BİR KRİZDEN KORUNMA VEYA KRİZLERİN ETKİLERİNİ AZALTMA STRATEJİSİ OLARAK KÜÇÜLME
2.1 Küçülmenin Kavramsal Analiz
2.1.5 Küçülme Alternatifler
quais os fatores intervenientes na definição da localização de uma atividade. Aqui foram arrolados apenas alguns estudos que apontam o rumo seguido pelas pesquisas com base em pressupostos que se pode dizer são clássicos nos estudos urbanos, sejam de natureza econômica ou sociológica.
2.1.2 Alguns caminhos e a geografia
No âmbito específico da Geografia não se pode deixar de citar aqueles textos que abordam a temática de uma maneira também clássica ou tradicional. Nem sempre o centro aparece como a preocupação específica dos estudos mas, de qualquer modo as análises efetivadas conduzem as discussões para um caminho cada vez mais aprofundado e, cumulativamente, permitem uma melhor compreensão da realidade.
A Teoria das Localidades Centrais desenvolvida por Chistaller (1966),14
certamente tem grande valia para a discussão cujo objetivo seja explicar a existência de uma organização espacial das povoações, suas áreas de influência, suas localizações relativas e dimensões, mas, notadamente em uma escala regional.
Beaujeu-Garnier & Chabot (1963)15 ainda não haviam expressado uma
preocupação direta com o centro no livro que durante décadas balizou o pensamento urbano na geografia francesa e nas escolas por ela influenciadas. Mais tarde, em edição mais recente que se pode tratar como uma nova versão do texto clássico, Beaujeu-Garnier (1997)16 se ocupa com maior dedicação ao centro uma vez que entende que “o centro de negócios merece, pois, ser considerado como um dos elementos característicos do sistema de relações que estrutura o sistema urbano”.17 A autora distingue o C.B.D. (Central Business District) do centro urbano
mas analisa os dois apenas em seu aspecto evolutivo e funcional, não superando as limitações teóricas que limitaram as análises tradicionais.
14 CHISTALLER, W. Central places in souther Germany. S/l: Prentice-Hall, 1966.
15 BEAUJEU-GARNIER, Jacqueline & CHABOT, Georges. Traité de géographie urbaine. Paris: Ar- mand Colin, 1963.
16 BEAUJEU-GARNIER, Jacqueline. Geografia urbana. 2. ed. Lisboa: Gulbenkian, 1997. 17 BEAJEAU-GARNIER, J. Ibidem, p.26.
Ainda Johnson (1974)18 e George (1983)19 também tomados como manuais de Geografia Urbana, devem ser lembrados como referências importantes nesta área, considerando que durante muito tempo influenciaram o temário da pesquisa geográfica. Foi Santos (1981)20 quem verdadeiramente extrapolou as fronteiras dos
estudos ingleses e franceses para, ainda no caráter de manual, tratar do estudo de cidades de países subdesenvolvidos, analisando o papel dos centros nestas estruturas urbanas, via de regra de características bastante marcantes por constituírem o nódulo principal dos fluxos.
Outros autores, nos últimos tempos, não necessariamente no âmbito da geografia, também têm contribuído para uma fundamentação mais precisa da análise do espaço urbano, embasado nos pressupostos construídos por Marx. Lojikine (1982)21, Gotdiener (1993)22 e Castells (1978)23 fundam suas teorias na idéia de que a cidade seja por excelência o local de produção, e que isso é que define a aglomeração como uma força produtiva. Entretanto, uma análise muito presa a um aspecto apenas da realidade corre o risco de segmentar o todo, em uma conclusão que separe o consumo de um lado e a produção de outro.
Modernamente a incorporação de elementos subjetivos na análise do centro empresta aos estudos uma consideração diferenciada. Trata-se de uma perspectiva mais próxima do caráter atual dos estudos e alcançam um enfoque cuja perspicácia não deve ser desconsiderada. André (1994)24 demonstra uma preocupação
efetivamente mais próxima da temática que se deseja analisar já que incorpora elementos de caráter subjetivo à sua análise, avançando para além das análises preocupadas apenas com os aspectos econômicos. Neste autor aparece a preocupação em fazer uma diferenciação clara entre o centro e a centralidade. Para ele:
Il nous faut donc distinguer centre et centralité. Le centre est um lieu historique et géographique circoncrit, vécu comme tel par les habitants. Adaptée aux contraintes de fabrication et d’usage de nos villes, la centralité est le modèle de civilisation et de convivialité que nous souffle le centre. Elle
18 JOHNSON, James. Geografia urbana. Barcelona: Oikos-tau,1974. 19 GEORGE, Pierre. Geografia urbana. São Paulo: DIFEL, 1983.
20 SANTOS, Milton. Manual de geografia urbana. São Paulo: Hucitec, 1981.
21 LOJKINE, J. O estado capitalista e a questão urbana. São Paulo: Martins Fontes, 1981. 22 GOTTDIENER, m. A produção social do espaço urbano. São Paulo: EDUSP, 1993. 23 CASTELLS, M. La questión urbana. 5. ed. Ciudad de México: Siglo Veintiuno, 1978. 24 ANDRÉ, J-L. Au coeur des Villes. Paris: Odile Jacob, 1994.
est l’organisation pour l’homme et à l’échelle de l’homme de l’espace urbain.25
Para o autor, a cidade está identificada pelo centro. Deste modo deve-se assegurar a expansão do centro, criar lugares dotados de centralidade nas periferias, mas também delimitar o espaço urbano, dando aos cidadãos os meios para se deslocarem, tanto para o trabalho quanto para o lazer. Assim o centro pode reconquistar seu lugar. Também a importância da identidade do centro é ainda ressaltada pelo autor:
La ville ne peut plus être une justaposition de quartiers étrangers les uns aux autres ni une addition de programmes réduit à des foctions aussi élémentaires qu’habiter ou travailler. Il est temps de raccomoder, de transfomer, de reunir, de réouvrir, d’intégrer, de donner du sens. Bref de renouer, en donnat un sens moderne à la mémoire de Villes, avec l’humble repetassage.26
Também Monet (s/d)27 se preocupa com a importância que tem a imagem associada aos discursos sobre a cidade em geral e o centro em particular. Ressalta a importância que tem a imagem que se produz a partir dos discursos sobre o centro. Trata-se de um entendimento que busca dar ênfase ao caráter simbólico e ao poder exercido pelos discursos na formação de uma imagem acerca de um determinado lugar. São discursos catastróficos aqueles aos quais se refere o autor, que procuram descaracterizar o centro como um bom local para ficar. Aqui já se está falando do centro em um momento posterior ao seu auge, quando o declínio das condições ideais de moradia e de outros usos começam a dar sinais de uma evidente queda na qualidade de vida no centro. O autor se preocupa em identificar as forças que têm interesse em produzir um discurso desta natureza, assim como busca verificar a relação entre a cidade e seu duplo, originado dos discursos. No seu
25 “É preciso distinguir centro e centralidade. O centro é um lugar histórico e geográfico circunscrito, vivido como tal pelos habitantes. Adaptado aos constrangimentos da fabricação e do uso de nossas cidades, a centralidade é o modelo de civilização e de convivialidade que nos sopra o centro. A cen- tralidade é a organização para o homem e à escala do homem do espaço urbano.” ANDRÉ, J-L. Au
coeur des Villes, p. 21.
26 “A cidade não pode mais ser uma justaposição de quadras estranhas umas às outras nem uma soma de programas reduzida a funções tão elementares como habitar ou trabalhar. É tempo de re- mendar, de transformar, de reunir, de reconstruir, de integrar, de dar sentidos. Reatar, dar um sentido moderno à memória das cidades, com a humildade repetida.” Ibidem, p. 180.
27 MONET, J. La ville et son doublé. Images et usages du centre: la parole de México. Paris:Nathan, s/d.
entendimento a identificação da função exercida em determinado espaço é designada preliminarmente, e a identidade do lugar é conferida pela sociedade:
Sans une image culturellement déterminée, aucun lieu n’aurait de sens, donc de fonction: l’espace ne peut remplir de role s’il n’est pas préablement pense par une société. Il doit d’abord être identifié pour être le support d’une activité.28
Ao falar do espaço urbano em geral o autor identifica nos discursos uma conotação claramente negativa, como se estes lugares fossem portadores de um mal que os leva à deterioração do lugar, da paisagem, enfim, de um espaço considerado qualitativamente bom. Continuando sua análise o autor se refere aos discursos catastróficos descrevendo a Cidade do México, como se o caos estivesse inexoravelmente conduzindo a cidade para um destino insuportável. Mas não se refere apenas ao caso mexicano. Para ele “México sera ici l’arbre qui nous montrera la forêt”.29 Na verdade a cidade monstro pintada nos discursos, a “monstropólis”,
habita toda a grande cidade e pode surgir a qualquer momento, como um “espantalho”, nas páginas da imprensa ou na tela da televisão. Estas patologias não são um fantasma novo, já assombraram Londres, Paris, Nova Yorque, Tóquio, Rio de Janeiro, Calcutá, Cidade do México ou São Paulo. O objetivo do Autor consiste justamente em identificar de onde vêm estes discursos catastróficos, que divulgam uma imagem negativa das grandes cidades. Procura responder quais razões justificam este imaginário e quais as implicações na vida cotidiana dos cidadãos. Que forças tendem a produzir e reproduzir este discurso, e por qual motivo? Que relação existe entre a cidade e a imagem que se faz dela? Como são associadas as imagens e os usos que se fazem de um lugar? São questões que aqui também podem ser colocadas para o caso de São Paulo. Não se pode admitir uma separação entre a cidade e a imagem que dela se faz, para não perder a realidade. Diz Monet:
Pour em faire une idée juste, il faute embrasser le lieu et son image, l’espace et son doublé, l’objet e son ombre. Le va-et -vient que nous
28 “Sem uma imagem culturalmente determinada, nenhum lugar teria sentido, nem função: o espaço não pode exercer papéis se não for primeiramente pensado por uma sociedade. Ele deve, primeira- mente, ser identificado para ser o suporte de uma atividade.” MONET, J. La ville et son..., p.11. 29 “México será assim a árvore que nos mostrará a floresta.” Idem, p. 9.
effectuerons entre le discours e les actes, l’image et l’usage nait de ce qu’ils se conditionnent mutuellement.30
Assim não se pode modificar um lugar sem antes modificar a imagem que se tem dele. O centro não pode ser associado a um lugar ruim se o que se pretende é sua transformação em um lugar bom. O teor dos discursos e a imagem que eles associam ao centro podem muito bem identificar as intenções dos autores.
Com o passar do tempo e a com própria mudança nas concepções acerca do espaço surgem novas análises sobre o centro e sua imagem, bem como sobre os lugares identificados como centralidades. Além do mais, o crescimento desmesurado das cidades multiplica em um tempo cada vez menor as características da urbanização em seu grau mais elevado. É a própria estruturação da cidade que evolui. Ao invés de estruturas simples, onde a identificação do centro não era tarefa difícil, se passa para um complexo sistema urbano, uma profusão e intensificação de usos, uma disseminação dos usos pelo espaço, enfim, parâmetros novos que surgem para atender às exigências do capitalismo.