3. TEMEL KAVRAMLAR
3.6. Karınca Optimizasyon Yöntemleri
3.6.2. Karınca Sistemi (Ant System)
Formas de expressões amorosas surgidas na Europa no f inal do século XII e começo do século XIII, como, por exemplo as declarações de amor, segundo os aut ores que se dedicaram a est udos da vida privada, eram uma prát ica sust ent ada por alguns amant es e que apresent ava a caract eríst ica de ser algo que exigia o mais complet o sigilo, ou sej a, a comunicação amorosa era rest rit a aos apaixonados, isso porque a ninguém era dado o direit o de conhecer a relação amorosa que, a t odo cust o, deveria ser dissimulada e mascarada.
As declamações amorosas eram f eit as em lugares secret os, longe da vist a de t odos. Um dos lugares escolhidos pelos amant es, como nos most rou Duby, organizador do livro “ A hist ória da vida privada 2: Da Europa Feudal à renascença” , era a f lorest a,
lugar considerado isolado e propício a encont ros amorosos ou “ daqueles que a paixão t ransport ava f ora do senso, na desmedida” . (DUBY, 1990, p. 504).
Os amant es t inham, pois, a obrigação de comunicar e expressar o amor de ambos no mais absolut o segredo. A eles cabia a compet ência de dissimular o amor que sent iam.
[ . . . ] deviam dissimular, ret irar-se a dois [ . . . ] , mas duradourament e no int erior de uma clausura invisível, const ruindo assim, em meio à balbúrdia dos f amiliares, como uma célula mais privada, ref úgio para o amor const ant ement e ameaçado pelos invej osos. (DUBY, 1990, p.514).
Comunicar o sent iment o exigia silêncio, sendo necessário que os amant es se comunicassem por sinais, gest os e olhares t rocados, dado que “ a lei de amor é calar- se” .
Aquele que desej a conservar seu amor por muit o t empo int act o deve zelar ant es de t udo para que ele não sej a divulgado a ninguém, e mant ê-lo ocult o aos olhos de t odos. Pois se várias pessoas começam a dele t er conheciment o, ele deixa imediat ament e de se desenvolver e conhece o declínio. Os amant es não devem de maneira nenhuma dirigir-se mut uament e sinais, salvo se est iverem seguros de est ar ao abrigo de t oda cilada. (DUBY, 1990, p. 515).
Um século mais t arde, o XIV, conf orme Chart ier (1991), organizador do livro “ A hist ória da vida privada 3” , a comunicação e a expressão de sent iment os amorosos poderiam ser f eit as a amigos, ant es de serem divulgadas à amada. Os laços de amizades exerciam papel import ant e, vist o que era conf iada aos amigos a expressão de sent iment os amorosos.
Se est abelece relações de amizade, o indivíduo sent e-se obrigado, por est a mesma amizade, a conf iar ao amigo o pequeno invent ário de seus at os ou de seus pensament os int ensament e apaixonados provocados pelos calores do corpo. (CHARTIER, 1991, p. 234).
Ainda na Europa do século XIV, exist iam prát icas recorrent es ent re os apaixonados que f uncionavam como uma f orma de se comunicar e se declarar amorosament e; era o que se denominava t roca de lembranças, a qual dizia respeit o ao int ercâmbio de pequenos obj et os, que eram t rocados pelos amant es. Ou sej a, era comum dar lembranças ou present es à pessoa amada, pois essa era uma f orma de expressar a ident idade de quem os dá e de quem os recebe. (CHARTIER, 1991).
A expressão e a comunicação de sent iment os amorosos poderiam ser f eit as, ent ão, a part ir da t roca de present es de amor, que incluíam pent es, f it as, anéis, bracelet es, lenços, pequenos espelhos, colares de pérolas, cint os e ligas. Est a era uma prát ica t ão dif undida que chegou a produzir um espaço de t rocas ident if icado como “ Mercado dos art igos de int imidade” (CHARTIER, 1991, p. 249). Os present es eram, assim, f ormas de signif icar o amor; eram meios at ravés dos quais se comunicava que se gost ava ou se amava alguém, conf orme const at a Chart ier: “ o homem apaixonado of erece à amada seu anel ou uma de suas f it as e em t roca recebe um laço ou um lenço” .
Out ro t ipo de present e de amor, bast ant e dif undido no século XIV, era o pequeno ret rat o. Os ret rat os eram ut ilizados pelos apaixonados como uma f orma de
dizer o amor, pois os ret rat os-miniat uras eram present eados pelos amant es, que passavam a guardar a imagem do(a) amado(a) para sempre. (CHARTIER, 1991).
Assim, além dos present es e dos discursos poét icos regist rados na época, que f ocalizavam os locais do encont ro amoroso e a beleza do corpo f eminino, havia ainda uma out ra f orma de expressar o sent iment o amoroso: “ as cart as de amor ínt imas” . A esse respeit o, Duby (1990, p. 247) anuncia: “ palavras como ‘ coisa’ e signos secret os como est relas, que designam uma part e do corpo ou um at o sexual, est ão present es em cart as de amor banais ao lado de êxt ases sobre cupidos” .
As cart as de amor eram bast ant e valorizadas pelos amant es, est es as t inham como relíquias, que eram guardadas com muit o carinho, como nos apont a o mesmo aut or: “ as cart as de amor são port adas como t alismãs, numa bolsinha de couro pendurada no pescoço” . (DUBY, 1990, p. 247). Funcionavam, assim, como um veículo que t inha a capacidade de expressar a emoção amorosa ao out ro. Eram valorizadas t ant o ent re os homens quant o ent re as mulheres, vist o que “ um homem lendo uma cart a signif ica amor (...). A dona que recebe uma cart a do amant e coloca-o no seio, j unt o ao coração, e assim o amant e f ica int imament e present e em seu espírit o” . (DUBY, 1990, p. 274). Os cont eúdos das cart as de amor só eram conhecidos pelos amant es, pois eram compost os de códigos secret os e de signos que, em geral, signif icavam amor e f idelidade.
A cart a era uma f orma de declarar o amor t ambém no casament o, segundo se pode ver no t recho de uma cart a enviada por uma j ovem a seu marido: “ Coração querido, est ou f eliz por encont rar est a oport unidade de, nest e primeiro dia do ano, renovar o vot o que f iz de amar-vos por t oda a minha vida e não querer ninguém no
mundo senão a vós” . (DUBY, 1990, p. 254). As cart as apresent avam ainda, import ância crucial no período de guerra, pois eram uma f orma que os amant es t inham de se comunicarem no período em que est avam separados.
A exaust ão das expressões amorosas, nas descrições acima, parece t er um local comum nos séculos XI, XII e XII: a Europa. Mas e as expressões do amor no Brasil?
3. 3. 4 Expressões de “ amores” e “ paixões” brasílicas
No período colonial brasileiro, os primeiros encont ros
amorosos e sexuais
de que se t em regist ro f oram ent re os colonos port ugueses e as índias, sendo regist ro comum aquele que apont a a exist ência de uma “ at ração incont ida que os colonizadores pareciam sent ir pelas índias” . (SOUZA, 1997, p. 229). Esses encont ros, não se deve deixar de cit ar, implicavam relações de poder que não excluíam a violência f ísica e os est upros.As represent ações e expressões sobre os
afetos
eamores
, no Brasil Colônia, f oram f ort ement e inf luenciadas pela vida rural de grande part e da população, as elit es ilet radas, pela ausência de bibliot ecas e escolas, pelo escravismo e pela f ormação de f amílias mest iças, port adoras de cost umes diversos, que, conf orme Del Priore (2005, p. 22), “ t ingiram de cores específ icas” os cost umesamorosos
do Brasil nesse período.Uma caract eríst ica que vai marcar e inf luenciar o comport ament o amoroso no Brasil Colônia será a f alt a de privacidade, “ nicho por excelência das relações amorosas” . (DEL PRIORE, 2005, p. 23).
Conf orme Del Priore, a escassez da população e a baixa densidade demográf ica dos povoados e vilas, no período colonial, cont ribuíram para a ausência de privacidade: at é porque “ as casas de out rora ensej avam pouquíssimas oport unidades de vivências privadas. Vizinhanças de parede-meia, caf uas cobert as de capim, casas senhoriais replet as de agregados, escravos e parent es” . (2005, p.23).
Encont ros amorosos eram conhecidos por t odos, dada a vigilância que as pessoas mant inham ent re si. A preocupação da população com comport ament os sexuais desviant es deixava t odos em alert a, para denunciar e delat ar à Igrej a e ao Tribunal do Sant o Of ício os amant es que se envolvessem em at os de promiscuidade.
Out ro pont o que se pode dest acar no século XVII e XVIII, no que diz respeit o às
relações amorosas brasileiras
, era a prát ica do que se denominava concubinat o. Ist o é, “ o f at o de um homem mant er em sua casa alguma mulher que dele engravidasse, não sendo com ela casado e desde que a mesma f osse livre” . (SOUZA, 1997, p. 236).O concubinat o guardou ínt ima relação com a escravidão, quer negra, quer indígena. Assim sendo, a escravidão, não raro, implicava a possibilidade do concubinat o, “ de chamegos ent re amos e cat ivos” . (SOUZA, 1997, p. 234). Algumas dessas relações eram
afetuosas
, embora não dispensassem a violência e a coação t ípicas do sist ema.Dest a f orma, o concubinat o moldava as relações amorosas ext raconj ugais da Colônia. Essas relações f oram est abelecidas, num primeiro moment o, ent re port ugueses e índias, especialment e senhores e escravos.
Quant o ao casament o no período colonial, século XVIII, est es eram bast ant e raros e soment e rest rit os aos membros das elit es. A imensa maioria da população vivia
mesmo em concubinat o ou em relações consensuais, apesar da igrej a condenar essa prát ica. Para as elit es, o casament o era uma f orma de acumulação de pat rimônios, “ na visão da igrej a, não era por amor que os cônj uges deviam se unir, mas sim por dever; para pagar o débit o conj ugal, procriar e, f inalment e, lut ar cont ra a t ent ação do adult ério” . (DEL PRIORE, 2005, p. 28).
De out ro modo, o casament o, no período colonial, t inha relação com int eresses pat rimoniais e era est abelecido ent re pessoas da mesma posição social. Em geral, eram casament os ent re brancos que “ deixavam os amores e deleit es para o mundo dos t rat os ilícit os” . (SOUZA, 1997, p. 238). Assim, os homens casavam-se com brancas e mant inham, t ambém, relações sexuais com escravas cat ivas, com as quais est abeleciam o concubinat o para o desf rut o de amores e deleit es. (SOUZA, 1997).
Em cont rapart ida, uma marca regist rada dos
amore
s eafetos
no Brasil f oi o cont role da sexualidade por part e da Igrej a, para a qual o “ sexo por prazer” era (e ainda é) uma prát ica condenável, at é porque o sexo lícit o era rest rit o exclusivament e à procriação, sendo os beij os t ambém considerados pecados graves, da mesma f orma que “ apert ar a mão de uma mulher e beliscá-la” . (DEL PRIORE, 2005, p. 33).No período colonial, o
amor
era caract erizado por se inserir na escala do “ bem querer” , e dessa f orma, o “ amor deveria ser t ambém bondade e caridade, despindo-se de t oda a lascívia” . (DEL PRIORE, 2005, p. 35).Exist iam, no Brasil Colônia, alguns poucos lugares que eram considerados propícios a encont ros amorosos. A igrej a f oi consagrada como um lugar para namoros, porém, soment e para namoros ent re os brancos. Assim, f oi em meio à missa e of ícios divinos que se iniciaram “ muit os f lert es e namoros, quando não adult ério” . (SOUZA,
1997, p. 258). Uma out ra cit ação do mesmo aut or most ra a Igrej a como um lugar onde os amant es se recolhiam para namorar:
Nas igrej as, port ant o, brot avam romances. E nelas, muit as vezes, se abrigavam os amant es [ . . . ] Abrigo de amant es, a igrej a logrou convert er-se, em cert as circunst âncias, num dos raros espaços privados de conversações amorosas e j ogos erót icos, os quais envolviam nada menos que os próprios conf essores. (SOUZA, 1997, p. 260).
Assim, as missas do século XVIII, no Brasil, “ eram animadas por t oda a sort e de risos, acenos e olhares f urt ivos” (DEL PRIORE, 2005, p. 42). Est as t ornaram-se, sobremaneira, um espaço possível para os amant es se encont rarem e t rocarem
expressões de amor
, ou sej a, era possível aos amant es t rocarem palavras de “ amor, cart as e conversações ilícit as [...] nos recolhiment os, convent o, capelas e igrej as” . (SOUZA, 1997, p.261).Eram comument e regist radas est rat égias de sedução, como beliscões e piscadelas, considerados “ gest os de ext rema af et ividade no código amoroso dest e período” , e t ambém “ cart as de amor, f rases apaixonadas, t rocas de present es e mimos e as et ernas promessas de casament o” . (DEL PRIORE, 2005, p. 45-47).
Os port ugueses, por sua vez, t rouxeram do Velho Mundo suas f ormas de vivenciar o
amor
. Por essa razão, encont ramos, como prát icas corrent es no Brasil Colônia, est rat égias de sedução t ípicas de Port ugal, a exemplo do “ namoro do buf arinheiro” e “ namoro do escarrinho” . (SOUZA, 1997).O denominado “ namoro do buf arinheiro” , segundo Souza, consist ia em uma prát ica pelas quais “ os homens passavam a dist ribuir picadelas d´ olhos e a f azerem gest os sut is com as mãos ou boca para as mulheres que se post avam à j anela, suspirant es em dias de procissão religiosa, como se f ossem eles buf arinheiros a anunciarem seus produt os” . (SOUZA, 1997, p. 265). Nest a mesma linha, t em-se o “ namoro do escarrinho” , um cost ume luso-brasileiro dos séculos XII e XVII, segundo o qual “ o enamorado punha-se embaixo da j anela da moça e não dizia nada, limit ando- se a f ungar à maneira de gent e resf riada, ao que se poderia seguir, f osse a declaração correspondida, uma cadeia de t osses, assoar de narizes e at é cuspidelas” . (SOUZA, 1997, p. 265).
Out ras prát icas amorosas que comument e animavam encont ros amorosos no Brasil Colônia, eram aquelas que permit iam o cont at o com os pés e/ ou mãos do(a) amado(a) . “ Fazer cócegas na palma da mão e pôr a mão sobre o coração para dizer o querer bem era part e da gramát ica amorosa. Em algumas ocasiões, eram os pés que agiam, ligeiros a alisar out ros pés” . (DEL PRIORE, 2005, p. 50).
As magias de amor que se produziam no Brasil Colônia eram f eit as para assegurar o
amor
. Algumas consist iam em pronunciar as mesmas palavras ut ilizadas na consagração da hóst ia quando nos moment os de encont ros sexuais. Tais magias, muit os acredit avam, permit iriam mant er a pessoa amada sempre j unt o a si, além de f azê-la querer-lhe bem. Out ras magias de amor encont radas diziam respeit o às “ Cart as de Tocar” , que eram uma magia ibérica f eit a por meio de um obj et o gravado com o nome da pessoa amada e/ ou com out ras palavras, que se encont rado por essa dit a pessoa, seriam capazes de seduzi-la.Além dest as, exist iam ainda as orações “ amat órias” , comuns na Colônia, e que eram a t radução de um ramo da magia rit ual, no qual era irresist ível o “ poder de det erminadas palavras. [...] Tudo com o f im de conquist ar, seduzir e apaixonar” . (SOUZA, 1997, p. 250).
***
Dest art e, o que parece caract erizar as expressões do
amor,
vivenciados por algumas cult uras e épocas, é aquele que é at ravessado por signif icações imaginárias sociais. Essas expressões amorosas envolvem ainda sensualidade eafetividade
(como vimos acima). Nesse sent ido, Simmel (2001, p. 119) problemat iza que uma relação erót ica se caract eriza como uma sínt ese de uma relação em si sensual e de uma relação em si af et iva; “ a reunião das duas, no nível da consciência do vivido, represent a ent ão a unidade de que provém a maneira de ser ínt ima, de modo algum dividida em si, que chamamos precisament e de amor” .Não obst ant e o regist ro da presença de várias f ormas de expressar e signif icar o
amo
r nas dif erent es sociedades e épocas, não se pret ende def ender aqui a proposição que advoga a idéia da exist ência das mesmasexpressões do amor
em t odas as cult uras, muit o pelo cont rário, def endemos que os homens criaram e criam represent ações dist int as para as prát icas sexuais.3
3..44 AA IINNSSTTIITTUUIIÇÇÃÃOO IIMMAAGGIINNÁÁRRIIAA DDOO AAMMOORR EE DDOO SSOOFFRRIIMMEENNTTOO:: IIMMAAGGIINNÁÁRRIIOO,,
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“ A hist ória da humanidade é a hist ória do imaginário humano e de suas obras” . É assim que Cast oriadis (2004, p.127) j ust if ica o porquê do conceit o de imaginário ser t ão caro em sua produção t eórica. Para ele, esse conceit o remet e à “ criação imot iva que só é no e pelo est abeleciment o de imagens” (CASTORIADIS, 1982, p. 287), só sendo possível a part ir do moment o em que há uma colet ividade humana.
Ainda sobre o conceit o de imaginário, que se f az cent ral nessa discussão, podemos t ambém dizer que ele remet e à “ noção de f ant asia, à quest ão do desej o e das pot encialidades humanas” (TAKEUTI, 2002, p.209), e é nele que encont ramos a indicação de um component e inconscient e (f ant asia) at uant e nas condut as sociais. Ou sej a, esse conceit o apresent a, ao mesmo t empo, uma versão psíquica e social. Port ant o, exist em dois element os que são indissociáveis na const it uição do imaginário: a psique e a inst it uição social-hist órica.
A psique “ é a emergência de represent ações, é a capacidade expressa do ser humano imaginar, f igurar ou colocar em imagem, enf im, simbolizar” . (CASTORIADIS apud TAKEUTI, 2002, p. 213). É, f inalment e, para Cast oriadis (1982), a capacidade originária de f azer surgir represent ações, em est reit a art iculação com o component e social hist órico. Est e, por sua vez,
é o cont eúdo anônimo, o humano impessoal. Seria, por um lado, est rut uras, inst it uições, obras mat erializadas, e por out ro, o que est rut ura, inst it ui,
mat erializa. É a união e a t ensão da sociedade inst it uint e (da hist ória que se realiza) e da sociedade inst it uída (da hist ória realizada). (CASTORIADIS apud TAKEUTI, 2002, p. 213).
Tais noções, que se ent relaçam, são ext remament e import ant es, enquant o suport es t eóricos para a elucidação da quest ão do
amor
e dosofrimento,
na perspect iva que adot amos para est e t rabalho, na medida em que essas são, ao mesmo t empo, imagens e f iguras evocadas e elaboradas pelos seres humanos, const ruídas social-hist oricament e por um colet ivo anônimo, um humano impessoal.Seguimos de pert o as cont ribuições de Cast oriadis (2004, p. 129), o qual def ende exist ir na hist ória da humanidade, desde sua origem, uma “ pot ência de criação” , que diz respeit o a uma “vis f ormandi, imanent e às colet ividades humanas” ,
cuj a emergência possibilit a a criação e a f ormação do imaginário e da imaginação. Para esse aut or, a pot ência de criação “ é o que nos permit e criar um mundo, ou sej a, apresent armos alguma coisa, da qual sem imaginação não poderíamos nada dizer e, sem a qual, não poderíamos nada saber” . (CASTORIADIS, p.89).
Part indo dest a perspect iva, podemos inf erir que t udo aquilo que exist e na hist ória e na sociedade f oi gerado ou criado pelo próprio homem, o qual se f ez (f az) f azendo a si e o mundo social. Podemos assim dizer que o imaginário românt ico é algo que exemplif ica essa pot encialidade humana em “ f azer-ser de uma f orma que não est ava lá” (CASTORIADIS, 2004, p. 129), em criar, port ant o, novas f ormas de ser. Logo, podemos igualment e inf erir que as represent ações e expressões do
amor
e doPara classif icarmos o