DENETİM VE İÇ DENETİMİN AMAC
2.5. İÇ DENETİM TÜRLERİ
Quanto aos idosos usuários do carnê de loja, verificou-se que 33,4% não perceberam a redução na renda devido às compras no crediário, 44,4% perceberam e esta foi positiva e 22,2% declaração a redução como negativa.
Os idosos mencionaram que a redução foi positiva alegaram ser a forma de se adquirir produto, meio de facilitar o pagamento como ainda, foi positivo porque ter controle dos gastos. A partir dessas respostas categorizou-as em uma única categoria denominada de “poder de compra” (Tabela 36).
Tabela 36 - Categorização da Percepção Positiva da Redução da Renda em razão do uso do Carnê de Loja pelos Idosos. Viçosa/MG, 2016.
Poder de Compra Frequência (N) Porcentagem (%) Adquirir produto 2 50,0 Pagamento 1 25,0 Controle 1 25,0 Total 4 100,0
Fonte: Dados da pesquisa
A visão positiva verificada na redução da renda advém do fato do carnê de loja ser um meio para aquisição de produtos quando há necessidade. É o poder adquirir um bem em decorrência da confiança que o lojista tem que o idoso irá pagar. Mesmo com a diminuição da renda, prevalece o lado positivo do crediário, uma vez que se adquire o que é preciso:
(...) A redução é positiva porque eu consigo comprar o que eu preciso. (Entrevista 31)
(...) É positiva porque quando a gente precisa, a gente pode comprar. As pessoas confiam na gente. (Entrevista 53)
Também se percebeu como positiva a redução da renda ao usar o crediário em razão da possibilidade de parcelar o pagamento, facilitando com isso a compra:
É positiva, a gente vê o tanto que terá que tirar da aposentadoria para pagar as prestações do carnê. Mas, se não fosse as prestações eu não conseguia comprar. As prestações facilitam bem, ajuda e a gente compra mais. (Entrevista 53)
Pela assertiva da entrevista 53 denota-se que a facilidade da compra parcelada estimula o consumo, pois mencionou-se que com as compras parceladas se pode comprar mais e não menciona que esta compra advém de uma necessidade.
A redução da renda em decorrência do uso do crediário foi mencionada como positiva porque não afeta o orçamento, tem-se controle: “É positiva, as parcelas do crediário não pesam porque tenho controle dos meus gastos”. (Entrevista 56)
Os usuários do carnê de loja que perceberam a redução da renda em razão da utilização deste serviço e classificaram a diminuição como algo negativo se justificaram porque notaram que afetou o orçamento. Em razão disso, categorizou as respostas desses idosos em “interferência na renda”. Nesta categoria, os idosos classificaram a redução da renda como negativa, porque tiveram que reduzir as despesas básicas para consumir produtos que na visão de um idoso nem era algo necessário, mas sim supérfluo:
Negativa, porque a gente que está mais idoso usa remédio e tem remédio que é caro. Tem vez que tem que deixar de comprar o remédio por causa da prestação do carnê de loja. (Entrevista 39)
A redução da renda por causa de prestação no carnê de loja é negativa, porque não vale a pena reduzir na alimentação para comprar supérfluo. (Entrevista 46)
Pela fala 46 tem-se a plasticidade do consumo mencionada por Bauman (2008) ao dispor que na sociedade de consumo adquire-se bens por prazer, sem verificar a função pragmática ou instrumental do consumo. A entrevista 46 menciona que foi necessário reduzir na alimentação devido a compra de um bem supérfluo, caracterizando com isso, a não observância da função da aquisição do referido bem.
Os demais idosos usuários do carnê de loja que afirmaram perceber a redução assim declararam porque ou sentiram o orçamento apertar ou porque tinham controle desses gastos. Com isso, essas respostas foram categorizadas como “interferência na renda” e “controle” (Tabela 37):
Tabela 37 - Categorização da Percepção da Redução da Renda em razão do uso do Carnê de Loja pelos Idosos. Viçosa/MG, 2016.
Controle Frequência (N) Porcentagem (%) Interferência na renda Frequência (N) Porcentagem (%)
Controle das despesas 2 33,4 Orçamento Apertado 4 66,6
Total 2 33,4 4 66,6
Fonte: Dados da pesquisa
Os idosos que perceberam a redução, contudo, disseram que tinham controle a notaram porque sentiam que precisavam tirar do benefício um valor para pagar o compromisso assumido. Mas, em momento algum, manifestaram que esta retirada gera aperto no orçamento, fato este que demonstra o controle do que se consumiu para pagar no carnê de loja:
Percebo que a renda diminui porque depois que a gente compra, vem o pagamento e a gente vê o tanto que terá que tirar da aposentadoria para pagar as prestações do carnê. Mas, sempre dou conta de pagar tudo, graças a Deus. (Entrevista 55)
Reduz a renda porque se você tem parcela para pagar, diminui sim. (Entrevista 56)
Já as falas a seguir demonstram que as parcelas do carnê de loja geravam uma restrição da renda que refletia no modo de vida dos idosos, uma vez que estes afirmaram reduzir as compras de supermercado, deixar de comprar remédio como ainda, ficam com dificuldade de cumprir os compromissos assumidos:
Eu senti a redução porque eu fico apertada para pagar as contas. (Entrevista 31)
Percebi a redução da renda por causa das parcelas do carnê de loja porque a gente que está mais idoso usa remédio e tem remédio que é caro. Tem vez que tem que deixar de comprar o remédio por causa da prestação. (Entrevista 39)
Eu percebo a redução da renda quando compro no carnê porque eu tenho que reduzir as contas. Compro menos no supermercado e vou controlando. (Entrevista 46)
Ao questionar ao usuário de carnê de loja que possuía conta em atraso como ele se sentiu ao perceber que não pagava em dia suas obrigações, este afirmou sentir vergonha por considerar desonroso ter o nome sujo: “Eu fiquei com vergonha, muita vergonha...suja o nome da gente e o nome é a única coisa que a gente tem”. (Entrevista 31).
4.4.4. O idoso usuário do crédito consignado e do cartão de crédito e a sua