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4. DA-DA DÜŞÜRÜCÜ TİP KONVERTÖRÜN DENEYSEL OLARAK

4.1 Devre Elemanlarının Özellikleri ve Seçimi

4.1.1 İndüktör

Como já descrito anteriormente, em relação às composições dos topônimos, temos as seguintes combinações: lexias complexas formadas com numeral cardinal; com adjetivos; com nomes de pessoas ou de santos e com pronomes de tratamento; e com títulos de nobreza ou nomes de cargo/função. Cada uma dessas categorias de organização composicional dos topônimos se comporta de maneira distinta. Embora haja certos padrões responsáveis pelas composições, eles não apresentam tanta regularidade, sendo a identificação exata deles uma tarefa muito complexa.

Mesmo que descrevêssemos com mais afinco esses padrões de formação morfolexical segundo a análise já realizada, acreditamos que podem ser gerados muitos ruídos no que diz respeito à formação dos gentílicos, pois os padrões das composições deixam muita abertura para construções distintas.

Além disso, o caminho até chegar a essas regras de escolha de elementos deve passar por um analisador morfossintático responsável por mostrar as classes das palavras identificadas nos topônimos, para somente depois haver a possibilidade de construção do gentílico. Cerca de 47% dos topônimos é composta, ou seja, eles devem passar primeiramente pelas funções representadas nesta subseção, para que haja a escolha da base a que se agregará o sufixo gentílico.

Na sequência, podemos observar os tipos de construção de gentílicos compostos, já descritos e exemplificados anteriormente, com suas formas de construção morfolexical.

53 Somente querenciano é atestado pela Wikipédia e pelo IBGE. As outras formas não se encontram em nenhuma outra plataforma.

Para as lexias complexas formadas com numeral cardinal, temos quatro tipos de construção:

Gentílicos cuja base é o ultimo elemento da lexia (bigramas):

o Num. + N  N[sufixo] ex. Dois Riachos (AL)  riachense.

Gentílicos cuja base é formada por todos os elementos da lexia (bigramas):

o Num. + N  Num. + N[sufixo] (o numeral sempre aparece como primeiro elemento) ex. Três Lagoas (MS)  três-lagoense.

Gentílicos cuja base é formada por dois elementos, excluindo-se a preposição (trigramas):

o Num. + prep. + N  Num. + N[sufixo] ex. Três de Maio (RS)  três-maiense.

Gentílicos cuja base é formada pelos dois primeiros elementos da lexia (tetragramas):

o Num + N + prep. +N  Num. + N[sufixo] ex. Dois Irmãos do Tocantins (TO)  doisirmanense.

o N + N + prep. + N + Num.  N + N[sufixo] ex. Santa Rita do Passa Quatro (SP)  santa-ritense.

Para os topônimos constituídos por lexias complexas formadas com adjetivo e seus respectivos gentílicos, temos:

Gentílicos cuja base é formada por todos os elementos da lexia (bigramas). O sufixo se agrega ao adjetivo:

o N + Adj.  N + Adj[sufixo]

ex. Mar Vermelho (AL)  mar-vermelhense.

Gentílicos cuja base é formada por todos os elementos da lexia (bigramas). O sufixo se agrega ao nome:

o Adj. + N  Adj. + N[sufixo]

ex. Alto Horizonte (GO)  alto horizontino.

Gentílicos cuja base é formada pelo primeiro elemento da lexia (bigramas e trigramas). O sufixo se agrega ao nome:

o N + Adj.  N[sufixo] ex. Breu Branco (PA)  breuense.

o N + prep. + Adj. + Adj.  N[sufixo] ex. Capela do Alto Alegre (BA)  capelense.

Gentílicos cuja base é formada pelos dois primeiros elementos da lexia (tetragramas). O sufixo se agrega ao adjetivo ou ao nome:

o N + Adj. + prep.. + N  N + Adj[sufixo] ex. Rancho Alegre d‟Oeste (PR)  rancho-alegrense.

o Adj. + N + prep.. + N  Adj. + N[sufixo]

ex. Nova Esperança do Sudoeste (PR)  novaesperancense.

Gentílico cuja base é formada pelo primeiro e pelo último elemento da lexia (tetragrama). O sufixo se agrega ao adjetivo:

ex. Barra do Rio Azul (RS)  barra-azulense.

Gentílico cuja base é formada pelos dois últimos elementos da lexia (tetragrama). O sufixo se agrega ao adjetivo:

o N + prep. + N + Adj.  N + Adj[sufixo] ex. Palmas do Monte Alto (BA)  monte-altense.

Gentílico cuja base é formada pelo último elemento da lexia. O sufixo se agrega ao nome:

o Adj. + N N[sufixo]

ex. Baixo Guandu (ES)  guanduense.

Para os topônimos constituídos por lexias complexas formadas com nome de pessoas e de santos e seus respectivos gentílicos, temos:

Gentílicos cuja base é formada por todos os elementos da lexia, excetuando-se, às vezes, a preposição (bigramas e trigramas):

o N + prep. + N  N + N[sufixo]

ex. Augusto de Lima (MG)  augusto-limense.

o N1 + N2  N1 + N2[sufixo] ex. São Carlos (SP)  são-carlense.

Gentílicos cuja base é formada apenas pelo primeiro elemento da lexia (bigramas e trigramas):

o N1 + prep. + N2  N1[sufixo] ex. Anísio de Abreu (PI)  anisiense.

o N1 + N2  N1[sufixo]

ex. Cristiano Otoni (MG)  cristianense.

Gentílicos cuja base é formada apenas pelo último elemento da lexia (bigramas, trigramas e tetragramas):

o N1 + N2  N2[sufixo] ex. João Pessoa (PB)  pessoense.

o N1 + prep. + N2  N2[sufixo] ex. José de Freitas (PI)  freitense.

Gentílicos cuja base é formada apenas pelos dois primeiros elementos da lexia (tetragramas):

o N1 + N2 + prep. + N3 N1 + N2[sufixo] ex. Santa Helena de Goiás (GO)  santa-helenense.

E, finalmente, para os topônimos constituídos por lexias complexas formadas com pronomes de tratamento, títulos de nobreza e nomes de cargo/função, temos:

Gentílicos cuja base é formada por todos os elementos da lexia, excetuando-se, às vezes, a preposição (bigramas e tetragramas):

o Tít. + N  Tit. + N[sufixo] ex. Dom Pedro (MA)  dom-pedrense.

o Tít. + N1 + prep. + N  Tít. + N1 + N2[sufixo] ex. Dom Pedro de Alcântara (RS)  dom-pedro-alcantarense.

Gentílicos cuja base é formada apenas pelos dois últimos elementos da lexia (trigramas e tetragramas):

o Tít. + N + N  N + N[sufixo]

ex. Capitão Leônidas Marques (PR)  leônidas-marquense.

o Tít. + prep. + N + Adj.  N + Adj[sufixo] ex. Visconde do Rio Branco (MG)  rio-branquense.

Gentílicos cuja base é formada apenas pelo último elemento da lexia (bigramas, e trigramas):

o Tít. + N  N[sufixo]

ex. Conselheiro Mairinck (PR)  mairinquense.

o Tít. + prep. + N  N[sufixo] ex. Duque de Caxias (RS)  caxiense.

As construções acima dizem respeito ao elemento n-grama que servirá de base para a formação do gentílico. Por exemplo, logo acima há Tít. + prep. + N 

N[sufixo], nele temos uma palavra que é um título de nobreza (substantivo), uma

preposição e um nome de cargo ou função (substantivo) que se transforma em um gentílico unigrama composto pelo último elemento depois de passar pelo processo de derivação, como podemos exemplificar em: Duque de Caxias (RS)  caxiense; assim como para o padrão Tít. + prep. + N + Adj  N + Adj[sufixo], o topônimo Visconde do Rio Branco (AC) se torna rio-branquense.

Para a geração de gentílicos a partir de topônimos compostos (n-gramas), propusemos um algoritmo genérico com as tarefas necessárias para sua realização, como podemos observar na Figura 20 (em fluxograma cf. Apêndice 4).

Figura 20 - Proposta genérica de representação dos topônimos compostos

Fonte: elaborado pelo autor

 A tarefa (1) consiste em entrar com o topônimo no sistema. Após isso, verifica-se se o topônimo é unigrama ou n-gramas. Há a necessidade de saber se se apresenta em alguma dessas formas, pois, caso seja unigrama, é chamado o algoritmo das derivações (como se fosse uma espécie de módulo)54 e, caso seja n-gramas, passará então pelas tarefas necessárias para o processamento dessa unidade composta.

 No caso de ser um topônimo composto, então, é chamada a tarefa (2), que prevê o encaminhamento do topônimo a um tagger ou parser para que seja realizada sua classificação morfológica.

 A tarefa (3) consiste, basicamente, em buscar em meio as regras de composição morfolexical expostas no início dessa subseção (como por exemplo: Tít. + N  Tit. + N[sufixo] ou Tít. + N1 + prep. + N  Tít. + N1 + N2[sufixo]) quais regras se aplicam ao topônimo que acabou de entrar no sistema, pois, dependendo da sequência dos elementos que compõem o topônimo, há uma grande variação de formação de gentílicos. Esta subseção é intitulada “Conjectura da representação das composições” justamente pelo

54 No sentido de os dois esquemas funcionarem independentemente e de ser possível um constituir um pedaço do outro, quando houver necessidade.

fato de haver dificuldade em delimitar a base que receberá o sufixo formador de gentílico. Isso significa que embora algumas dessas regras de escolha de base para receber derivação sejam válidas, vários topônimos se encaixam em mais de uma delas e geram gentílicos em excesso. Devido a essa falta de acurácia nas composições, não temos garantia de precisão na geração de gentílicos por meio de topônimos compostos seguindo o modelo de representação desenvolvido nesta dissertação.

 A tarefa (4) consiste em chamar o módulo responsável por juntar o sufixo à sua base toponímica, como exposto no algoritmo da subseção anterior (cf. Figura 12).

 A tarefa (5) consiste no mesmo processo da tarefa (4), porém, só é possível chegar nesta tarefa caso o topônimo seja unigrama desde o início do algoritmo. Nesse caso, devido à sua estrutura condicional, a tarefa (5) é imediatamente chamada.

 Por fim, a tarefa (6) consiste em simplesmente exibir o gentílico gerado após passar nas tarefas anteriores responsáveis pelos processos de composição e derivação morfológica.

A parte do algoritmo responsável pelas regras de composição possui as regularidades que encontramos, porém, sua assertividade em relação aos gentílicos gerados é baixa devido à possibilidade de geração de muitas opções de gentílicos. Isso se deve à dificuldade de limitarmos as possiblidades de construção encontradas e, sem esse controle sobre as possibilidades, não é possível frear a sobregeração de gentílicos advindos de formas compostas.

Para exemplificarmos o algoritmo (Figura 20) com mais clareza, trouxemos como exemplo o topônimo trigrama “Prudente de Morais” nas Figuras de 21 a 25. Elas mostram de forma mais intuitiva o fluxo de informações e consultas realizados pelas seis tarefas que explicamos nesta subseção.

Figura 21 – Exemplo da tarefa (1) no algoritmo de representação das composições

Fonte: elaborado pelo autor

Figura 22 – Exemplo da tarefa (2) no algoritmo de representação das composições

Figura 23 – Exemplo da tarefa (3) no algoritmo de representação das composições

Fonte: elaborado pelo autor

Figura 24 – Exemplo da tarefa (4) no algoritmo de representação das composições

Figura 25 – Exemplo da tarefa (6) no algoritmo de representação das composições

Fonte: elaborado pelo autor

Na Figura 23 podemos perceber que existem ao menos três regras de combinação morfolexical que se aplicam à sequência do trigrama Prudente de Morais: N1 + prep. + N2  N1[sufixo], N1 + prep. + N2  N2[sufixo] e N1 + prep. + N2  N1 + N2[sufixo]. Consequentemente, ao final do processo, foram criados três gentílicos distintos para o mesmo topônimo e, como podemos observar no círculo vermelho da Figura 25, somente o gentílico prudentino pôde ser atestado pelo IBGE, Houaiss (2009) e Wikipédia. Os outros dois gentílicos gerados: moraisense e prudente-moraisense não foram atestados por nenhuma plataforma de busca.

A cidade Prudente de Morais (MG) e Presidente Prudente (SP), por exemplo, possuem o mesmo gentílico  prudentino.55 Se utilizássemos o outro padrão

válido para o bigrama (N1 + prep. + N2), exemplificado com Presidente Prudente, veríamos ser possível a criação de gentílicos como: N2[sufixo]  presidente-prudentino.56

Porém, muitas dessas unidades composicionais extras parecem não fazer tanto sentido

55 Validado em todas as plataformas de busca.

56 Esse gentílico não pôde ser validado em nenhum lugar, porém, a cidade de Presidente Médici (RO) aceita

presidente-medicense segundo o Houaiss (2009), enquanto que no IBGE esse nome de município tanto

quanto as unidades geradas em excesso somente pelos processos de derivação, como por exemplo: Palminópolis (GO)  palminopolense, palminopolino ou palminopolitano.