BÖLÜM 3: KATALOG
3.2. Kütahya’da Günümüze Ulaşamayan Çeşmeler
De acordo com a Figura 12 e 13, podemos observar que o estresse hídrico contínuo (E1) influenciou mais o conteúdo de água na folha, causando maior redução em seus teores em comparação ao tratamento sob estresse intermitente (E2). No início do experimento, quando a umidade do solo era próxima entre os tratamentos, a variação do potencial de água na folha era mínima, aumentando com a imposição do estresse hídrico.
Figura 12 – Potencial de água na folha para solo arenoso, nos diferentes estresses e porta-enxertos para estresse contínuo (E1) e intermitente (E2), considerando a área molhada (100% e 12,5%)
De acordo com Taiz e Zeiger (2004), após o solo atingir valores de umidade muito baixos, o fluxo de água do solo para as raízes é bem lenta, pois a condutividade hidráulica do solo é baixa. Mais tarde, essa reidratação é impedida pela resistência dentro da planta, que é muito maior que aquela dentro do solo. Dessa forma, a redução do potencial de água na folha deve-se a maior resistência que a água encontra para atravessar o solo e as células vegetais.
Na Tabela 9 é apresentada a análise de variância para o potencial da água na folha medido ao alvorecer dos dias 01/08, 13/08, 20/08, 04/09, 11/09, 17/09, 24/09, 01/10 e 19/10. Todos os tratamentos apresentaram significância quanto à variável em pelo menos uma das avaliações realizadas, sendo possível verificar algumas inter-relações entre as mesmas.
Figura 13 – Potencial de água na folha para solo argiloso, nos diferentes estresses e porta-enxertos para estresse contínuo (E1) e intermitente (E2), considerando a área molhada (100% e 12,5%)
O potencial da água na folha das plantas com área de solo molhado reduzido foi 31,5% maior que nas plantas com 100% de solo molhado (-1,085 MPa e -0,7435 MPa). Esse resultado indica uma influência da área molhada do solo na hidratação da planta.
Estes resultados, entretanto, são relativamente altos. Cerqueira et al. (2004), estudando porta enxertos cítricos, apresentam valores médios de -0,8 MPa para as mudas irrigadas e de -2,7 MPa após 12 dias de déficit hídrico.
Tabela 9 - Resumo da análise de variância referente ao potencial de água na folha (MPa) das plantas submetidas a diferentes tipos de solo, estresse, área molhada e porta-enxerto
* Significativo a 5% de probabilidade, **Significativo à 1% de probabilidade, ns: não significativo.
Analisando os tratamentos isoladamente, na Tabela 10, observa-se que a partir do reinício das irrigações (01/09), o potencial de água na folha diferiu estatisticamente mediante os tratamentos de área molhada, sendo que os mesmos sempre menores para 100% de área molhada.
Tabela 10 - Análise de médias referente ao potencial de água na folha (MPa), em função da porcentagem de área molhada
Tratamento 04 setembro 11 setembro 17 setembro 24 setembro
12,5% -1,25 b -0,69 b -0,38 b -0,64 b
100% -0,41 a -0,34 a -0,26 a -0,26 a
Médias seguidas de mesma letra maiúscula na linha e minúscula na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey com um nível nominal de significância (α) de 5%.
Os porta-enxertos utilizados também apresentaram variação no potencial de água nas folhas (MPA), conforme a Tabela 11. Esta análise demonstra que o porta- enxerto citrumelo Swingle apresentou-se 69% superior que o limoeiro Cravo, sendo esta variação significativa durante o período inicial após a imposição dos estresses às plantas.
Tabela 11 - Análise de médias referente ao potencial de água na folha em função do porta-enxerto
Tratamento 13 de agosto
Cravo -0,93 b
Swingle -0,64 a
Médias seguidas de mesma letra maiúscula na linha e minúscula na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey com um nível nominal de significância (α) de 5%.
FV Estatística F GL 01/08 13/08 20/08 04/09 11/09 17/09 24/09 01/10 Solo 1 0,27ns 16,65** 0,86ns 0,01ns 1,95ns 2,23ns 28,46** 35,45** Estresse 1 1,50ns 7,93** 34,16 ** 0,14ns 0,04ns 1,24ns 0,01ns 0,09ns Aw 1 5,47* 0,83ns 0,02ns 6,99* 39,64** 9,63** 126,47** 2,62ns PE 1 0,12ns 9,46** 0,01ns 0,869ns 0,56ns 0,34ns 1,35ns 0,48ns SoloxAw 1 0,17ns 0,57ns 5,64* 0,06ns 0,42ns 0,93ns 10,88** 1,48ns Estresse x PE 1 0,14 ns 2,51ns 0,05ns 1,99ns 1,22ns 5,58* 0,94ns 0,27ns Resíduo 32 - - - - CV (%) 20,41 42,61 25,67 13,2 38,32 42,93 26,31 42,38
A partir destes resultados pode-se observar que a diferença de potencial de água na folha foi superior estatisticamente para Citrumelo Swingle quando comparado ao limoeiro Cravo. Durante o período de estresses, (13 e 20 de agosto), conforme a Tabela 12, nota-se que há diferença significativa entre o estresse contínuo e o estresse intermitente, sendo que o potencial de água na folha foi estatisticamente superior para o estresse intermitente. Isto indica que a reposição de 30% da ET0 favoreceu as plantas, devido ao menor estresse ao qual estavam submetidas.
Tabela 12 - Análise de médias referente ao potencial de água na folha em função do tipo de estresse
Tratamento 13 de agosto 20 agosto
E1 Contínuo -0,92 b -2,45 b
E2 Intermitente -0,65 a -1,58 a
Médias seguidas de mesma letra maiúscula na linha e minúscula na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey com um nível nominal de significância (α) de 5%.
Observando a Tabela 13, verifica-se que o potencial de água na folha variou significativamente entre os tipos de solo analisados, nos dias 13/08, 24/09 e 01/10, sendo os maiores valores encontrados para o solo argiloso.
Tabela 13 - Análise de médias referente ao potencial de água na folha em função do tipo de solo
Tratamento 13 de agosto 24 de setembro 01 de outubro
Arenoso -0,98 b -0,54 b -0,67 b
Argiloso -0,59 a -0,36 a -0,31 a
Médias seguidas de mesma letra maiúscula na linha e minúscula na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey com um nível nominal de significância (α) de 5%.
Pode-se observar que para estas datas, o solo argiloso apresentou menores médias no potencial de água presente nas folhas, diferindo significativamente do solo arenoso. Para melhor compreender estes resultados, observa-se, na Tabela 14, o desdobramento da interação entre os tipos de solo estudados e a porcentagem de área molhada (Aw).
Tabela 14 - Análise de médias referente ao potencial de água na folha em função do tipo de solo e porcentagem de área molhada para o dia 20 de agosto e 24 de setembro
Tratamento 20 de agosto 24 de setembro
100% 12,5% 100% 12,5%
Arenoso -2,11Aa -1,77Ab -0,78Aa -0,29Ba
Argiloso -1,89Aa -2,27Aa -0,49Ab -0,22Ba
Médias seguidas de mesma letra maiúscula na linha e minúscula na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey com um nível nominal de significância (α) de 5%.
Para o dia 20 de agosto, observa-se que 12,5% da área molhada à diferença significativa, sendo o potencial de água na folha do solo arenoso 22% maior o argiloso. No dia 24 de setembro, 20 dias após o reinício da irrigação, a imposição de redução de área molhada foi significativamente superior comparada à 100% de área molhada, para ambos os solos. Verificou-se uma interação significativa entre porta- enxertos e estresse submetido, aos 17 dias após o término da imposição dos estresses (Tabela 15).
Tabela 15 - Análise de médias referente ao potencial de água na folha, em função do tipo de estresse e porta-enxerto para o dia 17 de setembro
Tratamento Cravo Swingle
E1 (30 dias) -0,24Bb -0,35Aa
E2 (intermitente) -0,37Aa -0,30Aa
Médias seguidas de mesma letra maiúscula na linha e minúscula na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey com um nível nominal de significância (α) de 5%.
No porta-enxerto limão Cravo é observado que o potencial de água na folha é 65% maior comparando estresse intermitente com o contínuo e para este, também há diferença significativa quanto ao porta-enxerto analisado: 69% maior, comparando Cravo com Swingle.
Carbonneau et al. (2004) afirmam que o potencial hídrico de base (antes do alvorecer) pode ser considerado um indicador muito sensível de estresse hídrico, quando o conteúdo de água disponível no solo for inferior a 50%. Segundo Deloire et al. (2004), quando os valores de potenciais são superiores a - 0,2 MPa, o manejo de água é considerado adequado, uma vez que a ocorrência de estresse hídrico é suave ou nula. Como os valores de potencial da água na folha, ao alvorecer, foram superiores a este, pode-se inferir que as plantas encontravam-se sob estresse moderado a severo.