado. Tem gente que não acredita aí vão lá para ver...

Todos esses aspectos apontados enfatizam a importância que Campo Grande adquiriu na região, assim como a rua 14 de Julho na cidade, após a chegada do trem. A população crescia, o comércio expandia e a sua importância econômica e política começou a tomar vulto em todo o Estado, a ponto de, em 1920, ela passar a abrigar a sede do Comando da Circunscrição Militar do Mato Grosso, com Quartel General construído na avenida Afonso Pena. Já em 1921, a intendência considerou de utilidade pública e passou para o Exército, uma grande área a oeste do núcleo central, que foi aproveitada para a construção do 11º Regimento de Artilharia Montada e do Hospital Militar Modelo. Essa área, que possibilitou a transposição da barreira natural estabelecida pelo Córrego Segredo ao longo do tempo, foi largamente

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Ato do Intendente de 21.01.1921, que estabelece a proibição do estabelecimento de cocheiras nas ruas: Santo Antônio (Calógeras), 14 de Julho, 13 de maio, 21 de Fevereiro (Rui Barbosa), 7 de Setembro, 15 de Novembro, Afonso Pena, Barão do Rio Branco, Dom Aquino, Cândido Mariano - subindo até a rua 24 de Fevereiro (Rui Barbosa), Maracaju, Antônio Maria Coelho, Mato Grosso – até a 13 de Maio. ARCA – livro52a, caixa 03.

ampliada e, durante muitas décadas, tornou-se, ela própria, um novo obstáculo para o crescimento da cidade no sentido oeste.

4. A rua 14 de Julho e os planos estatais

Chama a atenção, no processo de produção do espaço urbano de Campo Grande a constante preocupação de sucessivos governos municipais em ordenar o crescimento da cidade ou mesmo de promover o seu desenvolvimento, por meio de medidas que diziam respeito diretamente ao controle e gestão do território. Como conseqüência, o núcleo central da cidade, e conseqüentemente a rua 14 de Julho, sempre foi motivo de todo tipo de normatizações, obras e outras intervenções que buscavam, prover o local das infra-estruturas necessárias e, ao mesmo tempo, caracterizar Campo Grande como uma cidade nova e moderna.

Essa preocupação com o controle e gestão do território já ficou evidenciada desde a terceira lei aprovada pela Câmara Municipal que, num Decreto de 30 de Janeiro de 1905, promulgou o primeiro Código de Posturas da Vila de Campo Grande, representando a primeira dessas medidas. Como já foi visto em capítulo anterior, naquele decreto foram estabelecidas uma porção de normas para aforamentos de terrenos, construções e reformas de prédios, além de tratar do trânsito e conservação das estradas. Dentre outras providências relativas às construções como: altura mínima de portas, janelas e frente das casas e proibição do uso de cachorros56, o Código instituía diferenciação entre prédios urbanos e prédios rústicos, sendo que para o primeiro determinava a concessão de terrenos com cinquenta metros de frente por cinquenta metros de fundos, enquanto os lotes que forem concedidos para edificação de prédios rústicos, ou chácaras, nunca poderão exceder de 1.250 metros de circunferência, de conformidade com a planta citada no artigo antecedente (Art. 24º do Capítulo 7º). Como o referido Código já previa a elaboração de uma planta que será levantada por ordem d’esta Municipalidade (Art. 23º do Capítulo 7º), observa-se nele o cuidado da diferenciação entre o urbano e não urbano.

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Peça em balanço, de madeira ou de pedra, que sustenta ou aparenta sustentar beirais de telhados e pisos de sacadas ou balcões, etc. FONTE: Novo Dicionário Aurélio.

É, portanto, com a indicação da necessidade do levantamento de uma planta para a estruturação da área urbana da vila, que o Código de Posturas já tratava da conservação, desobstrução e circulação das ruas e praças, quando Campo Grande ainda era formada por apenas uma única rua. Nesse caso, a elaboração e a implantação da planta do engenheiro Nilo Javari Barém (mapa 1), já analisada em item anterior, assim como a demarcação dos terrenos, em 1909, consolidaram a disposição da intendência de dar algum ordenamento ao esperado crescimento da vila. No mesmo ano, o engenheiro militar Tenente Themístocles Paes de Souza Brasil efetuou, a pedido da intendência, a medição do vilarejo e chácaras adjacentes, resultando na demarcação e mapeamento do seu rocio (mapas 3 e 4). Além de estabelecer as áreas urbana e suburbana, computando mais de 6.500 hectares, a planta deixava transparecer a preocupação com o abastecimento de água, pois delimitava as nascentes dos principais córregos que cruzavam e abasteciam a vila. No mesmo trabalho, foi contabilizado que em dezembro de 1909 existiam na Villa e seu rocio 196 fogos com a população de 1.200 almas, sem entrar em linha de conta o pessoal adventício.57

MAPA 3

CAMPO GRANDE: PLANTA DO ROCIO DE 1909, ELABORADA PELO ENG. THEMÍSTOCLES