I. BÖLÜM
3.2. Çapraz Tablolar
3.2.4. Kademeli eğitime yaklaşım
O quarto objetivo específico do presente trabalho visou responder a seguinte questão de pesquisa: Quais as relações entre sintomas de ansiedade, apoio social e aspectos sociobiodemográficos em mães de recém-nascidos prematuros hospitalizados? Para tanto, foram investigadas as possíveis relações entre os aspectos supracitados. Salienta-se, entretanto, que quanto às variáveis categóricas, foram incluídas na análise aquelas que são dicotômicas.
A Ansiedade-Estado teve relação negativa de intensidade fraca com a percepção do estado geral de saúde materno (r = -0,312; p = 0,009). Este resultado indica que quanto pior a percepção do estado geral de saúde da genitora, maior a prevalência da
Ansiedade-Estado, sendo o inverso também verdadeiro.
Estes dados demonstram aspectos relacionados à saúde materna estão relacionados a referida sintomatologia. Este é um aspecto relevante, pois o contexto do nascimento pré-termo tende a estar associado à presença de intercorrências que afetam a saúde materna durante o ciclo gravídico puerperal, assim o fato dela estar se percebendo com uma boa saúde física, pode estar relacionado há uma menor prevalência da sintomatologia ansiogênica do tipo situacional. Ademais, se perceber como não estando com uma boa saúde, em um contexto que é contexto que é considerado de crise, pode estar associado ao aumento dos sintomas de ansiedade.
Já a o traço de ansiedade teve associação negativa de intensidade fraca com a escolaridade materna (r =-0,339; p= 0,004), do companheiro (r = -0,312, p= 0,020), bem como com o número de consultas pré-natal (r = -0,248; p =). Portanto, quanto maior o número de anos de estudo por parte da genitora e do companheiro, e maior o número de consultas pré-natal, menor a sintomatologia de Ansiedade-Traço, sendo o inverso também verdadeiro. Resultado semelhante foi encontrado por Padovani (2005) constataram também relações negativas significativas entre os escores maternos na escala Ansiedade-Traço e o nível de escolaridade materno.
Também foi encontrada relação positiva com o número de gestações (r =0,305; p=0,010). Assim, quanto maior o número de gestações, mais prevalentes os sintomas de Ansiedade-Traço. Além disso, as mães que participaram de atividades esportivas ou em grupo antes da hospitalização relataram sintomas de Ansiedade-Estado menos intensos (U = 251,500; p =0,017).
Já as genitoras que relataram histórico de aborto anterior, referiram sintomas mais intensos de Ansiedade-Estado (U = 359,500; p = 0,047 ) e Ansiedade-Traço (U = 323,000; p = 0,014). Esse achado vai ao encontro dos resultados abordados em um
estudo realizado com mães com histórico anterior de aborto que avaliou sintomas de ansiedade e depressão, desde a gestação até o pós-parto. Nesta pesquisa foi constatado que o número de abortos/natimortos anteriores predisse a sintomatologia ansiogênica na gestação seguinte, mesmo quando ocorreu o nascimento de uma criança sem problemas de saúde relevantes (Blackmore et al., 2011).
Destaca-se, portanto, que no presente trabalho os sintomas de ansiedade não estiveram relacionados ao estado de saúde do neonato e a características, tais como o peso ou a idade gestacional. Houve relação entre a referida sintomatologia e características maternas, como por exemplo, escolaridade e histórico de aborto anterior. Assim, estes sintomas parecem estar associados a acontecimentos que ocorreram ao longo da história de vida da genitora, e a forma que esta tem enfrentado a situação de hospitalização do seu filho.
Quanto ao apoio social, a escolaridade materna teve correlação positiva de intensidade fraca com a dimensão de apoio emocional (r = 0,286; p = 0,017) e interação social positiva (0,344; p = 0,004). Já a escolaridade do companheiro teve correlação positiva de intensidade fraca com a dimensão de apoio afetivo (r = 0,281; p= 0,038), emocional (r = 0,313; p = 0,020), escore total de apoio (r = 0,328; p = 0,014), e de intensidade moderada com a dimensão de interação social positiva (r = 0,404; p = 0,002).
Resultados semelhantes foram encontrados em estudo realizado por Griep et al. (2005), em que foi constatado haver uma relação positiva entre o apoio afetivo e de interação social e maiores níveis de escolaridade. Este resultado tem como base a hipótese de que o maior número de anos de estudo está associado ao estabelecimento de uma maior quantidade de contatos sociais (Griep et al., 2005).
intensidade fraca com a dimensão de apoio emocional (r = 0,253; p = 0,035). No estudo desenvolvido por Griep et al., (2005) os participantes que avaliaram positivamente o seu estado de saúde, relataram ter um bom apoio. Este resultado parte da hipótese de que o indivíduo que possui uma melhor percepção sobre o seu estado de saúde, tende a ter também melhor percepção de apoio social.
Foi constatada ainda uma relação negativa entre número de gestações e apoio material (r = -0,249; p = 0,038), interação social positiva (r = -0,237; p = 0,048), e o escore total de apoio (r = -0,272; p = 0,023). Além disso, as mães que participaram de atividades esportivas ou artísticas em grupo se perceberam como tendo um melhor apoio afetivo (U = 272,000; p = 0,007).
De acordo com Griep et al., (2005) pessoas que participam de atividades em grupo têm mais possibilidade de relatar ter um melhor apoio, pois tendem a desenvolver contatos ao longo dos anos de estudo.
As mães que relataram se sentir a vontade para falar sobre quase tudo de si mesma com algum familiar apresentaram maior escore de apoio emocional, quando comparadas as que não relataram (U = 273,500; p = 0,021). Resultado semelhante foi encontrado por Griep et al., (2005) que constatou que maior a quantidade de parentes e amigos íntimos referidos, melhor a percepção de apoio social. Este aspecto confirma a hipótese desenvolvida pelo referido autor de que indivíduos casados ou que não moram sozinhos têm mais chance de apresentar altos escores de apoio social (Griep et al., 2005).
As genitoras que não relataram ocorrência de aborto anterior referiram uma maior percepção de apoio material (U = 363,000; p = 0,044). As mães que não apresentaram intercorrência durante a gestação relataram melhores índices de apoio emocional (U = 349,000; p = 0,023).
abordado como um potencial fator de proteção para desfechos de saúde (Zanini et al., 2009). Podendo vir a proporcionar benefícios a saúde da mulher durante o ciclo gravídico puerperal.
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo teve seus objetivos alcançados, contribuindo para uma melhor compreensão quanto à percepção de apoio social e os sintomas de ansiedade em mães de bebês prematuros hospitalizados. Neste, foi possível observar que as genitoras, apesar de permanecerem como acompanhantes de seus filhos no hospital, tendo reduzido o contato com sua rede de apoio, se perceberam tendo um bom apoio social, não se diferenciando das mães de bebês a termo. Assim, mesmo diante do contexto de hospitalização, as puérperas de ambos os grupo relataram perceber que tem com quem contar em situações diversas.
Além disso, foi possível constatar que o nascimento pré-termo está associado à alta prevalência de sintomas de Ansiedade-Estado, ressaltando que o momento de hospitalização do bebê deve ser percebido com especial atenção. Dessa maneira, apesar do estado de saúde do neonato demandar cuidados especiais, a saúde psíquica da puérpera deve ser observada.
Também, destaca-se a existência da relação entre a Ansiedade-Traço e Estado. Este resultado enfatiza a relevância de que as intervenções realizadas com as mães de bebês pré-termo hospitalizados não devem focar apenas na redução da ansiedade situacional. Deve-se enfatizar ainda a ansiedade que tende a se manter mais constante ao longo da vida e que esta relacionada a maneira que a genitora reage as situações estressantes.
Outro aspecto relevante são as variáveis sociobiodemográficas associadas ao apoio social e a ansiedade. A identificação destas relações também pode vir a auxiliar no desenvolvimento de intervenções a serem realizadas com genitoras de neonatos pré- termo.
Quanto à associação entre o apoio social e a sintomatologia ansiogênica, salienta-se que esta foi de fraca a moderada, e que a Ansiedade-Estado esteve relacionada apenas ao apoio emocional, que corresponde a demonstrações de amor, carinho empatia e suporte. Entretanto, esta relação demonstra a importância do apoio social percebido pelas genitoras durante a hospitalização do bebê prematuro, ressaltando a relevância de que os profissionais de saúde levem em consideração os aspectos psicossociais que perpassam o nascimento pré-termo.
Portanto, esta pesquisa pode ser útil para estudantes da área de saúde que objetivem obter informações a respeito do apoio social percebido e de sintomas de ansiedade em mães de neonatos pré-termo hospitalizados, já que este é um assunto, que apesar de ter grande relevância, tem sido pouco abordado na literatura nacional e internacional. Além disso, esta traz contribuições ao ressaltar a importância de que as ações propostas pela política de humanização neonatal brasileira sejam postas em prática de maneira ainda mais efetiva, a fim de proporcionar melhorias à saúde psíquica das mães de bebês prematuros hospitalizados.
Faz-se premente abordar algumas considerações a respeito do presente estudo. A amostra por conveniência não possibilita generalizações, entretanto, ela permite conhecer o contexto investigado, o que é importante, já que outras pesquisas que avaliaram sintomas de ansiedade em mães de bebês prematuros também utilizaram este tipo de amostra, mas foram realizados na região Sudeste do Brasil. Além, disso, a avaliação dos sintomas de ansiedade foi realizada tendo como base um instrumento de autorrelato, assim foi identificada a presença da sintomatologia em nível clínico e não de transtornos de ansiedade.
Outro aspecto a ser destacado é que não existe uma padronização do IDATE para avaliação de genitoras no pós-parto, nem tão pouco para mães de bebês pré-termo
hospitalizados. Considerando que este é um momento do ciclo de vida da mulher, no qual ocorrem transformações físicas, psíquicas e sociais, sugere-se que sejam desenvolvidos novos estudos que objetivem criar e validar um instrumento para avaliação da sintomatologia ansiogênica durante o ciclo gravídico puerperal.
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