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KADIN İŞGÜCÜ KAVRAMININ TARİHSEL SÜREÇ İÇERİSİNDEKİ

VI. VARSAYIMLAR

1.5. KADIN İŞGÜCÜ KAVRAMININ TARİHSEL SÜREÇ İÇERİSİNDEKİ

Sabemos que o panorama da comunicação está a mudar, mas não sabemos ainda nem exactamente como, nem para onde se dirige. A espectaculariza- ção das notícias, a sociedade do espectáculo, o primado do infotainment, têm sido explicadas como um efeito da mutação do público, e produto da gera- ção agora em plena idade produtiva, e portanto mercado e economicamente relavante: a geração-X. Esta Gen-X, jovens adultos sub-30, vê e lê menos no- tícias, sabe menos do que se passa no mundo à sua volta, e o seu interesse por tais temas não tenderá a desenvolver-se; são tecnologicamente fluentes, visu- almente orientados, têm intervalos de atenção curtos, gostam de navegar e de fazer outras coisas enquanto absorvem notícias, exigem e apreciarem interac- tividade nos media, e procuraram activamente informação; acrescendo a isto que praticamente não lêem, preferindo o varrimento visual rápido (scanning) das páginas, pois estão aptos a processar simultaneamente múltiplas informa- ções de origem diversa. Preferem, às hard news, o infotainment, a informação espectáculo, o mundano, o bizarro e o fait divers, alheando-se de política e do noticiário internacional. E teria sido esta faixa de jovens adultos que produziu

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o panorama mediático que hoje temos à vista. Ora, o que há de imutável em qualquer geração, é que inevitavelmente será substituída por outra.

Pertenço talvez à última geração da terra que foi educada, e se recorda dis- tintamente, de um mundo sem computadores, onde a informação era um bem escasso, dispendioso e difícil de obter. Os computadores e as redes, de modos que talvez ainda só consigamos entrever, estão a alterar duradouramente a ex- periência das gerações mais jovens – que já falam, formatam e experienciam o real de modo diverso. Gen-X, que se aplicava aos sub-30, há-de ser substi- tuída pela geração-Zin. A geração Zin nasceu no auge da banda larga. Está a crescer. Não é ainda a geração do “pigeon”, e já não é a da crucificação da pátria que é a língua portuguesa no dialecto sms. É a que estará permanente- mente on line all the time for everyone, e já não se impressiona nem se sente grato por isso.

Digo que a sua experiência é percebida e modelada de forma diferente porque o impacto das tecnologias altera, desde muito cedo, o modo como pensam e a leitura que fazem do mundo. Para o ilustrar, uma pequena história sobre interactividade e virtualidade que me parece exemplar: há dias precisei de deixar o meu filho de 4 anos por algumas horas com uma baby sitter, e porque era a primeira vez que isso sucedia, tentei vender-lhe a ideia como algo de novo e muito excitante: que ia visitar uma escola nova, e conhecer a menina x, que ia fazer-lhe companhia e ensiná-lo/deixá-lo brincar com jogos de computador – que adora, e aos quais tem um acesso muito restrito. No final da minha exposição sobre “que bom vai ser passar a tarde com a menina x”, o miúdo estava rendido e já só tinha uma dúvida: “E essa menina, mamã, está dentro, ou fora do computador?”.

Não sabemos para onde tudo isto se dirige, nem onde vai parar. Não sabemos que notícias serão as desta geração que não vê grande diferença entre a menina estar dentro ou fora do computador.

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Parte III

Jornalismo Digital em Base de