• Sonuç bulunamadı

Dış Politika Analizinin Aktör-Yapı Sorununa Yaklaşımı

Esta seção explica os métodos dos balanços patrimoniais e de múltiplos de mercado que são outros métodos de avaliação do valor de empresa. No item 2.4.1 o método dos balanços patrimoniais é explicado e no item 2.4.2 é feita uma abordagem ao método de múltiplos de mercado.

2.4.1 - Método dos Balanços Patrimoniais

Assaf Neto (2003) diz que os métodos patrimoniais são aqueles que calculam o valor da empresa baseando-se no valor do respectivo patrimônio líquido, que é medido pela diferença entre o valor contábil dos ativos e o valor contábil dos passivos. Desta forma, a principal característica dos métodos dos balanços patrimoniais é que ele se baseia no valor contábil, que é função do custo original do ativo.

Como o valor de mercado de um ativo é função de sua capacidade de geração de riquezas futuras, o valor da empresa calculado pelos métodos dos balanços patrimoniais pode diferenciar-se do seu valor de mercado.

Damodaran (2003) enumera as vantagens e desvantagens em se utilizar os métodos patrimoniais. A primeira vantagem é a sua utilização como referência para se comparar o valor de mercado da empresa, quando as estimativas de fluxos de caixa futuro forem pouco confiáveis. A segunda vantagem é que, como as normas contábeis são iguais para empresas do mesmo setor, o valor patrimonial permite a comparação entre empresas similares. A terceira vantagem é que o valor patrimonial permitirá a avaliação do valor de empresas com lucros negativos.

Quanto às desvantagens, Damodaran (2003) cita que quando as normas contábeis não são iguais, não há como comparar os valores contábeis. Isto ocorre especialmente quando se tenta comparar duas empresas de países diferentes. Uma segunda desvantagem está na inaplicabilidade deste método em empresas de serviços com poucos ativos fixos. A terceira desvantagem está em que o valor contábil do patrimônio líquido pode se tornar negativo se a empresa tiver uma série sustentada de prejuízos.

Assaf Neto (2003) descreve os principais conceitos de mensuração de ativos, que são:

• Valor histórico.

• Valor de realização de mercado. • Valor de liquidação.

O valor histórico corresponde aos valores registrados no momento da aquisição ou elaboração dos mesmos. Este conceito traz várias limitações e sua aceitação é devida a sua relação bastante próxima com a receita realizada na operação do resultado contábil.

A sua principal desvantagem está no fato de que o valor histórico puro é desenvolvido dentro do princípio do denominador comum monetário, ou seja, sem considerar qualquer atualização monetária. Por isto, o valor histórico puro não reflete o efetivo valor da empresa, podendo constituir-se em informação irrelevante ao longo do tempo. Corrigir monetariamente os valores históricos pode ajudar a minimizar a desvalorização do custo do ativo.

Já o valor de realização de mercado corresponde ao preço razoável que os ativos da empresa podem obter caso sejam alienados em um mercado em condições normais. Sua desvantagem está relacionada às dificuldades de avaliação.

O valor de liquidação é o valor que se obteria de um eventual encerramento das atividades da empresa. Momento em que os ativos estão sujeitos aos preços de realização vigentes no mercado. Deve ser utilizado em duas condições: quando mercadorias ou outros ativos tenham perdido sua utilidade normal (se tornado obsoletos), ou quando a empresa espera suspender suas operações no futuro próximo, tornando-se incapaz de vender em seu mercado normal. È diferente do valor de realização de mercado, pois o custo de liquidação é estabelecido em condições desvantajosas.

Finalmente, o valor de reposição equivale ao preço corrente de repor todos os ativos em uso da empresa. É o custo baseado nos valores de mercado dos diversos ativos em avaliação, admitindo-se que se encontra em estado de novo. Representa o volume de capital necessário para constituir a empresa no estado em que se encontra

Sendo o objetivo da teoria das finanças maximizar o valor da empresa, é extremamente importante avaliar os investimentos para identificar os impactos de decisões financeiras no valor da empresa.

Segundo Assaf Neto (2003), a abordagem de avaliação do valor da empresa, pelo valor de seus balanços, não é o método mais apropriado para verificar os impactos de decisões

financeiras. A contabilidade não tem o objetivo de refletir o valor de mercado da empresa, e sim apurar o lucro. Os ativos são dimensionados por seus custos, que é a base da contabilidade, e confrontados com as receitas de vendas para conhecer o lucro. A contabilidade não se preocupa com a expressão econômica do ativo, por isto o valor do ativo não se revela pelos valores patrimoniais.

As medidas de valor baseadas nos balanços patrimoniais contábeis não possuem relação com o valor de mercado da empresa, mas sim com o valor de compra dos ativos, que são os custos históricos dos ativos corrigidos monetariamente. O fato de ações com elevado valor patrimonial possuírem maior potencial contábil para executar decisões futuras de distribuição de dividendos aos seus acionistas, pode até agregar mais valor ao ativo. Contudo, o valor de um ativo é função de sua capacidade de geração de riquezas futuras e não dos resultados acumulados no passado.

Assaf Neto (2003) afirma que a vantagem da avaliação pelo método dos balanços patrimoniais é a comparação entre o valor de reposição do ativo e o valor de mercado da empresa.

A empresa só terá o seu valor de mercado acima do valor de reposição do seu patrimônio líquido se ela possuir alguma vantagem competitiva que produza retornos acima dos resultados mínimos esperados do setor. Ou seja, o investidor só desembolsaria mais recursos se o empreendimento fosse capaz de produzir lucros superiores aos de um padrão tido como normal.

Um investidor não desembolsaria mais dinheiro do que o necessário para constituir a empresa, se esta gerasse lucros considerados normais para o seu setor de atividade. Ou seja, se a expectativa de retorno estiver abaixo do padrão do setor, o valor da empresa poderá não atingir o patrimônio líquido a preços de mercado.

2.4.2 - Método de Múltiplos de Mercado

Segundo Damodaran (2003), o método de múltiplos de mercado ou de empresas comparáveis, determina o valor da empresa comparando o seu desempenho com o de

outras empresas cotadas em bolsa de valores. Este valor seria uma indicação de quanto o mercado estaria disposto a pagar por ela.

O método de múltiplos de mercado apresenta algumas falhas. Dentre elas, destacam-se:

• Subjetividade na hora de definir o que seria uma empresa comparável.

• Utilizar empresas do mesmo setor para comparação pode não ser válido se as empresas tiverem mix de negócio, riscos e perfís de crescimento muito diferentes. • Pode haver tendências de comparação.

• Mesmo havendo um grupo válido de empresas comparáveis, haverá diferenças nos dados básicos das empresas.