Planla Uygula
İ ISIL İŞLEMLER
4.2. İÇ DENETİMİN UYGULANMAS
4.2.2. İç Denetimin Sahada Gerçekleştirilmes
O presente estudo possibilitou verificar que, apesar de no Brasil, haver diferenças entre a renda de homens e mulheres, pelos testes estatísticos realizados, não foi possível perceber tal desigualdade, seja em relação ao gênero, à raça ou à faixa etária. Tal fato demonstra que os idosos entrevistados possuíam renda semelhantes quando avaliadas as citadas variáveis. A análise do perfil demonstrou a autonomia financeira destes, vez que todos possuíam renda e arcavam com os gastos domésticos seja de forma exclusiva ou compartilhada, embora tenham sido classificados como população de baixa renda e baixa escolaridade. Destaca-se o arranjo familiar dos entrevistados em relação à faixa etária, uma vez que quanto mais novos os idosos, mais variado era o seu arranjo familiar, demonstrando a transferência material destes para com netos e filhos, principalmente no caso das idosas. O arranjo domiciliar dessas apresentava-se mais diversificado quando comparado ao dos homens. Durante as entrevistas o que se notou foi uma satisfação dos idosos em poder contar com a companhia dos filhos e netos como também auxiliá-los em suas necessidades. Percebeu-se um ganho nessa relação intergeracional.
Quanto ao uso do crédito, verificou-se o poder de decisão dos idosos ao escolher o serviço a ser contratado como também sua dependência do crédito, visto que a maioria afirmou que contrataria novamente o serviço de crédito já utilizado. Percebeu-se que eles consideravam o crédito como parte da renda, pois contavam com o cartão e o crediário como forma de adquirir bens, principalmente, quando não possuíam dinheiro imediato para o consumo.
Sobre o uso do crédito e a faixa de renda constatou-se que o crediário era utilizado por pessoas que percebiam até três salários mínimos, já o cartão de crédito e o crédito consignado tinham mais adeptos idosos com renda acima de três salários mínimos. Percebeu-se que quanto menor a renda mais se usava o serviço de crédito, fato este que demonstra ser o crédito um meio de adquirir bens, tendo em vista que não foi mencionada a poupança para realizar desejos. Isto se comprova nas falas que indicam que uma das vantagens do crédito é conseguir resolver o problema, seja pagando dívidas, reformando a casa ou adquirindo bens.
O crédito consignado foi o que apresentou maior rejeição dos idosos. Estes alegaram que não mais utilizariam este serviço, apontando várias desvantagens. O longo prazo para pagamento desta modalidade de crédito, como também o fato dos idosos perceberem que o desconto realizado no benefício previdenciário a título de
pagamento faz falta no orçamento doméstico, bem como a alegação dos juros altos fortalecem a percepção negativa deste serviço. Estas alegações permitem verificar que os idosos não têm tanto conhecimento das condições referentes aos serviços de crédito, pois, a grande vantagem do empréstimo consignado é a taxa reduzida de juros quando comparados aos outros tipos de empréstimos ofertados por instituições financeiras. Verificou-se também que grande parte dos idosos não possuíam conhecimento sobre as condições contratadas para o crédito consignado, isto porque muitos nem sabiam quando terminariam os descontos, apesar de saber por quanto tempo contrataram o serviço. Observou-se que os idosos não pesquisavam taxas de juros e nem qual instituição financeira tinha a melhor oferta.
Neste estudo não se verificou a questão do planejamento para utilização de qualquer um dos tipos de crédito pesquisados. O que ficou evidente, no entanto, foi que os serviços eram utilizados sempre que havia um imprevisto, uma “necessidade”. Não foi demonstrada preocupação de poupar parte da renda para comprar à vista o que foi desejado, evitando os juros incidentes nas modalidades de crédito.
Sobre os motivos que levaram os idosos a contratar o serviço de crédito concluiu-se que o crédito consignado foi utilizado para realização pessoal do idoso, seja para reforma de casa, pagamento de dívida, tratamento de saúde ou viagem, demonstrando quanto os idosos têm se valorizado e buscado a realização dos seus desejos. O conforto do lar foi algo muito priorizado, percebeu-se grande satisfação ao realizar melhorias em suas residências. A ajuda aos filhos foi algo recorrente como motivo para contratar este serviço principalmente por homens idosos e o pagamento de dívida foi motivo relevante para as idosas. Já para o cartão de crédito a praticidade e o poder de compra foram citados como motivos da contratação, o que demonstra quanto este serviço propicia o consumo em razão de sua praticidade. O carnê de loja teve como motivo principal a possibilidade de se adquirir produto, seguido do poder comprar sem possuir dinheiro imediato. Estes motivos também caracterizam o carnê de loja como instrumento empoderador do consumidor, pois com o crediário se tem acesso ao consumo. Conclui-se também que para os idosos com idade superior a 75 anos, os motivos para o uso do cartão de crédito e do carnê de loja não estavam relacionados ao poder de compra, mas à possibilidade de se ter prazo para pagar e pela praticidade desses serviços, demonstrando com isso que estes idosos não primavam tanto por adquirir produto sem ter dinheiro imediato.
Em relação às consequências do uso do crédito, conclui-se que a maioria dos idosos percebeu a redução da renda como algo positivo em razão deste serviço permitir a aquisição de bens, realização dos desejos. Os idosos que mencionaram a redução da renda como negativa, foram aqueles que se envolveram em dívidas por meio de atraso no pagamento das contas, redução dos gastos com alimentação, fatos estes que caracterizaram o uso do crédito como algo que afetou a renda dos idosos e a economia familiar. Alguns tiveram o nome inscrito no órgão de proteção ao crédito, o que gerou sentimento de vergonha, incapacidade de gerir as finanças, constrangimento, incômodos e desonra, afetando a saúde física e mental de alguns idosos.
Quanto à percepção dos idoso sobre estarem endividados, o que se conclui é que este assunto lhes trazia constrangimento, pois os que assim se declararam diziam o mínimo desta situação e apenas mencionavam que estavam endividados porque tinham parcelas a vencer. Percebeu-se pelas falas dos entrevistados que estes consideravam que dívida não condizia com a situação do idoso, uma vez que aumenta a probabilidade de deixar esses compromissos financeiros para os filhos. A maioria dos idosos não se reconheceu endividados sob a alegação de que se tinha controle das despesas realizadas. Todavia, este controle não acontecia formalmente, ou seja, sabiam que possuíam condições de saldar o que deviam, mas não mencionaram anotações dos débitos como forma de planejar as novas compras sabendo das dívidas existentes. Sobre o conhecimento do que é ser endividado, os idosos confundiam endividamento com superendividamento, o que demonstra falta de conhecimento dos significados dos referidos termos.