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1. GENEL OLARAK CEBRİ İCRA KA VRAMI

1.2.2.2. Kamu Borçlosuna Ödeme Emri Gönderilmesi 1. Ödeme Emrinin Konusu

Segundo o GEIPOT (2001), um sistema cicloviário é composto de uma rede integrada com elementos com características de vias, terminais, transposições e equipamentos, que atendam à demanda e à conveniência do usuário da bicicleta em seus deslocamentos.

Apesar do aumento da discussão sobre o uso da bicicleta como modo de transporte no Brasil, é possível perceber que as ciclovias ainda são vistas por muitos como a melhor (se não a única) forma de organizar o espaço de circulação da bicicleta. Para compreender os tipos de infraestrutura viária para a bicicleta e assim poder qualificá-las especificamente, é importante conhecer suas vantagens e desvantagens (Quadro 6).

Quadro 5 - Tipos de infraestrutura viária para a bicicleta e elementos

Tipo / Descrição Vantagens Desvantagens Ciclovias

Vias para ciclistas segregadas do tráfego geral. São paralelas ao sistema viário geral ou de forma independente. São separadas das faixas destinadas ao transporte motorizado por um meio-fio ou canteiro, que só é excluído em raras interseções. (SOUSA, 2012)

 Tipo que oferece maior sensação de conforto e segurança, o que atrai os usuários existentes e potenciais.

 Mais significativa para demonstrar mudança de prioridade do modo na via. (ITDP, 2012)

 Implementação mais lenta e mais custosa.  Seu formato pode criar barreiras para acesso à calçada e suas intersecções podem gerar conflitos nas esquinas e rotatórias. (ITDP, 2012)

Exemplos:

Aracaju-SE, Brasil San Sebastian, Espanha UFSC – SC, Brasil

Quadro 6 (continuação) - Tipos de infraestrutura viária para a bicicleta e elementos

Ciclofaixas

Constituem-se de faixas de rolamento destinadas para a bicicleta, com o objetivo de separá-las do fluxo de veículos automotores. Normalmente,

localizam-se no bordo direito das ruas e avenidas, no mesmo sentido de tráfego, podendo ainda, ser implantadas nas proximidades dos cruzamentos. São indicadas por linhas separadoras, pintadas no solo, ou ainda com auxílio de outros recursos de sinalização. (SOUSA, 2012)  Sua implementação é barata e rápida.  Atrai os usuários existentes e potenciais.  Reforça os ciclistas a circular na direção certa. (ITDP, 2012)

 Pode ser invadida por carros e motos, por isso requer a apoio

operacional da polícia de trânsito.

 Menor percepção de segurança para ciclistas pouco experientes, em comparação com a ciclovia. (ITDP, 2012)

Exemplos:

Rio de Janeiro-RJ, Brasil Amsterdam, Holanda USP Campus Capital – SP, Brasil

Disponível em: <http://oglobo.globo.com>

Disponível em:

<http://www.mobfloripa.com.br> Disponível em: <http://www.usp.br> Via ciclável

Decorre da

identificação de vias de tráfego motorizado onde a circulação de bicicletas pode se dar de forma segura. Geralmente, são indicadas através de sinalização adequada ou mapas distribuídos aos ciclistas, que definem os caminhos mais convenientes para os ciclistas trafegarem com tráfego compartilhado, desviando de vias congestionadas ou de conflitos em interseções. (SOUSA, 2012)

 Pode complementar as ciclovias ou ciclofaixas para se chegar ao destino final do usuário de bicicleta. Implementação muito rápida e econômica.  Confere o direito de circulação do ciclista, para no futuro criar via segregada. (ITDP, 2012)

 Atrai poucos ciclistas potenciais.

 Requer recapeamento com material adequado na via toda.

 Percepção de menor segurança por ciclistas pouco experientes, em comparação com a infraestruturas segregadas. (ITDP, 2012) Exemplos:

Curitiba-PR, Brasil Portland, EUA University of Berkeley, EUA6

Disponível em:

<www.gazetadopovo.com.br> Disponível em: <http://vadebike.org>

Disponível em: <http://pt.berkeley.edu>

O conjunto de vias cicláveis, ciclofaixas e ciclovias7, que podem ou não ser interligadas, introduz o conceito de rotas cicláveis no meio urbano. É importante salientar que a identificação de rotas cicláveis deve sugerir aos ciclistas que existem vantagens na utilização de tais vias, em detrimento de outros caminhos alternativos. Assim, a definição de rotas cicláveis deve ter amparo dos órgãos responsáveis, garantindo que as rotas são compatíveis com o tráfego de bicicletas e que será realizada manutenção contínua para que estas não se deteriorem (SOUSA, 2012, p. 34).

O GEIPOT (2001) ainda faz a distinção para formatos de estacionamento de bicicleta, considerando paraciclos sendo estacionamentos de curta-duração para bicicletas, e bicicletários todas as demais estruturas, geralmente compostas com local coberto. Já Sousa (2012) não faz esta distinção e considera bicicletário o espaço destinado ao estacionamento de bicicletas, implantado junto a terminais de transporte, em grandes indústrias, em áreas de abastecimento, em parques e outros locais de grande atração de usuários da bicicleta. Aparentemente, muitas pessoas não conhecem a palavra “paraciclo”, de forma que “bicicletários” sejam mais facilmente relacionados com bicicleta.

Para Silva (2014), a escolha do tipo de infraestrutura cicloviária está ligada diretamente com o volume de tráfego e a velocidade local (Figura 2), de modo que locais que tenham baixa velocidade devem sempre trabalhar com a opção de trânsito compartilhado.

Figura 2 – Princípios de separação de tráfego de bicicletas

Fonte: Editado pela autora, original de Silva (2014), baseado em Collection of Cycle Concepts (2000).

7 O próprio uso da palavra “ciclovia” aparenta ser mal empregado, pois o espaço destinado à bicicleta se

restringe a apenas a pista, e, talvez “ciclopista” fosse um nome mais adequado, considerando a função da mesma.

Ciclovia segregada Ciclovia segregada por canteira Trânsito no acostamento Ciclofaixa Compartilhado Compartilhado Velocidade de Tráfego (km/h) 10 0 20 30 40 50 60 70 80 2.000 4.000 6.000 8.000 10.000 12.000 Vo lu m e d e v e íc u los p o r d ia

De acordo com o Instituto de Políticas para El Transporte de Mexico (ITDP, 2012), os critérios de seleção para a escolha da melhor infraestrutura viária para a bicicleta devem depender do tipo da estrada, volume e velocidade de tráfego de automóveis; de priorizar o conforto e a segurança de pedestres e ciclistas, e não pelo menor impacto para o fluxo de tráfego motorizado; e do conhecimento de cada tipo de infraestrutura e do perfil do usuário ciclista.