4. ARAŞTIRMA SONUÇLARI VE TARTIŞMA
4.7. BSA Kanalı Suğla Depolaması Çıkışı Kirlilik Parametreleri Analiz Sonuçları
Uma utopia muito nobre, caridosa porém falaz, de todos aqueles que desejaram ou desejam salvar o povo napolitano da miséria, do vício, do delito e da morte, é ou foi a doação de casas feitas especialmente para ele. De fato, nada desperta maior compaixão e maior repugnância do que mergulhar nestes bassi onde vive o povo mal, nestes bassi que já são escuros, oprimidos, estreitos tanto nas ruas maiores quanto nos becos, em cem becos, em mil becos tornam-se refúgios subterrâneos, tornam-se antros onde pululam e se agitam as vidas humanas, pequenas, grandes, decrépitas. O basso é um estabelecimento rudimentar, térreo, quase, sem janela, sem privada, com apenas uma porta de saída, tão estreita que, no inverno, deve estar fechada, que, à noite, não pode estar aberta; e assim que chega a primavera, os moradores, se transferem para a rua, para a calçada, vivendo na soleira, ou na rua, ocupando o terreno público, com seus filhos, com seu forninho para passar e para cozinhar, com a sua máquina de costura, ou mesmo com seu banquinho de sapateiro, com seu banquinho de vendedora de castanhas e de espigas cozidas. No basso dormiam - dormem! - três, quatro, até sete pessoas e nas noites de verão, duas ou três sufocam de calor, arrastam um colchãozinho para fora, colocam uma cadeira, ou se jogam sobre a calçada, dormindo ao ar livre. Como não há privadas, as crianças e os adultos escolhem um canto escondido, próximo ou distante, fazendo dele o seu próprio banheiro e, às vezes, as mães levam os meninos e meninas justamente para não serem perturbadas: dessa forma, muitas ruas de Nápoles transformaram-se de fato em banheiro de pai e filho, inevitavelmente, sem que esta barbárie indecente, obscena possa ser erradicada. Eu citarei e me perdoem a insistência brutal mas necessária - a ladeira da Paggeria, as rampas de Brancaccio, e ai de mim, infelizmente, o elegantíssimo parque Margherita, e as refinadas travessas Partenope, onde se vislumbra uma divina paisagem de mar e de céu, também são destinadas a tal
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uso. Mencionei apenas quatro ou cinco ruas, porque pertencem, é triste dizer, aos bairros mais distintos de Nápoles, ou seja de são Ferdinando e Chiaia, já que estes fazem parte do famoso bairro da Beleza, onde mora a nobreza e se alojam os estrangeiros. Dos becos e vielas contaminadas, contaminantes dos bairros populares, não falo; deveria mencionar centenas deles. É imundo; mas é a verdade. Então, cada salvador de Nápoles, todos os salvadores de Nápoles pensaram, disseram: vamos dar ao povo napolitano apartamentos no primeiro andar, no segundo, no terceiro ou no quarto, casas pequenas, limpas, com uma pequena cozinha, com torneiras de água do Serino59,
com privadas; vamos dar a eles casas onde circule ar, entre a luz do sol, onde haja espaço para trabalhar, beber em abundância, e onde a decência básica, a básica higiene sejam respeitadas. E assim foi feito; e surgiram três ou quatro grandes ou pequenos bairros de casas para o povo, mas com tamanhas imprevidência e ignorância presunçosa, e com cálculos tão errados que estes bairros não serviram a nada, a nada, e surgem, nos subúrbios da cidade, ao lado de santa Luzia, enormes, massiços, feios, já sujos, quase decadentes, e o povo não mora lá!
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Citamos o Borgo Marinai, em santa Luzia, um lugar onde deveriam ter sido destruídas, há vinte anos, todas as casas pitorescas e imundas do antigo bairro santa Luzia, casas que, oh ironia, estão sendo derrubadas há apenas um ano, e houve preocupação sobre o lugar onde seriam alojados os pescadores de polvos, as vendedoras de água sulfurosa, aqueles cesteiros, aqueles mergulhadores ou pescadores submarinos, Pensou-se e foi construída, na faixa de terra ao lado esquerdo do Castel dell'Uovo, um grupo de casinhas térreas, à beira mar. Custavam, custam dezoito liras, um pequeno quarto e cozinha, e vinte e sete liras dois quartos e cozinha. Escárnio! Absurdo! Não existe pescador, não existe mergulhador ou barqueiro de santa Luzia que ganhe mais de vinte e cinco ou trinta soldos por dia e querem que ele gaste dezessete soldos, por dia, só com a casa? Não há vendedora de água mineral, de nozes, de fruta estragada, de rosquinhas, de spassatiempo que ganhe, quando ganha, mais de doze ou quinze soldos por dia, se for sozinha, viúva ou abandonada pelo marido, como poderia pagar dezessete, por dia pelo aluguel de casa? Brevemente: como era natural, nenhum luciano,
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nenhuma luciana foi morar no Borgo Marinai. Nenhum, nenhuma! Preferiram, obstinadamente, suas velhas, destruídas e imundas casas que, por dezoito anos, esperaram a picareta, pela qual pagavam nove ou dez liras por mês de aluguel - é TUDO o que pode pagar o povo napolitano NOVE ou DEZ LIRAS por mês! - e nos últimos dois anos, pouco a pouco recuaram, dirigindo-se às mesmas espeluncas, e expulsos pelas demolições, retornaram, retornam à noite para morar nas ruínas, e ficam de joelhos diante dos demolidores, para não serem perseguidos pelos guardas, pelos policiais, e choram, e gritam, fazem escândalo, não querem ir embora, não sabem ir embora, e alguns deles, oh misericórdia, moram, agora, nas grutas sob o monte Echia60
que se eleva sobre santa Luzia, e às vezes uma destas grutas desmorona sobre as cabeças, sobre os corpos destes miseráveis lucianos que dormem, e os mata. Ao mesmo tempo, bem na frente, sob o forte do Ovo61, as luzes do Borgo Marinai brilham e
refletem nas águas do mar. Quem, por acaso, mora ali, quem vive ali? Pintores que escolheram aqueles pequenos quartos para estudo, já que o lugar é pitoresco; algumas de suas modelos; bailarinas ou chanteuses do vizinho cafè chantant do Eldorado, que alugam por um mês, por quinze dias, um pequeno quarto com cozinha; alguma mulherzinha de vida fácil e mísera sorte; e gente simples, mas não do povo. E quanto aos estabelecimentos comerciais, em uma vasta esquina, foram todos transformados em tabernas grandes e pequenas, algumas caríssimas, outras modestas, outras verdadeiras tabernas onde se respira um ar pestilento de cozinhas mais ou menos insalubres, e no pequeno porto caem todos os detritos destas tabernas e isto entristece, aflige, avilta os dois elegantes clubs de canoagem que existem ao lado. De qualquer modo o Borgo Marinai é vívido, alegre, curioso: e, enfim, inútil também para a sua santa finalidade original. Os lucianos foram de outras partes empurrados de barraco em barraco, de ruína em ruína, de gruta em gruta. E depois, quando tudo, tudo tiver sido demolido aonde irão estes orgulhosos mas paupérrimos homens do povo, estas alegres, mas miseráveis mulheres do povo, aonde irão? Só Deus sabe!
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As casas populares construídas na Arenaccia, no Bairro Oriental também foram completamente mal sucedidas. O menor preço de cada um destes quartinhos é vinte e
60 Primeiro núcleo habitado da cidade de Nápoles, cuja história remonta ao século VII a.C. 61 Castel dell’Ovo.
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sete liras por mês; são exigidos dois meses de aluguel antecipados, por regulamento, ou seja, cinquenta e quatro liras, ou um fiador sólido. Aliás, onde é possível encontrar um verdadeiro homem do povo que possa pagar vinte e sete liras por mês, de aluguel? Para arranjar esta soma, um napolitano do povo deve ganhar pelo menos duas liras e cinquenta por dia, ou três: então, cá entre nós, não é mais um homem do povo, é um operário, mas um daqueles de muita sorte, de obra escolhida, digamos assim: um distinto, pertencente à pequena burguesia. Onde, onde encontrar um homem do povo que disponha, eventualmente, na sua vida de cinquenta e quatro liras de uma vez? Onde, onde encontrar um homem do povo que tenha um fiador sólido? Ah ninguém, ninguém se convence que aqui, o nosso povo, vive de soldos e não vive de liras, que desperdiça a sua juventude, a sua saúde e a sua força em sacrifícios irrisoriamente remunerados, e até mesmo feliz, de encontrar este sacrifício; que, por instinto, visto que ninguém pensou em educá-lo, prefere gastar seu dinheiro mais no alimento que na habitação e nas vestimentas e que quando tem vinte soldos, quinze, pelo menos, lhe servem para seu almoço e o resto, para o resto! Vinte e sete liras por mês! Cinquenta e quatro liras de adiantamento! Um fiador sólido! Que ironia insultante! Nas casas do povo, em Arenaccia, no Bairro Oriental vivem portanto, apenas os operários elegantes, digamos assim, e toda a pequena burguesia, simples funcionários, vendedores, contadores, porteiros, escriturários e, até, alguns funcionários do tribunal: moram apenas aqueles cuja renda familiar varia de setenta e cinco a cem liras por mês, uma posição, já muito distinta nesta nossa cidade. Burguesia, pequena burguesia, modesta, inumerável como as estrelas do céu e os grãos de areia da praia, burguesia trabalhadora, honesta, mas, como se vê, muito pobre, por sua condição: burguesia, nada mais que burguesia, nas casas do povo, mas nada de povo, nunca! E tem mais. Muitas vezes, para estes operários de sorte, para estes obscuros burgueses da decente miséria, é impossível pagar vinte e sete liras por mês, porque eles algumas vezes, quer dizer, não algumas vezes, sempre, têm filhos, e algumas vezes, quase sempre, muitos filhos, já que a fertilidade feminina, a reprodução, sobretudo em certas classes, assume proporções demasiado patriarcais, e também terríveis. Então, encontra-se o pior e melhor remédio: duas famílias em uma casa de vinte e sete liras, apertadas, apertadas, três ou quatro ocupando um quarto, com uma pequena cozinha comum e assim, adeus ar, adeus luz, adeus higiene! Frequentemente uma família subloca um quarto a estudantes, a homens sozinhos e a vida é comum e tanto no primeiro, como no segundo caso a aglomeração, os contatos, o viver uns sobre os outros, conduz, novamente, à sujeira, à doença, ao
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vício, à corrupção e à depravação. Nesses novos caravançarais, lá embaixo, lá embaixo, nesses caravançarais todos já deturpados, de aspecto destruído, de manchas de sujeira salientes nos muros, dos vidros embaçados e em cujas janelas, como nos bairros antigos, estão penduradas as roupas desbotadas, mal lavadas, e os maços de tomate e de alho, nesses ridículos caravançarais que deviam servir à regeneração física e moral do povo napolitano, desenrolam-se, diariamente, dramas dolorosos provocados justamente pela pobreza e pela degeneração, desenrolam-se farsas grotescas e se vive mal, muito mal, como se vivia nos outros lugares, e por um povo que, por abnegação, por virtude natural, por honestidade natural conserva a decência dos costumes, existe uma outra que para lá transportou todos os seus instintos indomáveis, indomados, que ninguém procurou domar, que implantou, lá, uma nova vida agitada e mal comportada como nos velhos bairros, que, enfim, se não rouba, não assassina, pois são outros os covis e os esconderijos dos ladrões e dos assassinos, coloca, ao lado do povo burguês e decente, um exemplo da mais baixa burguesia, indecente, rumorosa, mal educada, rude, repugnante. Não é o povo, não povo! O povo napolitano permaneceu nos seus bassi dos velhos bairros, nos seus bassi dos bairros não revitalizados, nos bassi infelizmente, do Vasto, de Arenaccia, do Quartiere Orientale; nunca subiu, em nenhum lugar, da Nápoles antiga, da Nápoles nova, ao primeiro andar ou ao último andar, porque não pode pagar os preços, mesmo os mais baixos, porque quem construiu aquelas casas não sabia nada, ignorava tudo e, mesmo assim, fez uma ótima especulação, já que todas aquelas casas foram alugadas, como disse; mas repito, e sempre repetirei, o povo napolitano não se moveu do seu basso, onde quer que o basso se encontre, seja um galpão mais ou menos limpo ou um buraco escuro e insalubre.
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Assim, infelizmente, todas as grandes ideias dos grandes homens, todos os vastos projetos, baseados em milhões, todos os empreendimentos colossais, que aspiravam à revitalização higiênica e moral de Nápoles, é preciso dizer, fizeram fiasco. Então não há remédio? Não há mais nada a fazer? Nada mesmo diante de tantas tristezas, tantos desastres, tantos perigos sociais? Quem sabe! Veremos!
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