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2. BÖLÜM

2.3. KİTLESEL ÇOK OYUNCULU ÇEVRİMİÇİ OYUNLAR VE OYUNCULARA

2.3.10. Kamu Otoritelerinin Rolü ve Yasal Düzenlemelere Vurgu

Dentro do campo do Policy Process existem diversas formas de estudar os processos de influência que afetam o surgimento de uma política pública (policy). Rogers e Dearing (1998) informam que as principais formas de investigação e explicação das influências sociais se concentram em duas grandes tradições sobre a formação de agenda: a agenda-setting e a

agenda-building.

Todavia, antes de começar uma rápida descrição das duas tradições é necessário esclare- cer alguns conceitos relacionados ao processo de agendamento: como questões (issues), even- tos e agenda. Em que agenda “indica a lista de questões e eventos que são vistos em um ponto no tempo de forma organizada em uma hierarquia de importância” pelo governo (ROGERS; DEARING, 1998). Já as questões, apesar de existir uma controvérsia sobre seu significado, podem ser definidas como “um conflito entre dois ou mais grupos identificáveis sobre maté- rias procedurais ou substantivas relativas a distribuição de posições e recursos” (COBB; ELDER, 1983). E, por último, os eventos podem ser considerados como “acontecimentos dis- cretos que são limitados no espaço e tempo” (SHAW 1977, apud ROGERS; DEARING, 1998).

30A questão da interpretação dos indicadores tem importância em alguns modelos. O modelo de Múlti-

plos Fluxos aborda este fator como fundamental para uma questão social chegar a agenda decisional. 31 O modelo racional ignora tal fator. Dessa forma, diminui seu poder explicativo sobre o fenômeno da formação da agenda.

No que tange à primeira tradição, o estudo geral sobre agenda-setting envolveu, em seu início, somente pesquisas sobre a influência da mídia como variável explicativa da opinião e do comportamento da população. Além de relacionar essa influência com a determinação das políticas públicas. Tais estudos se centravam mais na área de comunicação32 e indicam a pri-

meira tradição proposta por Rogers e Dearing (1998).

Entretanto, com o decorrer do tempo o estudo do policy process voltado às questões de formação de agenda ganharam outros fatores e atores importantes no processo. A presença da mídia se tornou insuficiente para explicar todos os processos de influência. O papel pertinente da população, atores internacionais e, principalmente, dos formuladores de políticas (policy-

makers) também passou a representar o interesse das pesquisas. Agenda-Setting passou, então,

a referir todo o processo de estudo tanto das agendas de mídia de massa (media agenda) quan- to das agendas públicas (public agenda) e agendas de políticas públicas (policy agenda). O termo agenda-setting passou a representar também o estudo das relações entre essas agendas33

(ROGERS; DEARING, 1998).

Já a agenda-bulding – interesse do presente trabalho – representa exatamente o processo posterior de pesquisa na área do agenda-setting em que os fatores além da mídia de massa contribuem para a agenda de política pública. Ela engloba apenas estudos de agenda pública e de agenda de política pública (também chamada de agenda formal).

Para Roger e Dearing (1998) essa segunda tradição “indica o processo pelo qual as agen- das de políticas públicas das elites são influenciadas por uma variedade de fatores, incluindo agendas da mídia e agendas públicas”. Cobb e Elder (1976) complementam ao informar que essa segunda tradição requer o entendimento da forma que grupos e subgrupos se tornam atentos e participativos de conflitos políticos gerados tanto por questões do público geral quanto de líderes políticos.

Dessa maneira, entre essas duas tradições de pesquisa sobre agenda existem três tipos de agendas:

1. A agenda de mídia de massa: consiste em estudos que buscam entender quem contro- la a agenda da mídia e suas influências diretas na sociedade. Seu principal foco é apre- sentar de maneira suave, mas enfática, a perspectiva da elite sobre sua audiência (ROGERS; DEARING, 1998).

32Para mais detalhes sobre o surgimento do agenda-setting ver Mccombs e Shaw (1993).

33Apesar do processo misto de agendas não ser o foco do trabalho, maiores detalhes sobre o conjunto das três agendas no processo de casualidade das questões na política podem ser vistos na obra de Rogers e Dearing (1998) e a introdução do livro de Soroka (2002) sobre o modelo expandido da agenda-setting.

2. Agenda pública: Consiste nas questões que são alvos ou requerem a atenção da maio- ria da população atenta a um problema. Além disso, representa a preocupação de al- gumas unidades governamentais por parte da ótica dos membros da comunidade (COBB et al., 1976).

3. Agenda de política pública: Também conhecida como agenda formal, é a uma lista de itens que os decisores políticos (policymakers) aceitaram seriamente para considera- ção a partir dos questionamentos da sociedade. Contudo, nem todos os itens dessa lista ganham a mesma atenção por parte dos decisores políticos. Somente certas questões são realmente pautadas e levadas a um resultado (COBB et al., 1976; KNILL; TOSUN, 2011).

As duas agendas, agenda-setting e agenda-building, são conectadas no sentido de que a segunda tradição nasceu da primeira. E, apesar do termo agenda-setting indicar o estudo geral dos três tipos de agendas acima, ela indica uma forte tradição de pesquisa mais focada no pa- pel da agenda da mídia. Contudo, para análise das influências da agenda pública e da agenda de políticas públicas, ou seja, um estudo da agenda política é interessante indicar a segunda tradição (BAUMGARTNER, 2001).

O presente trabalho se encontra exatamente no estudo da agenda política, objeto de pes- quisa da agenda-building. Pois, faz parte dos objetivos da atual pesquisa identificar as causas e os processos que levaram a questão (issue) da juventude de diversos atores a entrar na agen- da governamental, ou seja, que resultaram na Política Nacional de Juventude, em 2005.