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KADIN HASTALIKLARI VE DOĞUM STAJI AMAÇ VE ÖĞRENİM HEDEFLERİ

A reestruturação produtiva mudou profundamente o funcionamento das empresas e a vida do trabalhador por meio da flexibilidade dos processos de trabalho, da flexibilidade dos mercados de trabalho e da flexibilidade dos padrões de consumo. Enquanto o taylorismo e o fordismo ficaram caracterizados por um tipo de racionalização sem flexibilidade, a organização pós-taylorista e pós-fordista compreende a máxima racionalidade com a máxima flexibilidade e possibilita às empresas criar produtos mais adequados às necessidades dos vários segmentos do mercado.

A reestruturação produtiva foi o resultado da introdução de novas tecnologias de base microeletrônica (tecnologias da informação), combinada com a introdução de novas técnicas gerenciais do processo de trabalho, cuja primeira e mais importante consequência foi a desestruturação dos mercados de trabalho. Isso desencadeou aumento crescente do desemprego e do mercado informal, desaparecimento de muitas ocupações (como por exemplo, datilógrafo) e surgimento de tantas outras (webdesigner) e estabelecimento de novas e precárias relações de trabalho (jornada parcial de trabalho, contratos temporários, banco de horas, subcontratação, trabalho em domicílio, terceirização, persistência do trabalho infantil e do trabalho escravo em algumas regiões), por vezes, provocando grandes sofrimentos humanos. Essa nova estratégia encontrada pelo capital desviou o eixo da economia dos setores tradicionais para os intensivos em conhecimento e tecnologia. O Brasil, assim como todos os demais países, foi inserido no contexto da reestruturação produtiva na década de 1980, embora em condição subalterna diante dos países centrais.

As novas bases do sistema produtivo – conhecimento e tecnologia – fizeram surgir as incubadoras de empresas, com o propósito de contribuírem para o crescimento sustentável regional, que se mostra imprescindível ao responder às necessidades do presente sem

comprometer a capacidade das gerações futuras de contrapor às suas necessidades. Tal contribuição dá-se por meio do apoio à criação e ao desenvolvimento de novas empresas e de novas tecnologias, sobretudo, pelas incubadoras de base tecnológica.

Diferentes denominações, tais como Pós-Industrialismo, Pós-Fordismo, Sociedade da Informação, entre outras, referem-se à mesma sociedade que respondeu, com a reestruturação produtiva das empresas, à necessidade do capitalismo de reformular seu modelo econômico, otimizando a produtividade e sincronizando o uso do trabalho, da matéria prima, dos estoques e da informação, e não apenas das horas trabalhadas.

Esta nova sociedade, que incorporou a reestruturação produtiva das empresas, atentou para mudanças na educação e na socialização, para um novo papel do Estado, para a reestruturação dos meios de comunicação de massa nas indústrias da informação e para novas formas e padrões de consumo e comportamento do consumidor. Aceleraram-se não somente os processos econômicos, mas também a vida social, propiciada, especialmente, pelas inovações voltadas para a remoção de barreiras espaciais. As informações passaram a ser difundidas de maneira muito veloz pela mídia, pelas redes eletrônicas, pela televisão e pelos computadores. O capital, que tem construído sua história por meio do domínio do espaço e do tempo, serviu-se mais uma vez das características do momento para ganhar maior competitividade, ao inundar os mercados, constantemente, de novos produtos.

O ponto orientador de Castells (1999) para analisar a complexidade da nova economia é a revolução da tecnologia da informação. Essa, segundo sua análise, constitui-se como um evento histórico da mesma importância da Revolução Industrial do século XVIII, induzindo um padrão de descontinuidade nas bases materiais da economia, sociedade e cultura. Para o autor, o modo como as sociedades dominam a tecnologia determinam seu destino. Na maioria das vezes, a tecnologia expressa a habilidade de uma sociedade para impulsionar seu domínio tecnológico por intermédio das instituições sociais, especialmente o Estado. A nova economia é informacional18e global ao mesmo tempo, porque a produtividade é gerada e a concorrência é feita em uma rede global de interação.

O que caracteriza a hodierna revolução tecnológica não é a centralidade de conhecimentos e informação, mas sua aplicação para a geração de conhecimentos e de

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Para Castells, o termo informacional indica o atributo de uma forma específica de organização social em que a geração, o processamento e a transmissão da informação tornam-se as fontes fundamentais de produtividade e poder devido às novas condições tecnológicas. Ele comparou esse termo à sociedade industrial. Esta não é apenas uma sociedade em que há indústrias, mas uma sociedade em que as formas sociais e tecnológicas de organização industrial permeiam todas as esferas de atividade, passando pelas atividades localizadas no sistema econômico e na tecnologia militar e alcançando os objetivos e hábitos da vida cotidiana.

dispositivos de processamento/comunicação da informação, em um ciclo de realimentação cumulativo entre a inovação e seu uso. As novas tecnologias da informação difundiram-se pelo mundo em meados dos anos 1970 e 1990, por meio da aplicação imediata no próprio desenvolvimento da tecnologia gerada, conectando o mundo através dessa tecnologia. O aprendizado e o conhecimento tornaram-se mais importantes nesta etapa específica do desenvolvimento capitalista do que em qualquer época anterior.

A inovação passa a ser o grande diferencial competitivo na nova sociedade, pois as empresas foram obrigadas a criar novas estratégias, conquistar novos mercados, desenvolver novos processos de fabricação ou operação e desenvolver novos produtos e serviços para responder às exigências, cada vez maiores, dos clientes. As ideias e as inovações passaram a ser as mais preciosas moedas, deixando as empresas de investirem em “braços” para investirem em “cabeças”. O know-how, conjunto de conhecimentos que possibilitam criar valor agregado em bases competitivas, passou a ser a riqueza na nova sociedade. A “mais valia”, que antes era determinada pelo esforço físico e pelo trabalho mecânico, passou a ser determinada pelo esforço mental e criativo. Também o acesso ao conhecimento científico e técnico diferencial passou a significar vantagem competitiva, pois a ciência tornou-se o meio de trabalho mais importante no processo de produção.

A nova sociedade é caracterizada, portanto, pela valorização do conhecimento transformado na mais importante força produtiva para a reprodução em escala ampliada do capital, tornando-se ele mesmo a mais valorizada das mercadorias, já que é a codificação do conhecimento que se constitui na força diretiva da inovação. Mas, também o saber reproduz- se e se renova graças à utilização das tecnologias da informação, que permitem a formação de redes de comunicação global. A ciência conserva e adquire importância decisiva na determinação da competitividade das empresas e, em consequência, do poder econômico e político dos Estados-Nações.

As incubadoras de empresas de base tecnológica encontraram terreno fértil na nova sociedade (Sociedade Pós-Industrial), cujas bases – conhecimento e tecnologia – são os insumos para o desenvolvimento de novos produtos e novos processos e, também, para a geração de postos de trabalho qualificados. Tais incubadoras utilizam-se, positivamente, de mecanismos da nova estratégia encontrada pelas empresas, ou seja, da reestruturação produtiva, contribuindo para a dinamização do crescimento econômico e social.

1.4. Novos modelos organizacionais correspondentes às necessidades advindas da

Benzer Belgeler