4. KOMŞULUK OPERATÖRLERİ İLE KKO-PSO TABANLI HİYERARŞİK
4.4. Deneysel Çalışmalar
que colocam o amor como sinônimo de f elicidade, apesar da exist ência de inúmeros casos de sof riment o causados por angúst ias, sof reguidão, posse exclusiva, desconf iança, t raições, abandonos e a ambivalência af et iva t ípica desse est ado de apaixonament o. Mas por que não redesenhar ou reinvent ar um novo modelo de amor menos sombrio? Por que, apesar de t ant as mudanças, cont inuamos ainda f iéis a essa prát ica amorosa ou
vertigem afetiva
? A emoção amorosa pode ser aprendida e ensinada como sendo mais uma emoção que podemos sent ir, sem que para isso t enhamos que sof rer?Não vivemos sem emoção.
E a emoção amorosa, como inst it uída pelo imaginário românt ico, of erece t ambém enormes alegrias, prazeres e f elicidades. Muit as parcerias sexuais são f acilment e renováveis, mas as amorosas, não! Aprendemos a sent ir at ração sexual por pessoas que pouco conhecemos, mas, por out ro lado, aprendemos que o amor só acont ece compessoas especiais e em momentos raros
.O amor goza de grande prest ígio social. Há séculos (desde o século XVIII), homens e mulheres expressam o amor e o sof riment o românt icos, obviament e com algumas pequenas mudanças, mas sem que o enredo que f unda a idéia do amor românt ico sej a alt erado em sua essência.
O imaginário românt ico inaugura uma norma de condut a emocional, ist o é, seres singulares (colet ivo anônimo) criaram a noção do ideal de amor românt ico, como j á f oi dit o nesse est udo. Cont udo, Cast oriadis (2004) revela exist ir, sob o ângulo das sociedades ocident ais, uma crise na imaginação desses mesmos seres. Diant e disso, pergunt amo-nos: a crise na imaginação desses seres singulares t eria impedido a f ormulação de uma out ra f orma de amar ou mesmo de sof rer? Ent endemos que para
modif icar as f ormas de amor e de sof rer devemos começar a quest ionar minimament e essas inst it uições sociais (o amor e o sof riment o). Disso decorrem as seguint es quest ões: Como quest ionar o amor? É possível quest ionar essa inst it uição?
O amor românt ico, como evidenciado em muit os moment os dessa pesquisa, pode at é não ser a melhor f orma de
amar
, mas cont inua sendo a única que homens e mulheres cont emporâneos dispõem. O sof riment o aparece, por vezes, como part e int egrant e desse sent iment o, que se most ra com uma dupla f ace: idealizada (ilusão ) e real (realidade). Na primeira, o amor surgiria para muit os comoo que deveria ser
; na segunda, o amorse mostra como é
.É cert o que há uma supervalorização do amor românt ico em nossa sociedade, bem como uma desaprovação do sof riment o amoroso que, pelo menos na f orma como o apreendemos hoj e, t ornou-se quase part e complement ar desse amor. Na sociedade, por sua vez, aument am cada vez mais as imposições e negações de det erminadas emoções, ou sej a, os “ cont eúdos simbólicos e as prát icas cult urais de cont ext os sociais específ icos promovem, agenciam, permit em ou ponderam, dest a maneira, det erminadas emoções, ao mesmo t empo em que negam, rest ringem ou impõem int erdit os a out ras, a part ir das int erações cont ínuas e const ant es ent re os suj eit os relacionais em t rocas sociais det erminadas” . (KOURY, 2004, p. 12).
Parece que a desaprovação social reservada ao sof riment o, em muit os casos, recai t ambém sobre o amor. Isso porque, suas represent ações e expressões parecem
rimar
mais do que nunca com o sof rer. “ Na prát ica muit os começam a se convencer de que ‘ amar é sof rer’ ” . (COSTA, 1998, p.11). Surgem assim inúmeros descrent es:o amor
é uma mentira; o amor não existe!
Ent ret ant o, esses que abdicam desse ideal af et ivo-sexual, pois não suport am mais os sucessivos f racassos amorosos, parecem expressar o sof riment o da mesma f orma. Sof rem se amam romant icament e e sof rem t ambém se não amam conf orme o
figurino
românt ico!O sof riment o românt ico – que decorre da não-mat erialização do amor românt ico nos relacionament os amorosos – leva hoj e inúmeras pessoas a desacredit ar cada vez mais no amor. Todavia, muit os ainda t êm a esperança de um dia poder vir a vivenciá- lo. E é assim que o amor românt ico - insensível às mudanças radicais que o t ransf ormam século após século, cont inua em primeiro lugar no ranking de pref erência de muit os, quando se t rat a de orient ar as relações sexuais ent re homens e mulheres. Mesmo sob pena de sof rerem, parece que nossos
apaixonados contemporâneos
pref erem pagar o preço de viver um
grande amor
. Ainda que est e possa gerar dor e angúst ia, é pref erível sof rer por amor do que não t er amor algum!Por enquant o, cont inuamos a consumir canções que ret rat am o amor e a dor! Trist es, por um lado, ao ouvir a int erpret ação que Chico Buarque f az da música “ At rás da port a”58, porque j uramos que ela [a música] consegue represent ar a (e dizer da) nossa própria dor, e desej osos, por out ro lado, de est armos no lugar da pessoa que, por amor, “ se arrast a, arranha, agarra!” , quando não nos vemos represent ados na let ra da música, por não est armos sof rendo por amor. Est amos em um t empo que, conscient e ou inconscient ement e, almej amos sof rer?
58 Quando olhast e bem nos olhos meus/ E o t eu olhar era de adeus/ Juro que não acredit ei, eu t e
est ranhei/ Me debrucei sobre t eu corpo e duvidei/ E me arrast ei e t e arranhei/ E me agarrei nos t eus cabelos/ Nos t eus pelos, t eu pij ama/ Nos t eus pés ao pé da cama/ Sem carinho, sem cobert a/ No t apet e at rás da port a/ Reclamei baixinho/ Dei pra maldizer o nosso lar/ Pra suj ar t eu nome, t e humilhar/ E me vingar a qualquer preço/ Te adorando pelo avesso/ Pra most rar que ainda sou t ua. (Francis Hime/ Chico Buarque)
Ademais, cont inuamos ainda a nos emocionar com novelas e f ilmes românt icos. Cont inuamos ainda a esperar um amor que nos t ransf orme! Cont inuamos buscando um amor que nos f ará
muito feliz
, mesmo que por pouco t empo! O amor parece ainda valer a pena! Se um amor acaba, há sempre a possibilidade de vir out ro! O import ant e é amar! O import ant e é compart ilhar do imaginário românt ico e de suas promessas de vivenciarmos f ort es paixões e emoções. Apesar de t udo, desej amos ainda permanecer convert idos à idéia românt ica de amar. At é porque seria possível eliminar a paixão e o amor de nossas vidas? Por quant o t empo cont inuaremos ainda “ presos por querer” à inj unção românt ica?Finalment e, diagnost icar e classif icar o amor românt ico como uma emoção desej ada e almej ada, mas que pode causar sof riment os àqueles que invest em esf orços para vivenciá-lo em suas vidas, pode ser uma t ent at iva de apont ar uma “ saída” para essa angúst ia! At é porque é possível uma vida, e mesmo a amorosa, com
inexistência
de problemas
? Não, pois não exist e vida sem conf lit os. A própria condição de est ar no mundo supõe e requer obst áculos de t oda ordem. Ent ret ant o, podemos pref erir a abert ura para novos horizont es emocionais que nos levem a out ros caminhos af et ivos.6 REFERÊNCIAS
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VELHO, Gilbert o. Proj et o, emoção e orient ação em sociedades modernas In:_____.
7 APÊNDICES
ROTEIRO DE ENTREVISTA
Nome_______________________________________________________ Idade ___ Prof issão____________________________________Cont at o___________________
BLOCO 1: SOBRE AS RELAÇÕES AFETIVO-SEXUAIS AMOROSAS: a situação atual em termos de relacionamentos amorosos
1. Qual sua sit uação at ual em t ermos de relacionament o amoroso? ( ) Namorando
( ) “ Ficando” ( ) Noivo/ Noiva ( ) Casado/ Casada ( ) “ Mora Junt o”
( ) Divorciado(a), mas at ualment e com um novo relacionament o ( ) Divorciado(a), mas at ualment e sem um novo relacionament o ( ) Sozinho(a) por escolha própria
( ) Sozinho(a) por não encont rar ninguém
( ) Separado(a), mas ainda casado(a), com um novo relacionament o ( ) Separado(a), mas ainda casado(a), sem um novo relacionament o ( ) Viúvo, sem um novo relacionament o
( ) Viúvo, com um novo relacionament o
( ) Out ro. Qual?_________________________________________________
BLOCO 2: SOBRE O CREDO AMOROSO DOMINANTE: O amor do ponto de vista do(a) enamorado(a)
1. Para você, como seria um modelo ideal de relacionament o?
2. E o amor, o que seria para você? O que ele t e evoca? No que ele t e f az sonhar? 3. Como sonha ou vê a pessoa para você viver j unt o com ela esse amor?
4. O que f az com que duas pessoas sej am realment e f elizes no amor?
5. Acerca da relação sexo e amor em um relacionament o, qual deles apresent aria maior peso para sust ent ar uma relação?
6. Você acredit a que o amor vivido nos relacionament os pode acabar? Na sua opinião, porque o amor acaba? O que f az um relacionament o acabar?
7. O que mais t e seduz no j eit o do t eu apaixonado quando ele(a) t ent a demonst rar o seu sent iment o de amor? E você, como o seduz?
8. Tem alguma hist ória de amor (de out ras pessoas, f ilmes, romances) que t e marcou bast ant e e que gost aria de cont ar?
9. Você j á f ez alguma loucura por amor? Qual?
10. Você t eria uma música que, na sua opinião, expressa o amor?
BLOCO 3: SOBRE A TRAJETÓRIA DE VIDA AMOROSA: Vivências e experiências de amor e de sofrimento em relacionamentos amorosos
1. Você poderia f alar um pouco de t uas vivências amorosas no t empo, ou sej a, a t raj et ória amorosa na t ua vida e os t ipos de vínculos que t eve? (t empo e import ância)
1.2. De t odos os relacionament os que você t eve, exist iu algum que t e causou sof riment os? Por quê? Como vivenciou esse moment o?
1.3. Dos relacionament os vividos, t eve algum em especial? Por quê? Houve algum moment o marcant e vivido por você em relacionament os?
1.4. Quando um relacionament o t e causa sof riment os, o que você f az ou j á f ez para “ não mais sof rer?”
1.5. Quais as principais dif iculdades ou impasses enf rent ados num relacionament o? (brigas, ciúmes, desconf ianças, t raições, abandonos?).
BLOCO 4: SOBRE O COMPORTAMENTO AMOROSO NA SOCIEDADE ATUAL: mudanças que estão ocorrendo no terreno amoroso que supõem novas formas de
conjugalidades, arranjos e vínculos.
1. Como você vê, na sociedade at ual, a relação de amor ent re as pessoas? O que mudou em relação ao “ passado” (que passado é esse?)? O que você acha dest as novas f ormas de se relacionar, como o “ f icar” , o namoro e o casament o at ual?
2. Você acha que hoj e é mais f ácil ou mais dif ícil se relacionar amorosament e com alguém? Por que?
3. Que t ipo de relacionament o você acredit a ser o mais “ ideal” para você, nos dias de hoj e, a part ir de suas experiências af et ivas?