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1.5. Dış Politika Yapımını Etkileyen İç Faktörler

1.5.2. Kamuoyu, Medya ve Dış Politika

Na abordagem pelo FCD empresarial é consenso a utilização como taxa de desconto (custo do capital), de empresas de capital aberto, o WACC ou custo médio ponderado do capital. O WACC é obtido pela média ponderada dos custos dos diversos componentes de financiamento utilizados por uma empresa e pode ser calculado da seguinte forma (Ross et al, 1995):

(2.17)

ondeWJ é a participação relativa de cada fonte de capital no financiamento total que é obtida a partir da estrutura de capital da empresa, KJ é o custo específico de cada fonte de financiamento (própria ou de terceiros).

Ross et al (1995) especificam quais são as parcelas da estrutura de capital da empresa que deverão ser utilizadas na composição do WACC. Para eles, o WACC é determinado pela seguinte fórmula:

(2.18)

(

1 IR

)

WACC =WPROP×KPROP +WTERC×KTERC× −

∑

= × = N J J J K W 1 WACC

onde WPROP é a participação relativa do capital próprio, KPROP é o custo do capital próprio,

WTERC é a participação relativa do capital de terceiros, KTERC é o custo do capital de terceiro e IR é a alíquota do imposto de renda da empresa. A diferença 1-IRcorresponde à dedução dos juros pagos para fins de imposto de renda.

Copeland et al (2002) e Damodaran (2003) propõem fórmulas semelhantes para o cálculo do WACC. A diferença básica entre elas está na composição do capital social da empresa. Para esses autores, o WACC é dado por:

(2.19)

ondeWPREF é a participação relativa do capital preferencial, KPREF é o custo do capital preferencial WPL é a participação relativa do patrimônio líquido (capital social), KPL é o custo do patrimônio líquido (capital social) WTERC é a participação relativa do capital de terceiros, KTERC é o custo do capital de terceiro (juros), IRé a alíquota do imposto de renda da empresa.

O custo do capital de terceiros (KTERC) corresponde à taxa que a empresa toma dinheiro emprestado e é normalmente calculada por:

(2.20)

onde KF é a taxa real de juros livre de risco, definida geralmente pelos títulos públicos; Πe é a inflação esperada no futuro, e λ é o prêmio pelo risco de inadimplência, determinada pela possibilidade de o aplicador não receber os rendimentos e o principal aplicado na data fixada para vencimento.

A participação relativa do capital de terceiros (WTERC) é o valor de mercado do capital de terceiros dividido pelo valor de mercado da empresa. Na prática, tanto o KTERC quanto o

WTERC são obtidos a partir dos relatórios financeiros publicados anualmente pelas empresas de capital aberto.

(

+Π +λ

)

= e F TERC f K K

(

1 IR

)

O custo das ações preferenciais (KPREF) é calculado como se segue:

(2.21)

onde div é o dividendo prometido por ação preferencial, e Pação é o preço de mercado da ação preferencial.

A participação relativa do capital preferencial (WPREF) é obtida pelo valor total de mercado das ações preferenciais divido pelo valor de mercado da empresa.

O custo do patrimônio líquido (KPL) corresponde ao custo do capital próprio investido e pode ser calculado pelo modelo CAPM7 (modelo de precificação de ativos). O modelo CAPM é definido como se segue:

(2.22)

onde KF é a taxa livre de risco, normalmente representada pela taxa básica de juros da economia, β é a medida do risco sistemático do ativo e mede a sensibilidade de um titulo a movimentos da carteira de mercado, KM é a rentabilidade oferecida pelo mercado em usa totalidade e representada pela carteira de mercado e a diferença KM – KF corresponde ao prêmio pelo risco de mercado.

A participação relativa do patrimônio líquido (WPL) corresponde ao valor de mercado do patrimônio líquido da empresa divido pelo seu valor de mercado.

É importante notar que basicamente não existe diferença entre as equações (2.17), (2.18) e (2.19). Todas elas permitem calcular o WACC a partir da média ponderada dos custos dos diversos componentes de financiamento utilizados por uma empresa de capital aberto, que é basicamente formado por capital próprio e capital de terceiros.

7

Capital Asset Pricing Model.

(

M F

)

F K K K KPL = +β× − ação PREF div P K =

Tanto as ações ordinárias quanto as preferenciais são consideradas capital próprio da empresa, contudo, como é mostrado na equação (2.19), o custo do capital preferencial é diferente do custo do patrimônio líquido, daí a necessidade de se calcular este valor à parte.

Conforme apresentado acima, o valor considerado para as ponderações são os valores de mercado dos capitais da empresa. Esta é uma sugestão da literatura (Ross et al, 1995; Assaf Neto, 2003; Copeland et al, 2002; Damodaran, 2003). O uso de valores de mercado para apurar a ponderação de cada fonte de financiamento é mais recomendado para as decisões financeiras, por refletirem melhor seu efetivo montante de realização. O WACC baseado em valores de mercado proporciona uma interpretação mais segura de seus resultados, pois o mercado reflete, de maneira mais rigorosa o valor dos capitais da empresa.

2.6 - CUSTOS DE SAÍDA

Além dos custos explícitos e implícitos, isto é, os custos que são mais facilmente apurados por serem contabilizados e os custos estimados por serem de difícil mensuração, as firmas se deparam também com os chamados custos de entrada e de saída. Tanto os custos de entrada quanto os de saída tendem, de certa forma, a evitar novas entradas na indústria. Eles são barreiras à entrada.

Algumas das barreiras à entrada apontadas por Miller (1981) são:

• Problemas no levantamento de capital adequado - Certas indústrias geralmente necessitam de grandes custos fixos somente para iniciar a produção. Estes custos fixos são para as máquinas caras, necessárias no processo de produção.

• Licenças e certificados - Em muitas indústrias é ilegal entrar sem uma licença fornecida pelo governo. Como exemplos, podem ser citados o caso dos postos de gasolina, da difusão de televisão e rádio, das linhas aéreas, e assim por diante. • Patentes - A patente garante ao inventor que outras firmas não copiem sua idéia,

evitando, assim, durante um certo período de tempo, novos concorrentes no mercado.

• Economias de escala - Algumas vezes, a existência de mais uma firma numa indústria faz com que essa deixe de ser lucrativa. A repartição do mercado poderia

não permitir que o preço cobrado fosse maior do que o custo total médio de cada firma, verificando-se uma situação de prejuízo.

• Capacidade excessiva - Há situações nas quais a capacidade excessiva de uma indústria pode se constituir numa barreira à entrada de novas firmas. As firmas na indústria ficam em posição de atender a nova demanda, reduzindo o preço e, portanto, afastando novos entrantes.

Se, por exemplo, os custos de desmobilizar uma fábrica, forem altos, eles constituem, numa barreira à entrada (Kupfer e Hasenclever, 2002). Mas, na verdade, qualquer empresa antes de entrar num mercado imperfeito ou mesmo competitivo deve fazer uma avaliação dos custos de saída, evitando, assim, futuros prejuízos. Os custos de saída podem ocorrer por questões legais, por não atendimento da demanda, por questões ambientais etc.

O modelo proposto nesta dissertação considera os custos de saída que, essencialmente, dizem respeito aos custos de não atendimento da demanda como, por exemplo, uma provável redução nas receitas decorrentes da queda na qualidade do serviço prestado e o aumento nas despesas com transporte de mercadorias.