RESİMLER LİSTESİ
6. Kütahya’nın Coğrafi Durumu
Existe uma variedade de tipos de Unidades de Serviços Médico-Hospitalares, genericamente denominados de hospitais, que se diferencia quanto ao porte, a resolubilidade (capacidade da instituição receber, diagnosticar e dar seguimento ao tratamento dos usuários que o procuram), tipologia e área adscrita. Juntos, tais características compõem o perfil de uma Unidade de Serviços Médico-Hospitalares (MILLER; SWENSSON, 2002).
A característica mais peculiar de uma Unidade de Serviços Médico- Hospitalares é a sua capacidade de “internar” seus usuários, por um curto período, como ocorre nos Serviços de Pronto Atendimento (SPA), ou por longos períodos, em Unidades de Serviços Médico-Hospitalares de apoio, de crônicos, ou em unidades especializadas na
recuperação de agravos ao aparelho locomotor, como as que integram a Rede SARAH, por exemplo, onde certos usuários com lesões na medula podem permanecer internados por toda sua existência (TOLEDO, 2002).
O tamanho das Unidades de Serviços Médico-Hospitalares, geralmente, medido pelo número de leitos, vem se reduzindo na última década em decorrência de inúmeros fatores, dentre os quais estão o risco crescente de infecções hospitalares, as dificuldades de gerenciamento e o alto custo de implantação e operação das unidades de grande porte. Atualmente, uma Unidade de Serviços Médico-Hospitalares com internação dotada de mais de duzentos leitos é considerada de grande porte, unidades com número de leitos variando entre 40 e 200 leitos são de médio porte, e unidades com menos de quarenta leitos são consideradas de pequeno porte (TOLEDO, 2002).
Segundo Toledo (2002), outra característica que compõe o perfil de uma Unidade de Serviços Médico-Hospitalares (USMH) é a tipologia. Sob a perspectiva da tipologia, o autor afirma que uma USMH pode ser classificada em:
• USMH Geral: é a unidade que tem por objetivo atender usuários necessitados de assistência médica geral. Quando de alta resolubilidade, a USMH é dotada de “Apoio ao Diagnóstico”, constituído pelas Unidades de Imaginologia (Raio-X, Tomógrafo, Ressonância Magnética), Endoscopia, Laboratório de Análises Clínicas e Anatomopatologias, etc. É dotado, também, de “Tratamento” que é constituído pelo Centro Cirúrgico, Centro Obstétrico, Unidades de Terapia Intensiva, Emergência, Pronto-Socorro. Possui, ainda, a “Internação” que pode ser infantil, obstétrica, cirúrgica e de clínica médica.
• USMH de Emergência: neste tipo de USMH destacam-se as Unidades de Emergência, os Centro Cirúrgicos e Tratamento Intensivo e, em algumas unidades, Internação de Queimados. Tem como foco principal o de diagnosticar e tratar de forma adequada usuários em estado grave e que, portanto, necessitam de cuidados imediatos.
• USMH Pediátrica ou Infantil: destinado ao atendimento de crianças e adolescentes (desde recém-nacidos até 18 anos), uma USMH do tipo Pediátrica ou Infantil apresenta configuração análoga a de uma USMH Geral, sendo que a única diferença é a presença, naquele, de um Centro Obstétrico, o qual não existe em USMH Gerais. Pode-se destacar, ainda,
que em USMH Pediátricas, as mães do usuários tem acesso ao setor de internação e os mesmos são divididos segundo a idade.
• USMH de Apoio: tem a função de aumentar o desempenho das unidades com alta resolubilidade e com alto custo de internação, na medida em que eleva a rotatividade das internações e trata os usuários de quadro clínico mais simples.
• USMH Especializada: destinado ao diagnostico, tratamento e recuperação de usuários com patologias crônicas e específicas, como por exemplo, cardiologia, oncologia, infectologia, etc. No passado, tais Unidades constituíam-se em espécies de prisões, onde os usuários ficavam totalmente isolados. São os casos dos sanatórios para tratamento de tuberculosos ou de leprosos, e de USMH que tratavam doentes mentais.
• Maternidade: destinada ao atendimento de gestantes durante toda gravidez, o parto e o pós-parto, quando busca atender, também, ao recém-nascido. De modo geral, uma maternidade pode variar quanto à complexidade tecnológica e grau de resolubilidade, podendo variar desde uma “ Casa de Partos”, onde parteira são assistidas por supervisão médica, até Maternidades de Referência que tratam das gravidezes de alto risco.
• Unidade Mista: trata-se de uma USMH que possui unidade de apoio a diagnósticos de média complexidade, um centro cirúrgico/obstétrico e uma ala de internação com pequena capacidade.
Toledo (2002) afirma que as Unidades de Serviços Médico-Hospitalares podem ser classificadas, também, segundo outros critérios. Dessa forma, a classificação pode se basear em:
• Classificação Clínica, ou segundo a finalidade ou assistência: a) Unidade de Serviços Médico-Hospitalares Especializada; b) Unidade de Serviços Médico-Hospitalares Geral.
• Classificação conforme a dependência, ou seja, propriedade ou manutenção, controle ou administração:
a) Unidade de Serviços Médico-Hospitalares Oficial:
Unidade de Serviços Médico-Hospitalares Federal ou Nacional; Unidade de Serviços Médico-Hospitalares Estadual;
b) Unidade de Serviços Médico-Hospitalares Particular: De finalidade filantrópica ou de assistência gratuita; De finalidade não-lucrativa ou de interesse mútuo; De finalidade lucrativa ou visando rendas.
c) Unidade de Serviços Médico-Hospitalares Paraestatal. • Classificação segundo a lotação:
a) Unidade de Serviços Médico-Hospitalares de pequeno porte (25 a 49 leitos);
b) Unidade de Serviços Médico-Hospitalares de médio porte (50 a 149 leitos);
c) Unidade de Serviços Médico-Hospitalares de grande porte (150 a 500 leitos);
d) Unidade de Serviços Médico-Hospitalares de porte especial (acima de 500 leitos).
Uma das características típicas das Unidades de Serviços Médico-Hospitalares é abrigar funções extremamente diversificadas e, muitas vezes, incompatíveis entre si. Além das atividades terapêuticas, de apoio ao diagnóstico e tratamento, as Unidades de Serviços Médico-Hospitalares desempenham outras funções tais como a de hotelaria e industrial. Enquanto a primeira está destinada a receber, hospedar e alimentar usuários e acompanhantes, a segunda função busca produzir, processar e distribuir diversos insumos, dentre eles roupas, materiais esterilizados, gases e medicamentos (MILLER; SWENSSON, 2002).
Dessa forma, as áreas funcionais de uma Unidade de Serviços Médico- Hospitalares devem ser corretamente posicionadas, levando-se em consideração os fluxos gerados por elas, como fluxos de usuários, de acompanhantes, da equipe médica, de funcionários, de alimentos, de material contaminado, cadáveres, etc. A importância de um posicionamento adequado das áreas funcionais de uma Unidade pode evitar a contaminação pelo cruzamento de materiais limpos e contaminados, ou o contato indesejado de usuários com doenças infecto-contagiosas com outros doentes. Além disso, auxilia a otimizar aspectos terapêuticos e operacionais por meio da aproximação do setor de apoio ao diagnóstico às unidades de emergência, ambulatório e internação, ou ainda, situando caldeiras perto das unidades consumidoras de vapor (lavanderia, nutrição e esterilização), ou isolando o depósito de lixo (MILLER; SWENSSON, 2002).
Paralelamente, é de suma importância um fornecimento perfeito, livre de falhas, de água e energia elétrica, pois a ausência de ambos pode colocar a vida de diversos usuários em risco. Os sistemas de comunicação também devem ser confiáveis no sentido de viabilizar a adoção de tecnologias sofisticadas de transmissão de dados, utilizadas pelos sistemas de agendamento de consultas e diagnósticos remotos, em tempo real. Além da perspectiva da tipologia, as Unidades de Serviços Médico-Hospitalares podem ser analisadas sob a perspectiva sistêmica, enquanto um sistema de produção dotado de processos interligados que transformam entradas usuários doentes em saídas com agregação de valor (usuário com o estado de saúde restabelecido) (MILLER; SWENSSON, 2002).
Esta perspectiva é tratada em detalhes pela próxima sessão.