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4. DA-DA DÜŞÜRÜCÜ TİP KONVERTÖRÜN DENEYSEL OLARAK

4.1 Devre Elemanlarının Özellikleri ve Seçimi

4.1.6 Kapı sürücü

Logo no início da nossa pesquisa, encontramos o trabalho de Melo e Gomes e nele nos apoiamos, como forma de subsídio teórico para a descrição dos gentílicos. Por meio dele tivemos um panorama do que pretendíamos buscar, com o auxílio da fundamentação morfológica e da regularidade dos gentílicos e seus topônimos, porém, nossa principal diferença foi que o foco desta dissertação era a regularidade encontrada nos gentílicos das cidades brasileiras, de forma geral, enquanto aquele trabalho focava basicamente na descrição dos gentílicos advindos dos Estados brasileiros e suas capitais, que em muitos casos se apresentavam em formas arbitrárias e eram buscadas motivações históricas e etimológicas para sua explicação. Quando começamos nossas análises, tivemos a necessidade de buscar trabalhos que explicassem a grande variedade de elementos mórficos encontrados no nosso fragmento lexical estudado.

Com o trabalho de Ferrari e Medeiros (2012), pudemos perceber que, ao longo dos tempos, a variação da utilização dos sufixos que formam os gentílicos é grande, sendo que com a base toponímica “Brasil” foi possível a criação de gentílicos como

brasileiro, brasiliano e brasiliense e que cada um deles caracterizava particularidades entre

os seus habitantes. Nos trabalhos de Areán-García (2009, 2012), foram levantados os usos dos sufixos –ista e –eiro, e foi constatado que em relação às profissões, esses mesmos sufixos formadores de gentílicos designam agentivos que preveem prestígio ou não na atividade dos profissionais formados por eles, o que nos leva a pensar se houve alguma interferência de prestígio na escolha de um ou outro sufixo na formação de gentílicos.

Não podemos deixar de mencionar aqui o trabalho de Eggert et al. (2003), para a língua francesa, que realizou uma descrição muito parecida com a nossa, no sentido de observar os sufixos gentílicos e sua produtividade nos seus topônimos e comparar as formas tidas como oficiais com as formas criadas pelas pessoas no seu dia a dia, especialmente observando seus usos em meios virtuais. Os autores confirmaram a hipótese de que as pessoas criam gentílicos espontaneamente, segundo determinadas regras linguísticas. Isso, de certa forma, ajudou a validar nossas hipóteses a respeito da produtividade dos sufixos e das regras apresentadas. Percebemos, assim, ao observar os topônimos, que a formação dos gentílicos está intimamente ligada às construções toponímicas, pois como vimos nesta dissertação, os padrões para escolha de sufixos dependem muito das extremidades dessas unidades.

Com base nas discussões apresentadas neste trabalho e considerando o fato de que os nove sufixos analisados se associam a uma base para gerar todos os gentílicos, podemos afirmar que a tarefa de geração automática é possível por meio das regras desenvolvidas nas últimas subseções desta dissertação, servindo de subsídio para a elaboração de um sistema lógico vinculado a um banco de dados com as terminações dos topônimos e seus morfes.

No nível das derivações, houve a representação dos processos morfológicos envolvidos e seu funcionamento, contemplando as unidades trabalhadas. Aproximadamente 52% dos topônimos não são constituídos por mais de uma palavra e permanecem na mesma forma nos seus respectivos gentílicos. Isso significa que, ao menos, essa quantidade pode ser processada diretamente sem passar pelos algoritmos da composição, evidenciando quantitativamente a produtividade.

No nível das composições, embora haja dificuldade no seu processamento devido à necessidade de passarem por ferramentas como os classificadores morfológicos, a presença dos sufixos formadores de gentílicos se dá em distintos elementos do n-grama, dificultando o tratamento computacional simples que contemple todas essas formas, uma vez que não há regularidade. Se criássemos regras por meio dos padrões observáveis, geraríamos uma grande quantidade de gentílicos não observáveis no uso real da língua.

Apesar de realizarmos um trabalho com um direcionamento preciso para a computação, desde o início trabalhamos com as problemáticas linguísticas e, ao observarmos nosso objeto por meio do viés lógico computacional, pudemos realizar uma análise mais aprofundada e minuciosa que permitiu uma maior acurácia e abrangência das regras de formação dos gentílicos.

É importante ressaltar que a formação de gentílicos não é um fenômeno específico dos topônimos. Desse modo, se mudássemos o caminho de análise, seria possível a ampliação do espectro de temáticas abordadas. Mesmo sabendo que a nomeação dos municípios é arbitrária – existem cidades com nomes de santos, nomes indígenas, nomes de pessoas, etc., devido à formação heterogênea do Brasil (DICK, 1982) – desde o início, levamos em consideração a existência dos topônimos como bases para a formação dos gentílicos.

pertinente para a descrição desse campo seria partir dos gentílicos para chegar à unidade que serviu para a sua formação, os topônimos ou nomes próprios. Este poderia ter sido um caminho viável, entretanto, utilizamos o percurso de análise conveniente com a nossa motivação inicial, relacionada à inserção de topônimos de língua portuguesa no VOC e a possível geração automática dos gentílicos correspondentes. Diante desta discussão a respeito de qual dessas unidades deve-se partir uma análise linguística, nos deparamos com problemas de definição do que é um adjetivo gentílico ou adjetivo pátrio – segundo o dicionário Houaiss Eletrônico (2009), o significado de gentílico é: “relativo ou pertencente a” – e em quais casos ele pode ou deve ser empregado, sem nos restringirmos somente aos nomes de lugares normalmente utilizados, pois, basicamente, o adjetivo para nós denominado como pátrio pode abarcar mais usos do que somente designar as pessoas que nasceram ou são de origem de algum topônimo.

Como apresentado no início desta dissertação, o caminho traçado para a pesquisa se deu por meio da descrição morfológica dos gentílicos, observando os processos de derivação e composição a partir de seus topônimos, com ênfase para a derivação sufixal, como já mencionamos. Essa análise nos proporcionou identificar dados linguísticos e organizá-los logicamente de forma a auxiliarem na criação de um sistema capaz de gerar automaticamente os gentílicos por meio dos seus respectivos topônimos.

Portanto, muito além da geração das unidades que já existem, este trabalho nos fez refletir sobre a organização morfológica dos gentílicos derivados dos seus topônimos e nos mostrou que a formação dessas palavras segue uma regularidade que nos dá oportunidade para pensarmos a respeito da automatização de outros fragmentos lexicais, tanto na sua geração quanto na identificação dos seus morfemas específicos. Esperamos ter aberto leques científicos para o enriquecimento da Morfologia Lexical em língua portuguesa e para o PLN, expondo a possibilidade de pensar a respeito do processamento de línguas naturais no nível da palavra, como o próprio título desta dissertação diz.

Embora tenhamos descrito o funcionamento da língua no nível do morfema e que este, por representar unidades pequenas e repetíveis na língua pode com certa frequência ser processado pela máquina, ainda devemos pensar em como os conhecimentos extraídos pela descrição da língua em seus diversos níveis podem ser aplicados computacionalmente em tarefas necessárias ao uso diário dos falantes de uma língua.

Outra contribuição importante que este trabalho pode oferecer diz respeito à complementação das bases dos Vocabulários Nacionais dos países lusófonos dentro do VOC no que concerne aos gentílicos, visto que muitas vezes não estão dicionarizados ou presentes nos respectivos vocabulários. Embora o enfoque discutido tenha sido mais relacionado aos topônimos e gentílicos municipais brasileiros, a metodologia deste trabalho pode ser aplicada em outros casos mediante uma análise mais específica. Mesmo que os morfes formadores de gentílicos possam ser diferentes em diversas localidades, a língua portuguesa, em sua estrutura geral, continua sendo a mesma.

Por fim, esperamos que o presente trabalho possa vir a integrar e enriquecer bases de dados linguísticos, contribuindo na construção e aprimoramento de sistemas de geração automática de língua natural.