Kontrol Ortamı Muhasebe Sistemi Prosedürleri Kontrol
GIDA SEKTÖRÜNDE İÇ DENETİM
3.1.3. Kalite Standartları
Dos idosos que utilizavam o crédito consignado conjuntamente com o cartão de crédito, 25,0% não perceberam a redução da renda, 37,5% a perceberam e a definiram como positiva e 37,5% como negativa.
Em relação às pessoas idosas que perceberam a redução da renda devido ao uso do crédito consignado e cartão de crédito como fato positivo, observou-se respostas relacionadas ao compromisso financeiro assumido e ao poder de compra, razão pela qual categorizou estas assertivas nas referidas categorias: “realização” e “compromisso” (Tabela 38).
Tabela 38 - Categorização da Percepção Positiva da Redução da Renda em razão do uso do Crédito Consignado e do Cartão de Crédito pelos Idosos.
Viçosa/MG, 2016. Realização Frequência (N) Porcentagem (%) Compromisso Frequência (N) Porcentagem (%)
Ajudou na hora que
mais precisou 1 33,4%
Se usou, tem que
pagar 1 33,3
Controle 1 33,3
Total 1 33,4 2 66,6
Fonte: Dados da pesquisa
A visão positiva da redução da renda estava relacionada à realização se justificou porque foram os serviços de crédito que socorreram os idosos quando houve necessidade: “A redução foi positiva porque o empréstimo e o cartão me ajudaram na hora que eu mais precisei.” (Entrevista 33)
A redução da renda como fator positivo também foi justificado devido ao fato de já se ter usufruído do dinheiro, logo, tem que reduzir a renda:
A gente já gastou, então, a redução é positiva. Tem gente que fica falando: aí, mas meu dinheiro não deu, mas tem que ver que a gente já gastou também. Tem o desconto porque a gente já gastou. Eu fiz o empréstimo, vou receber menos” (Entrevista 10).
Nesta assertiva transcrita percebe-se a consciência do fato de já ter utilizado um valor e devido a isso deverá ser pago. Como houve a utilização, isto para o idoso já é algo positivo, independentemente do destino do valor requerido no empréstimo consignado.
Outra justificativa para a visão positiva na redução da renda em decorrência do uso dos serviços de crédito consignado e do cartão de crédito foi devido a necessidade de aprender a lidar com a renda reduzida: “Então, a redução foi positiva porque tive que aprender a controlar os gastos. Eu fechei conta no supermercado, agora só compro no dinheiro. Não anoto fiado. ” (Entrevista 15).
Os idosos que mencionaram a redução como negativa se justificaram devido a afetação da renda, razão pela qual categorizou estas respostas em uma única categoria: “interferência na renda”. A afetação da renda estava relacionada com a necessidade de economizar, de cortar gastos básicos como supermercado para pagar os serviços de crédito utilizados:
A redução é negativa porque a gente já faz a maior economia, economiza de tudo enquanto é jeito e ainda passa aperto. (Entrevista 08)
Esta redução foi negativa, só foi ruim porque é um dinheiro que a gente precisava dele para fazer uma compra. (Entrevista 30)
A redução foi negativa porque eu tive que cortar muitos gastos por causa do empréstimo e da fatura do cartão de crédito. (Entrevista 41)
Para os idosos usuários do crédito consignado em conjunto com o cartão de crédito, 75,0% mencionaram que perceberam a redução da renda em razão do uso do crédito e 25,0% não a sentiram. Os que sentiram a redução alegaram que esta ocorreu na hora de receber a aposentadoria ou porque o orçamento apertou. Em decorrência dessas respostas, a categorização dessas foi em “momento de receber a renda” e “interferências na renda (Tabela 39).
Tabela 39 - Categorização da Percepção da Redução da Renda em razão do uso do Crédito Consignado e do Cartão de Crédito pelos Idosos. Viçosa/MG, 2016. Momento de Receber a Renda Frequência (N) Porcentagem (%) Interferência na renda Frequência (N) Porcentagem (%)
Na hora de receber 3 50,0 Orçamento Apertado 3 50,0
Total 3 50,0 3 50,0
Apesar de os idosos utilizarem o crédito consignado e o cartão de crédito, quando questionados sobre como perceberam a redução da renda, eles mencionaram apenas a redução advinda do desconto na aposentadoria. Nota-se que os idosos necessitam ver que receberam menos para sentirem a redução da renda, uma vez que nenhum deles mencionou o gasto no cartão de crédito como algo que diminuísse a renda advinda do benefício previdenciário:
Percebi a redução, porque a gente vê que tem um desconto quando vai receber, a gente recebe menos. (Entrevista 10)
O salário mínimo já é muito pouco, quando subtrai dele, fica menor ainda. Eu percebi esta redução quando fui receber. Não sobrou quase nada para mim e ainda tenho que pagar as faturas do cartão de crédito. (Entrevista 30)
Sempre diminui o meu salário quando faz um empréstimo. Cai um pouco o salário e então, procuro comprar só o necessário. Quando você recebe, você percebe que recebeu menos. (Entrevista 33)
Os idosos que perceberam a redução na renda porque o orçamento apertou apontaram a falta que o desconto do empréstimo fez no orçamento doméstico. Estes idosos mencionaram quanto a redução afetou a vida deles, pois tiveram que reduzir os gastos com alimentação, lazer para conseguir pagar o que deve, um teve que voltar ao mercado de trabalho para ter nova fonte de renda. Mencionou-se também que houve início de cobranças dos locais onde o idoso não honrou o compromisso:
Percebo a redução porque o desconto do empréstimo, é menos um dinheirinho para pagar as contas. É isso que faz a gente apertar, dever. A gente vai espremendo de tudo enquanto é lado para conseguir pagar o que deve. (Entrevista 08)
Percebi muito. Começou assim, eu peguei vários empréstimos e aí o dinheiro que recebia não dava para pagar as contas. Passei aperto demais com cobrança no supermercado, lojas e com a fatura do cartão de crédito. (Entrevista 15)
Percebi esta redução quando as contas começaram a atrasar. Eu tive que cortar quase tudo. Cortei as compras na loja, apesar da gente ter crédito. Reduzi as compras de supermercado e até as festinhas em família. Tinha hora que passava muita dificuldade. Passei um perrengue danado. Eu tinha que pagar as contas e não tinha onde tirar dinheiro e foi por isso, que eu até voltei a trabalhar. (Entrevista 41)
Os idosos que não perceberam a redução na renda alegaram que tinham outros meios de renda além do benefício previdenciário para cobrir os gastos:
Não percebi porque eu faço costuras para cobrir meus gastos. O que eu gasto além, a renda da costura cobre, por isso, eu não percebo minha renda diminuindo por causa do empréstimo e da fatura do cartão de crédito. (Entrevista 14)
Não percebi redução, porque eu gastei o dinheiro na reforma da casa e aluguei a outra que eu morava. Aí a renda da outra dava para pagar o
consignado. A fatura do cartão de crédito já é uma despesa que eu conto com ela, então, sei que gastei e terei que pagar. (Entrevista 18)
Os destes serviços que possuíam contas em atraso declararam sentimentos de preocupação, tristeza, medo e chateação, não havendo idosos que disseram tentar negociar o débito, conforme pode ser verificado nas assertivas abaixo:
A gente sente ameaçado também de estar sempre sendo cobrado. A gente não precisa nem do outro cobrar para a gente para saber que está devendo. A gente está sempre correndo atrás para pagar as dívidas. A gente sente preocupado com as contas. Ás vezes, a gente passa até sem dormir. A gente tem que estar sempre atento com as coisas que a gente deve. (Entrevista 08)
É chato. É chato porque tem que saber lidar com isso porque na próxima fatura já vem os jurinhos, vem os juros que eu vou ter que pagar para não juntar mais juros. É chato ficar devendo. Ficar devendo é muito ruim, ter dívida não é bom. A gente tem que fazer de acordo com o que consegue pagar porque senão no próximo mês vem um pouquinho a mais na fatura e você passa aperto de novo. (Entrevista 10)
Tristeza. Eu fazia empréstimos consignados para pagar as dívidas. Não conseguia dormir, não tinha sossego. O telefone não podia tocar que eu ficava com medo. Eu deprimi e hoje faço tratamento psiquiátrico por causa do meu descontrole financeiro. (Entrevista 15)
Me senti da pior maneira possível. Dormia e acordava qualquer hora da noite pensando nas dívidas, em que rumo tomar. Eu levantava e não sabia o que ia fazer para pagar as dívidas. Deus iluminou e veio um trabalho. (Entrevista 41)
De acordo com os discursos transcritos, o descontrole financeiro leva a um abatimento pessoal capaz de interferir na saúde psíquica como também no sono. Viu- se idosos voltando ao mercado de trabalho com o intuito de colocar a vida financeira em dia.
4.4.5. O idoso usuário do crédito consignado e do carnê de loja e a sua percepção